Um blog do Travellerspoint

Turquia

Dia 17 - Istanbul

sunny 22 °C

Último dia em Istanbul !!!

De manhã fui no Istanbul Arkeoloji Müzesi (Museu Arqueológico de Istanbul), um dos 5 maiores museus arqueológicos do mundo.

É enorme e muito interessante. Passei a manhã inteira lá. Entre as principais atrações, o sarcófago de Alexandre, o Grande:

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Réplica do Cavalo de Tróia:

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Uma coisa muito curiosa que vi em Istanbul: os "pesadores de rua". As pessoas pagam a eles um trocado para usar a balança e se pesar no meio da rua.

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Peguei o bonde moderno e saltei no ponto final em Kabatas. Fui caminhando até o fantástico Palácio de Dolmabahçe (a cedilha em turco tem som de "tch"). Foi construído no século XIX durante o final do Império Otomano, com influências européias. Lembra o Louvre em Paris ou o Palácio de Buckingham de Londres.

A visita é guiada, em grupos de 20 pessoas. Para entrar no Palácio, é necessário envolver os sapatos num saco plástico, para não sujar o piso.

Entrada do Palácio:

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Jardins:

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O magnífico interior:

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Uma porta no ancoradouro:

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Saindo do palácio, peguei o funicular para subir até a praça de Taksim:

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Praça de Taksim:

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Istiklal Caddesi, principal rua de pedestres da região de Beyoğlu:

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Cena comum nos países islâmicos: "casais" de homens andando abraçados. Não se trata de homossexualismo. São apenas bons amigos.

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Nos cafés de Istanbul, é comum ver grupos de homens jogando gamão e fumando narguilê:

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Doces turcos !!!

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Ronaldinho mais uma vez como garoto propaganda, dessa vez no ônibus:

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Loja de porcelanas turcas:

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Meu lanche:

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De noite, fiquei sentado admirando por um bom tempo a linda Mesquita Azul, escutando o cantarolar das orações.

Quando levantei, fui mais uma vez abordado por um turco, que perguntou "Where are you from ?", e tentou ser meu "amiguinho". Depois de 5 minutos de conversa, já veio com um papo de querer me mostrar um bar ali perto. A cidade está cheia destes "falsos amigos", que são na verdade "promoters" de bares e boates, que ficam tentando atrair turistas para estes lugares.

Voltei pro albergue e preparei minha mochila, pois 1h da manhã a van ia passar para me levar para o aeroporto. Próxima parada: Munique, Alemanha !!! Terra da Oktoberfest !!!

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Dia 16 - Istanbul

sunny 23 °C

Tirei o dia para conhecer a atração máxima de Istanbul, que é o Topkapi Sarayi (Palácio Topkapi), em Sultanahmet, a poucos metros do meu albergue.

Construído durante o Império Otomano, o palácio ocupa um complexo com área duas vezes maior que a do Vaticano.

Entrada do complexo onde fica o palácio:

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Jardim interno:

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A vista do palácio para o estreito de Bósforo, que divide Istanbul ao meio. A parte onde o palácio está fica na Europa, e do outro lado, fica a Ásia !!!

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Um pequeno lago na parte externa do palácio:

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Um dos inúmeros quartos do palácio abertos a visitação:

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Pintura da época do Império Otomano:

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Entrada de um dos pavilhões:

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Maquete do complexo:

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O harém é um anexo do palácio, com 300 quartos, nem todos disponíveis para a visitação. Paga-se um ingresso a parte, e a visita é feita em grupos, com um guia que fala inglês e turco.

Alguns sultões tinham centenas de mulheres, e havia grande competitividade entre elas. Todas tinham o objetivo de dar à luz primeiro. Quem conseguisse, seria a favorita do sultão, com mordomias e a garantia de ser uma rainha-mãe.

Entrada do Harém:

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Banheiro:

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Um dos quartos do Harém:

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O pátio onde ficavam as mulheres do Sultão:

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Muito interessante também é o pavilhão onde ficam os tesouros imperiais, incluindo um candelabro de ouro com 6666 diamantes, e um absurdo diamante de 86 quilates com 40 brilhantes. Fotos eram proibidas.

Outro pavilhão interessante é o de Relíquias Sagradas, exibindo varios pertences do Profeta Maomé, como um casaco, uma espada, um dente e um pelo de barba. Também não podia tirar foto. Tinha um religioso islâmico cantarolando um trecho do Alcorão nesta sala.

Saindo do Palácio, fui no parque Gülhane, que fica ao lado.

Esta é a estátua do Atatürk, conhecido com o "Pai dos turcos". Ele foi o primeiro presidente após a criação da República da Turquia, em 1922, quando caiu o último sultão do Império Otomano.

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Turcos passeando pelo parque. Uma coisa esquisita na Turquia (e em todos os países islâmicos) é que é normal ver homens andando abraçados. Não se tratam de gays. Na cultura islâmica, isso só significa que são bons amigos.

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Um café com uma vista estonteante para o Estreito de Bósforo. Como os islâmicos não consomem álcool, os poucos bares da cidade se concentram em Sultanahmet e são frequentados por turistas ocidentais. No lugar dos bares, os turcos frequentam os cafés. A bebida mais comum é o chá de maçã.

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O kebab que eu comi !!!

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Propaganda do Ronaldinho:

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Um vendedor de pôsters que mais parecia o Habib's !

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No final da tarde, fui assistir a uma cerimônia de sufismo, uma filosofia ligada ao Islamismo. A cerimônia é um misto de dança e ritual. Já havia lido a respeito disso no livro "Fantástica volta ao mundo", do Zeca Camargo, e fiquei bem interessado para ver.

A apresentação foi numa sala da estação de trens de Sikerci. As cadeiras ficavam encostadas nas paredes, e a apresentação foi feita no centro da sala.

Num dos lados da sala, algumas pessoas tocavam e cantavam uma música suave. Entraram mais algumas pessoas vestidas com uma espécie de kimono e um chapéu parecido com o do Habib's na cabeça. A dança consistia em rodopiar com a cabeça levemente inclinada para o lado, braços abertos com uma das mãos para cima, e a outra para baixo. Eles ficavam vários minutos rodando sem parar, de olhos fechados. Difícil descrever com palavras o que eu vi, mas era algo muito impressionante. Não conseguia definir se aquilo era uma dança, ou um ritual desconhecido, mas era tão simples, e ao mesmo tempo, algo tão profundo, que emocionava. É um ritual de entrega, de desprendimento, uma ligação com o divino, algo quase hipnótico.

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Um vídeo que gravei com a cerimônia:

A magnífica Mesquita Azul iluminada à noite:

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Um vídeo que gravei no momento em que uma oração iniciava:

Perto dali, peguei o bonde moderno, uma espécie de metrô de superfície que anda na rua entre os carros. O bonde atravessou a ponte de Galata e foi até Kabatas, onde peguei um funicular até a Praça de Taksim, em Beyoğlu (o "ğ" , com esse chapelzinho, não se pronuncia em turco).

A região de Taksim é como se fosse o centro da cidade, onde estão os prédios comerciais modernos e o comércio. A Istikal Caddesi é uma longa rua de pedestres, que fica lotada à noite. É aqui que Istanbul "bomba" à noite. Muitos bares, cafés, restaurantes, lojas de souvenirs, lojas de doces turcos, lanchonetes de Kebab, etc. Achei muito legal. Me surpreendi com as mulheres turcas. Tinha muita gata. Eu imaginava que todas usassem burka ou pelo menos aquele véu na cabeça, mas menos da metade usava. Para minha surpresa, também tem muita turca loira e de olhos claros, mas a maioria é morena.

Caminhando pela rua, fui abordado por um turco, que começou a conversa com o tradicional "Where are you from ?". Ele estava sozinho, e perguntou se eu estava sozinho. Começou a conversar, querendo ser meu "amiguinho", mas achei aquilo bem estranho. No meu guia, eu já havia lido que isso é comum, e que é preciso tomar cuidado. Não deu outra. Ele começou a querer me chamar pra tomar uma cerveja num bar "logo ali". Saí fora, pois era furada na certa. Se pelo menos fosse uma turca bonita, eu até pensaria no caso... hehehe

Fiquei por lá até umas 11 da noite, e na volta não tinha mais funicular para descer pra Kabatas. Tive que pegar um taxi até o albegue, mas nem saiu muito caro. Os preços na Turquia são bem parecidos com os do Brasil.

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Dia 15 - Istanbul

sunny 23 °C

O café da manhã do albergue, típicamente turco, foi uma esperiência única. Para começar, o horário: ele era servido das 8h às 12h. O funcionário do albergue me serviu um prato com pão, manteiga, tomate, ovo cozido (com a casca), pepino e passas. Ele estranhou muito quando viu que eu só comi pão com manteiga. Até perguntou se tinha algo de errado. Achou mais estranho ainda quando eu disse que não queria beber nada, depois que ele perguntou se eu queria café ou chá.

O funcionário era um turco bem gente boa, mas com um inglês bastante rudimentar. Ele se mostrou bastante curioso quando eu disse que era brasileiro. A comunicação foi complicada, mas ele se declarou uma apaixonado pelo futebol brasileiro, e disse que o Zico estava fazendo um bom trabalho como técnico do Fenerbahçe, um dos times mais populares de Istanbul. Vários brasileiros jogavam no futebol turco.

Quando comecei a comer, ouvi um "fala flamenguista !" (eu estava com a camisa do Flamengo). Era o Rafael, um cara gente boa de Florianópolis, que havia ido da Espanha até a Turquia num veleiro. Era o último dia dele em Istanbul.

Saímos pra dar uma volta pela cidade juntos. Fomos primeiro na Aya Sophia, uma igreja bizantina que foi convertida em mesquita, e posteriormente em museu. Na fila para entrar, uma mulher virou pra mim espantada, e disse: "como assim ??? o meu Flamengo aqui tão longe ??". Era um grupo de Florianópolis viajando pela Europa.

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Há uma fila enorme de turistas aguardando para colocar o dedo neste buraco, pois dizem que dá sorte:

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Depois fomos na Cisterna Romana, construída pelos bizantinos no século VI. Este é um dos lugares mais incríveis que já vi. Uma galeria subterrânea enorme, que é um reservatório d'água, sustentada por centenas de colunas de mármore, com uma iluminação especial e uma suave música ambiente. Tudo isso criava uma atmosfera de paz absoluta. Impossível descrever a magia daquele lugar em palavras, mas saí de lá totalmente relaxado.

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A cabeça de medusa (de cabeça para baixo) num dos cantos da cisterna. Não se sabe ao certo como ela foi parar lá.

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Mesquita Azul:

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Vídeo da Mesquita Azul quando se iniciava uma oração:

O momento em que se iniciava uma oração. Isto é uma praça:

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Um vídeo que gravei na hora da oração nessa praça:

O Grand Bazaar, que é um enorme mercado que vende de tudo, principalmente souvenirs. É tão grande, que me perdi várias vezes andando por lá. Os vendedores turcos (assim como os árabes) são negociadores natos. Nada tem preço nas vitrines, é tudo negociado, é parte da cultura deles. Funciona assim: primeiro, eles jogam um preço que normalmente é o triplo do que a mercadoria realmente vale. Você oferece 1/10 do que ele pediu, e aí a negociação começa, até que se chegue a um preço "justo". Mas depois de comprar, você sempre sai com a sensação de que poderia ter pago mais barato. Aceitar a primeira oferta, sem negociar nada, é como uma ofensa para o vendedor, pois ele vai ficar achando que poderia ter vendido mais caro. Comprei uma camisa do Fenerbahçe e uma de Istambul, depois de desenrolar muito com o vendedor.

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Engraçado ver essa homenagem à potência do homem brasileiro numa das lojas do bazar !!

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Universidade de Istanbul:

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Uma das lanchonetes de kebab:

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Nas lanchonetes de kebab e no Grand Bazaar, os turcos olhavam para a minha camisa do Flamengo com curiosidade, e muitos me perguntavam que time era. Ao saberem que era do Brasil, abriam um sorriso enorme, e começavam a enumerar vários jogadores brasileiros que estavam jogando no futebol turco. A rivalidade entre o Fenerbahçe e o Galatasaray era clara. Quando algum torcedor do Fenerbahçe falava no Zico, sempre tinha alguém do lado fazendo cara feia.

O bonde moderno que corta o bairro de Sultanahmet:

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Traduza se puder !!!

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Praça em frente a estação do ferry boat:

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Vendedor ambulante vendendo pão com peixe e salada:

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A mesquita Yeni Cami, vista do outro lado da ponte:

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A noite, fui no Çemberlitas Hamam (a cedilha pronuncia-se "tch"), um dos vários "banhos turcos" existentes na cidade. Este foi construído no século XVI. Os banhos turcos são uma espécie de sauna a vapor. Esta foi uma influência dos romanos.

Este Hamam (banho turco) tinha o setor masculino e o feminino. Recebi a chave de um pequeno quarto, onde deveria tirar a roupa e me enrolar nestas toalhas, como mostra esta foto ridícula abaixo:

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Depois, entrei no Hamam, que é uma sauna enorme toda de mármore. No centro da sauna, uma espécie de mesa redonda de mármore onde cabiam umas 20 pessoas deitadas. O funcionário do lugar de tempos em tempos molhava as pessoas com água fria e começava a esticar as pernas e braços das pessoas, fazendo tudo estalar.

Saindo de lá, fui tomar uma cerveja no terraço do albergue com o Rafael, e fui dormir.

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Dia 14 - Londres - Istanbul

sunny 24 °C

A noite no aeroporto de Heathrow em Londres foi looooooonga. Fiquei tentando arrumar alguma coisa pra fazer o tempo andar mais rápido, mas não adiantou muito. Chegou umas 3 da manhã e fiquei bem cansado, mas não havia um banco onde descansar deitado. Sentei num dos bancos e dei no máximo algumas cochiladas.

As 6 da manhã deu a hora do checkin, e às 7h o avião da British Airways decolou. O vôo demorou 4 horas e cheguei às 13h em Istanbul, pois tinha mais duas horas de fuso horário.

Eu estava ansioso para conhecer a Turquia. As primeiras impressões que tive de Istanbul eu li no livro "A Fantástica Volta ao Mundo", do Zeca Camargo. Ele se mostrou um apaixonado pela cidade, e as atrações descritas por ele no livro, como a Mesquita Azul e a Cisterna Romana, pareciam ser mesmo incríveis. Desde então, a Turquia entrou para a minha "Wish list".

Passei pela imigração sem precisar responder a nada (e realmente não precisaria, convenhamos !). Troquei euros por liras turcas numa casa de câmbio. O idioma turco anunciado pelo sistema de som do aeroporto parecia japonês, não dava nem pra desconfiar do que se tratava.

Peguei um ônibus "frescão" até o centro da cidade. Durante o trajeto, já vi coisas bem legais, e tirei estas fotos:

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Desci no ponto final do ônibus. Peguei um taxi para chegar até o bairro de Sultanahmet, onde ficava o albergue. Para um mochileiro, isso seria um pecado mortal, mas como a Turquia é um país com preços equivalentes ao do Brasil, eu podia me dar a esse pequeno "luxo". Tento evitar ao máximo porque, além de normalmente ser caro, nem sempre são honestos com o caminho. Mas no caso de Istanbul, não havia metrô perto do albergue, e eu não tinha idéia de como poderia chegar lá sem ser de taxi.

Antes de viajar, eu procuro memorizar as frases de sobrevivência na língua local. Pelo menos "Você fala inglês" na língua local tem que saber falar. No caso do turco, demorei várias semanas para conseguir memorizar "İngilizce konuşur musunuz ?" (o "ş" tem som de "sh"). Linguinha desgramada essa !!!

Outra coisa que procurei memorizar foi "muito obrigado" em turco (tesekkür ederim). Acho muito mais simpático dizer obrigado na lingua local, do que o manjado "thank you".

Essa foi a primeira coisa que falei quando entrei no taxi: "İngilizce konuşur musunuz ?". Eu estata ansioso pra ver se havia conseguido pronunciar da maneira correta. Não é que funcionou ?? O taxista respondeu em turco: "hayır" (não). Eu, muito espertamente, já tinha escrito num pedaço de papel o nome da rua do albergue (Kutlu Gun Sokak). O caminho que o taxi fez até lá foi fantástico, passou por uma ponte enorme e vi várias mesquitas. "Tesekkür ederim", disse ao taxista, que abriu um sorriso e agradeceu a corrida.

Achei o albergue (Istanbul Hostel) muito bom. Limpo, silencioso, bem localizado, e ainda tinha um terraço com um bar onde a galera fazia a social. Paguei apenas 12 dólares a diária.

Tomei um banho e saí ansioso para conhecer a cidade que já se chamou Bizâncio na época do Império Romano e Costantinopla quando era capital do poderoso Império Otomano. Istanbul é considerada o "portal do oriente", por estar exatamente no ponto onde a Europa faz limite com a Asia. Era minha primeira vez também num país islâmico. Com certeza, muita coisa diferente me esperava.

Este era o albergue:

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Uma das ruas próximas ao albergue, no bairro de Sultanahmet. Muitos hotéis, bares, restaurantes e lojas de souvenirs:

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Uma das ruas de Sultanahmet com casas coloridas:

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A Aya Sofia foi uma igreja bizantina construída no século VI, e depois convertida em mesquita quando a cidade foi tomada pelo Império Otomano em 1453. Na década de 30, foi convertida em museu.

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A linda Mesquita Azul. Os turistas podiam visitar o interior dela, desde que não fosse momento de oração.

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Um cartaz informava aos turistas as regras para entrar na mesquita: tirar os sapatos (carregando num saco plástico), homens só de calça comprida, mulheres só de saia comprida e véu na cabeça.

O interior da mesquita é belíssimo. Enorme, e todo acarpetado. Mesmo não sendo hora de oração, dei a sorte de ver alguns islâmicos rezando agachados, voltados para Meca.

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Esta é a área reservada para as mulheres rezarem. Muito menor que a dos homens.

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Comi um kebab (na terra do kebab !!!), muito bom !!!

Zero de favela, zero de pobreza. Istanbul estava mais para Leste Europeu do que para Oriente Médio.

Caminhando no final da tarde pelas ruas de Sultanahmet, de repente os minaretes das mesquitas começaram a convocar os fiéis para a oração. Muitos entravam nas mesquitas, e outros se ajoelhavam na praça onde eu estava, em cima de um tapete. Fiquei impressionado com a fé que eles tem. É quase um sentimento de entrega. Eles param tudo o que estão fazendo em nome da fé.

A noite, fui tomar um chope com um australiano e um americano que conheci no quarto. Fomos num bar próximo ao albergue bem maneiro. Tomamos várias cervejas. Me chamou a atenção que, de repente, o minarete da Mesquita Azul começou a tocar de novo, e a atendente do bar diminuiu a música durante alguns minutos, até a oração acabar. E aí ela aumentou de novo o som. Deve ser uma regra por lá.

Provei o raki, que é a bebida típica da Turquia. É feito de anis, muito forte. Parece uma cachaça, mas pingando água, ganha uma cor de leite. Fiquei doidão, e nem lembro direito como voltei pro albergue. Pior, não lembro de ter pago nada no bar. Será que dei balão ? Será que os gringos pagaram pra mim ? Nunca vou saber, pois não vi os dois mais no albergue !!! hahaha.

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