Um blog do Travellerspoint

Portugal

Dia 10 - Lisboa - Barcelona

overcast 21 °C

Fui ate o Cais do Sodré pegar de o trem pra Belém, que fica bem próxima do centro de Lisboa.

Entrei o trem e desci em Belém. O local abriga alguns dos principais pontos turísticos da cidade.

Monumento aos Descobrimentos:

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Torre de Belém:

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Achei engraçada essa placa:

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Monastério dos Jeronimos:

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Fui experimentar os tradicionais Pastéis de Belém onde eles foram inventados. Os Pastéis de Belém são feitos de nata, e são a mais tradicional sobremesa em Portugal. Podem ser encontrados em qualquer lanchonete ou restaurante, mas somente neste lugar, onde eles foram inventados, podem ser chamados de Pastéis de Belém:

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Peguei o trem seguinte em direção a Cascais, e desci em Estoril, que também era muito bonita.

Eu queria conhecer Sintra, onde tem um castelo, mas não daria tempo. Uma pena, fica para a próxima vez.

Voltei pro albergue, peguei minha bagagem e fui pro aeroporto pegar meu vôo pra Barcelona, que partia a noite.

No aeroporto, um imprevisto. Fiz o checkin, e antes de entrar na sala de embarque, dei uma conferida no meu cartão de embarque, e estava escrito: PINTO/JOAQUIM. Hahaha, como assim ? Me confundiram com algum primo distante ! Voltei no checkin e a simpática atendente pediu desculpas, e me deu o cartão correto. Ufa.

Portugal me surpreendeu positivamente. É um país muito bonito, limpo, seguro e barato, mesmo em euros. Os restaurantes são baratos e a comida é MUITO BOA. Me senti muito bem lá, fui bem tratado e ficou um gostinho de quero mais. Me arrependi de ter planejado ficar apenas dois dias no país. Quero voltar com mais tempo para conhecer também outras cidades.

Barcelona cá vou eu, ó pá, por apenas 35 EUROS ! Esse vôo que eu comprei (da empresa espanhola Vueling) foi uma verdadeira pechincha !!!

Após 1:30 de vôo, pouso novamente em terras espanholas. Minha amiga espanhola Núria estava me esperando no aeroporto. Fomos pegar o trem que levava pro centro da cidade. Na hora de passar na roleta, eu perguntei onde comprava o ticket, pois as bilheterias estavam fechadas. Ela sugeriu pular as roletas, dando calote na passagem. Não tinha nenhum guarda por perto, e vi várias pessoas fazendo o mesmo. Eu não sou adepto a fazer estas coisas, mas com a insistência dela, acabamos pulando. Depois, quando entramos no trem, veio passando o fiscal. Pronto...era o que faltava ! Momentos de tensão. Tentei ficar pensando em outra coisa, conversando com ela. O cara pediu o bilhete aleatoriamente pras pessoas, mas por (muita) sorte não pediu pra gente. Já ganhei o dinheiro da cerveja daquela noite, pensei.

Desembarcamos no ponto final, a Plaça de Catalunya. Já passava das 10 da noite. Ao sair da estação, fomos direto pra famosa Las Ramblas, a rua de pedestres que é o centro do burburinho de Barcelona. Bem movimentada, estava lotada. Achei meio suja aquela área, com muito camelô e uma galera meio estranha. Não foi muito boa a primeira impressão que tive da cidade.

Fomos procurar o albergue (Itaca Hostel) que ficava ali perto, no Bairro Gótico. Fiz o checkin, deixei a mochila no quarto e fui tomar uma cerveja com a Núria num pub próximo do albergue. A noite estava bombando, estava tudo lotado, todo mundo bebendo na rua, entrando e saindo dos bares e boates. O Bairro Gótico e a Las Ramblas me fez lembrar a Lapa.

Ficamos no pub até tipo 1 da manhã, nos despedimos e fui pro albergue dormir.

Publicado por alexpt 15:00 Arquivado em Portugal Comentários (2)

Dia 9 - Lisboa

overcast 20 °C

Peguei perto do albergue um bonde e fui até o bairro do Chiado, que lembra muito Santa Teresa, mas é ainda mais bonito.

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Este é o Congresso português:

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Ruas do bairro do Chiado:

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Caminhando pelas ruas, encontrei um salão de beleza com uma placa na porta escrito "ABERTO. EMPURRE S.F.F."
Só depois de algum tempo, fui descobrir que a sigla quer dizer "SE FAZ FAVOIRE" !!!

Esta é uma placa que encontrei numa praça. "Sede compassivo com os pobres dos animais que vos ajudam a viver". Heim ???

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O castelo de São Jorge e o bairro da Baixa visto do Bairro Alto:

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Tudo bem que a placa foi tirada em frente a uma obra, mas peões lá são apenas pedestres !

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Peguei o metrô e fui até a estação do Oriente, para conhecer o Parque das Nações. Esta é uma parte mais nova de Lisboa, construída às margens do Rio Tejo para sediar a Expo 98. Nesta região foi construído um moderno centro de convenções, o shopping Vasco da Gama, o Oceanário, um Teleférico, e Torre Vasco da Gama. Achei essa área muito bonita.

Shopping Vasco da Gama:

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Teleférico:

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Oceanário de Lisboa:

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Torre Vasco da Gama:

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O que você prefere comer ? Sandes, pregos, bifanas ou tostas ?

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Centro de convenções:

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Peguei o metrô de volta para o centro da cidade, na estação do Cais do Sodré, e peguei o trem até Cascais. Este trem vai percorrendo o litoral de Lisboa, e durante 40 minutos passa por lugares como Belém, Carcavelos e Estoril, até chegar ao ponto final em Cascais. A cidade de Lisboa em si não tem praia, pois é a foz do Rio Tejo, mas Carcavelos, Estoril e Cascais tem praias muito bonitas.

Antes de embarcar no trem, fui até a "Bilheteira" comprar meu bilhete pro "comboio". Não haviam guichês, somente máquinas automáticas. Aliás, guichês com pessoas de carne-e-osso vendendo bilhetes nas estações de trem e metrô por toda a Europa estão em extinção, devido a mão de obra cara por aquelas bandas. Em alguns países, paga-se uma taxa extra se comprar no guichê em vez de comprar na máquina automática.

Coloquei as moedas na máquina, escolhi o destino final (Cascais), peguei meu bilhete e embarquei no trem, que estava bem vazio.

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Não havia nenhuma roleta na estação pra embarcar no trem. Nada que bloqueasse o embarque dos passageiros que não pagaram. Isso é regra na Europa toda. As pessoas entram com o bilhete comprado, e dentro do trem surge um fiscal no meio da viagem, que faz um furo no bilhete com uma espécie de grampeador, ou carimbo, para validar a viagem. O espertalhão que não tiver o bilhete, tem que pagar uma multa pro fiscal (geralmente entre 40 e 60 euros), e ainda passa pelo constrangimento de levar um sermão na frente de todo mundo.

Desci no ponto final e me identifiquei de cara com o lugar. Cascais é linda. Uma pequena e tranquila vila de 30 mil habitantes com construções em estilo antigo e uma paz incrível no ar. O por-do-sol lá era sensacional !

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De volta ao centro de Lisboa, a noite fui comer com uns australianos que conheci no albergue. Fomos num restaurante na Praça do Rossio que foi um verdadeiro achado. Foi simplesmente a melhor experiência gastronômica da viagem. Por 10 euros comi um Bacalhau à Lagareira que nunca mais vou esquecer !!

Publicado por alexpt 15:00 Arquivado em Portugal Comentários (1)

Dia 8 - Madri - Lisboa

overcast 20 °C

Após 7h de viagem de ônibus, cheguei em Lisboa de manhã cedo. Quando cheguei ainda estava escuro e fazia muito frio, 12 graus. Esperei um pouco até amanhecer, pois queria comer alguma coisa e a lanchonete da rodoviária ainda estava fechada. A rodoviária de Lisboa é também uma moderna estação de trens. Enquanto eu estava esperando a lanchonete abrir, veio um mendigo pedir esmola. Resmungou algo no numa língua que parecia russo. Devia ser algum imigrante do leste europeu, eu pensei. "Do you speak english ?", perguntei. Ele repetiu algo na língua dele. Foi aí que eu percebi que ele estava falando português, pois consegui entender "moeda". Respondi que não tinha e ele foi embora. Esse foi o meu primeiro contato com o português de Portugal. Na hora que a lanchonete abriu, dei uma olhada no cardápio. Tinha "tostas quentes", "prego" , "sandes" e "bifanas". E agora ? Escolhi "tostas quentes", que devia ser misto quente. Na mosca ! E estava muito bom !!!

Fui pegar o metrô para o centro da cidade. Durante o trajeto, o sistema de som ia anunciando as estações, e era engraçado escutá-las com sotaque lusitano. Muitos brasileiros por todos os lados, e também africanos (angolanos).

Desci na estação Rossio, bem no centro da cidade, e fui procurar o Aljubarrota Guest House, o albergue com nome esquisito onde eu ia ficar. Era um sobrado numa rua de pedestres. A recepcionista me atendeu e mostrou o quarto, que dividi com um suiço. Ela me perguntou se eu queria o pequeno almoço. Eu falei que pretendia almoçar mais tarde, queria dar uma volta pela cidade primeiro. Ela riu e explicou que pequeno almoço é "como vocês chamam de café da manhã no Brasil". Ah, bom. Respondi que queria sim o pequeno almoço. Essa eu não esqueceria. O engraçado é que eu tinha que fica pedindo pra ela repetir toda hora, pois não entendia nada. O filme deveria vir com legenda !!! Eu juro que entendia melhor os espanhóis em Madri, do que os portugueses. No banheiro, havia um cartaz escrito "Não te esqueças de descarregar o autoclismo da retrete". Heim ??? Por sorte, desta vez tinha legendas em inglês, o que facilitou o meu entendimento: "Don't forget to flush the toilet". Ah, bom !

Desci e fui fazer o reconhecimento do território. Do lado do albergue ficava a Rua Augusta, uma das principais ruas de pedestres de Lisboa. Limpíssima e muito simpatica, com mesas de bares e restaurantes na calçada:

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No final dessa rua fui parar na Praça do Comércio, às margens do Rio Tejo:

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Tudo ali me parecia incrivelmente familiar. É como se eu já tivesse estado ali alguma vez. Aquele lugar é como devia ser a Praça XV no Rio há algumas décadas, antes da construção da Perimetral. O Rio Tejo lembra a Baia de Guanabara, e tem até uma ponte ligando as duas margens (Ponte Vasco da Gama) muito semelhante a Ponte Rio-Niterói.

Os taxis em Lisboa são todos Mercedes. Eu realmente não estava na praça XV !!

A todo tempo passavam bondes semelhantes aos de Santa Teresa.

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Bonde moderno:

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Ali perto da Rua Augusta fica o Elevador de Santa Justa, que leva ao Bairro Alto. Alguma semelhança com Salvador ??

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Praça do Róssio:

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Nesta praça é possivel avistar o lindo Castelo de São Jorge, que fica num morro próximo:

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Subi as ladeiras do bairro da Alfama até chagar ao Castelo:

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Depois subi no elevador de Santa Justa, e tirei esta foto do Castelo:

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A noite só dei uma volta pelas redondezas do albergue e tomei uma cerveja Sagres. Uma coisa que me chamou a atenção. Na Rua Augusta, no meio do vai e vém das pessoas, ficam uns caras mal-encarados parados no meio do caminho. Quando você passa perto, eles ficam sussurrando em inglês "HEMP ? HASH ?" (Maconha ? Haxixe ?). Surreal !

Publicado por alexpt 15:00 Arquivado em Portugal Comentários (1)

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