Um blog do Travellerspoint

China

Dia 24 - Pequim

sunny 22 °C

Acordei às 9h. Último dia na China !!! Hora de aproveitar ao máximo.

Comprei uns sanduíches diferentes numa padaria que achei perto da estação Hepingmen do metrô, a algumas quadras do albergue. Foi meu café da manhã.

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Depois da overdose de ideogramas que tive durante 8 dias, o que parecia impossível aconteceu.... COMECEI A ENTENDER ALGUMA COISA DE CHINÊS ! Tudo bem que um chinês normal conhece cerca de 5000 ideogramas (entre mais de 40 mil que existem no total), mas eu fiquei me sentindo um gênio por conseguir identificar meia dúzia deles, talvez os mais fáceis (ou melhor dizendo, os menos complicados) !! Um ideograma, como o diz o nome, exprime uma idéia ou um som silábico (no caso de nomes ou palavras estrangeiras). As palavras normalmente são formadas através de combinações de ideogramas.

Vamos lá...esses foram os poucos que aprendi !!

北 = bei (norte) , 京 = jing (capital). 北京 = bei jing ("capital do norte", ou Pequim)
南 = nan (sul), 京 = jing (capital), 南京 = nan jing ("capital do sul", ou Nanquim)
中 = zchong (central), 国 = guó (país). 中国 = zchong guó ("país central", ou China)
人 = rén (pessoa). 中国 = zchong guó (China). 中国人 = zchong guó ren ("pessoa da China", ou chinês)
巴 = ba (desejar), 西 = xi (oeste), 巴西 = ba xi (é como os chineses pronunciam "Brasil"). Neste caso só interessa o som dos ideogramas.
人 = rén (pessoa), 巴西 = ba xi (Brasil), 巴西人= ba xi ren ("pessoa do Brasil', ou brasileiro)
美 = mei (bonito), 国 = guó (país), 美国 = mei guó ("país bonito", é como eles chamam os Estados Unidos)
人 = rén (pessoa), 美国 = mei guó (EUA), 美国人 = mei guó ren ("pessoa dos EUA", ou americano)
出 = chu (sair), 口 = kou (abertura). 出口 = chu kou ("sair abertura", ou saída)
入 = ru (entrar), 口 kou (abertura). 入口 = ru kou ("entrar abertura", ou entrada)
门 = men (portão)
大 = da (grande)
天 = tian (dia, deus, ou céu), 坛 = tan (templo) , 天坛 = tian tan (Templo do Céu)
山 = shan (montanha)

Tem uns ideogramas que são complicadíssimos, com mais de 15 "pauzinhos", e fica difícil diferenciá-los dos outros.

Difícil também é a pronúncia. Há 4 tons de pronuncia das sílabas (subindo, descendo, subindo-descendo-subindo, e tom alto). Uma determinada sílaba, como "ma", dependendo do tom pode significar coisas totalmente diferentes. Um verdadeiro pesadelo para qualquer estrangeiro !!!

Bem, voltando ao assunto.... terminei meu lanche, e peguei o metrô até o Olympic Park, do outro lado da cidade (1h de viagem).

Para entrar no parque, era preciso passar por detectores de metais. O lugar estava fortemente vigiado pelo exército, polícia e câmeras, como praticamente todas as atrações turísticas de Pequim.

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O Estádio Olímpico Ninho de Pássaro (Bird's Nest) é uma obra-prima. Os chineses fizeram um belíssimo trabalho. As linhas entrelaçadas da fachada externa são mesmo como um ninho.

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Bilheteria do estádio:

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Por dentro:

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No telão, dentro do estádio, passava um vídeo com imagens das cerimônias de abertura e encerramento dos Jogos de 2008, além de belas imagens das competições. Eu não esperava que isso acontecesse, mas pra mim foi uma grande emoção estar sentado naquele estádio, pois no fundo eu sabia que o próximo estádio olímpico que eu visitarei será em 2016.... EM CASA !!!

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No estádio estava havendo um festival de danças típicas de várias regiões da China.

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Videos que gravei das danças:

Acredite ou não, tinha um louco equilibrista atravessando de olhos vendados o estadio de um lado ao outro por cima de um cabo sem proteção nenhuma. Ele de repente se desequilibrou, caiu sentado no cabo, e demorou vários minutos até conseguir ficar em pé de novo !!

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O Cubo d'Água (Estádio Aquático), que estava em obras:

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Depois fui de metrô até o Palácio de Verão, na periferia de Pequim. Era o refúgio imperial para o calor sufocante da Cidade Proibida durante o verão. Algo como um "Palácio de Versailles" chinês, ocupando uma área enorme com uma imensa área verde e um lago. Fiquei por lá até fechar às 17h.

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Por que será que os "japas" gostam tanto de tirar foto ? Este grupo estava tendo uma aula de fotografia:

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Riquixás abordando turistas na saída do Palácio de Verão:

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Vendedor de algo que não consegui identificar...parecia batata com casca !

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Fui procurar algum restaurante de comida típica. Achei um que tinha uma cara boa bem perto do albergue. Quando eu entrei, todo mundo (mesmo) olhou pra mim, como se eu fosse um ET !!! Percebi que eu era o único ocidental lá dentro. O cardápio só tinha coisas nojentas, como pés de pato, rins de galinha, cabeças de peixe, intestino de ganso...TUDO CRU !!!!

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A mesa tinha um pequeno fogão no meio para manter quente a comida.

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Reparei que os chineses todos comem em grupo. Eles acham esquisito pessoas comendo sozinhas.

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Consegui encontrar algo "comível" no cardápio: noodles com carne, mas o garçon não soube dizer de que animal era essa carne. Preferi nem saber !!! Até que estava gostoso. Paguei apenas 12 yuans (R$3) !!!

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Última volta pela cidade. Fui comprar uns souvernirs na Qian Men Dajie, uma rua de pedestres perto do albergue.

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Os restaurantes mais simples tem pratos que raramente passam de 12 yuans (R$3). O problema é que eles não são nada "tourist-friendly". Tudo em ideogramas, nada em inglês. E dificilmente os garçons falam outras línguas que não sejam o chinês. O jeito é partir pra mímica e torcer para não comer algo achando que é outra coisa !!!

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Churrasquinho de gato... isso é universal !!!

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Uma típica loja de chá, com dezenas de tipos de ervas a venda:

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Loja de souvenirs com fachada típica chinesa:

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Placa na rua de pedestres indicando uma quantidade inacreditável de proibições. E as pessoas realmente respeitavam, totalmente intimidadas pela vigilância ostensiva da polícia e das câmeras:

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Comprei num mercado em frente ao albergue uns biscoitos, pães e sucos, pra comer antes de dormir. O macarrão não tinha matado toda a minha fome. Fui dormir cedo (23h).

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Dia 23 - Pequim

sunny 22 °C

Madruguei às 6:30. Ainda deu tempo de comprar uma "merenda" no mercado em frente ao albergue.

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A van passou pra me buscar no albergue às 7h, rumo a Grande Muralha da China, em Juyongguan, a 65Km de Pequim. Além de mim, a van só levava mais um casal belga e um guia chinês.

O motorista parou no caminho nos arredores da cidade em uma joalheria especializada em lapidação de jade, uma pedra preciosa chinesa. É comum que as excursões contratadas nos hotéis em Pequim façam paradas indesejadas em lojas desse tipo. Não tinha jeito, mesmo pedindo pra não parar, os motoristas param, porque eles ganham comissão. Eu não estava nem um pouco interessado em entrar em joalheria. Perdemos uns 45 minutos lá.

A segunda parada foi num complexo de túmulos dos imperadores da dinastia Ming. Os túmulos eram na verdade palácios semelhantes aos que vi na Cidade Proibida. Não passamos nem meia hora no local.

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Em seguida, finalmente chegamos ao nosso destino final: A Grande Muralha da China !!! Uma das grandes maravilhas do mundo, patrimônio mundial da Unesco ! É algo inacreditável !!! Uma imensa muralha com altura média de 7 metros que corta montanhas a perder de vista. É permitido caminhar livremente por cima dos muros, pois são bem largos. O problema é que as montanhas são ingremes, e nesses pontos as escadas são bem extensas e cansativas de subir. Fui subindo o muro até o alto de uma das montanhas. A vista lá de cima era sensacional !!

A Grande Muralha da China começou a ser construída no século 5 A.C para proteger a China dos invasores. Seus vários trechos foram construídos ao longo de aproximadamente 2000 anos, totalizando 8.850 Km ! Entretanto, a muralha se mostrou ineficaz, pois ela foi transposta por invasores mongóis e manchus.

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Depois a van nos levou pra almoçar num restaurante bem simples, de comida bem caseira. Não tinha nem cardápio. A única opção era o prato do dia: frango xadrez, arroz, um tipo de cogumelo que nunca vi (muito bom), e tomate. Tudo comendo com palitinho.

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Na volta, a van ainda parou em uma fábrica de seda. Já estava de saco cheio de ser levado "a força" para esses lugares. Fiquei esperando do lado de fora. Ainda tinha outra parada numa loja de chá, mas como já estava dentro da cidade, avisei pro motorista parar numa estação de metrô, pois eu ia descer. Falei que não estava interessado em casa de chá. Já bastava o tourist trap do dia anterior !!!

Demorei um bom tempo até chegar de metrô ao centro da cidade. Desci na estação Tian'an Men (Praça da Paz Celestial). Ao lado dela ficava o Parque Zhong Shan:

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As muralhas da Cidade Proibida:

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O Zhong Hai (Lago Central):

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O Parque Bei Hai (Lago Norte, em chinês) foi jardim imperial durante 1000 anos, sendo aberto para o público somente em 1925. Um lago enorme e alguns templos formavam uma paisagem única.

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Os pedestres chineses também sofrem com os motoristas mal-educados que estacionam carros de qualquer jeito em cima das calçadas:

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Cena comum nas ruas de Pequim: banheiros públicos gratuitos:

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Em Pequim, você tem sempre a sensação de que está sendo observado. E realmente está. Se não for observado por soldados do exército ou por policiais, pode ter certeza que tem alguma câmera por perto filmando seus passos. O governo comunista chinês mantém um controle rígido sobre a população. Manifestações políticas ou protestos são reprimidos imediatamente pela polícia.

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Tomei um banho no albergue e à noite assisti no Beijing Huguang Guild Hall (a duas quadras do albergue) a uma sessão da Ópera Tradicional de Pequim, exatamente como era no século 19. Muito interessante !! Durou aproximadamente uma hora. Foi uma versão chinesa do "Mulatas do Sargentelli": só tinha gringo no lugar, e talvez o show fosse meio esteriotipado, mas mesmo assim, gostei muito !! Diferente de tudo que eu já vi. Não tem nada de ópera, do jeito que conhecemos no ocidente. É um teatro com diálogos curtos (em chinês), acrobacias, mímicas e efeitos sonoros bem peculiares. Forma um belo visual, com peças que se baseiam na história e literatura chinesa. O fato de não entender os diálogos não prejudicou em nada, pois o principal é o visual e os elementos musicais, que são produzidos por instrumentos pouco conhecidos no ocidente. Há vários tipos de óperas na China, variando muito de região para região.

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Gravei uns vídeos imperdíveis:

Comprei meu lanche num mercado perto do albergue.

Fiquei impressionado como os chineses fumam !!! Muito comum ver tabacarias como essa pela cidade:

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Meu dinheiro estava acabando. Só tinha 30 yuans, e mais 100 dólares. Meu único cartão não estava mais funcionando pra saque em nenhum caixa eletrônico. Como os bancos já tinham fechado, troquei 40 dólares por yuans com o francês do meu quarto, pois ele estava precisando de dólares pra viajar pro Nepal. Tomei umas cervejas com ele no bar do albergue e fui dormir meia-noite.

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Dia 22 - Pequim

sunny 24 °C

Acordei tarde, às 11h.

O albergue novo (West Beijing Hostel) ficava no meio de um hutong (travessa com casas tradicionais) muito legal. Várias lojas de comercio popular, pequenas quitandas, mercados e restaurantes. Muita gente passando de bicicleta e riquixá (um triciclo que serve de taxi). Era um mergulho na verdadeira Pequim. O bairro de Sanlitun, onde o outro albergue ficava o outro albergue, era ocidental demais e pouco autêntico.

A fachada do albergue:

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O hutong:

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Essa cena é muito comum: chineses reunidos na rua jogando weiqi, um jogo tradicional criado na China há mais de 2500 anos.

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Suco de romã:

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Peguei o metrô para conhecer o Tian Tan (Templo do Céu), que fica na parte sul de Pequim. Ele fica dentro de um parque ENORME, muito bonito.

Chineses jogando altinho com peteca !!

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Video que gravei:

Muitos grupos de chineses da terceira idade jogando baralho, cantando em karaokês e dançando:

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Video que gravei de um karaokê. Desafinadíssima a chinesa !!

Uma árvore com mais de 500 anos !

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O Templo do Céu, utilizado pelo imperador no solstício de inverno para fazer preces por boas colheitas.

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Entrada do templo:

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Ponte dos Degraus Vermelhos:

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Abóbada Imperial do Céu, que tem placas espirituais para os deuses:

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O muro que cerca o local tem uma acústica perfeita. É possível escutar o que uma pessoa está cochichando perto do muro a metros de distância.

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O belo parque:

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O Palácio da Abstinência, onde o imperador durante 3 dias se abstinha de carne, bebidas alcoólicas, música, e mulheres, com o objetivo de se purificar para as cerimônias de sacrifício.

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Administração de Música Divina, local onde eram treinados os músicos das cerimônias imperiais de sacrifício.

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O Altar Redondo, local utilizado para sacrifícios de animais:

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Saí do parque e fui pegar o metrô para o outro lado da cidade.

Video de um cruzamento movimentado em frente a entrada do Templo do Céu. Carros e ônibus disputam espaço com bicicletas e tuk-tuks:

Fui conhecer o Yonghegong (Templo Lama), no norte de Pequim.

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Video que gravei com chineses rezando:

Um restaurante tradicional próximo ao templo:

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Próximo dali fica o Tempo de Confúcio. Kung-Fu-Tzu (ou Confúcio) foi um pensador Chinês do século 5 A.C. Foi o criador do confucionismo, um sistema filosófico muito importante na civilização chinesa, influenciando-a desde a antiguidade até hoje.

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Portal na rua onde fica o Templo de Confúcio:

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Cena cada vez mais comum nas ruas de Pequim: restaurantes com cardápios em inglês, para o alívio dos turistas !!

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As atrações turísticas de Pequim são todas espalhadas, distantes umas das outras, e muitas vezes de metrô eu demorava 1h pra chegar.

Uma rua residencial próxima ao Templo Lama:

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Comi no McDonald's e depois peguei o metrô (mais uma vez, hehe) para conhecer o Parque Olímpico. Fiquei muito impressionado com o que vi. Os chineses montaram uma estrutura incrível para os Jogos de 2008. O parque ocupa uma área enorme, servida por 3 estações de metrô. O famoso Cubo d'Água (Parque Aquático) e o Ninho do Passado (Estadio Olímpico) são construções inacreditáveis. De noite, com iluminação especial, ficam mais bonitos ainda. O local estava lotado de turistas chineses. Nao pude entrar nos estádios pois já tinha passado de 17h, eles já estavam fechados.

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Ninho do Pássaro:

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Cubo d'Água:

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Torre do Parque Olímpico:

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A vizinhança do Parque Olímpico, com muitos hotéis e prédios modernos:

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De noite, os estádios iluminados:

Cubo d'Água:

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Estádio Nacional Indoor:

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Ninho do Pássaro:

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O Digital Beijing, edifício sede do Centro de Imprensa dos Jogos de 2008. A iluminação do edifício tem a forma de um chip:

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Torre do Parque Olímpico:

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Voltando para o albergue, me chamou a atenção o nome dessa estação de metrô !!! Simplesmente impronunciável !!!

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Tentei achar um restaurante pra jantar, mas não consegui. Todos já tinham fechado. Em Pequim as pessoas jantam muito cedo. Às 22h, os restaurantes fecham. O metrô fecha às 23h, muito cedo para uma cidade do tamanho de Pequim. As ruas neste horário estão desertas. Parece até um toque de recolher informal. Os pequineses dorme cedo. Felizmente encontrei um mercado 24h perto do albergue, onde comprei uns sanduíches, biscoitos e sucos.

No quarto do albergue, fiquei conversando com um Damien, um francês muito gente boa. Ele era meio louco. Estava viajando durante mais de 1 ano. Passou 3 meses na Índia, e estava indo passar 2 meses nas montanhas do Tibete, sem acesso a celular e internet.

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Dia 21 - Pequim

sunny 23 °C

Acordei cedo, às 8h.

Foto do meu quarto. Era para 4 pessoas, mas eu estava sozinho nele.

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Tomei café no 7-Eleven genérico, e peguei o metrô para a Praça da Paz Celestial. Queria conhecer o Mausoléu de Mao Tsé-Tung, mas quando cheguei lá, estava fechado por ser uma 2a feira.

Próximo dali, o Jian Lou (Torre de Flecha), no local onde antigamente existia uma imensa muralha cercando a cidade.

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Em frente a Torre de Flecha fica a Qian Men Dajie (Avenida do Portão da Frente), uma simpática rua de pedestres com um bondinho e várias lojas de chá e souvenirs.

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Estacionamento de bicicletas:

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Bairro residencial:

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Placa indicando a entrada do Houxiwa Hutong.

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Os hutongs são travessas estreitas com casas tradicionais chinesas. É a Pequim antiga. Muitas hutongs foram destruídas nas últimas décadas para dar lugar a avenidas mais largas e edifícios. Felizmente ainda restam intactas muitas áreas com hutongs. As casas destas áreas tem um formato interessante: o quarteirão tem no meio um pátio comum, onde só os moradores das casas tem acesso. Do lado de fora, as casas não tem quintal ou muros, apenas janelas pequenas. Os cômodos das casas tem janelas maiores viradas para o pátio interno.

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Chegando no moderníssimo Teatro Nacional:

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O Teatro Nacional, uma construção que parece coisa de filme de ficção científica. Tem uma forma eliptica de cor prateada, e é cercada por um lago. Não eram permitidas visitas na parte interna.

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Estranhas placas no parque ao redor do Teatro Nacional. Interprete se for capaz !

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Entrada do teatro:

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O teto da entrada do teatro, todo de vidro, é o fundo do lago. O efeito da luz batendo na água é muito bonito.

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Caminhando em direção a Tian'an Men (Praça da Paz Celestial), fui abordado por dois chineses, que perguntaram de onde eu era. Achei normal, pois isso acontecia o tempo todo no metrô e nas ruas de Pequim. Os chineses demostram curiosidade com os turistas ocidentais, pois não estão a acostumados a ver muitos estrangeiros por lá. No metrô, muitos chineses ficavam olhando pra mim espantados, ou me perguntavam coisas em chinês que eu não entendia.

Além disso, próximo a atrações turísticas, é comum ver jovens (principalmente mulheres) abordando turistas para vender pacotes turísticos de qualidade duvidosa, ou oferecendo visitas a alguma galeria de arte "para ajudá-las". É furada na certa.

Esses dois chineses começaram a puxar papo em inglês e demostraram curiosidade sobre o Brasil. Ficamos caminhando próximo a Tian'an Men e conversando sobre várias coisas: lugares interessantes para sair a noite, mulheres chinesas, mulheres brasileiras, o idioma chinês...eles me falaram que um chinês normal conhece cerca de 5 mil ideogramas, mas que no total há mais de 40 mil !!! Um deles contou que era empresário e morador de Pequim, e outro era um amigo de Hong Kong que estava visitando a cidade. Fomos num parque ao lado da Tian'an Men. Tirei essas fotos lá:

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O pequinês ficou me contando sobre o hábito que os chineses têm de tomar chá, e eu disse que no Brasil isso não é comum. Ele falou que estava indo pra uma casa de chá de um amigo dele ali perto, e perguntou se eu também não queria ir. Eu aceitei e fui com eles de taxi. Não sei onde é que eu estava com a cabeça quando aceitei entrar naquele taxi com dois estranhos que tinha conhecido 30 minutos antes. Nunca fui chegado a chá, mas tinha curiosidade para saber como era uma casa tradicional de chá chinesa. Foi o começo do "tourist trap" (roubada) em que eu caí (logo eu, mochileiro "advanced") !!!

Entramos na casa de chá. Era uma loja não muito grande com algumas mesas de madeira e estantes com frascos enormes contendo uma variedade inacreditável de ervas. Há muitas casas de chá como esta espalhadas pela cidade, onde são oferecidas a turistas a "cerimônia tradicional de chá", que é uma degustação de vários tipos diferentes de chá. Os chineses cumprimentaram o dono da loja, parecendo ser amigos. Sentamos numa das mesas e uma garota na faixa dos 20 anos começou a preparar o primeiro chá. Ela colocava a erva num recipiente pequeno com água fervendo, deixava ali por alguns segundos, e coava o chá, servindo para a gente em xícaras bem pequenas de porcelana. Nada a ver com o chá que conhecemos no Brasil, de saquinho. Ela falava em chinês o nome da erva e os benefícios que ela trazia para o corpo, e o pequinês traduzia para o inglês. Experimentamos uns 15 tipos de chá diferentes, inclusive um que era uma semente que se abria na água quente, formando uma flor.

Quis tirar uma foto da cerimônia, mas o pequinês não deixou, dizendo que não era permitido. Comecei a achar aquilo muito esquisito. No final, ele me pediu pra escolher os 3 tipos de chá eu tinha gostado mais, e me deu de presente 200g de cada um, mais uma tigela de porcelana. Não existe almoço grátis. Eu já estava achando aquilo ainda mais estranho.

Ele disse que os chás que eu escolhi e a tigela era presentes, mas a gente precisava dividir a conta da cerimônia de chá. Veio a conta: 1950 yuans para cada um. Heim ???? Pedi uma calculadora e fiz a conversão: 500 reais !!!! Os dois chineses tiraram cada um um calhamaço de notas de yuan do bolso, colocaram na mesa e ficaram olhando pra mim, esperando que eu fizesse o mesmo. Como fui burro !!! Caiu a ficha, ainda que tarde demais. Eu tinha caído como um pato numa típica tourist trap. Não acreditei !!! O sangue subiu a cabeça e a minha vontade era de jogar aquela água quente na cara daqueles dois trambiqueiros chinglings e sair correndo. Mas talvez não fosse a saída mais inteligente, pois eu poderia complicar ainda mais as coisas. Tratei de pensar rapidamente em algo mais inteligente, afinal de contas, eu não era um turista qualquer: era um brasileiro, e carioca. Eles simplesmente escolheram o cara errado e iam se dar conta disso logo em seguida, hehehe.

Vamos lá....Eu tinha uns 800 yuan (R$200) na carteira, e mais 100 dólares (que eu havia deixado trancado no armário do albergue). Isso foi tudo o que sobrou para mais 4 dias em Pequim. Como tudo na China é muito barato, 800 yuans dava com folga pra passar os 4 dias, mas eu não podia e nem tinha 1950 yuan para uma cerimônia de chá. Além do mais, eu não daria nenhum centavo para aqueles dois trambiqueiros. Era uma questão de princípios, e principalmente de honra. Eu ia me sentir um otário dos maiores fazendo isso. Resolvi usar o azar que dei com os cartões a meu favor. Eu havia perdido na Tailândia um dos cartões de crédito que havia levado (sabe-se lá como) e o outro cartão (de débito) simplesmente parou de funcionar no meio da viagem, em Hong Kong. Os yuans que eu tinha, eu consegui trocando os dólares que eu tinha levado de reserva, caso algo acontecesse com os cartões (ainda bem que levei os dólares, senão eu teria virado mendigo !).

Eu disse que 1950 yuans era muito dinheiro, e que algo devia estar errado. Os dois chineses falaram que esse era o preço cobrado pela casa, por ser um dos lugares mais tradicionais de Pequim (haha, duvido !!). Eu sabia que chá na China era baratíssimo, e uma degustação daquela não passaria de 100 yuan (R$25).

Falei que não tinha aquele dinheiro todo na carteira. Eles falaram que não tinha problema, pois eu poderia pagar com cartão. Ahá ! Dei meu cartão, digitei a senha (errada, vai que funcionava dessa vez), e deu transação rejeitada, como eu já esperava. Eu fiz uma cara de espanto, como se já não soubesse que o cartão estava com problemas. Tentei outras vezes e deu o mesmo problema. Eles falaram que eu poderia tirar dinheiro num caixa eletrônico num banco próximo. O pequinês me acompanhou até o caixa, e deu o mesmo problema. Fomos em mais 3 bancos tentar, e nada. Era uma situação esdrúxula, mas que estava totalmente a meu favor: eles simplesmente não tinham como arrancar dinheiro nenhum de mim. A única coisa que eu não poderia fazer era negociar um preço mais baixo e usar os yuans que eu tinha na carteira, senão eu ficaria sem dinheiro para os 4 dias restantes em Pequim.

O pequinês perguntou se no verso do cartão tinha algum telefone que eu poderia ligar perguntando o que estava acontecendo com meu cartão. Sim, tinha o telefone da central de atendimento do Banco do Brasil. Eu estava com meu celular no bolso, mas em nenhum momento tirei ele de lá. Eu não ia gastar nenhum centavo em ligação para o Brasil. O cara comprou um cartão pré-pago novo pro celular dele, fez uma chamada internacional pro Banco do Brasil e me passou o telefone. Eu falei em português com o cara, e disse que meu cartão não estava funcionando. O atendente disse que cartão de débito só poderia ser desbloqueado pelo gerente da minha conta, da minha agência no Rio. Falei a verdade pro chinês. Outra coisa contou a meu favor: não havia agências do Banco do Brasil em Pequim. Apenas em Xangai, a 1500 Km de distância. O chinês perguntou se eu tinha o telefone da gerente da minha conta no Brasil, e eu falei que não (realmente não tinha). Voltamos para a loja de chá. Acessei a internet no computador da loja e entrei no site do Banco do Brasil pra pegar o telefone da agência de Xangai. O pequinês falou em chinês com o atendente, explicando o problema com o cartão. O atendente disse que realmente só falando com o gerente da conta na minha agência no Brasil, em horário comercial. Eram 4 da tarde (3 da manhã no Brasil). Ainda faltavam 5h para a agência abrir no Rio (às 21h de Pequim).

O chinês trambiqueiro viu que eu estava colaborando, e decidiu me liberar, combinando de encontrar de novo comigo às 21h no Hotel Beijing, onde o amigo dele disse que estava hospedado. Lá a gente ligaria do celular dele para o telefone do gerente da minha conta no Brasil e tentaria desbloquear o cartão. Ele me deu um cartão com o telefone dele. Eu disse "OK, nos vemos lá", entrei num taxi e fui embora levando os presentes que o trambiqueiro chingling tinha me dado.

É claro que eu não apareci no hotel !!!

Moral da história: dois chineses metidos a malandro tentaram me passar pra trás, não conseguiram, e só se deram mal: gastaram dinheiro com várias ligações internacionais, perderam 4h do dia deles (quando poderiam estar enganando outros turistas) e ficaram esperando por mim igual a uns otários no hotel ! De quebra, eu fiz uma degustação de chá, ganhei 600g de erva e uma tigela de porcelana. Tudo isso sem gastar nenhum centavo ! hahaha

A única coisa que perdi foram 4 horas da minha tarde. Na prática, não mais daria tempo de ir a nenhuma atração turística, pois a maioria fecha cedo. Pedi pro taxista me levar para o Tian Tan (Templo do Céu), mas chegando lá, vi que já estava fechando.

Um típico tuk-tuk que circula pelas ruas de Pequim:

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Peguei o metrô de volta para o albergue.

Fui jantar num restaurante chinês perto do albergue com nome peculiar: 北京妈妈菜 (Beijing Mama Cai, ou Pratos da Mamãe de Pequim). Era o que eu procurava: um restaurante de comida bem caseira, e bem típica. No bairro de Sanlitun há muitas empresas multinacionais, embaixadas e hotéis de luxo, e por isso, circulam muitos estrangeiros. O comércio (lojas, restaurantes e bares) deste bairro está acostumado a lidar com estrangeiros. Lá, ao contrário de outros lugares da cidade, os cardápios têm versão em inglês. Pedi "burn eggplant" (beringela), e tinha que comer com palitos. Estava muito bom. Só que não era beringela. O chinês que traduziu o cardápio deve ter se enganado. Não consegui identificar o que era ! Espero que não tenha sido nenhum animal rastejante !! Custou apenas 38 yuan (R$10) e era tanta comida que dava para dois comerem e ainda sobrava.

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Enquanto estava jantando, me deu um estalo: lembrei que eu tinha comentado com os chineses trambiqueiros que eu estava hospedado num albergue em Sanlitun. Eu tinha quase certeza que esse era o único albergue do bairro. E agora ? E se os chineses, ao verem que eu não tinha aparecido no hotel como combinado, resolvessem me procurar no albergue ? Já eram 20h. Decidi que era melhor mudar de albergue, pois eu não ficaria tranquilo sabendo que eles poderiam me encontrar a qualquer momento. Eu tinha pouco mais de 1h antes que eles pudessem começar a me "caçar". Entrei na internet, peguei o endereço de 5 albergues distantes de Sanlitun e próximos a estações de metrô (o que é fundamental em Pequim). Antes de sair do meu albergue, eu tinha que me certificar que eu saberia encontrar o albergue novo de madrugada, e ele precisaria ter vagas. Tentei o primeiro albergue, localizado próximo ao Parque Bei Hai. Segundo o mapa, ele ficava dentro de um hutong (travessa). Andei por quase meia hora e não consegui localizá-lo. Desisti e tentei encontrar o seguindo albergue da minha lista, localizado perto da Qian Men Dajie (Avenida do Portão da Frente). Esse também ficava dentro de um hutong, mas foi mais fácil de encontrar, pois tinha placas. Tinha vagas ! Pronto, parte do problema resolvido. Resolvi fazer o seguinte: ir relaxar, tomar uma cerveja na night, voltar pro albergue de madrugada, fazer o checkout, pegar um taxi e ir para o outro albergue. De madrugada eu ficaria mais tranquilo, pois sabia que era mais remota a possibilidade dos chineses estarem me esperando na porta do albergue !!!

Caminhando pela rua Sanlitun, descobri vários bares legais numas ruas próximas. Como era uma 2a feira, eu não esperava muita coisa, mas até que tinha algum movimento. Entrei num bar onde estava tocando uma banda de rock muito boa. Cerveja chinesa Qingdao por apenas 10 yuan !!! (R$2,50). O bar estava cheio. Todo mundo em pé assistindo a banda. Algumas poucas chinesas "chegáveis". O problema era o cheio insuportável de cigarro. Resolvi sair de lá.

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Algumas barracas de comidas na rua onde os bares ficavam. Tinha uns espetos com umas carnes estranhas. Não me atrevi a chegar perto daquilo. Seria tragédia intestinal na certa no dia seguinte.

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Fui depois para o bar ao lado, que estava mais vazio. Tinha um DJ tocando. Fiquei até 2 da manhã lá, quando o bar fechou.

Eu estava ainda tenso, com medo de dar de cara com os trambiqueiros na porta do albergue. Tomei coragem e voltei pra lá. Fiz o checkout, pegando o dinheiro que eu tinha pago adiantado pelas diárias. Peguei um taxi para o outro albergue, chamado West Beijing Hostel. Esse era bem maior. Meu quarto era enorme e tinha 6 beliches. Duas pessoas estavam dormindo quando cheguei. Fui dormir às 3h.

Publicado por alexpt 9:07 Arquivado em China Comentários (2)

Dia 20 - Pequim

sunny 25 °C

Acordei às 11h. Era um belo domingo de sol com temperatura agradável, perto dos 25 graus.

Entrada do albergue:

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A rua Chun Xiu Lu (春秀路), onde ficava o albergue:

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Cafe da manhã no 7-Eleven génerico em frente ao albergue. Comprei um sanduíche e um suco de ameixa.

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Casa de massagens:

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Pequim nos últimos anos viveu uma revolução no seu sistema de transportes. Visando os Jogos de 2008, em apenas 6 anos foram construídos 5 linhas de metrô, incluindo uma linha expressa para o aeroporto (que também ganhou um terminal novo, o maior do mundo), tendo a cidade hoje 8 linhas no total. Estão sendo construídos atualmente mais 9 linhas. Além disso, foram construídas várias linhas de BRT (corredores de ônibus aticulados, como os de Curitiba).

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Ih, e agora ??? Ferrou !!!

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Até não muito tempo atrás muitas ruas da cidade tinham forte cheiro de urina, devido a falta de educação de alguns chineses que urinavam em qualquer canto. Hoje em dia este problema foi eliminado com a construção de inúmeros banheiros públicos gratuitos, que estão espalhados por toda a cidade. Só que eles são IMUNDOS...

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A bicicleta continua sendo um dos principais meios de transporte dos pequineses, que disputam espaço com a frota cada vez maior de carros. Algumas avenidas mais largas tem uma via paralela que é usada como ciclovia.

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As placas com nomes das ruas, felizmente, são escritas em ideogramas e também no alfabeto romano. O problema é que algumas tem o nome tão grande, que fica difícil de lembrar, como a avenida Gongrentiyuchang Beilu.

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O bairro de Sanlitun, onde ficava o albergue, é um dos melhores de Pequim. Tem muitos prédios comerciais modernos.

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Peguei o metrô. Dentro do vagão, percebi que as pessoas me olhavam com grande curiosidade. O turismo ainda é pouco explorado turisticamente na China, e por isso os chineses não estão muito acostumados a ver ocidentais, que ainda são muito poucos por lá. Muitos moradores de Pequim vieram do interior e nunca tiveram contato com ocidentais. Observei alguns chineses de outra etnia (com pele mais escura) no metrô que me olhavam como se eu fosse um ET ! Devia ser a primeira vez que eles viam um ocidental. Uma garotinha ficava apontando pra mim e rindo, achando graça dos meus olhos arredondados. Dois passageiros puxaram conversa comigo em chinês: um no vagão e outro numa estação onde fiz baldeação. Não tenho a menor idéia do que eles falaram, pois nenhum deles falava inglês.

Desci na estação Tian'an Men, em frente a Cidade Proibida, local que ficou famoso no filme "O Último Imperador". Assisti esse filme quando eu era criança no cinema com meus pais, em 1987, e vi de novo pouco antes da viagem em DVD. Ele conta a história de Pu Yi, o último imperador da China, coroado em 1908 com apenas 2 anos de idade, ficando apenas 4 anos no trono, pois em 1912 foi proclamada a Republica. Apesar disso, Pu Yi continuou morando na Cidade Proibida até 1924, de onde saiu aos 18 anos.

A Cidade Proibida foi durante quase 500 anos (1420 a 1912) a residência oficial dos imperadores chineses. O nome "proibida" é porque somente o imperador, sua família e empregados tinham permissão para entrar no complexo de palácios cercado por uma fossa. O complexo forma literalmente uma cidade dentro de outra cidade. Este é simplesmente o maior complexo de palácios do mundo, com 720 Km2 e 980 edifícios no total. Só passou a ser aberta ao público em 1949, deixando assim de ser "proibida".

Foto de satélite da Cidade Proibida:

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O Portão da Paz Celestial é um dos cartões-postais da China, com uma enorme foto do lider Mao Tse-Tung, fundador do Partido Comunista em 1949, até hoje no poder. Esse portão leva a entrada da Cidade Proibida.

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A bandeira chinesa:

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O número de turistas no local era algo assustador. Acho que nunca fui em um lugar com tantos turistas juntos. 99% era chinês, e tinha uns grupos enormes de turistas velhinhos com boné da mesma cor, seguindo guias falando num megafone e que seguravam uma bandeirinha colorida. Esses grupos são o pesadelo de qualquer mochileiro.

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A entrada da Cidade Proibida, onde ficam as bilheterias:

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O complexo é muito maior do que eu imaginava. A primeira visão ao entrar na Cidade Proibida é algo impactante, indescritível. Me senti dentro do filme "O Último Imperador". São tantos palácios, que percebi que não dava tempo para conhecer tudo. Alguns estavam totalmente lotados de turistas, e outros vazios.

A Porta da Suprema Harmonia, que é o primeiro hall, logo na entrada:

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Hall da Suprema Harmonia, o maior da Cidade Proibida. A cena inicial do filme "O Último Imperador", quando Pu Yi desce a escadaria e observa os soldados, foi gravada neste local.

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Video que gravei no local:

O trono imperial:

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Os turistas se acotuvelando para tirar uma foto do trono imperial:

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O contraste do antigo em primeiro plano com o moderno ao fundo:

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O complexo de portas e halls são dispostos em camadas, e mesmo com um mapa, era difícil se orientar. Passei a tarde toda andando sem rumo, tentando me achar no mapa, mas sempre me perdia.

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Diversos outros halls por onde passei:

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Alguns halls tinham pequenas exibições de objeto de uso particular da família imperial, como roupas, pinturas e utensílios:

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Os muros do palácio são dispostos em camadas, formando um labirinto. Todo mundo fica perdido !!

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Outro portão:

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Um muro decorado com dragões:

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Neste local a familia imperial assistia a apresentações da ópera tradicional de Pequim:

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O palco:

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Estava perdido !!

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Rochas com formato curioso:

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Um pequeno hall:

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Este palácio foi destruído por um incêndio em 1845:

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Às 17h a Cidade Proibida fechou e tive que ir embora. Acho que eu poderia passar uma semana lá dentro e não conseguiria conhecer tudo !!!

Essa foi a última foto que tirei no local, com o Hall da Suprema Harmonia ao fundo:

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Em frente a Cidade Proibida fica o epicentro de Pequim e de toda a China: a famosa Praça da Paz Celestial (Tian'an Men), onde o exército chinês massacrou em 1989 milhares de manifestantes que lutavam por mudanças politicas e maior liberdade de expressão. O governo chinês nega até hoje as mortes.

De 1989 pra cá a economia chinesa foi se tornando cada vez mais capitalista e menos comunista, com as privatizações e reformas econômicas. O padrão de vida dos chineses melhorou muito, com um crescimento econômico assustador, mas quase nada melhorou quanto ao sistema político, liberdade de expressão e violação direitos humanos. Até hoje os chineses sofrem com a censura, inclusive na internet. Facebook e Twitter são bloqueados (eu mesmo tentei e não consegui). Ninguém na China hoje consegue fazer buscas no Google, por exemplo, por sites mencionando o massacre da Praça da Paz Celestial, ou as declarações do Dalai Lama sobre o Tibete. O PCC (Partido Comunista Chinês) continua monopolizando o governo, e a democracia ainda é muito limitada, pois o presidente é eleito indiretamente. Os chineses só elegem os deputados locais (equivalente aos vereadores), todos do PCC. Estes elegem os deputados das provincias, que elegem os deputados federais, que elegem o presidente. Qualquer tipo de protesto contra o governo é duramente reprimido, principalmente no Tibete.

A praça é ENORME, GIGAAAANTE. É a maior praça que já vi na vida.

O Portão da Paz Celestial ao fundo:

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O Grande Hall do Povo (Congresso Chinês):

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Museu Nacional da China:

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Video que gravei da praça:

No centro da praça, imensos telões passavam um video do governo promovendo a China. Esse vídeo me chamou muito a atenção. Ele mostrava a China como um país do futuro, propero, moderno, cheio de de gente sorridente e feliz. Muitos chineses assistiam orgulhosos ao filme. Dava a impressão de ser uma lavagem cerebral que o Partido Comunista estava fazendo no povo chinês, censurando o que eles não querem que seja divulgado (massacres, falta de liberdade de expressão, violação dos direitos humanos), e mostrando a China como um país de gente feliz.

Repare no soldado do exército vigiando o local. A praça é fortemente vigiada por policiais e soldados, que tem autorização para reprimir violentamente qualquer manifestação ou protesto.

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Para entrar na praça (que é cercada), é necessário passar por detectores de metais:

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Qian Men (Portão da Frente), no local onde existia um imenso muro até a década de 50, quando foi demolido para dar lugar a avenidas.

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Mausoléu de Mao Tsé-Tung:

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Peguei o metrô de volta para Sanlitun e passei num supermercado. Fiquei impressionado com os preços baixos. O Red Bull custa apenas 6,50 yuan (R$1,65) !!!

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Comprei algumas coisas pra lanchar, como pães, sucos e biscoitos de blueberry (mirtilo):

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Voltei no albergue pra tomar um banho e depois dei uma volta pela rua Santulin, onde estão concentrados os bares da moda. Lojas de grife, carros de luxo, restaurantes elegantes. É o Leblon de Pequim.

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Pensei em fazer uma night de novo na Mix (onde havia estado no dia anterior), mas estava às moscas por ser um domingo. Fui dormir às 23h.

Publicado por alexpt 9:06 Arquivado em China Comentários (0)

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