Um blog do Travellerspoint

Roménia

Dia 14 - Brașov

overcast 18 °C

Depois de tantas noites bombantes em Kiev, Rodes e Bucareste, eu estava tão acostumado a acordar depois das 13h, que achei até estranho levantar as 8h sem despertador. O bom disso é que poderia aproveitar melhor o meu único dia completo em Braşov.

O albergue (à direita), numa ladeira subindo a montanha:

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Rua do albergue:

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Rua próxima ao albergue:

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Os romenos adoram kebab, conhecido aqui como “shaorma”. Vi várias lanchonetes de kebab em Bucareste e Braşov.

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Parei numa padaria para tomar o café da manhã:

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Este pão em forma de círculo chama-se covrigi e é bem típico daqui. Vi um monte de padarias vendendo isso, e tem diversos recheios diferentes.

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Resolvi fazer um passeio pelos 3 castelos da região de Braşov: Bran, Peleş e Rasnov. É possível ir por conta própria pegando ônibus, mas gastaria tempo demais e ficaria complicado conhecer também as outra atrações de Braşov no mesmo dia. Resolvi então ir de excursão (uma van) junto com uma galera do hostel (4 australianos).

Mesmo tendo estudado inglês por 7 anos, sempre me sinto um incopetente ao conversar com australianos. É como se eu tivesse voltado para o primeiro nível do CCAA, quando entendia apenas algumas palavras isoladas nas conversas em inglês. Eles ficavam conversando o tempo todo na van, e eu boiando. O assunto era engraçado ? Eu e o motorista éramos os únicos que não riam das piadas. Acho que eles poderiam chamar este idioma incompreensível de australiano em vez de inglês, e abrir cursos específicos para quem quiser aprendê-lo.

A primeira parada foi o castelo de Peleş:

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A visita no interior do castelo é guiada, e não podia tirar foto dentro. Achei mais bonito por fora do que por dentro.

A segunda parada da excursão foi o castelo de Bran, no vilarejo de mesmo nome. Este é o famoso castelo que foi residência do Vlad Draculea, príncipe que governou a região no século 15, famoso pela crueldade com que matava os inimigos. O famoso vampiro Conde Drácula é apenas um personagem fictício de um livro do século 19 de um escritor irlandês (Bram Stoker). O castelo em si não tem nada demais.

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Vista do alto do castelo:

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Vlad Draculea:

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Conde Dracula:

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Nas redondezas do castelo, a temática dos souvenirs é o Dracula, claro. Vi pra vender um monte de coisas de gosto duvidoso, como canecas estampadas com vampiros, além de máscaras e roupas esquisitas.

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Queijos típicos:

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Comi um kebab junto com a galerinha do hostel e partimos para o terceiro destino, o castelo de Rasnov.

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O castelo fica no alto de um morro, e a subida é feita nesse trenzinho:

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Não é exatamente um castelo, mas uma fortaleza em ruínas.

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Vista do alto:

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O tempo aqui na Transilvânia parece ser totalmente instável. Tinha levado um casaco, mas durante o passeio tive que tirá-lo, pois esquentou e o sol abriu. Quando estávamos na estrada, começou a chover forte e esfriou. Depois de alguns km, chão seco e sol de novo. Vai entender.

A van deixou a gente de volta no hostel. O passeio completo durou 7h.

Já passava das 17h, e aproveitei o resto do dia para conhecer um pouco de Braşov.

Parte do que restou das muralhas que cercavam a cidade:

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No alto da montanha há um letreiro meio feioso escrito “Braşov”, copiando Hollywood.

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Queria pegar no bondinho para subir no alto dessa montanha, mas ele só funciona até 17h. Descobri que há uma trilha que leva até o topo. Meu espírito aventureiro me fez deixar a preguiça de lado e me embrenhar na mata.

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A trilha era bem sinalizada e fácil de ser percorrida, apesar de longa (cerca de 1h caminhando rápido). Vi muita gente correndo na trilha morro acima.

No meio do caminho, uma bifurcação, e esta placa em romeno indicando os dois caminhos. Não dava para entender nada, mas resolvi seguir o caminho do triângulo, que era sinalizado nas árvores.

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A vista da cidade no meio do caminho:

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O letreiro visto de trás:

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Vista da cidade no topo da montanha:

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Quanto estava me preparando para descer, começou a chover. O Perrengue Detector® começou a alarmar dentro de mim. Era o pior que poderia ter acontecido, pois a trilha ficou escorregadia e cheia de lama. Não deu outra: mais ou menos na metade da descida, escorreguei na lama (descendo alguns metros de trilha praticando uma nova modalidade de “ski-bunda”) e me sujei todo !! Calça, casaco, mãos, tênis..tudo cheio de barro ! Que faaaase !!! Tinha umas pedras no meio da lama, e tive sorte de não ter me machucado. Só ralei um pouco o joelho, que ficou um pouco dolorido com a pancada, mas nada demais.

Quando terminei de descer, eu parecia um mendigo, de tão sujo. Não rolava de voltar pro hostel naquele estado. Não iam nem abrir a porta pra mim. E a vergonha de entrar daquele jeito ? Entre 18h e 22h é quando está todo mundo lá socializando (inclusive nos quartos) e com a mão marrom eu não tinha nem como cumprimentar ninguém. Baixou o McGuyver em mim, e tive então uma idéia para tentar me limpar um pouco. Passei num mercadinho na rua do hostel para comprar uma garrafa d’água de 2L. A caixa me olhou como quem dizia “o que este mendigo está fazendo aqui dentro ?”, e antes que ela me expulsasse de lá, abri na frente dela a carteira cheia de notas de 100 lei e pedi uma garrafa d’água em inglês. Procurei uma rua pouco movimentada perto do hostel, sentei no meio-fio e tirei as duas meias que eu estava usando. Molhei-as com a água, e comecei o meu “banho de gato”. A tática McGuyveriana até que funcionou bem. Consegui tirar o marrom que me cobria. Não preciso nem dizer que as duas meias, que eram brancas e ficaram marrom-escuras, foram direto pro lixo. Fiquei tão “limpo” que até dava para dar a última volta na cidade sem passar vergonha, e jantar num restaurante sem parecer um mendigo sortudo, que tinha acabado de achar uma nota de 100 lei no lixo.

Rua perto do hostel:

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Strada Republicii:

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Piata Sfatului, a principal de Braşov.

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Eu e a montanha que havia acabado de conquistar. A foto está de prova que o método McGuyveriano funcionou. Tá vendo alguma coisa marrom na foto ? ehehhe :)

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Piata Unirii:

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Tanto em Braşov quanto em Bucareste há uma pobreza discreta, mas visível, no mesmo nível da Ucrânia e outros países do leste europeu. Vi algumas velhinhas pedindo esmola na rua e mendigos. Entretanto, a Romênia foi o primeiro país da Europa onde vi crianças sozinhas abordando pessoas para pedir esmola. Isso foi em Bucareste, num restaurante com mesas na rua onde almoçamos. Imaginava, entretanto, uma pobreza maior aqui, com um monte de ciganos pelas ruas, mas confesso que não vi nenhum com o estereótipo que temos deles (mulheres de pele escura com saias coloridas e dentes dourados carregando crianças moribundas).

Jantei no restaurante Casa Roameasca, de comida típica romena, nesta mesma praça:

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Os refrigerantes e sucos na Romênia são muito pequenos (250ml) e custam o mesmo que as cervejas de 500ml. Fazer o que, né ? Tive que tomar a saideira da Romênia, uma Ursus Black (muito boa !!). Custou 6 lei (R$3,75).

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Comi um “ciulama de pui cu mamaliga”. Era tipo um creme de frango com champignon e angu (18 lei = R$11). O angu é um dos pratos nacionais aqui na Romênia.

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De sobremesa, passei numa padaria e comprei um covrigi com recheio de cereja (2 lei = R$1,25).

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Já passava das 22h e eu estava um bagaço. Aquela subida para a montanha acabou sendo muito cansativa. Estava garoando, fazendo frio e não tinha ninguém na rua. Voltei pro hostel, tomei um bom banho (tava precisando mesmo...) e fui dormir. No quarto, tinha apenas um português de Lisboa muito gente boa. Uma figuraça. Estava todo molhado e disse que tinha saído sem “chapéu de chuva” (guarda-chuva).

Publicado por alexpt 15:38 Arquivado em Roménia Comentários (3)

Dia 13 - Bucareste - Brașov

overcast 19 °C

Hora de dizer adeus a Bucareste e partir rumo a Braşov (pronuncia-se “Brashov”), na Transilvânia. Esta região do interior da Romênia foi colonizada por alemães, e isso se reflete na arquitetura das construções e nos muros medievais que ainda cercam algumas das cidades. Assim foi descrita a cidade pelo Lonely Planet: “Braşov is Romania’s ground-zero tourist destination for very good reasons. Ringed by perfect mountains and verdant hills, the city is adorned with baroque facades, bohemian outdoor cafes and the lovely Piața Sfatului – one of Romania’s finest square”.

Me despedi do Numb2, que estava voltando para o Rio. A partir de agora, continuo a viagem sozinho. Peguei o metrô rumo a Gara de Nord, a principal estação de trens de Bucareste.

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Por causa de 10 minutos perdi o trem das 15:30 para Braşov. Comprei a passagem (22 lei = R$14) das 16:30. Tinha então uma hora de espera na estação. Comi no McDonald’s (16 lei = R$10 o menu do Bic Mac) e embarquei.

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O trem estava lotaaado. Não tinha nenhum assento disponível. Me encaixei num canto do vagão, sentei em cima da mochila e fiquei blogando durante as intermináveis 4h de viagem. Pelo menos o trem tinha tomada, então consegui carregar a bateria do notebook. Esse trem que eu peguei era um “parador”, que demora bem mais. O trem normal demora 2:45h.

Depois de 1h de viagem, o trem esvaziou e eu consegui uma poltrona pra mim.

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No trajeto, belas paisagens. O trem passou por pequenos vilarejos com casas de madeira, e montanhas cobertas por pinheiros.

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Estação ferroviária de Braşov.

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Peguei um taxi (20 lei=R$12,50) para o Kismet Dao Hostel, pois da estação de trens até lá são 2,5km. Sempre que posso, evito os taxis, porque é a maneira mais fácil de um turista ser enganado. Não deu outra. Negociei o preço de 20 lei, o que não deixa de ser barato. No hostel, o recepcionista disse que o preço normal deveria ser de cerca de 10 lei, e que a corrida deveria ter sido feita por taxímetro. Não vi nenhum taximetro no taxi. Enfim, paguei o dobro do que deveria, mas nem esquentei, pois gastei apenas R$6 a mais.

O hostel:

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Rua do hostel:

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Painel na entrada do hostel:

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Fiquei num quarto com 3 beliches, mas só havia mais 2 pessoas além de mim.

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Tomei um banho e saí para dar uma volta e comer algo.

Prefeitura de Braşov:

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Strada Republicii, principal rua de pedestres da cidade, com muitas lojas, bares e restaurantes. Estava tudo vazio, talvez por ser uma segunda-feira.

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Começou a relampejar MUITO, mas não chovia. Nunca vi isso. Sinistro demais !! É, realmente estou na Transilvânia, heheheh. Mas por enquanto não vi nenhum morcego ou vampiro :)

Piata (pronuncia-se “piazza”, como no italiano) Sfatului, a principal de Braşov.

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Achei Braşov bem mais bonita e fotogênica que Bucareste. Lembra muito as cidades do interior da República Tcheca e Polônia. Dizem que Sibiu e Sighişoara, outros destinos turísticos populares da Transilvânia, são ainda mais bonitas, mas infelizmente desta vez não vou poder conhecê-las.

Comi um frango com queijo num restaurante da rua de pedestres. Estava bem vazio e já estava tarde (22h).

Voltei pro albergue e fui dormir. Estava morto. Em 13 dias de viagem, dormi apenas 2 vezes antes das 5h da manhã. A média estava boa, ehehhehe. No quarto, quando cheguei, já estava todo mundo dormindo.

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Dia 12 - Bucareste

sunny 25 °C

Finalmente o sol abriu em Bucareste, e o frio foi embora.

Comemos um Gyro Pita em Lupscani e fomos dar uma volta pela cidade.

Bucareste não é exatamente uma cidade fotogênica. Pelo menos a região central não é. Os prédios são todos parecidos, em estilo soviético, e têm uma aparência de velhos e mal cuidados.

Ruas próximas ao albergue.

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Museu Nacional de História. O museu é pequeno e tem um acervo limitado.

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Fragmentos da Coluna de Trajano:

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Como era a Coluna de Trajano:

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Coroas:

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Praça com um bar/restaurante. Os restaurantes da cidade estavam cheios, pois era um domingo.

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Pegamos o metrô para a região norte da cidade.

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O metrô de Bucareste é bom, barato (2 lei = R$1,25) e tem 4 linhas. Assim como Paris, Bucareste é dividida em zonas numeradas.

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A parte norte da cidade é a mais rica e bem cuidada. Bem mais bonita que o centro.

Prédios comerciais:

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Serviço de aluguel de bicicletas:

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Parque Herastrau. Estava bem cheio por ser um domingo ensolarado:

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Réplica do Arco do Triunfo:

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A Champs-Ellyssés aqui se chama Bulevardul Maresal Constantin Prezan. Bucareste, não por acaso, se auto-intitula a “Paris do Leste”.

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Será que algum dia vamos ver no Brasil caixas eletrônicos nas ruas, como tem aqui (em em toda a Europa) ? Ou melhor, será que algum dia teríamos coragem de sacar dinheiro na rua, como todo mundo olhando, e nos sentirmos seguros ?

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Voltamos para Lupscani para comer alguma coisa. Os bares estavam cheios e as ruas tinham bastante movimento.

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Cerveja romena Silva Black, 9 lei (R$5,60 500ml)

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Peixe com angu (27 lei = R$17). O angu aqui é chamado de “mamaliga” e é um prato muito típico.

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Passamos num shopping onde compramos a camisa da seleção da Romênia na loja da Adidas (176 lei = R$110). O vendedor descobriu que a gente estava falando português e perguntou se éramos brasileiros. E aí começou um entusiasmado papo sobre futebol. Ele disse que o principal time de Bucareste é o Stela, patrocinado pela concorrente Nike, por isso não vendia a camisa deste time lá. Eu tava usando a camisa do Flamengo e ele perguntou se era do Corinthians (oi ?!).

De noite, comemos mais um pedaço de pizza e partimos para a última noite em Bucareste. Para o Numb2 era a última noite da viagem.

Os bares estavam todos bem vazios em comparação a 6ª feira e sábado. Só encontramos dois bares que estavam razoáveis. O primeiro estava com um cheiro insuportável de cigarro, e estava meio fraco, então partimos pro Bound Bar, que estava meio vazio no começo, mas começou a encher depois de 1h da manhã e ficou bombando até 4h !! Todo mundo que entrava no bar ganhava esse crachá um tanto quanto sugestivo :)

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Tocava muita pop e dance music em romeno, e todos (menos nós) cantavam entusiasmados.

Uma música romena que ficou mundialmente conhecida dez anos atrás: Dragostea Din Tei (“Amor de Cal”, em romeno), da banda O-Zone.

Logo depois, o Latino fez uma versão em português, a famosa “Festa no AP”:

Entre as cidades por onde passamos, só vimos brasileiros em Atenas. As pessoas aqui na Romênia ficam surpresas quando falamos que somos do Brasil. Realmente não é um destino tradicional para nós brasileiros. Eu só conheço uma pessoa que já veio pra cá.

Publicado por alexpt 15:16 Arquivado em Roménia Comentários (1)

Dia 11 - Bucareste

rain 17 °C

Estava chovendo e esfriou quando saimos do albergue.

A rua do albergue:

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Uma avenida próxima:

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Deposite seu dinheiro na poupança do Drácula ! Banco Transilvania !!! :)

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Um shopping na Piata (praça) Unirii:

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Ruas de Lupscani, onde saímos ontem a noite:

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Paramos num bar para almoçar. Comi um spaghetti por 23 lei (R$14).

Igreja ortodoxa:

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A língua romena é uma mistura maluca de influências latinas e eslavas. Oficialmente é uma língua latina, mas diria que é a menos latina de todas as outras. É mais ou menos como bater no liquidificador o italiano, o francês e o russo. E ainda tem coisas estranhas, como “s” e “t” com cedilha. Ou seja, não dá pra entender quase nada. Mas algumas expressões são um tanto quanto familiares: merci, salut, buna seara, la revedere (lembra o arrivederci do italiano), poarta (porta), da (“sim”, como no russo), piata (pronuncia-se piazza, como no italiano). E “eu” é “eu” mesmo, como em português. A grande vantagem daqui é que todo mundo fala inglês, então não precisa se preocupar em aprender alguma coisa de romeno para sobreviver.

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Piata Unirii:

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Bulevardul Unirii:

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O Palácio do Parlamento, que é o segundo maior edifíicio do mundo (atrás apenas do Pentágono) com 12 andares e 3300 salas. Foi construído nos anos 80 durante o governo do ditador Nicolae Ceausescu, e é considerado hoje um grande elefante branco. Até hoje não foi totalmente concluído. Para a sua a construção, vários quarteirões da cidade antiga de Bucareste foram derrubados.

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Um parque:

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Piata Universitatti, palco dos violentos confrontos em 1989 entre soldados e manifestantes que protestavam contra a ditadura comunista de Nicolae Ceausescu.

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Uma cena muito familiar: carros estacionados nas calçadas bloqueando a passagem:

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Os motoristas aqui são um tanto quanto barbeiros. Vimos várias bandalhas e até uma batida, com direito a barraco e tudo entre os dois motoristas.

De noite, comemos uma pizza (27 lei = R$17) e fizemos uma nova peregrinação pelos bares de Lupscani. Fomos barrados na porta de alguns dos bares que entramos ontem, pois a entrada só era permitida para quem tinha reserva. Mesmo assim, a noite bombou muito !!!

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Publicado por alexpt 13:54 Arquivado em Roménia Comentários (1)

Dia 10 - Rodes - Bucareste

sunny 23 °C

Último dia em Rodes. Fizemos o check out no hotel, e antes de ir para o aeroporto, aproveitamos para dar uma volta na Cidade Antiga, que só tínhamos conhecido de noite.

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O lugar durante o dia é bem diferente. Muito mais cheio.

Mapa da Cidade Antiga:

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Mesquita:

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Lojas de souvenirs:

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Grife :)

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Cardápio com pratos gregos:

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Uma das praças da Cidade Antiga:

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Muitos restaurantes tem “roof top” (terraço):

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Ruínas de uma igreja bizantina:

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Uma parte mais tranquila da Cidade Antiga, onde há algumas residências.

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Um dos portões da Cidade Antiga:

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Praia em frente às muralhas:

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Vendedor de esponjas:

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Voltamos pro hotel para buscar a bagagem, e pegamos o ônibus para o aeroporto. 1h de voo até Atenas, e mais 1:30 até Bucareste, a capital da Romênia (e não da Bulgária, como muitos pensam, ehhe).

Para os brasileiros em geral, a Romênia tem um “que” de mistério, e nos faz lembrar histórias sombrias do Conde Drácula na Transilvânia, um lugar que associamos a castelos mal assombrados, vampiros, noites sinistras de tempestades com relâmpagos, morcegos, e teias de aranha. Isto é mais ou menos como dizer que no Brasil vivemos todos em tribos canibais sem energia elétrica em meio a uma densa floresta tropical. Uma breve leitura num guia qualquer comprova que a Romênia não é nada do que imaginamos, e tem muitas atrações: cidades medievais, castelos (sem vampiros e morcegos !), montanhas nevadas com estações de esqui no inverno, muita festa durante o verão (principalemente no litoral do Mar Negro), e preços baixos. Tem ainda a proximidade do idioma romeno, que é de origem latina assim como o nosso português.

No aeroporto de Bucareste, sacamos dinheiro num caixa eletrônico. A moeda da Romênia é o leu (lei, no plural).

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Pegamos o ônibus no aeroporto para o centro da cidade (30 min, 4,30 lei = R$2,70).

Nos hospedamos no X Hostel, que fica bem no “pico” de Bucareste. Quarto duplo (com banheiro dentro) e ar condicionado por R$55/pessoa a diária.

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Começamos os trabalhos com uma cerveja romena Timisoreana, que compramos num mercado por 4 lei (R$2,50 a lata de 500ml)

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O hotel ficava a poucas quadras do bairro de Lupscani, que é uma Lapa multiplicada por 1000. Um monte de bares/boates. Ruas fervilhando de gente. 6ª feira. Romenas lindas e cheirosas pra todos os lados. Tínhamos certeza de que a noite ia bombar !!!

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O legal de Lupscani é que nenhum dos bares/boates cobra entrada, então você pode entrar em vários numa única noite. O lugar está ruim ? É só sair e procurar um melhor, sem ter que pagar outra entrada. Esse esquema jamais daria certo no Brasil, pois as pessoas tem o hábito de beber na rua antes de entrar nos estabelecimentos. Os bares não iriam faturar muito e teriam que cobrar entrada. Além disso, tem a questão do nível dos frequentadores, que com certeza seria ruim num lugar que não cobrasse entrada.

Achei toda a região muito bem policiada. Várias patrulhas da polícia ficam paradas nas entradas do bairro, e muitos policiais ficam circulando pelas ruas dos bares.

Entramos primeiro no Club A e degustamos uma outra cerveja romena, a Bergenbier (5 lei = R$3,10, garrafa de 500ml). E ainda ganhava um shot de vodka com Red Bull. O lugar fica no porão de um bar, e é meio alternativo. Tocava rock (romeno e internacional). Praticamente todo mundo fumava lá, o que tornava do lugar uma autêntica câmara de fumaça. 80% de homem. Só valeu a pena pela cerveja barata.

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A segunda escala foi neste bar, que estava bem melhor, mas a cerveja italiana Peroni custava o dobro.

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Entramos nuns 10 bares. Estava tudo bombando!!! O melhor de todos, sem duvida, foi o Barbero. Além da numerosa fauna feminina presente, esse bar era muito engraçado. A temática da decoração era, como o nome indica, um barbeiro.

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Esse outro bar parecia uma biblioteca:

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Muito criativo esse painel na parede acima dos mictórios no banheiro masculino de um dos bares. As fotos são auto-explicativas :)

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Nos outros bares, o preço da cerveja variava entre 6 e 12 lei (R$3,70 a R$7,50). Ficamos peregrinando de bar em bar até de manhã cedo, quando comemos um Gyro Pita e voltamos pro hostel. Que noite !!!

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Chegando no hostel de manhã:

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Publicado por alexpt 13:40 Arquivado em Roménia Comentários (1)

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