Um blog do Travellerspoint

Ucrânia

Dia 5 - Kiev

rain 14 °C

Dia de dizer adeus à Ucrânia, arrumar a mochila e partir para o próximo destino: Atenas.

Pegamos um taxi (80 hryvnias = R$20) para o aeroporto Zhulyany, o mais próximo do centro de Kiev.

Chegando lá, uma surpresa desagradável: o nosso voo (das 14:00) nem aparecia no painel de informações. No balcão da Khors Air (a empresa aérea) não tinha ninguém. Perguntei no guichê de informações do aeroporto, e a funcionária disse que o nosso voo havia sido cancelado, não aparecia no sistema do aeroporto, e que deveríamos ligar para a central de atendimento da Khors Air. Conectei na internet, e descobri no site da empresa que o próximo voo para Atenas estava previsto apenas para depois de amanhã, ou seja, perderíamos 2 dias na Grécia. Resolvemos comprar outra passagem em outra empresa. O voo mais próximo era o de amanhã de manhã na Ucrainian International Airlines. Compramos. Vamos tentar depois pedir o reembolso dessa passagem não usada na Khors Air.

Resultado: perdemos um dia de Atenas, mas ganhamos mais um dia em Kiev.

Voltamos para o hotel para dar mais uma dormida, já que tínhamos dormido pouco por causa do horário do voo.

Jantamos no mesmo lugar de ontem (Olivia), um restaurante de comida russa/ucraniana.

Estava chovendo o dia inteiro e esfriou. Voltando do restaurante para o hotel, vimos que tínhamos duas alternativas para as nossas últimas horas em Kiev:

1) Ir dormir cedo, e acordar às 7h, já que o voo para Atenas estava marcado para as 11h, e tínhamos que chegar 2h antes no aeroporto.

2) Não dormir. Cair na gandaia em algum lugar, e aproveitar ao máximo nossas últimas horas na Ucrânia, já que não sabíamos se teríamos a oportunidade de voltar para cá outra vez nessa vida, e ainda mais solteiros. Se for pra dormir, a gente dorme no Rio, não aqui !

Não preciso nem dizer que a opção 2 ganhou a votação, né ? heheheheheh. Mesmo sendo um domingo, estávamos certos de que encontraríamos algum lugar legal para curtir a noite.

Começamos os trabalhos ali mesmo na rua, no local onde a votação foi feita. Compramos uma Lvivske para brindar o espírito Highlander que incorporamos :)

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Não parava de chover e a temperatura caiu para 14 graus. Não tinha quase ninguém nas ruas da cidade. Telão na praça principal de Kiev:

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Resolvemos ir para o Vodka Bar, nesta praça.

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Não pagamos nada para entrar. Cerveja 500ml 20 hryvnias (R$5).

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O bar era bem maneiro. Tinha uma pista com DJ, e tinha uma mulherada gata.

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O aviso de não fumar era solenemente ignorado por todos nesse bar. Acho que éramos os únicos não-fumantes do local. Aliás, reparamos que isso aconteceu em todas as noitadas que fizemos em Kiev. Para quem não fuma, passar várias horas numa "câmara de fumaça" é bem desagradável. O único lugar onde os fumantes respeitavam a proibição e fumavam num local reservado foi na D*Lux, que por sinal foi a melhor boate que encontramos em Kiev.

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A última foto em Kiev, às 5h da manhã, quando saímos do bar.

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Partimos pro hotel para pegar a bagagem, e fomos direto para o aeroporto.

Publicado por alexpt 10:56 Arquivado em Ucrânia Comentários (1)

Dia 4 - Kiev

sunny 25 °C

As pessoas no Brasil ainda associam muito a Ucrânia com o acidente com a usina atômica de Chernobyl em 1986, que liberou uma quantidade absurda de radiação no ar, forçando a evacuação de cerca de 200 mil pessoas. Milhares de pessoas que moravam nas proximidades morreram de câncer anos depois do acidente por terem sido expostas à radiação.

A nuvem radioativa que se espalhou pela Europa:

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A radiação na época da explosão chegou bem próxima a Kiev (que fica a apenas 100 km de Chernobyl), mas em níveis baixos. Ela está mais concentrada hoje em dia no território da vizinha Bielorrússia.

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Antes de vir para a Ucrânia no ano passado, dei uma pesquisada na internet para entender se a radiação na cidade oferecia algum risco. Verifiquei que não há perigo algum para a saúde humana. Até o respeitado relatório do Departamento de Estado Americano diz que a radiação em Kiev atualmente está equivalente à encontrada nos EUA.

A cidade de Pripyat, a mais próxima da usina, foi totalmente evacuada e hoje é uma cidade fantasma. A galera do programa “Não Conta Lá em Casa” (do canal Multishow) fez uma visita ao local no ano passado. TENSO o negócio. Radiação 10x mais alta que o normal. Assistam os vídeos abaixo, vale a pena !

http://globotv.globo.com/multishow/nao-conta-la-em-casa/t/todos-os-videos/v/ep06-meninos-visitam-museu-para-conhecer-a-historia-do-acidente-nuclear-em-chernobyl/2079995/

http://globotv.globo.com/multishow/nao-conta-la-em-casa/t/todos-os-videos/v/ep07-meninos-exploram-areas-abandonadas-de-chernobyl/2098799/

http://globotv.globo.com/multishow/nao-conta-la-em-casa/t/todos-os-videos/v/ep08-meninos-visitam-antigos-predios-do-regime-comunista-em-pripyat/2111103/

http://globotv.globo.com/multishow/nao-conta-la-em-casa/t/todos-os-videos/v/ep09-rapazes-visitam-familia-que-vive-isolada-em-chernobyl/2109407/

Comi um blini (crepe) de frango (17 hryvinas = R$4,25) num quiosque ao lado do hotel. Por toda a cidade há quiosques como esse vendendo crepes.

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O cardápio:

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Sábado de sol e calor em Kiev. Ruas movimentadas.

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Barracas vendendo de tudo numa praça perto do hotel:

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Prédios residenciais em estilo soviético (padronizados):

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Pegamos o metrô para o Hidropark, uma ilha no rio Dnipro com um parque e praias.

Na entrada do Hidropark há um monte de quiosques vendendo de tudo.

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Praia no rio Dnipro:

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Uma academia ao ar livre. Tudo meio improvisado. Aparelhos feitos de sucata.

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Cuidado com os besouros !

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Campeonato de futebol de areia:

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Vista para o outro lado da cidade:

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As pessoas aqui não vão para a praia com roupa de banho por baixo. Em vez disso, elas se trocam nessas cabines que ficam na areia:

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Galerinha brincando de salto ornamental:

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Esse cara ficava levitando no rio usando um equipamento que jogava um jato d’água para baixo.

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Cerveja Tchernigivske 500ml (10 hryvnias = R$2,50). Não passa ninguém vendendo nada na areia. Compramos num quiosque.

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Jantamos no Olivie, um outro restaurante de comida russa/ucraniana self service. Também muito barato. Gastei apenas 40 hryvias (R$10).

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Bolinho de frango e panquecas de carne de porco.

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De noite, tentamos encontrar a boate Babyface, mas não conseguimos. Tomamos uma cerveja Yamnar e outra Zolotaya Botchka no caminho:

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Catedral de Kiev:

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Maidan Nezalezhnosti, a praça principal:

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A noite foi na D*Lux, a boate mais top de Kiev. Conheci esse lugar no ano passado, e achei sensacional ! O face control na porta é rígido. Por isso, fomos “na beca” (sapato social e camisa de botão). Entramos sem problemas. Pagamos 200 hryvnias de entrada (R$50). Perto do que pagamos nos lugares tops do Rio, é bem barato.

Cerveja Lvivske de trigo 500ml por 40 hryvnias (R$10). Tinha logotipo da Eurocopa e tudo :)

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Esse lugar é sensacional ! São 4 andares: entrada e banheiro no 1o, bar e lounge no 2o, pista com bar no 3o e outro bar com lounge no 4o. Acho que é a boate mais maneira que já fui até hoje, pela estrutura, música e quantidade absurda de mulheres gatas. Uma coisa de louco ! Luxo total !

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Vídeo que gravei lá:

Ficamos por lá até amanhecer. Não dava vontade de ir embora ! O paraíso existe !!! :)

Publicado por alexpt 11:09 Arquivado em Ucrânia Comentários (1)

Dia 3 - Kiev

sunny 25 °C

Acordei com muito calor. O ar condicionado tinha desligado. O quarto estava sem energia, confirmando o que a recepcionista do hotel havia dito ontem. Tomei uma ducha, e quando saí do box, o desastre: o banheiro estava inundado, e a água já estava até molhando o carpete do corredor. Quando dei descarga no vaso e usei a pia, inundou mais ainda. Chamei a recepcionista. A de hoje pelo menos falava inglês e era mais simpática que a de ontem. Ela limpou o chão e pediu para que a gente não usasse o banheiro até a energia voltar. Pelo que entendi, havia um sistema elétrico que fazia descer pelo cano a água do ralo e do vaso, mas como estava sem energia, isso não estava acontecendo.

Dia de sol e calor em Kiev.

Comi um blini (crepe) de frango num quiosque do lado do hotel. 17 hryvnias (R$4,25)

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Demos uma volta pelo centro da cidade, que estava bem movimentado.

Na avenida principal da cidade tinha uma galera acampada fazendo um protesto.

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Mercado central da cidade:

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No ano passado estive em Kiev pela primeira vez e gostei muito. A cidade estava às vésperas da Eurocopa, e tinha no ar um clima festivo. Havia inclusive um Fifa Fan Zone com um telão e um monte de barracas na principal praça da cidade (Maidan Nezalezhnosti ‎). O estádio Olímpico (do FK Dynamo de Kiev), que foi utilizado para algumas competições das Olimpíadas de Moscou (1980), foi reformado e havia acabado de ser inaugurado para a competição. Ele não estava aberto à visitação no ano passado, mas este ano sim. Estádio de primeira linha ! Muito maneiro !!

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Sala de troféus do Dynamo:

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A visita ao interior do estádio e vestiários foi feita com uma guia ucraniana (em inglês). Custou 50 hryvnias (R$12). Além do Numb2 e de mim, só tinha mais uma pessoa participando da visita.

Sala com grama sintética usada para aquecimento dos jogadores:

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Vestiário do Dynamo:

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Uniforme do Shevtchenko, ídolo nacional:

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Quadro tático:

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Hidromassagem:

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Chuveiros:

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Campo:

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Numb2 e a guia ucraniana:

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A guia contou coisas interessantes sobre o estádio, como a utilização dele em jogos durante o inverno (mesmo com neve), e também para shows. No domingo vai ter Ucrânia x Camarões neste estádio, mas infelizmente já não estaremos mais aqui em Kiev.

Propaganda do jogo:

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O campeonato ucraniano terminou na semana passada. O campeão foi o Shakhtar Donetsk (tetracampeão ucraniano). Nele jogam atualmente 9 brasileiros. Se tivéssesmos chegado um pouco antes, poderíamos assistir alguma partida neste estádio.

Pouquíssimas pessoas falam inglês na Ucrânia. O idioma oficial aqui é o ucraniano, que é bem parecido com russo. Mas todo mundo fala e entende russo. Para não se sentir um analfabeto total, ajuda muito aprender antes da viagem o alfabeto cirílico. Parece intimidador e indecifrável no começo, mas é mais fácil do que parece. Em 2011, antes de ir pra Rússia, consegui memorizar em duas semanas a equivalência das letras entre o alfabeto cirílico e o latino. Isso fez uma GRANDE diferença na viagem. Em Moscou, praticamente tudo é escrito em cirílico: placas com nomes de ruas, estações de metrô, nomes de lojas e restaurantes. Em Kiev muitas placas estão nos dois alfabetos. É possível decifrar algumas coisas escritas em cirílico, mesmo sem saber falar russo. Por exemplo, суши бар = sushi bar. aэропорт = aeroport. Mesmo conhecendo o alfabeto, é bem difícil interagir com as pessoas, pedir um prato diferente no restaurante, ou pedir uma informação na rua, já que ninguém fala inglês. Saber algumas expressões básicas e tentar aprender alguma coisa de russo faz uma grande diferença numa viagem como esta.

Para quem se interessar, o curso do Michel Thomas em MP3 é excelente (procurem por “Michel Thomas Russian” no YouTube). Durante algumas semanas antes da viagem fiquei escutando as lições enquanto ia pro trabalho, voltava pra casa, e também quando dava minhas corridas na praia. Parece impossível no começo, mas consegui rapidamente aprender o bê-a-bá, alguns poucos verbos e um vocabulário bem básico. Já sei algumas frases de sobrevivência bastante importantes em russo, como “eu quero uma cerveja grande”, ehehehhe :) Fiquei orgulhoso comigo mesmo por conseguir me comunicar em russo aqui !! Nunca pensei que isso seria possível um dia, ehehhe. Consegui pedir informações como "gdie restoran Puzata Hata ? Eta deliko ? = onde fica o restaurante Puzata Hata ? É longe ?", e também perguntar quais eram os recheios dos crepes (shto eta ?= o que é isso ? sir=queijo, kuritsa=frango, svinina=porco)

Propaganda de kvas, uma bebida alcoólica russa feita de pão:

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Avenida Khreshchatyk, a principal da cidade:

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Jantar no Puzata Hata, de comida típica russa. Cogumelos, bolinho de carne de porco e crepes de queijo.

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Maidan Nezalezhnosti, a praça principal de Kiev:

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Ruas de parelelepípedo na cidade antiga:

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De noite, degustação de cervejas ucranianas Obolon e Rogan. Compramos num mercado 24h (7 hryvnias, garrafa de 500ml = R$1,75)

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Fomos para a Serebro Club, mas fomos barrados pelo segurança na porta ("sorry, no sport shoes"). Andamos vários quarteirões até o Arena Center, um complexo de restaurantes, bares e boates, onde fica a Decadence Club, uma das boates mais exclusivas da cidade. Da mesma forma, fomos barrados pelo face control por causa dos sapatos. Perdemos um tempão, pois tivemos que voltar para o hotel para colocar um sapato social. Finalmente conseguimos entrar no Decadence Club. Já eram 2h da manhã. Entrada 200 hryvnias (R$50). O lugar era maneiro, mas estava bem vazio. Uma decepção. No bar não vendia cerveja (?!). Tomei uma cuba libre por 50 hryvnias (R$13). Não ficamos nem uma hora lá dentro. Voltamos umas 3h da manhã pro hotel.

Publicado por alexpt 9:54 Arquivado em Ucrânia Comentários (0)

Dia 2 - Kiev

sunny 25 °C

As 10:30h de voo do Rio até Paris pareciam intermináveis. Viajar na classe econômica é bem desconfortável, especialmente para quem tem mais de 1,80m (o meu caso). Nunca consigo dormir nestes voos longos justamente por causa do desconforto. Tento encarar isso pensando que a recompensa virá algumas horas depois, quando o avião aterrisar . :)

No nosso voo viajou a seleção brasileira de volei masculina. Alguns dos jogadores tinham mais de 2,00m e todos foram de classe econômica também. Imagina que tortura !

Du pain, du vin, du fromage. Considerando que era classe econômica, o serviço de bordo foi eficiente e educado. Algumas comissárias falavam português, inclusive. Comida boa, vinho francês, queijo camembert, avião novo (com aquelas telinhas individuais para ver filme). A Air France nunca me deixou na mão.

De Paris para Kiev (3h de voo) voamos pela Ukranian International Airlines. Este ano ela foi eleita a 3ª pior empresa aérea do mundo, perdendo apenas para Turkmenistan Airlines e Sudan Airways. http://www.businessinsider.com/worst-airlines-to-fly-economy-2013-5?op=1 Nunca tive medo de avião, mas confesso que desta vez fiquei um pouco apreensivo ao embarcar. O avião parecia velho, e as comissárias eram um tanto quanto sisudas, mas foi um voo bem normal.

Em Kiev estava sol e calor quando desembarcamos (16h, +6h de fuso horário em relação ao Brasil). Sacamos umas hryvnias (moeda ucraniana) num caixa eletrônico. Maior galera abordando a gente no aeroporto para oferecer taxi.

Pegamos o ônibus do aeroporto para o centro da cidade (40 hryvnias = R$10). Cheiro de "nhaca" sinistro dentro do ônibus !

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No ponto final do ônibus, em frente a estação de trens de Kiev (Vokzal).

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Pegamos o metrô (do outro lado da estação). Aqui a passagem é muito barata (apenas 2 hryvnias = R$0,50 !!)

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Nosso hotel (Mini Hotel Kiev) fica perto do metrô (estação Teatralna), bem no centro da cidade. É um lugar nobre da cidade. Muitos restaurantes, bares, cafés e carrões circulando.

Pelo endereço da reserva, encontramos um prédio residencial.

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Não tinha nenhuma recepção, nem porteiro. Estranho demais. Tocamos uma campainha numa porta que estava trancada no térreo, e nada acontecia. Esperamos alguém sair, e aproveitamos pra entrar. Apareceu uma velhinha no corredor (talvez acostumada a ver mochileiros perdidos), e ela nos ajudou a encontrar a recepção no 12o andar. Ela não falava nada de inglês, e não entendíamos nada que ela falava em russo. O hotel na verdade ocupa um apartamento enorme nesse andar.

A recepcionista também não falava nada de inglês. Foi bem complicada a comunicação. As poucas expressões em russo que eu conheço ajudaram MUITO. Ela nos mostrou o apartamento e estava tentando explicar alguma coisa sobre corte de luz às 9h da manhã. Tivemos que usar o Google Translator no celular para conseguir perguntar a ela sobre o problema com a luz, e como faríamos para entrar no prédio de madrugada.

Hospedagem é a única coisa relativamente cara em Kiev. Nesse hotel que escolhemos, a diária no quarto duplo (com banheiro e ar) saiu por R$73/pessoa. Para o leste europeu, é caro. Talvez pela pouca oferta de hotéis na cidade, os preços sejam elevados.

O quarto:

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Vista da janela, com a Ópera Nacional:

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Estava uma tarde ensolarada e quente na cidade. As ruas estavam cheias de gente, e todos pareciam felizes com o sol. Muita, muita, muitaaa mulher bonita nesse lugar. Um negócio de louco.

Avenida principal da cidade (Khreshchatyk):

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Nesta época no ano há um monte de barracas e bares (biergartens) nas calçadas e praças vendendo cerveja e kvas (uma bebida feita de pão). Não resistimos, e paramos pra tomar a primeira cerveja da viagem (Lvivske) !! Custou 10 hryvnias (R$2,50), 500ml.

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Almoçamos no Puzata Hata (ПУЗАТА ХАТА). É uma cadeia de restaurantes de comida russa/ucraniana. Tem várias filiais pela cidade. É uma mão na roda para quem não fala russo, porque é um self-service onde se paga por porção (como o Delírio Tropical, para quem é do Rio). Assim, a gente sabe o que vai comer, sem precisar ficar tentando decifrar cardápios em russo. A comida é muito boa !

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Blinis (crepes russos), peixe com queijo, e um bolinho de frango:

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A praça principal da cidade (Maidan Nezalezhnosti):

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Voltamos pro hotel pra dar uma dormida. A noite, fomos para a Shooters, um bar/restaurante/boate bem famoso na cidade. Funciona 24h. 100 hryvnias de entrada (R$25), com direito a um energético. Chope 500ml Lvivske 24 hryvnias (R$6), e shot de vodka 47 hrivnias (R$12). Musica maneira, e muita mulher bonita. Bombou !

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Publicado por alexpt 5:00 Arquivado em Ucrânia Comentários (3)

Dia 1 - Rio - Kiev

overcast 22 °C

Fala galera ! Chegou a hora ! Um ano depois, estou de volta aqui trazendo para vocês a estréia da temporada 2013 do Desbravando Fronteiras !!!

Serão 25 episódios inéditos, recheados com muita aventura, adrenalina, perrengues, momentos sublimes, aprendizados, descobertas, imprevistos, festas, novas experiências, novos amigos, surpresas, e sem dúvida, muuuuuita diversão. Serão dias intensos, que valerão por vários meses “normais” !

Quem me acompanha desta vez é o Humberto (vulgo Numb2), amigão meu há 18 anos aqui do Rio. É a mente mais rápida que eu conheço para elaborar piadinhas em qualquer situação !! Um cara muito gozado ! :)

Tentarei blogar durante a viagem, aproveitando aquela meia-horinha enquanto espero algum voo no aeroporto, ou mesmo durante as viagens de trem, ônibus e avião. Não vou conseguir blogar todos os dias (e nem é essa a intenção), por isso as notícias chegarão com um atraso de 3 ou 4 dias. A idéia de blogar “in loco”, quase ao vivo, é fazer com que você se sinta o terceiro integrante da viagem, nos acompanhando por todos os lugares. A outra vantagem é que os acontecimentos estão todos recentes na minha cabeça, e consigo lembrar de mais detalhes. Se fosse blogar meses depois da viagem, já teria esquecido de algumas coisas, como preços, nomes dos lugares e a ordem dos acontecimentos.

Minha idéia este ano inicialmente era ir para o Canadá e Havaí, mas depois que o Numb2 decidiu viajar comigo, prefirimos escolher um destino mais festeiro: o Leste Europeu !!

A primeira parada será Kiev, a capital da Ucrânia. Este destino terá um sabor de dejà-vu. Já havia conhecido esta cidade sozinho no ano passado, mas para conciliar com os interesses turísticos do Numb2, ela entrou para o roteiro esse ano novamente, o que não é naaaada mal: a Ucrânia tem a cerveja mais barata da Europa (http://budgettraveller.org/cheapest-beer-in-europe-check-my-europe-cheap-beer-index), mulher bonita para qualquer lado que se olhe, e uma das melhores noites da Europa ! Paraíso ! :) A cidade tem menos atrativos turísticos que outras capitais do Leste Europeu (como Varsóvia, Praga e Budapeste), mas os baixos preços e a noite bombante compensam.

Depois partiremos para a Grécia, um dos meus países favoritos, onde estive em 2007. Ainda não conheci nenhum outro lugar que consiga reunir história, vida noturna, praias e paisagens de maneira tão harmoniosa como a Grécia. E ainda vem de brinde a deliciosa comida grega, muito sol e preços baixos (mesmo em euros). E agora, com a crise, ficou tudo ainda mais barato. Vamos primeiro para Atenas, berço da civilização ocidental, lugar com mais de 7000 anos de história. Democracia, artes, filosofia, matemática, olimpíadas... um legado e tanto que gregos nos deixaram. E no meio do agito noturno de Plaka, o bairro mais festeiro da cidade, é só olhar pra cima que temos aquela visão surreal da Acrópole iluminada no alto do morro, “à la Cristo Redentor”, não nos deixando esquecer que a deusa grega Atena está lá no comando, protegendo a cidade há 2500 anos. Notaram alguma semelhança ?

A terceira parada será a ilha de Rodes, ali colada no litoral da Turquia, mas pertencente à Grécia. É uma ilha enorme (uma das maiores do Mar Egeu), e tem quase 80km de uma ponta a outra. A cidade antiga de Rodes é Patrimônio Histórico da Humanidade. Não faltam na ilha paisagens incríveis, sítios arqueológicos, praias paradisíacas e, é claro, muita festa até o sol raiar. Difícil vai ser ir embora de lá !!!

O destino seguinte é Bucareste, capital da Romênia. Sim, da Romênia e não da Bulgária, como alguns pensam :). Para os brasileiros em geral, a Romênia tem um “que” de mistério, e nos faz lembrar histórias sombrias do Conde Drácula na Transilvânia, um lugar que associamos a castelos mal assombrados, vampiros, noites sinistras de tempestades com relâmpagos, morcegos, e teias de aranha. Isto é mais ou menos como dizer que no Brasil vivemos todos seminus sambando todos os dias pelas ruas num carnaval sem fim. Uma breve leitura num guia qualquer comprova que a Romênia não é nada do que imaginamos, e tem muitas atrações: cidades medievais, castelos (sem vampiros e morcegos !), montanhas nevadas com estações de esqui no inverno, muita festa durante o verão (principalmente no litoral do Mar Negro), e preços baixos.

Depois de Bucareste, o Numb2 volta pro Rio e eu continuo a viagem sozinho rumo a Braşov (pronuncia-se “brashov”), na Transilvânia. Esta região do interior da Romênia foi colonizada por alemães, e isso se reflete na arquitetura das construções e nos muros medievais que ainda cercam algumas das cidades. Assim foi descrita a cidade pelo Lonely Planet: “Braşov is Romania’s ground-zero tourist destination for very good reasons. Ringed by perfect mountains and verdant hills, the city is adorned with baroque facades, bohemian outdoor cafes and the lovely Piața Sfatului – one of Romania’s finest square”. Parece interessante, não ? Próximo a Braşov está localizado o Castelo de Bran, mais conhecido como o “Castelo do Drácula”. Foi residência de Vlad Draculea, príncipe que governou a região no século 15, famoso pela crueldade com que matava os inimigos. O famoso vampiro Conde Drácula é apenas um personagem fictício de um livro do século 19 de um escritor irlandês (Bram Stoker).

Gostaria de ter mais tempo para poder conhecer também Sibiu e Sighişoara, que são, assim como Braşov, as mais bem preservadas cidades medievais da Romênia. Por que será que é tão difícil abrir mão de algo quando temos que fazer uma escolha ? Fiquei na maior indecisão, porque queria muito conhecer Israel também, e se fosse pra Sibiu e Sighişoara, não daria tempo. Resolvi deixar estas cidades para uma próxima oportunidade.

A sexta parada da viagem será Tel Aviv, Israel. “Mas como assim...ISRAEL ?!? Tem guerra lá, homem bomba, atentado....tá louco ??” Foi isso que eu escutei da maioria das pessoas quando disse que ia pra lá. Confesso que nunca tive muita vontade de conhecer este país. Passei minha vida toda ouvindo falar de guerra, atentados, homens-bomba, Yasser Arafat, Faixa de Gaza, Cisjordânia, Hamas, Fatah, Jihad Islâmica, Hezbollah, sunitas, xiitas, bateria anti-mísseis... E o que tem mesmo pra ver lá ? Bunkers ? Trincheiras ? Sim, eu já havia ouvido falar do Muro das Lamentações, Mar Morto, Domo da Rocha, Nazaré, Belém, e.........só. Sempre me perguntava se valeria a pena ir pra lá, considerando o “risco iminente de guerra” que todos nós imaginamos ao pronunciar a palavra “Israel”. Bem, sou muito grato à Simone (irmã), Fabrício, Novello e Vinícius por terem me ajudado a quebrar a tal “arrogância que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”, parafaseando aqui o Amyr Klink. Eles estiveram lá recentemente e me contaram maravilhas. Vi as fotos e vídeos deles. Enfim, caiu a ficha. Conhecer o mundo apenas pelo que mostram as notícias na TV e jornais significa NÃO conhecê-lo. Eu percebi que estava sendo apenas mais um arrogante. Comprei o Lonely Planet de Israel na Amazon americana, já que não encontrei nenhum guia sobre o país para vender aqui no Rio, e nem nos sites das livrarias brasileiras. Depois de uma breve folheada no guia, já fiquei com a sensação de que poderia fazer uma viagem só pra lá, dada a quantidade de atrações. E ainda digo mais: estou com o pressentimento de que Israel será o ponto alto da viagem !! Deixei apenas 6 dias no meu roteiro para o país, e agora estou meio arrependido, porque vou ter que abrir mão de um monte de lugares interessantes. Queria ir por exemplo a Petra (na Jordânia, ali do lado), Haifa e Eilat (ótimo lugar para mergulhar no Mar Vermelho), mas acho que não vai dar.

Eu achava que Israel fosse uma espécie de Iraque melhorado, um lugar a ser evitado, mas depois de me informar melhor e ler muito, vi que estava enganado. O país viveu um período negro entre 2000 e 2005, quando aconteceu a Segunda Intifada, como foi denominada a revolta palestina contra a política expansionista promovida pelo governo israelense. Neste período aconteceram 15 atentados em Tel Aviv e 34 em Jerusalém. O turismo e a economia da região foram seriamente afetadas. Mesmo com meu espírito aventureiro, eu não me arriscaria lá naquela época. A partir de 2006, a coisa acalmou. Atualmente o país vive uma situação semelhante à do Rio, que também passou por um período nebuloso e decadente num passado recente, deu a volta por cima e agora está se reinventando. O turismo em Israel voltou com força, e as pessoas passaram a acreditar que a paz na região era possível. Depois de 2 atentados em 2006, Tel Aviv passou 6 anos na absoluta calmaria, e só teve outro atentado no final do ano passado, mas sem mortes. Jerusalém ficou sem atentados de 2004 até 2011, quando explodiu uma bomba num ponto de ônibus, matando uma pessoa. Pela primeira vez desde a Guerra do Golfo em 1991, um míssil disparado da Faixa de Gaza pelo Hamas atingiu no ano passado uma área desabitada na periferia de Tel Aviv sem causar danos ou feridos. No dia seguinte, outro míssil atingiu Jerusalém, o que não acontecia desde 1970, mas também não causou danos. Ninguém sabe ao certo até quando a calmaria continua em Israel, mas estes últimos atentados e mísseis podem significar o início de um novo período violento. Pode ser que venha aí uma “Terceira Intifada”. Na dúvida, é melhor eu ir logo pra lá, antes que seja tarde !

Depois de duas noites em Tel Aviv, vou para Jerusalém, cidade com 6000 anos de história, lugar sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos. Eu já imaginava que a cidade tinha atrações interessantes, mas não sabia que tinha taaanta coisa pra ver ! Vou passar 4 noites lá, e acho que não vou conseguir ver tudo que quero. Vamos ver. Vou também passar um dia no Mar Morto, aproveitando para ver as ruínas de Massada (da época da invasão romana).

A última parada da viagem será em Belgrado, capital da Sérvia. Esse país já estava na minha “lista de desejos” há algum tempo. Em 2011, visitei as vizinhas Croácia e Bósnia, mas não fui pra Sérvia por causa da exigência de visto para brasileiros. A isenção de visto já foi aprovada pelo parlamento sérvio, e no início do ano foi aprovada pelo nosso Congresso, mas ainda precisa passar pelo Senado. Aí já viu, é coisa para daqui a 2 anos no mínimo. Cansei de esperar e resolvi tirar o visto. O processo é meio chato: tem que preencher um formulário e enviá-lo, junto com o passaporte, uma foto 3x4, cópias das passagens aéreas e reservas de hotel para a embaixada da Sérvia em Brasília. E tem que pagar uma taxa de R$235,00. Meu passaporte chegou de volta por Sedex com o visto 4 dias depois.

A Sérvia, por causa da exigência de visto e pelo desconhecimento, é muito pouco visitada por nós brasileiros. A primeira coisa que lembramos sobre o país é a guerra. As pessoas imaginam que seja um lugar destruído e sem atrativos. Belgrado foi, de fato, bombardeada pelas forças da OTAN em 1999 em represália à Guerra do Kosovo. Mas isso já tem 14 anos, e a cidade já se recuperou completamente. Durante a Guerra da Bósnia (1992-1995) não houve confronto em território sérvio. Assim é descrita Belgrado pelo Lonely Planet: “this dynamic capital is now being hailed by travellers as an urban highlight. Vivid museums, creative restaurants and nightlife of every pace for every taste make this all-hours town a visitors’ playground”. Humm... parece bom o negócio, heim ! Entre os mochileiros, a Sérvia é conhecida como a "Espanha dos Balcãs" por causa do espírito festeiro das pessoas e da vida noturna bombante. Imagino que seja algo como Budapeste 20 anos atrás, quando o turismo de massa (representado por aqueles abomináveis grupos de 50 turistas usando uniforme e atravancando a entrada de todos os lugares turísticos) ainda não dava as caras por lá. Acho muito legal a sensação de desbravar, de ser o pioneiro, de chegar antes, e inspirar outras pessoas a seguirem os mesmos rumos. O desconhecido quase sempre traz ótimas surpresas !

Pretendo também fazer um “bate-volta” para Novi Sad, a 1:30h de trem de Belgrado. É a segunda maior cidade do país, e para muitos, a mais bonita.

A Sérvia também é famosa por ser a terra natal do gringo mais famoso e querido do Brasil: Dejan Petkovic, mais conhecido como Pet !!! Um dos maiores ídolos do Flamengo, e um dos principais responsáveis pela conquista do Campeonato Brasileiro de 2009. Antes de chegar ao Brasil nos anos 90, Pet jogou no FK Estrela Vermelha de Belgrado (FK Crvena Zvezda, em sérvio), um dos clubes mais populares do país, e conquistou inclusive o Mundial Interclubes de 1991. Nos anos 90, Pet chegou a jogar pela seleção da antiga Iugoslávia. Um fato curioso: o estádio do Estrela Vermelha, onde Pet jogou, foi apelidado de "Marakana" pelos sérvios, em homenagem ao nosso gigante Mario Filho, onde anos mais tarde ele brilhou pelo Flamengo. Coisas do destino.

É isso ! De Belgrado, volto pra casa, e game over.

O roteiro é esse:

29/mai Rio-Kiev
30/mai Kiev
31/mai Kiev
1/jun Kiev
2/jun Kiev-Atenas
3/jun Atenas
4/jun Atenas-Rodes
5/jun Rodes
6/jun Rodes
7/jun Rodes-Bucareste
8/jun Bucareste
9/jun Bucareste
10/jun Bucareste-Braşov
11/jun Braşov
12/jun Braşov-Tel Aviv
13/jun Tel Aviv
14/jun Tel Aviv-Jerusalem
15/jun Jerusalem
16/jun Jerusalem
17/jun Jerusalem
18/jun Jerusalem
19/jun Jerusalem-Belgrado
20/jun Belgrado
21/jun Belgrado
22/jun Belgrado-Rio

Fotos de alguns lugares por onde vou passar:

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Termino o post com uma frase: "De vez em quando é preciso subir num galho perigoso, porque é lá que estão as frutas" (Will Rogers). Considero viajar uma das melhores maneiras de sair da zona de conforto. Significa abandonar momentaneamente o conforto e aconchego de nossa casa, a comida que gostamos, a rotina, nossos amigos, nossos bares e restaurantes favoritos, as ruas e bairros por onde passamos todos os dias, os lugares que frequentamos, aquele cantinho preferido na praia... tudo isso dá lugar ao incerto, ao duvidoso, ao desconhecido. Novas experiências, amigos, sabores, músicas, surpresas, culturas, horizontes. O gostinho da descoberta, junto com aquele “friozinho na barriga”, é único. A zona de conforto é segura, mas a vida dentro dela é monótona e previsível. É como ser um passarinho preso numa gaiola, impedido de voar e conhecer outros horizontes. Nós fomos feitos para voar, e a boa notícia é que a porta da gaiola está sempre aberta. Até mesmo para quando quisermos voltar para o nosso aconchego.

Hora de sair da gaiola e bater asas. Aguardem o próximo episódio, quando darei notícias lá de Kiev !

Fui !!!

Publicado por alexpt 3:00 Arquivado em Ucrânia Comentários (9)

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