Um blog do Travellerspoint

Dinamarca

Dia 4 - Copenhague - Tóquio

overcast 11 °C

Acordei cedo. Café da manhã no 7-Eleven do lado do albergue.

A rua onde ficam os bares estava imunda, e os garis estavam fazendo a limpeza. Me chamou a atenção que todos eles são africanos.

Peguei o metrô pro aeroporto.

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Andar de metrô em Copenhague é uma experiência curiosa. Parece um trem-fantasma, daqueles de parques de diversões, porque os trens não têm condutor, nem aquela cabine de controle que fica na frente. São controlados por computador.

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Outra coisa legal é que não tem roleta pra embarcar. E não vi ninguém dando calote. Todo mundo compra o bilhete nos caixa automáticos (não tem bilheteria), mesmo sendo o metrô mais caro que já vi (R$8). Não vi nenhum fiscal nos trens. Nem deve precisar de controle, pois todo mundo respeita. Dá gosto de ver a honestidade das pessoas aqui.

Cheguei no aeroporto em apenas 15 minutos. Pô, se soubesse que era rápido assim, teria ido dormir um pouco mais tarde ontem e poderia aproveitar um pouco mais da noite !!

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O aeroporto de Copenhague é de primeiríssima linha, ultra-moderno. A área de embarque parece um shopping center, com diversas lojas.

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Comprei uns souvenirs e não poderia deixar de comer um clássico dinamarquês: biscoitos amanteigados !!

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Goodbye Denmark !!!

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O dinheiro que tinha sacado aqui quando cheguei deu redondo pros dois dias. Sobraram apenas umas moedas. Tinha sacado 1100 kr (R$367), e deu pra pagar tudo, incluindo ai o albergue. Se tivesse saído ontem ou na 5ª feira, talvez tivesse que sacar um pouco mais de dinheiro hoje. Normalmente gasto nos meus mochilões entre R$130 e R$200 por dia, incluindo a hospedagem.

O voo até Moscou durou 2:30h. Aeroporto Sheremetyevo:

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Bem-vindo ao mundo do alfabeto cirílico:

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Aproveitei pra almoçar no aeroporto. Comi um Pelmeni (espécie de ravioli com creme de queijo por cima), um clássico russo:

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Em duas horas no aeroporto de Moscou vi mais mulher bonita que nos dois dias que estive em Copenhague. As dinamarquesas são bonitas também...mas isso aqui é uma coisa de maluco, não dá pra comparar !!! Tinha que ver as vendedoras das lojas e as balconistas do restaurante onde almocei...cada coisinha linda !! Terra abençoada isso aqui !!

Fiquei impressionado com o mal-humor das funcionárias do raio-x no aeroporto, todas mulheres. Extremamente grossas.

Hora de embarcar....Mengão rumo a Tóquio !!! :)

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Achei a Aeroflot (empresa aérea russa) muito boa. O avião tinha algo muito importante: monitor individual !!

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Pra ficar melhor ainda, a poltrona do meu lado estava vazia, Viajei na fileira da janela, que tem só duas poltronas. Fiquei com espaço em dobro pra mim ! Praticamente classe executiva ! E nem precisava ficar acordando ninguém pra ir no banheiro.

Ihh...ainda falta muito !

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Nunca vi uma empresa com aeromoças tão bonitas. Que êeesso...loucura ! Pareciam ter saído de alguma agência de modelos, e os corredores do avião se transformaram numa passarela de desfile de moda. Tinha umas morenas lindas demais que deviam ser de uma etnia diferente, talvez do Cáucaso. E ainda por cima eram simpáticas.

Durante o vôo, fiquei escrevendo uns textos do blog no meu notebook, e depois assisti uns capítulos do House no sistema de entretenimento do avião. Não consegui dormir nada...ansiedade pré-Japão :)

Anoiteceu durante o voo e logo depois amanheceu de novo por causa do fuso horário. Sol nascendo enquanto o avião sobrevoava algum lugar da Sibéria:

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Publicado por alexpt 5:57 Arquivado em Dinamarca Comentários (4)

Dia 3 - Copenhague

sunny 10 °C

Dormi durante 10 horas seguidas. Estava precisando muito de uma boa noite de sono como essa. Acordei novo em folha. A galerinha do quarto já tinha toda levantado. Não escutei eles chegando de madrugada, nem quando acordaram, graças ao tampão de ouvido que estava usando. Uma das coisas que aprendi, depois de tantos mochilões, é jamais esquecer de levar nas viagens meu tampão. Descobri a importância disso meio que por acaso. Num voo da TAM pra Nova York na classe executiva em 2010 (é, só pra falar que viajei na executiva...hehehe) distribuiram necessaires com um monte de coisas, incluindo aí um tampão. Nunca tinha usado isso antes. Achei uma maravilha !! Com o silêncio absoluto reinando na minha mente, dormi profundamente por várias horas no vôo (coisa raríssima de acontecer), ajudado também pela poltrona que reclinava 180 graus e virava uma cama !! Depois disso, descobri o óbvio: é mais do que obrigatório usar tampão pra dormir bem nos albergues, seja por causa do barulho do trânsito, ou pela galera que chega no quarto de madrugada fazendo barulho. Nunca mais tive problemas pra dormir em albergue nenhum. Hoje em dia confesso que sou viciado em tampão até mesmo na minha casa. Morava num apto de fundos bastante silencioso, mas me mudei há alguns meses pra um apto maior, só que bem mais barulhento, localizado de frente pra uma esquina movimentada. É barulho de buzina, moto e ônibus a noite toda. Impossível dormir sem tampão !

Fui na 7-Eleven do lado do albergue e comprei meu café da manhã: suco de laranja e croissants.

A apenas duas quadras do albergue ficam os jardins do Rosemborg Slot, um castelo do século 16 que foi utilizado no passado como residência de campo pela família real.

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O castelo e seu interior:

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Tesouros da família real:

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Dei sorte. Logo que saí do castelo, começou a troca da guarda real. Lembra muito a de Londres, no Buckingham Palace.

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Um vídeo que gravei:

Ciclovias por todos os lados:

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Vi aqui muitos carros e até microônibus elétricos. Alguns lugares tem recarregadores de bateria para carros:

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Estava um dia lindo de sol, e o frio diminuiu um pouco, fazendo a alegria dos moradores da cidade. Os bares e restaurantes estavam cheios de gente almoçando ou tomando uma cerveja na calçada:

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O Amalienborg Slot é a residência da família real dinamarquesa. Quando cheguei lá, vi a mesma guarda que havia saído do Rosemborg Slot. Eles vão desfilando pelas ruas até chegar aqui, todo dia, ao meio-dia. Estava lotado de turistas. Achei mais legal que a troca da guarda de Londres, porque aqui não tem aquelas grades cercando o palácio. Só tem uns policiais que tratam de manter a multidão distante dos guardas.

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A Igreja de Mármore:

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O Kastelett é a antiga fortificação da cidade. É como uma ilha, cercada por canais.

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Monumento aos soldados dinamarqueses mortos em todas as guerras das quais o exército nacional participou, incluindo até as recentes, como no Iraque e no Afeganistão.

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Ponto de parada dos barcos que fazem passeios pelos canais da cidade:

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A Pequena Sereia, personagem do escritor dinamarquês de histórias infantis Hans Christian Andersen. É venerada como uma verdadeira atração turística da cidade, e tem fila pra tirar foto com ela. Mas é só uma....estátua.

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O dinamarquês é um idioma que lembra de longe o alemão, ou seja, totalmente incompreensível para nós brasileiros. Mas isso não é problema nenhum, porque todo mundo aqui fala inglês. Muito tranquilo.

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À beira de um canal, uma praia (com areia e tudo) e um palco onde rolam uns shows durante o verão:

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Speaker’s corner, onde qualquer pessoa pode chegar e meter a boca no trombone, reclamar de algo ou expor as suas idéias pra multidão que vai se aproximando pra escutar. Quem concordar fica no lado direito, e quem discordar, vai pro esquerdo. Idéia copiada de Londres.

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Um dos canais da cidade com uma plataforma onde as pessoas ficam de bobeira tomando um sol:

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Da série “placas bizarras” : “Proibido andar descalço” (???)

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Ihh, rapaz...será que consigo achar minha bicicleta ?? :)

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Carnaval de Copenhague !! Daqui a uma semana !!

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Riquixás:

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Moda Viking:

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A rua Strøget estava totalmente diferente de ontem. Comércio aberto e ruas lotadas:

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Bateu a fome, e encontrei esse buffet com comida liberada com preço fixo de R$23 ! Preço justo !! É só sair da região do Nyhavn (“a zona sul”) que os preços são bem mais em conta.

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Enchi o bucho. A comida até que tava boa, mas não tinha nada de típico daqui. Só massa, arroz, pizza, salada, frituras...enfim, comida globalizada.

Nunca vi um lugar com tantas sorveterias !! E o mais incrível, todas elas tinham fila na porta. Muito engraçado isso... como podem gostar de tomar sorvete nesse frio ?? E pior, com preços absurdos: aqui um simples sorvete de 1 bola custa R$9 !!!

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Uma das belas praças da cidade:

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Hans Christian Andersen Boulevard:

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O Museu Nacional, com entrada gratuita. Já estava fechando, mas deu tempo de ver o que eu queria.

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Parecem berrantes, mas são canecas utilizadas pelos vikings:

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Grande parte da população da cidade morava em casas de madeira humildes como essa durante a Idade Média:

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A Groelândia é um território que pertence a Dinamarca. Essas roupas são usada pelo povo que mora lá. Será que faz frio lá ??

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Pinturas sobre os nativos da “Terra Brazilis”:

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O Christiansborg Slot, que é a sede do palamento e do governo dinamarquês.

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Antiga bolsa de valores:

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Parte mais moderna da cidade, no bairro de Christianshavn.

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Ainda nesse bairro, muita gente aproveitando o dia de sol pra tomar uma cerveja na beira de um canal. Aqui vi muita gente bebendo cerveja pelas ruas. Não é proibido como na Suécia ou Noruega. Além disso, dá pra comprar cerveja 24 horas por dias em qualquer filial da 7-Eleven.

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Christiania, no bairro de Christianshavn é uma espécie de “cidade independente” dentro de Copenhague, onde hoje vivem cerca de mil pessoas que escolheram um modo, digamos, alternativo de viver. Tudo começou com um acampamento hippie nos anos 70, virando uma pequena comunidade auto-sustentável, com suas próprias regras (como não ser permitido fotografar e correr, por exemplo). Ainda que as leis dinamarquesas proibam entorpecentes, a polícia dinamarquesa tolera drogas leves neste local. É comum ver gente fumando maconha por lá sem ser importunada. Aliás, não vi nenhum policial por lá. Talvez alguns estejam a paisana.

Não tirei foto em Christiania por ser proibido, mas peguei essas fotos da internet:

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O bairro ocupa um parque com uma área enorme, com uma feira de roupas, souvenirs e coisas com a temática hippie. Tem uns galpões enormes com aspecto degradado e pixados, que são usados como moradia, e também como casas de show e exposições. Alguns traillers com mesas ao ar livre funcionam como bares e lanchonetes. Clima total de Woodstock anos 70.

O parque estava bem cheio. Cheiro de baseado forte no ar. Caminhando pela área, me deparei com uma coisa muitooooooo louca ! Uma área não muito grande que estava demarcada com umas cercas, e uma placa onde dizia-se “Welcome to the Green Light District...No Photos, drugs are still ilegal”. Era nada mais, nada menos que um “feirão da erva”. Isso mesmo, uma feira com um monte de barracas vendendo diversos tipos de maconha e haxixe. Surreal. Pensando bem, foi uma tacada de mestre da polícia local em tolerar a venda de drogas leves. Isso praticamente acaba com o trabalho dos traficantes. Acho que os próprios feirantes plantam e colhem as ervas, porque tinha vários pés de cannabis por lá. E basta colocar uns policiais à paisana circulando pela área, que dá pra saber muito bem quem está comprando, e ver se tem alguém vendendo drogas mais pesadas (essas sim dão cadeia aqui). Nessa Green Light District senti um clima tenso no ar. Tinha uns caras que ficavam de olho em todo mundo pra ver se alguém tirava foto. Uma menina do meu lado tentou tirar uma foto e tomou um esporro SINISTRO de uns caras que surgiram do nada !!

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Uma coisa importante em Christiania: cerveja barata !! Tomei uma Tuborg de meio litro por apenas 12 kr (R$4) !

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Somersby sabor blackberry (amora):

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O bairro de Islands Brygge, vizinho a Christianshavn, é mais moderno e residencial. Na beira do canal, uma antiga área portuária foi transformada em local sofisticado, com restaurantes da moda, ao estilo Puerto Madero em Buenos Aires:

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Um calçadão de madeira na beira do canal:

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Ponto de parada dos barcos que fazem transporte pelo canal:

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Acredite, isso é um edificio residencial !!

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Um outro prédio com arquitetura louca:

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Achei esse bairro muito bonito e tranquilo, com prédios novos. O que impressiona é que eles tem apartamentos também no térreo, inclusive com varanda, e nenhum deles tem grade ! Várias varandas cheias de objetos, como mesas, cadeias, bicicletas... outro mundo !! Se fosse no Brasil, teriam até cerca elétrica !!

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Piscinas públicas que abrem somente no verão. Elas são conhecidas, acreditem, como “CopenCabana”. Heheheh. O mundo nos adora !!

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Outro prédio louco:

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Muitas pessoas me escrevem perguntando por que apareço em tão poucas fotos no blog. Uma das coisas chatas de viajar sozinho é que você tem que ficar pedindo toda hora pra alguém na rua pra tirar uma foto sua. O problema é que a maioria delas precisa conhecer urgentemente noções básicas de fotografia, como enquadramento e zoom. Pedi pra algumas pessoas tirarem fotos minhas na rua hoje, mas ficaram ruins, tortas, sem enquadramento...apaguei tudo !!!

Comi um kebab melhor que o de ontem na Strøget, e mais barato.

Um estacionamento de bicicletas com dois andares no meio da rua !!

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Voltou a esfriar bastante de noite. Dessa vez estava mais preparado, com dois casacos. Sinistro foi ver umas meninas nas ruas usando mini-saia e sem casaco nenhum !

Fiquei hoje umas 12 horas caminhando !! Devo ter percorrido uns 20 km, sem exagero !! Consegui conhecer tudo da cidade que eu queria em apenas um dia.

Voltei pro albergue pra tomar uma ducha e ver qual a boa da noite. Descobri que a boa fica num bairro meio distante do albergue, e de madrugada não tinha metrô, teria que voltar de taxi ($$$). Não rolava. Dei umas voltas pelas ruas perto do albergue, que tinha uns bares que estavam cheios e com filas grandes na porta. Mulherada gata. Já passava de 1 da manhã. Eu estava bem dividido. Minha mente queria mergulhar de cabeça na noite de Copenhague, chutar o balde e só ir dormir de manhã, mas meu corpo estava implorando por uma cama. Não tava me aguentando em pé mais. Só tomei umas cervejas no bar do albergue (que estava bombandooo) e preferi ir dormir. Tinha que acordar as 8h pra pegar meu vôo pro Japão, e como já iria virar uma noite (na viagem entre Copenhague e Tóquio), era melhor guardar as poucas energias que teria pro meu primeiro dia em Tóquio.

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Dia 2 - Copenhague

overcast 7 °C

O vôo da Iberia até Madri durou 10h e saiu no horário. Foi um alívio isso, pois fiquei com um certo trauma do enorme atraso da TAP no ano passado, e da confusão que foi a conexão de Lisboa pra Moscou. Não gostei muito da Iberia. O serviço de bordo até que era razoável, comida idem, mas o avião era velho e não tinha algo que considero essencial em vôos longos como esse: monitores individuais com opções de entretenimento. Tinha apenas monitores coletivos, e as pessoas precisavam ficar esticando o pescoço pra conseguir ver algo do filme. Meu passatempo foi ficar revendo uns episódios antigos do Lost que eu tinha baixado pro meu notebook.

Em Madri, passei pela imigração sem problemas. O policial não perguntou nada, e tive a impressão de que nem olhou pra minha cara. Só olhou as páginas cheias de carimbo e vistos do meu passaporte e me liberou, da mesma forma que aconteceu nas 4 últimas vezes que fui para a Europa. Só me encheram de perguntas na minha primeira vez, em 2005, justamente lá em Madri. Eles devem ter controle de quantas vezes o turista já entrou e saiu, e realmente não faz sentido criar caso com quem é turista frequente e sempre volta pra casa sem extrapolar o limite de 90 dias (ao qual nós brasileiros temos direito na Europa sem precisar de visto).

Até Copenhague foram mais 3h de vôo. Cheguei às 15h.

Esta é a única das capitais escandinavas que ainda não conhecia. A cidade já esteve na minha mira 3 vezes, mas por motivos diversos acabei tirando-a do meu roteiro. De fato, eu já tinha pisado em Copenhague em 2008 e 2011, mas conheci apenas o aeroporto, onde fiz conexões para outros países.

A cidade fica numa grande ilha chamada Zealand, e está bem perto da Suécia, bastando atravessar uma ponte um pouco maior que a Rio-Niterói.

A Dinamarca tem apenas 5 milhões de habitantes, ou seja, o país inteiro tem menos gente que o município do Rio. Mas é um dos países mais desenvolvidos do mundo. O padrão de vida aqui é altíssimo.

No aeroporto, descendo as escadas pra pegar a bagagem, olha só o que eu vi !! Uma propaganda do Diners Club saudando a minha chegada !! :)

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Saquei dinheiro (coroas dinamarquesas) num caixa automático do aeroporto. Precisava comer algo lá mesmo no aeroporto, pois estava faminto. Comi um sanduba no Burger King. O menu com fritas e refri saiu por 61 coroas dinamarquesas (R$20), ou seja, só um pouco mais caro do que seria no Brasil.

Me enrolei um pouco pra chegar no albergue. Peguei um trem, e no meio do caminho eu percebi que na verdade deveria ter pego o metrô, porque seria mais perto. Mas depois me achei. Desci na estação central de trens:

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Peguei depois o metrô pra estação Kongens Nytorv, bem no centro da cidade. A saída da estação:

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Estava um frio SINISTRO quando saí na rua (8 graus) !!! Não quero nem imaginar como deve ser isso aqui no inverno !!

Logo ao sair da estação, já percebi a beleza estonteante da cidade.

A Opera Real Dinamarquesa, minha primeira visão ao sair da estação:

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Quando deve custar uma volta de taxi Mercedão em Copenhague ???

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Andei mais alguns poucos quarteirões até encontrar o albergue (Generator Hostel):

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Fiz o checkin e tomei um banho. No meu quarto (de 6 camas) só tinha um australiano e um canadense, com quem conversei rapidamente.

Fotos do quarto e vista da janela:

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Achei o albergue muito bom. Um dos melhores que já vi. Tudo muito limpo e organizado. Tinha banheiro no quarto (um luxo que poucos albergues têm), e cada cama tinha sua luz de leitura e tomada individual, muito útil pra deixar recarregando de noite a bateria da câmera e do notebook.

Uma avenida próxima ao albergue com muitos bares e restaurantes:

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Onde quer que você esteja na Escandinávia ou na Ásia, sempre haverá uma 7-Eleven por perto !! Essa rede de loja de conveniências 24h já me salvou muitas vezes de ter que ir dormir com fome de madrugada !!

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Aqui tem bicicletas e ciclovias por todos os lados. Um estacionamento de bicicletas na rua:

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Preços sinistros de cachorro quente (R$8 a R$12):

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O Nyhavn é um antigo porto que foi transformado numa região boêmia, com muitos bares e restaurantes ocupando as casas coloridas e a calçada. É um dos lugares mais caros da cidade. É só pra olhar mesmo :)

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“Copenhagen Redlight”... querendo parecer-se com Amsterdam:

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Chope Tuborg por 40 coroas (R$13) !!! Assim quebra a firma...

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R$50 pra comer um bife com batata. Preço de restaurante top de linha em Ipanema e Leblon...

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Apesar do sol de final de tarde, estava um vento que congelava até a alma e fazia doer todas as partes descobertas. Meu casaco acostumado ao rigoroso inverno de 16 graus do Rio não estava mais dando conta !! O frio era tanto, que os bares ofereciam cobertores pras pessoas se cobrirem:

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A cerveja Carlsberg é a mais tradicional da Dinamarca. Vende em alguns lugares do Brasil (mas acho meio amarga...não gosto).

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Alguém quer dar uma volta no meu iate ?? :)

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Um barco-restaurante ancorado na Nyhavn:

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Do lado da Nyhavn, um teatro com uma arquitetura maneiríssima à beira-mar, e com um deck de madeira:

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Ópera de Copenhague, do outro lado do canal:

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A galera toda chegando de bicicleta:

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Aqui a maioria dos restaurantes são no subsolo, com umas janelas que vão até quase o chão. Pra entrar, tem que descer uma escada na entrada:

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O comercio da cidade em geral estava todo fechado, por ser feriado. Essa é a Strøget, principal rua de pedestres da cidade. É enorme. A rua de pedestres mais longa do mundo.

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Nem tudo são flores no Reino da Dinamarca:

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Rådhus (prefeitura):

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Quem é do Rio e tem mais de 30 anos com certeza se lembra de um clássico dos anos 80: Tivoli Park da Lagoa !!! O nome foi copiado desse parque de diversões muito antigo de Copenhague:

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Um contador de ciclistas que passam numa ciclovia em frente a prefeitura. Aqui a bicicleta é transporte de massa ! Todo mundo usa !!

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Outra coisa que me chamou muito a atenção é que tanto os ciclistas quanto os pedestres obedecem rigorosamente às leis de trânsito. As pessoas só atravessam na faixa, e mesmo que não venha nenhum carro, ficam esperando até o sinal fechar. As bicicletas também param no sinal e não avançam mesmo que não tenha nenhum pedestre atravessando. Além disso, os ciclistas quando vão virar em alguma rua, esticam o braço na direção, avisando aos ciclistas que vêm logo atrás, como se estivessem dando seta ! Nas ciclovias, nada de pedestres ou gente empurrando carrinho de bebê. Dá gosto de ver tanta civilidade...

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Estou achando isso aqui muito parecido com Amsterdam, tirando os Coffee Shops e a Red Light District, é claro. Ciclovias e bicicletas por todos os lados. Assim como a Holanda, a Dinamarca é um país totalmente plano, o que facilita, e muito, pedalar.

Vi muitas lanchonetes de kebab (ou “shwarma”) na Strøget. Dificil achar algum lugar da Europa que não tenha isso !! Hum, quanto tempo não comia um autêntico kebab com carne de carneiro ! Não resisti !! :) Mas foi o kebab mais caro da minha vida (R$17).

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O Christiansborg Slot, que é a sede do palamento e do governo dinamarquês.

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A antiga bolsa de valores:

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Um bar de karaokê muito maneiro. Como se não bastasse as pessoas pagarem mico pra todo mundo do bar, também pagam mico pra quem passava na rua, pois tem uma TV mostrando a performance do candidato a cantor pra todo mundo ver !! E fica maior galera na rua assistindo e rindo !! Muito engraçado !!

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Noite de quinta-feira...estava amarradão pra fazer noitada em qualquer lugar, mas eu estava MORTO ! Há muito tempo não me sentia tão cansado. Havia dormido só 5 horas na noite anterior da minha viagem, e não dormi nada na viagem do Rio pra cá. Além disso, tava um frio desesperador na rua... a temperatura de noite despencou, e com o vento, a sensação térmica era muito menor. Sem condições de jogo !! Voltei pro albergue, e berço !

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Dia 1 - Rio-Copenhague

overcast 8 °C

E aí, pessoal ? Estou aqui de volta escrevendo no blog, 1 ano depois !! Como o tempo voa ! Chegou o momento de partir rumo a mais uma grande aventura ! Nos próximos 26 dias vocês vão viajar junto comigo e se divertir com as minhas loucas histórias láaaaa do outro lado do mundo. Vou levar meu notebook na viagem, e espero conseguir publicar notícias com frequência.

Meu roteiro dessa vez será um tanto quanto eclético: Dinamarca, Japão, Ucrânia, Itália e Espanha. Quatro países tão distintos entre si, que praticamente se complementam.

Desta vez não consegui tirar férias junto com nenhum amigo, e por isso ficarei a maior parte da viagem sozinho. Pelo menos, eu vou me encontrar em Barcelona no final da viagem com 4 amigos aqui do Rio (Sascha, Humberto, Ricardinho e Fabinho) e uma amiga catarinense, a Jô, que está morando lá um tempo. De lá, vamos pra Madri, de onde eu volto pra casa e meus amigos seguem viagem.

A viagem começa com duas noites em Copenhague, a bela capital dinamarquesa, terra dos vikings, dos biscoitos amanteigados, dos preços exorbitantes e das loiraças.

O longínquo Japão, um sonho antigo, é a próxima escala da viagem. É o ponto mais distante que um brasileiro pode visitar sem sair do planeta. Está exatamente do outro lado do mundo, com 12 horas de fuso a mais. Como diz Luis Fernando Veríssimo no livro "Traçando Japão" : "É um engano achar que você desembarca em Tóquio no dia seguinte. A sensação é a de desembarcar no século seguinte". Este livro, aliás, é imperdível para quem pretende conhecer o Japão um dia. A região metropolitana de Tóquio é a maior concentração urbana do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes. Uma cidade que consegue unir, como nenhuma outra, o moderno com o tradicional. Fiquei impressionado com a quantidade de atrações da cidade ao ler o guia que comprei. Não imaginava que tivesse tanta coisa interessante. Por isso mesmo, reservei 6 noites só para ela.

Um vídeo muito interessante chamado “Japão, um país estranho”:

Em Tóquio, pego o Shinkanzen (trem-bala) para Kyoto, uma das cidades mais bonitas do país, antiga capital imperial (até o século 19), também conhecida como a cidade dos samurais. A região de Kyoto tem cerca de 1.600 (!!) templos budistas e 400 santuários xintoistas. O xintoísmo é uma religião japonesa que venera deuses ligados a força da natureza, como sol, mar, terra, fogo, etc.

A terceira e última escala no Japão será Hiroshima, conhecida mundialmente pelo triste episódio da explosão da bomba atômica lançada pelos americanos no final da 2a Guerra Mundial, em 1945. Hoje é uma cidade moderna e cheia de vida, um verdadeiro símbolo do poder de reconstrução e recuperação do povo japonês. O Japão era uma nação arrasada depois da 2a Guerra, mas assim como a Alemanha, recuperou-se rapidamente, com grande ajuda econômica dos americanos. Viveu até os anos 90 o chamado "Milagre Japonês", com crescimento econômico comparável ao da China de hoje, e tornou-se a 2a maior economia do mundo, atrás apenas dos americanos. Desde o estouro de uma bolha imobiliária e financeira há 20 anos, o Japão é uma economia estagnada, e foi ultrapassada há pouco tempo pela China.

Há algumas semanas, providenciei o visto no consulado do Japão no Rio. Tive que pagar uma taxa de R$60,00, preencher um formulário com dados pessoais, roteiro da viagem e endereços dos lugares onde vou me hospedar. Tive ainda que apresentar as passagens aéreas. O funcionário só perguntou se eu ia viajar sozinho, e para onde eu viajaria depois do Japão. Ficou pronto em apenas dois dias. Achei o processo bem tranquilo, sem falar que não tinha ninguém na fila para ser atendido. Uma diferença enorme se comparar com o consulado americano !!

O Japão será, gastronômicamente falando, um grande desafio pra mim. Quem me conhece, sabe que não sou nem um pouco chegado a peixe cru com arroz. Eu sei que é saudável, e inclusive já experimentei algumas vezes, mas não adianta, não consigo sentir a menor atração por isso. A boa notícia é que a cozinha japonesa está longe de ser apenas sushi, sashimi e temaki. O guia que eu comprei tem uma página com um monte de pratos diferentes, e uns macarrões com uma cara boa (não são yakisoba). Vamos ver.

Outra coisa que me motivou e tornou viável minha visita ao Japão foi ter encontrado uma passagem bastante barata saindo da Europa. Paguei pelo trecho Copenhague-Moscou-Tóquio / Tóquio-Moscou-Kiev apenas R$1.323,00 (REAIS...e não dólares !) na empresa aérea russa Aeroflot. Esta tarifa é promocional e só consegui esse preço porque comprei com 3 meses de antecedência. Considerando que os trechos Rio-Madri-Copenhague e Madri-Rio eu tirei com milhas, meus gastos com passagens nessa viagem serão incrívelmente baixos !

Alem de ter dado a sorte de ter encontrado uma passagem barata, dei sorte também com a data que escolhi para conhecer Tóquio. Descobri que vou chegar justamente no final de semana em que é comemorado o Sanja Matsuri, um dos principais festivais religiosos da cidade. Os matsuris são na verdade um misto de celebração com procissão religiosa. Talvez uma mistura louca de carnaval com Círio de Nazaré à moda oriental. Coisa de 2 milhões de pessoas pelas ruas próximas ao templo Senso-ji, o principal de Tóquio. Outro fator de sorte: descobri que o albergue onde vou me hospedar fica localizado a apenas uma quadra da entrada deste templo ! Acho que para mim, a sensação vai ser equivalente à de um japonês desembarcando no meio de um bloco de carnaval do Rio ou de Salvador. Em outras palavras, uma experiência única !

A parada seguinte é a misteriosa Ucrânia. Algo me diz que será a grande surpresa da viagem. Muitos me perguntaram: "Mas o que tem pra ver lá ? Chernobyl ? Radiação ? Cidades fantasmas ?" Incrível como o desconhecimento leva ao preconceito. Já tem um tempo que eu queria visitar este país, mas a exigência de visto para turistas brasileiros acabava me desanimando. Quando soube no ano passado que essa exigência foi revogada, não pensei duas vezes em incluir o país no meu roteiro. Como já conheço boa parte da Europa (incluindo o Leste Europeu), a Ucrânia é a bola da vez. Passei um bom tempo procurando um guia sobre o Leste Europeu que tivesse países "alternativos", fugindo um pouco do turismo de massa à la "Praga-Viena-Budapeste", mas eu simplesmente não encontrei um guia assim em lugar nenhum !! Tive que comprar na Amazon, onde encomendei o excelente Lonely Planet Eastern Europe, considerado a "biblia" dos mochileiros no Leste Europeu. Tem TUDO, até lugares pra lá de exóticos como Belorússia, Kosovo, Albânia e Moldávia. Esse guia foi um verdadeiro achado, e me deu dicas preciosas na minha viagem no ano passado, quando passei pela Croácia, Bósnia, Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia, Finlândia e Rússia. Acho que sem o "tijolão" eu teria ficado totalmente perdido !!

Passo 3 noites em Kiev, a capital ucraniana, que tem uma das melhores noites da Europa. Depois pego um trem cruzando o país até Lviv, que é considerada a “Nova Praga”, mas ainda não foi descoberta pelo turismo de massa. O Lonely Planet descreve Lviv assim: "You'll be extremely glad to have arrived in Lviv, Ukraine's loveliest city (...) Best of all, despite the extraordinary architectural wealth here, tourists remain a small minority, even in the Unesco World Heritage-listed Old Town in midsummer". Hmmmm...nada mal, heim ? A cidade fica bem próxima a fronteira com a Polônia, e por isso mesmo, muita gente por lá fala inglês, ao contrário do que acontece em Kiev. A Ucrânia tem ainda muitas outras atrações, como Yalta e Odessa, cidades às margens do Mar Negro que disputam o título de "Ibiza Ucraniana", e ficam lotadas no verão, com muitas festas. A moeda ucraniana, a hryvnia, é a 2a mais desvalorizada do mundo (perdendo apenas para a rúpia indiana), segundo o Indice Big Mac (criado pela revista britânica The Economist para comparar o custo de vida de diversos países do mundo). Isso obviamente traz preços pra lá de atraentes para nós brasileiros, já acostumados a pagar caro por praticamente tudo.

Acredito que Kiev e Lviv estarão bem cheias, pois ambas terão jogos da Eurocopa, que começa apenas 3 dias depois de eu ir embora. Os preços de alguns albergues de ambas cidades disparam a partir do início de junho. Foi difícil achar algum lugar barato para ficar, principalmente em Lviv. A maioria triplica de preço a partir de junho.

De Lviv, pego um voo direto para Veneza. Como assim Veneza ?! Sim... a princípio esta cidade não estava nos meus planos, mas descobri uma passagem aérea bastante barata saindo de Lviv pra lá, e decidi passar uma noite na "Città più bella del mondo" ! Estive em Veneza em 2005 durante apenas algumas horas, e foi paixão a primeira vista. Nunca vi nada parecido. É como voltar a Idade Média. Os olhos parecem não quererem acreditar no que vêem. É como entrar numa pintura medieval, ou como estar num filme de época. Sempre ouvia muitos dizendo que "é uma cidade pra ir acompanhado, nunca sozinho", ou, "é horrorosa, fede a esgoto". Na época eu era mochileiro estreante, e ainda não sabia que viajar também serve para derrubar preconceitos. Acabei incluindo Veneza no meu roteiro apenas "de passagem", chegando de trem de Florença. Eu tinha apenas 7h para conhecer alguma coisa da cidade, pois tinha um voo marcado para Amsterdam no mesmo dia. Me arrependi profundamente de não ter passado mais tempo lá, e prometi pra mim mesmo que voltaria um dia com mais tempo para conhece-la melhor. Esse dia está chegando !!!

A penúltima parada é Barcelona, a capital catalã, terra de Gaudi, um dos balneários mais badalados do Mediterrâneo e uma das melhores noites da Europa. É uma espécie de cidade-inspiração para o Rio atualmente, com uma história parecida (guardadas as devidas proporções). Barcelona era uma cidade degradada antes dos Jogos de 1992, mas sofreu uma transformação profunda, conseguiu dar a volta por cima, e hoje é tudo aquilo que o Rio sonha ser um dia, num futuro distante (ou não), após os Jogos de 2016. Já estive na cidade em 2005, mas conheci pouco da noite de lá. Desta vez será diferente. Vou encontrar com amigos aqui do Rio lá e com certeza vamos sair todas as noites !! Alugamos um apartamento de 3 quartos próximo a famosa Las Ramblas (que é o pico, a "Lapa de Barcelona"), e saiu pelo mesmo valor que pagaríamos para ficar num albergue qualquer com um monte de gente no quarto: 30 euros (R$75) a diária para cada um, um preço ótimo !! Vai bombar !!!

Após 3 dias de muita festa, pegamos o trem-bala rumo a Madri, minha segunda casa, onde me sinto totalmente "local". Será a minha 4ª vez na cidade. Tenho apenas uma noite lá, e no dia seguinte, c'est fini... volto pra casa ! Todo carnaval tem seu fim !!!

Este é o roteiro da viagem:

16/mai Rio-Copenhague
17/mai Copenhague
18/mai Copenhague
19/mai Copenhague-Tóquio
20/mai Tóquio
21/mai Tóquio
22/mai Tóquio
23/mai Tóquio
24/mai Tóquio
25/mai Tóquio-Kyoto
26/mai Kyoto
27/mai Kyoto
28/mai Kyoto-Hiroshima
29/mai Hiroshima
30/mai Hiroshima-Tóquio
31/mai Tóquio-Kiev
1/jun Kiev
2/jun Kiev
3/jun Kiev-Lviv
4/jun Lviv
5/jun Lviv-Veneza
6/jun Veneza-Barcelona
7/jun Barcelona
8/jun Barcelona
9/jun Barcelona-Madri
10/jun Madri-Rio

O mapa da viagem:

Uma pequena amostra dos lugares por onde vou passar:

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Muita gente me pergunta como consigo arrumar tempo pra publicar tantas coisas no blog enquanto viajo. Na verdade não deixo de fazer nada durante minhas viagens para ficar na internet escrevendo no blog. Tento apenas otimizar meu tempo. Por exemplo, aproveito enquanto estou no aeroporto esperando algum vôo, ou durante as longas viagens de trem, pra escrever os textos e baixar as fotos da câmera pro meu notebook, mesmo que esteja sem conexão wi-fi. Para isso é fundamental uma bateria que aguente pelo menos umas 4 horas sem carga. Quando chego em algum lugar com wi-fi, como num hotel ou albergue, só gasto uns poucos minutos pra subir os textos já prontos e as fotos pro site do blog. A vantagem de escrever e publicar tudo quase “em tempo real”, ou com alguns poucos dias de atraso, é que os fatos estão todos frescos na minha cabeça. Em viagens como essa os dias são muito intensos, com muitas experiências diferentes, coisas engraçadas, micos e momentos sublimes, daqueles pra guardar pro resto da vida e contar pros netos. Se eu deixasse pra escrever tudo no final da viagem, muitos detalhes eu acabaria esquecendo. Costumo dizer que 1 mês de mochilão equivale a 6 meses “normais”, no que diz respeito a aprendizado, novas experiências e novas pessoas que você acaba conhecendo.

Olhei a previsão do tempo agora e tá maior friaca lá Copenhague... 8 graus !! Isso na primavera ! Imagina no inverno !!

Agora, se me dão licença, é hora de "meter o pé". Aguardem o próximo post, escrito diretamente da terra dos biscoitos amanteigados e das loiraças !!!

Partiu pro Galeão ! FUI !

Publicado por alexpt 5:13 Arquivado em Dinamarca Comentários (17)

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