Um blog do Travellerspoint

Japão

Dia 15 - Hiroshima-Tóquio

overcast 22 °C

Dia de me despedir de Hiroshima e voltar para Tóquio.

Há um Shinkansen expresso (Nozomi) que liga as duas cidades, mas eu não poderia pegá-lo com o passe de trem (Japan Rail Pass). Peguei então um semi-expresso (Sakura) até Osaka (1:30 de viagem).

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Algo muito útil para uma viagem longa: tomada para recarregar o notebook !!

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Chegando em Osaka.

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Até Tóquio foram mais 3 horas (semi-expresso Hikari). Aproveitei o tempo para escrever mais uns textos do blog.

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A estação Tóquio é enorme. Além das linhas de Shinkansen, também passam linhas de metrô e trens suburbanos. Estava indo passar a noite num hotel capsula no bairro de Kinsicho, e lá não tem metrô, mas tem uma estação de trem suburbano (linha Sobu).

Foi um desafio encontrar a plataforma de embarque da linha Sobu na estação Tóquio. Era uma loucura de gente passando por todos os lados, e diversas linhas de trens. Olha só o mapa de linhas:

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Tóquio tem nada mais, nada menos que 31 linhas de trens suburbanos !!! Fiquei rodando uns 20 minutos até conseguir encontrar a plataforma correta.

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Foram apenas 10 minutos de viagem e 3 estações até Kinshicho. Não paguei a passagem, pois essa linha é operada pela JR, e eu tinha o passe de trem.

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Esse bairro fica bem perto da Sky Tree Tower. O hotel cápsula (Capsule Inn Kinshicho) é esse edifício bege à direita na foto:

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Paguei R$70 pela diária lá. Na entrada do prédio, tinha uma mensagem de boas-vindas pra mim !

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O andar onde fiquei tinha 50 cápsulas. Quando cheguei, recebi um kit com toalha, roupa de cama, kimono, shampoo e sabonete. Tinha que deixar o sapato na entrada, num escaninho com chave que tinha na recepção. Ficava todo mundo circulando de kimono dentro do hotel. Acho que só permitiam hóspedes homens, pois não vi nenhuma mulher lá. Estava bem vazio. Meu andar tinha só umas 5 cápsulas ocupadas. Eu era o único ocidental do hotel. Os hotéis capsula são muito procurados por moradores de Tóquio que perdem o último trem pra casa e acabam dormindo perto do trabalho.

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Fiquei nessa cápsula:

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Era bem maior do que eu imaginava. Dava pra ficar sentado. Dentro tinha TV, rádio e despertador.

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Banheiro coletivo do meu andar. Os chuveiros ficavam num outro andar.

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A bagagem eu guardei num armário com chave que ficava no andar. O hotel tinha ainda uma sauna.

Vista da janela do meu andar:

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A rua do hotel:

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Uma rua muito estreita no bairro:

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A Sky Tree Tower, que foi inaugurada há poucos dias.

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Tinha um monte de japoneses fazendo fila para tirar foto dessa pedra, olhando para o alto. Devia ter algum significado isso.

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Rua em frente a torre, e a fila para tirar foto na pedra:

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Não pude subir na torre, pois até julho os ingressos eram vendidos apenas antecipados, e já estava tudo esgotado.

Embaixo da torre tinha um shopping com um andar cheio de restaurantes.

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Escolhi esse restaurante self-service com nome impronunciável:

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A especialidade dele era udon, que é aquele macarrão mais grosso. Bastava escolher o tipo de molho. Também podia escolher uns tempurás para acompanhar, pagando por unidade. Escolhi molho curry e uns tempurás de berinjela e outors legumes. MUITO BOM !!! Foi a melhor refeição da viagem ! E custou apenas 840 yens (R$21) !

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A praça de alimentação tinha uma pia onde as pessoas lavavam as mãos, e uma torneira com água potável. Reparei que quase ninguém pedia bebida nos restaurantes, provavelmente porque era caro. Depois da refeição, todo mundo pegava um copo d’água de graça lá.

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Peguei o trem da linha Yamanote até Shinjuku, do outro lado da cidade. Era hora do rush e a estação Shinjuku, que é a mais movimentada do mundo, estava lotadaaaaça. Era um vai e vem frenético de pessoas.

Esta região é conhecida como o “novo centro” de Tóquio, com arranha-céus a perder de vista.

Prédios na saída da estação:

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Logotipo da candidatura de Tóquio para os Jogos de 2020. Sinceramente não entendo como Tóquio foi a primeira cidade eliminada na disputa entre Chigago, Rio e Madri para 2016. Acho que o Rio só levou essa porque o Brasil, como o Lula bem lembrou no discurso, é a única das 10 maiores economias do mundo que nunca sediou uma Olimpíada. Apenas por isso. Acho que para 2020 não tem pra ninguém, vai dar Tóquio.

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Peguei o trem de novo indo para Harajuku, perto de Shinjuku.

A rua Takeshita é o point das adolescentes, com um monte de lojas destinadas para elas.

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Tinha um monte de meninas passando com roupas esquisitas. Parecia festa a fantasia. Tirei umas fotos que ficaram ruins. O movimento nesse lugar é maior aos domingos. Peguei essas outras fotos na internet.

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Lotteria no Japão não é o lugar de fazer apostas, mas uma rede de fast-food !!

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O bairro vizinho de Omotesando é um imenso shopping center a céu aberto, com um monte de lojas de grife. A avenida Omotesando lembra a Champs-Elyssés de Paris: uma boulevard com um canteiro central, lojas de grife, cafés e gente até tarde da noite circulando pelas calçadas.

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As ruas menores do bairro eram um labirinto de lojas.

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Comprei meu lanche numa loja de conveniência e voltei pro hotel.

Quando cheguei, o recepcionista perguntou de onde eu era. Fico amarradão quando respondi que eu era do Brasil, e ficou dizendo nomes de lutadores de jiu-jitsu brasileiros que ele admira.

Hora de dormir na capsula !!

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Dia 14 - Hiroshima

overcast 21 °C

Acordei tarde, às 10h.

O quarto do albergue:

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Corredor do andar:

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Uma avenida movimentada perto do albergue, onde passa uma linha de bonde:

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O 7-Eleven que salva minha pele sempre:

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Meu café da manhã:

Suco de cereja:

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Biscoitos de marciano :) Sabor de erva.

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Panqueca de queijo:

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O bonde passando perto do albergue:

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Uma cena inusitada: um cara parou o carro do lado do 7-Eleven e o largou ligado lá pra fazer umas compras. Em quantos segundos esse carro seria roubado se isso fosse no Brasil ?? Ainda não consegui descobrir por que os japoneses têm esse hábito de deixar o carro ligado na rua. Os taxistas ficam com o carro ligado nos pontos, mesmo aqueles que estão no final da fila. Talvez seja alguma supertição...

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O Japão é provavelmente o país onde é mais fácil de um turista estrangeiro pagar um mico ou cometer alguma gafe. Os japoneses tem um monte de regras de etiqueta que podem parecer loucas para os ocidentais, mas que fazem total diferença aqui. Nunca se deve, por exemplo, falar no celular dentro de um vagão de trem ou de metrô cheio. No máximo, passar mensagens de texto. Além disso, nestes lugares jamais deve-se conversar em voz alta para não incomodar as pessoas ao redor. O correto é usar um tom de voz baixo. Também é bem mal visto comer dentro dos vagões, sabe-se lá por quê. Tem a regra que todo mundo conhece, que é tirar o sapato antes de entrar na casa das pessoas. Dar gorjeta é considerado ofensivo (opa, gostei dessa !). E para comer, um monte de regras doidas, como nunca espetar os hashis (palitinhos usados para comer) na tijela de arroz na direção vertical, pois isso indicaria uma oferenda para mortos (???). Se você tocar alguma comida num prato comum a todos que estão na mesa, tem que comer, senão é falta de educação. E se pegar algo deste prato, nunca deve-se levar direto à boca. O certo é colocar primeiro no seu prato. Os hashis nunca devem ser usados pra gesticular ou apontar para algo. Ao pagar alguma coisa, deve-se sempre entregar as notas ou o cartão de crédito segurando com as duas mão. Entregar com uma mão só é considerado grosseiro. E por aí vai...tem muita coisa !! Impossível não cometer gafe nenhuma aqui !!! Talvez o fato de ter ficado totalmente isolado do resto do mundo durante 200 anos (até meados do século 19) ajuda a explicar por que os japoneses têm uma cultura tão diferente, mesmo comparando com culturas de outros países a Ásia.

Propagandas de pachinko:

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Hoje fui conhecer Miyajima, uma ilha que fica próxima de Hiroshima. Peguei um trem metropolitano na estação ferroviária. Não paguei nada, pois o trem era da JR (Japan Railways), e eu usei o passe de trem (JR Rail Pass).

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Desci em Miyajimaguchi.

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Peguei lá o ferry boat até a ilha de Miyajima. Também não gastei nada com o ferry, porque ele é operado pela JR.

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Miyajima é uma ilha sagrada onde não há maternidades nem cemitérios, e não é permitido dar a luz ou morrer. Também é proibido cortar árvores. O torii (portal xintoísta) flutuante no mar indica que a ilha é sagrada. Este portal é na verdade a entrada do santuário Itsukushima, e é um dos cartões-postais mais bonitos do país. Pena que estava em restauração, todo coberto por tapumes.

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Muitos veados soltos na ilha.

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Rua próxima ao porto:

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Um torii:

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Faróis à beira-mar:

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O famoso torii flutuante:

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O santuário Itsukushima, do século 6:

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Água sagrada:

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Pessoas orando no santuário:

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Esta plataforma na frente do santuário é o mais antigo palco de teatro nô (um dos estilos de teatro tradicional) do Japão:

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O santuário e o pagode ao fundo:

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Barris de saquê no santuário:

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Um outro pavilhão onde estão guardados tesouros nacionais:

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Pavilhão Senjokaku:

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Pagode:

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Teleférico para subir no Monte Misen:

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Segundo estágio da subida:

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Mapa da região:

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Vista do mirante:

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O Monte Minsen. Subi lá pegando uma trilha a partir do ponto final do teleférico.

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Santuários no meio do caminho:

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Topo do Monte Minsen, com vistas para o Mar Interior. Estava meio nublado, então não deu pra ver muita coisa.

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Descendo:

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Omotesando, a rua de comércio da ilha:

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Ostras grelhadas:

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O souvenir mais comum era essa espécie de raquete:

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Espetinhos:

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Comi um espetinho de camarão:

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Bonecos:

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Peguei o ferry de volta para Miyajimaguchi, e de lá o trem de volta para Hiroshima.

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“Wanted dead or alive”:

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A estação ferroviária de Hiroshima tinha vários andares só com restaurantes. Era até difícil escolher algum deles. Todos tinham pratos na vitrine que pareciam apetitosos. Escolhi esse, que nem dá pra saber o nome, pois está em japonês:

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Mal entrei no restaurante, e as garçonetes todas falaram juntas algo em japonês que imagino que seja “bem-vindo”. É sempre assim quando você entra em algum restaurante, loja de conveniência ou qualquer estabelecimento comercial.

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A mesa tinha um monte de cardápios. Tudo em japonês, mas com fotos dos pratos.

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Mal sentei na mesa, e a garçonete trouxe um copo d’água, como sempre se faz no Japão. Quando queria fazer o pedido, bastou tocar a campainha que a garçonete veio me atender em poucos segundos. Eficiência nota 1000 !

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Não vi nenhum garçom homem atendendo nos restaurantes onde fui. Eram todas meninas novas, talvez estudantes, com no máximo 20 anos.

Escolhi um macarrão com tempurá de camarão que estava MUITO BOM ! Essa foi a melhor experiência gastronônica no Japão até agora !! O prato chegou em pouco menos de 5 minutos.

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E ainda ganhei um chá de cortesia:

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Nos outros restaurantes a conta veio junto com o prato. Neste não. Era só levar esse cartão no caixa, na saída do restaurante, para fazer o pagamento.

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O melhor de tudo: paguei apenas 890 yens (R$22), e sem 10% ou impostos adicionais. Achei esse restaurante muito bom. Queria muito que tivesse um desse na Tijuca, lá pertinho de casa :) Essa história de Japão ser caro é a maior lenda urbana !!

No mesmo andar tinha outro restaurante chamado “Bom Dia” ! Mas não tinha nada de comida brasileira. Era de comida japonesa mesmo... e não tinha nada em português no cardápio que estava na porta. Não entendi por que esse nome !

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De sobremesa, comprei um picolé de baunilha com recheio de feijão !!

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Fui dormir às 23h.

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Dia 13 - Kyoto-Hiroshima

overcast 24 °C

Acordei às 9h.

Umas fotos que tirei na cobertura do albergue com a vista da cidade:

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Corredor do meu andar:

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Recepção:

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Escaninho onde todo mundo guardava os sapatos na recepção:

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Hora de partir rumo a Hiroshima. Estação de trens de Kyoto:

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Mangás (histórias em quadrinho lidas por adultos) numa banca da estação:

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Painel na estação:com o Monte Fuji:

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O Shinkansen que peguei:

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Com o meu passe de trem eu não podia pegar o trem expresso (Nozomi) para Hiroshima. Peguei então um Hikari para Osaka (15 min) e de lá um Sakura até Hiroshima (1:30h).

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A “ferromoça” passando com os lanches e bebidas:

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Chegada a Hiroshima:

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Estação ferroviária:

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Em frente à estação:

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Hiroshima surpreende pelo tamanho. Era uma cidade arrasada depois da 2ª Guerra Mundial, mas foi reconstruída em pouco tempo e hoje é uma verdadeira metrópole, símbolo do poder de superação e capacidade de trabalho do povo japonês. O único sinal de destruição é o memorial da Cúpula da Bomba-A, tombado como Patrimônio Mundial da Unesco.

O albergue ficava bem perto da estação. Deu pra ir até andando.

No caminho, uma ponte sobre um canal:

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O albergue (K’s House Hiroshima):

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Rua do albergue:

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O quarto do albergue era para 5 pessoas (tinha 2 beliches e uma cama). Só tinha um italiano lá, muito gente boa. Fiquei desenferrujando meu italiando com ele um tempo lá.

Tinha uma 7-Eleven bem perto do albergue (para variar !!). Comprei lá meu lanche:

Bebida “Strong Zero”. Achei que fosse uma limonada, mas tinha álcool. Parecia uma ice. Fiquei “no brilho” sem querer :)

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Croquete de batata:

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Algo semelhante a uns pastéis com umas coisas dentro que não consegui descobrir o que era. Mas tava muito bom.

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Hiroshima é uma cidade grande, de 1 milhão de habitantes. Não tem metrô, mas tem um sistema de bondes que funciona muito bem. Paga-se a passagem com moedas ao sair, como nos ônibus de Tóquio.

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A cidade ficou famosa mundialmente por causa da bomba atômica que foi jogada lá pelos americanos em 1945, no fim da 2ª Guerra Mundial. Cerca de 140 mil pessoas morreram (quase metade da população da cidade na época) e Hiroshima foi compleamente destruída.

Estes escombros são do antigo Salão da Promoção Industrial (conhecido como “Cúpula da Bomba-A”). Foi mantido de propósito como memorial. É tudo o que restou da antiga cidade antes da bomba.

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Em frente aos escombros, um memorial com flores e garrafas pet com água.

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Ponte para o Parque da Paz, local que foi o epicentro da explosão da bomba. Era um local densamente povoado, com muitas casas e comércio. Todas as pessoas que estavam nesse local morreram instantaneamente.

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Museu Memorial da Paz, contando a história da cidade antes e depois da bomba:

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A bomba foi jogada de um avião bombardeiro a 9.600m de altitude, e explodiu 43 segundos depois a uma altitude de 600m sobre o local onde se encontra o Parque da Paz. A temperatura no solo atingiu instantaneamente 5000 graus Celsius, incinerando tudo que havia pela frente. A pressão da explosão gerou uma rajada de vento superpotente que destruiu imediatamente todas as construções num raio de 2 kilômetros.

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O trajeto do avião bombardeiro:

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Foto da região logo depois da explosão da bomba:

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O local onde hoje é o Parque da Paz antes da explosão da bomba:

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O Salão da Promoção Industrial antes de ser destruído:

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Depois da explosão da bomba, nada restou no local:

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Destruição e pessoas com queimaduras graves pelo corpo:

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Um velocípede retorcido:

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Roupas incineradas:

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Estátua de Buda semi-derretida:

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O museu conta coisas interessantes. Por exemplo, a cidade ficou sem luz elétrica e transporte, mas a primeira linha de bondes foi reestabelecida apenas 3 dias depois da explosão da bomba. A eficiência japonesa vem de longa data.

O Parque da Paz:

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Arvores “Fenix”, que estavam plantadas a 1,5km do epicentro da bomba, e foram transplantadas para o Parque da Paz. Ainda tem parte da copa queimada, mas sobreviveram.

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Chama da Paz, que só será apagada no dia em que todas as armas nucleares foram eliminadas do mundo.

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Paz:

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Monte da Memória, onde estão as cinzas de milhares de pessoas que foram cremadas no local:

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Sino da Paz, que pode ser tocado por quem quiser:

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Parque da Paz:

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A Cúpula da Bomba-A iluminada à noite:

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Um desafio no Japão, mais do que óbvio, é a barreira da língua. Muitos japoneses aprenderam inglês na escola, mas poucos conseguem expressar-se oralmente, por ser uma língua totalmente diferente. De fato, encontrei poucos que respondem "hai" (sim) quando pergunto "Eigo ga hanasemasu ka ?" (você fala inglês ?). Tentei memorizar antes da viagem as expressões mais importantes em japonês. Quando um turista estrangeiro tenta falar qualquer coisa em japonês, as pessoas aqui ficam bastante impressionadas. O que mais se escuta aqui é "kudasai" (por favor) e "arigatô gozaimas" (obrigado). A escrita é uma maluquice só: uma mistura do Kanji (um subconjunto de 6.000 ideogramas chineses), hiragana (104 caracteres silábicos) e katakana (51 caracteres silábicos, usados somente para nomes estrangeiros). Pra que simplificar, se pode ser bem complicado, né ? Já havia aprendido alguns poucos ideogramas simples na viagem que fiz a China em 2010, como 人 (pessoa), 口 (porta, portão), e 山 (montanha), mas a grande maioria dos ideogramas são complexos e dificílimos de memorizar.

Todos os nomes dos bairros e cidades japonesas tem algum significado por trás. São escritos combinando dois ou três ideogramas, exatamente como é feito na China. Por exemplo, Tóquio em japonês é 東京 (東=leste, 京=capital), ou seja, “capital do leste”, pois fica a leste da China. Japão em japonês pronuncia-se “nippon” e em ideogramas é 日本 (日=sol, 本=origem), significando “origem do sol”, ou “sol nascente”, pois o sol nasce primeiro no Japão e depois na China.

Um shopping center com muitos restaurantes:

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Castelo de Hiroshima, que foi destruído pela bomba e restaurado depois.

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Nesta passagem subterrânea, um monte de bicicletas estacionadas sem nenhuma corrente ou cadeado. Se fosse no Brasil, seriam levadas em questões de minutos por ladrões....

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O Mazda Stadium, casa do Carp, time de beisebol de Hiroshima. Uma partida havia terminado pouco antes, e tinha uma multidão saindo de lá. O beisebol é o esporte mais popular no Japão.

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Comprei meu jantar no 7-Eleven: um macarrão, croquetes e suco.

Fui dormir às 23h.

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Dia 12 - Kyoto

overcast 24 °C

Acordei as 10h. Meu café da manhã que comprei na loja de conveniência:

Suco de algo não identificado:

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Leite:

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Pão com queijo:

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Biscoito de chocolate com flocos de arroz dentro:

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Peguei o metrô para conhecer uma das maiores atrações de Kyoto, o castelo de Nijo, criado por um xogum (lider dos samurais) no século 16.

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Canal em volta das muralhas do castelo:

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Entrada:

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Gueixas na entrada:

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Pavilhão principal do castelo:

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Dentro do pavilhão principal não podia tirar fotos, mas peguei estas da internet:

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Bonecos representando os senhores feudais prestando homenagem ao xogum (lider dos samurais):

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As tábuas do chão foram colocadas de uma maneira que produzem um barulho, ao pisar nelas, parecido ao de um passarinho. O castelo tinha muitos cômodos.

Jardins com paisagismo típico japonês:

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Mapa do complexo:

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Outros pavilhões::

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Canal em volta do castelo:

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Próximo dali fica o enorme Parque Imperial:

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Dentro deste parque está o Palácio Imperial. Não pude conhecê-lo por dentro, pois esta fechado para visitas, mas deu para ver como é grande.

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Peguei metrô e depois um ônibus para conhecer o Kinkaku-ji (Pavilhão Dourado), um templo construído por um xogum na Idade Média.

Andar de ônibus no Japão é uma experiência diferente. Paga-se para sair, e não para entrar. Se tudo é diferente e invertido no Japão, com os ônibus não seria diferente :). Não há trocador (aliás, isso só existe no Brasil mesmo...). Paga-se a passagem com moedas numa máquina que fica do lado do motorista, que prontamente agradece com um “arigatô gozaiumas”. Durante o trajeto, o motorista vai falando um monte de coisas em japonês. As paradas tem nomes, como se fossem estações, o que facilita quem não conhece o lugar.

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Estou MUITO impressionado com a educação dos japoneses. Nunca vi nada igual. Existe um respeito muito grande ao próximo aqui, num patamar muito distante do que estamos acostumados a ver no Brasil. A mentalidade de grupo é algo muito presente na cultura japonesa, mais do que em qualquer outra cultura. As pessoas se colocam primeiro no lugar dos outros, pensam primeiro no coletivo. Só para exemplificar, é muito comum ver pessoas usando máscaras cirúrgicas pelas ruas daqui. O fato relevante é que eles não usam para se protegerem de doenças. Usam porque estão gripados e, por respeito aos saudáveis, evitam contaminá-los. O trânsito, então, nem preciso comentar. Até agora não vi uma infração sequer. Os pedestres só atravessam na faixa (com o sinal fechado, claro) e podem até tomar multas se atravessarem fora.

Ingresso:

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O Kinkaku-ji. O local estava lotado de turistas, mas apenas alguns poucos ocidentais.

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Imagens de Buda com um monte de moedas:

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Uma máquina de Häagen-Dasz !! Não resisti :)

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Uma pintura nos azulejos de uma estação de metrô:

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O Sanmon, portal do Templo Nanzen-ji:

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Incenso:

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Parque ao redor do templo:

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Um aqueduto do século 19:

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Imagens de Buda:

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Uma trilha atrás do templo, subindo a montanha:

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Faixa no começo da trilha:

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No meio da floresta, pequenos santuários e estátuas:

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De repente, passou um cobra na minha frente !! Ela está muito camuflada na foto. Só dá pra vê-la dando um zoom:

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Entendi tudo...

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Lost:

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A trilha era mal sinalizada e começou a ter muitas bifurcações. Achei melhor voltar.

Portal na entrada do Caminho do Filósofo, um trajeto de 1,5 km entre o templo Nanzen-ji e o Ginkaku-ji, passando por diversos outros templos e santuários. É muito procurado na época da floração das cerejeiras (abril). Os templos deste trajeto, incluindo o Ginkaku-ji (Pavilhão de Prata) já estavam fechados (já tinha passado de 17h) e não pude entrar neles.

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Peguei um ônibus para voltar para o centro da cidade. No ponto tinha os horários. Impressionante como o ônibus passou na hora exata.

No centro, subi na torre de Kyoto, de onde se tem uma vista muito legal da cidade.

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Um Shinkansen passando:

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Olhando num telescópio, encontrei um templo:

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Festa na cobertura de um prédio:

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Espionando a festa com o telescópio...dava pra ver até o que os convidados estavam comendo !!

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Jantei num restaurante chamado Sukiya perto do albergue. Esse restaurante é bem no estilo japonês, com um balcão onde as pessoas sentam juntas, como nos galetos tradicionais do centro do Rio. Assim que sentei, já ganhei um copo d’água com gelo. Toquei uma campanhia pra fazer o pedido, e a garçonete apareceu em segundos.

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Pedi um prato que não sabia o que era. Aliás, pouca coisa dava pra saber o que era no cardápio, que estava todo em japonês, mas tinha fotos dos pratos. Em menos de um minuto, chegou o prato ! Muito sinistra a rapidez !!! A conta chegou junto com o prato. Era uma carne estranha com uns queijos por cima, cebola e arroz. Comi e estava gostoso, mas prefiro continuar sem saber de que bicho era a carne. Foi muito barato: 380 yens (R$9,50). A conta era paga na saída, num caixa, sem gorjetas ou impostos adicionais.

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No albergue, chegou uma japonesa de Osaka no meu quarto. Ela tinha um inglês totalmente precário. Foi dificil a comunicação. Estava totalmente apavorada ao conversar comigo. Parecia que nunca tinha visto um ocidental. Quando eu falei que era do Brasil, ela parecia não acreditar. Perguntou várias vezes: “You from Brazil ???? Really from Brazil ??”

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Dia 11 - Kyoto

overcast 23 °C

Acordei cedo, às 7h.

Vista da janela para as casas vizinhas:

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Passei na Mini Stop, uma loja de conveniência próxima ao albergue.

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Comprei lá meu café da manhã: café com leite gelado:

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Uma espécie de panqueca com um doce dentro que parecia quindim:

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Pão verde (de erva) com recheio de feijão doce:

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Leite:

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A estação ferroviária:

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Uma propaganda interessante :)

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Uma avenida perto da estação ferroviária:

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Acompanhando a linha do trem:

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Casas com garagens apertadas. Os carros não podem ser muito grandes, senão não cabem nelas.

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Típica rua japonesa bem estreita:

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Após uma boa caminhada, chegando no templo Toji, sede da seita Shingon do Budismo. Foi fundado no século 8.

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O budismo japonês é muito diferente do chinês e tailandês. É misturado ao xintoísmo, que é a religião japonesa mais antiga (da pré-história) que venera divindades relacionadas a elementos da natureza (montanhas, mares, rios, tempestade, sol, etc), sentimentos (sabedoria, amor) e outros (como deus da guerra, e o deus da cura de doenças). Os antigos imperadores também eram venerados como divindades. Além disso, o budismo aqui tem diversas seitas diferentes, e cada templo é de uma seita específica.

Água sagrada. Os japoneses pegam essa água com umas conchas, lavam as mãos e bebem.

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Um santuário dentro do complexo do templo Toji:

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Imagem de Buda com um lenço vermelho:

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Ideogramas. Não tenho idéia do que isso signifique.

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O pagode do templo Toji, o mais alto do Japão, com 5 andares:

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Jardins no estilo japonês:

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Carpas:

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Outros pavilhões do templo:

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Saindo do templo, fui andando até as margens do rio Kamo, que corta a cidade.

Propagandas políticas na rua:

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Todo mundo feliz :)

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Muita gente usa bicicleta como meio de transporte em Kyoto também:

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Cerveja Kirin, uma das mais tradicionais no Japão:

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Ruas apertadas. Acredite, passam carros nelas:

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Máquinas de pachinko:

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O Shinkansen passando por cima de um viaduto:

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Policial desenho animado:

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Edificio residencial. As pessoas penduram as roupas na varanda. Provavelmente não tem área de serviço.

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Rio Kamo:

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Como as ruas normalmente são estreitas, não vi carros estacionados nas ruas ou nas calçadas aqui no Japão, mas tem uns pequenos estacionamentos sem cancela, com parquímetro. Os carros são travados pelas rodas, e só são destravados após o pagamento no parquímetro.

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Templo Sanjusangendo:

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O salão principal desse templo tem 1001 imagens idênticas de Kannon, a deusa budista da compaixão. Impressionante !! Não podia tirar foto nesse pavilhão, mas peguei essa foto da internet.

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Neste local tinha muitas estátuas de divindades do hinduismos que foram incorporadas pelo budismo.

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Excursões de estudantes japoneses uniformizados:

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Mulheres vestidas ccm roupa de gueixa:

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Jardim japonês dentro do templo:

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Sino:

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Um dos pavilhões do templo:

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Subindo uma ladeira no bairro das gueixas (Higashiyama), com muitas casas antigas de madeira:

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Estatua de Buda:

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Portal de entrada do templo Kiyomizu-dera, no alto de um morro no bairro de Higashiyama. Este templo tem mais de 1000 anos.

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Sino:

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Pedidos e agradecimentos em placas de madeira e pedaços de papel em frente ao templo:

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Água sagrada:

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Imagem de Buda:

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Entrada do templo:

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Japoneses agachados orando em frente a imagem de Buda:

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Incenso:

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Um santuário xintoista ao lado do templo, demonstrando como o budismo no Japão é misturado ao xintoísmo.

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Um vídeo que gravei de uma japonesa orando no santuário. Eles batem uma palma para invocar o kami (espírito) que habita no santuário.

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Amuletos da sorte vendidos como souvenir:

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Uma pedra com uma corda amarrada. Não entendi o significado disso.

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O pavilhão principal do templo no alto da montanha:

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Vista para a cidade:

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Imagens de Buda com uns panos pendurados:

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Restaurantes tradicionais perto do templo, com mesas baixas e pessoas sentadas no chão.

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Mulheres vestidas com roupas de gueixa passando:

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Um monge pedindo esmola:

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Na saída do templo, achei engraçado que tinha um casal ocidental com uma garotinha de uns 3 anos loirinha, os japoneses ficavam todos tirando foto dela, como se fosse uma coisa de outro mundo.

Riquixá:

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Dei uma passada num 7-Eleven pra comprar meu lanche. Uma prateleira com diversos tipos de saquê:

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Café gelado “Brazil”:

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Chá gelado:

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Santuário Yasaka:

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Proibido alguma coisa !!

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Gueixas num riquixá:

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Riquixá:

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Um restaurante tradicional:

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Estátua de Avalokiteshvara, divindade do budismo que representa a suprema compaixão.

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Ruas com casas de madeira no bairro das gueixas (Higashiyama):

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Eu interagindo com as gueixas :)

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Essas gueixas estavam com o rosto pintado de branco, como manda a tradição:

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Painéis com samurai e gueixa:

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Boneca gueixa:

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Este gato é vendido em tudo quanto é lugar no Japão. Significa algo aqui.

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Sorvete de chá verde:

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Pagode Yasaka:

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Ichiriki, a mais famosa ochaya (casa de chá) de Gion, bairro vizinho a Higashiyama. Pouco depois que tirei essa foto, um monte de gente ficou em frente a essa casa de chá. Pareciam esperar alguém famoso sair. Era alguma gueixa famosa, que entrou rapidamente num taxi. Estava todo mundo tirando foto dela.

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Um restaurante em Gion:

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Teatro kabuki em Gion:

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Pontocho, local da boemia, com muitos restaurantes, bares e boates.

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Um banheiro público com uma espreguiçadeira. É pra quem quer tirar um cochilo ??? E as coisas bizarras do Japão não param de aparecer :)

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Peguei o metrô de volta para o albergue. O sistema é semelhante ao de Tóquio: não há bilheterias, e compra-se a passagem numas máqiunas automáticas, pagando o valor de acordo com a distância percorrida.

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Chegando no albergue, dei uma passada antes na loja de conveniência pra comprar algo pra comer.

“Kuroketa” (croquete) de batata:

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Cerveja Sapporo:

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Macarrão com nori, cogumelos e algo que parecia caviar.

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Sábado a noite...mesmo cansado, parti pra night.

Minha grana estava acabando. Dei uma passada antes na Mini Stop, a loja de conveniênia perto do albergue, pra fazer um saque num caixa eletrônico que tinha lá, mas apareceu uma mensagem dizendo que só eram aceitos cartões emitidos por bancos japoneses. Era o que faltava !!! Precisava de dinheiro pra sair a noite, e as casas de câmbio já tinham fechado. Passei numa Lawson (outra loja de conveniência) e deu o mesmo erro. Sobrou o 7-Eleven, e lá eu consegui sacar normalmente. Então fica a dica... com cartões de bancos não-japoneses, sacar somente nos caixas das filiais do 7-Eleven.

Tome um energético “Mad Croc” pra dar um gás.

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Cerveja Asahi:

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Pegando o metrô para a região de Pontocho, onde fica concentrada a vida noturna da cidade.

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Tinha pesquisado alguns nomes de lugares para sair. Um deles era a World Club, a maior boate da cidade. Cheguei lá e estava fechada, com um aviso na porta em japonês. Chegaram mais uns japoneses, e perguntei pra eles se falavam inglês. Não falavam, mas apareceu um ocidental que falava inglês e japonês, e disse que a casa estava fechada já há algum tempo. Ele era indiano e morava em Kyoto há mais de 10 anos. Disse que conhecia uns bares legais lá por perto, e perguntou se eu queria ir com ele. Achei meio estranho, tava amiguinho demais. Estava com toda a cara de que ele era “tut” (esses caras que ganham comissão pra atrair clientes para bares e boates). Bem, não tinha nada a perder em pelo menos ver se o bar era legal. Fui com ele lá. Era um bar minúsculo no subsolo, que estava lotado. Horrível o lugar. Fiquei uns 5 minutos lá e fui embora. Reparei que o indiano cumprimentou os seguranças e o pessoal do bar... ou seja, era realmente apenas um tut.

A outra boate que eu tinha visto na internet era muito longe, acho que não ia valer a pena gastar uma grana sinistra de taxi pra ir. O metrô já tinha fechado. Tentei procurar algum outro lugar legal ali por perto mesmo, mas reparei que tinha muitos casais gays pelas ruas. Acho que seria furada entrar em algum lugar nessa região.

Terminei a noite num num karaokê, pagando mico pra mim mesmo ! ehhehe. Ir pro Japão sem passar por isso não teria graça.

Paguei 1500 yens (R$38) por 1 hora de karaokê e uma cerveja 500ml. Você tem direito a um quarto particular com TV e sofá, ou seja, o mico você paga só para a sua galera. Tinha diversos quartos iguais a esse lá.

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O control remoto com touch screen, onde se escolhe a música.

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Escolhi uma música da Shakira, e o vídeo de fundo era com imagens do Rio !!! ahhahaha. Será que eles acham que a Shakira é brasileira ??

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Depois encontrei algumas músicas brasileiras, como do Gilberto Gil e Caetano Veloso.

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Não tinha mais metrô pra voltar pro albergue, e era meio longe pra ir andando. Respirei fundo, preparei os bolsos e peguei um taxi. Só a bandeirada inicial custou 630 yens (R$16) !! Paguei 1200 yens (R$30) pra andar uns 2 km.

Fui dormir às 3h. De madrugada, às 4 da manhã, tocou um alarme no prédio do albergue, que precisou ser evacuado. Ninguém sabia ao certo se era de incêndio ou terremoto, mas não tinha nenhum sinal de fumaça e não estava balançando nada. Chegou um carinha de bibicleta que entrou no predio, liberou a entrada e ficou por isso mesmo, ninguém soube dizer por que o alarme disparou. Bizarrices do Japão..

Por falar em terremotos.... É natural que muitos me perguntem: "Mas você não tem medo dos terremotos e da radiação no Japão ? Não está tudo destruído lá ?" É importante não se deixar levar pelo sensacionalismo. Quantos japoneses não teriam coragem de conhecer o Rio por terem visto pela TV os blindados da Marinha invadindo o Complexo do Alemão, quando na verdade a cidade está toda lá, com seus problemas sim, mas belíssima e cheia de atrações ? Para mim é a mesma coisa com o Japão. Conheço muita gente que jamais viria para cá, por medo de terremoto e radiação. Depois da avalanche de imagens e notícias de cidades destruídas pelo tsunami, com milhares de mortos, muita gente acaba achando que não sobrou nenhum japonês vivo, nenhuma edificação ficou de pé, e que o país todo está contaminado pela radiação. Menos, menos... Apenas a região de Sendai e Fukushima, 250Km ao norte de Tóquio, foi atingida, e mesmo assim, a reconstrução foi feita em tempo recorde, com uma eficiência impressionante. É claro que o tremor também foi sentido em outras regiões do país, mas de forma menos intensa. Tóquio saiu ilesa dessa. E quanto a possibilidade de acontecer um forte tremor justamente durante a minha estadia, eu diria que a chance existe, mas é muito menor do que a de acontecer algo de ruim comigo (como um assalto) em qualquer grande cidade do Brasil.

O Japão está localizado no encontro de 3 placas tectônicas, o chamado Anel de Fogo do Pacífico. Exatamente por isso, é o país com a maior incidência de terremotos por m2 no mundo, apesar do território pequeno. Além disso, tem cerca de 60 vulcões ativos. O último grande tremor na cidade foi em 1923, com 7,9 graus de magnitude. A cidade, ainda pouco preparada, ficou destruída, e milhares de habitantes morreram. Especialistas dizem que há uma chance grande de que um forte terremoto atinja Tóquio nas próximas décadas. A boa notícia é que este é o país mais bem preparado para enfrentar terremotos. As construções são preparadas para resitir aos tremores mais fortes, e a população é treinada para agir em caso de emergência.

Quase vim para o Japão no ano passado, mas acabei desistindo porque não achei passagens aéreas com preços atraentes. Foi pura sorte, pois eu estava me preparando para viajar em março, justamente quando o país foi atingido pelo pior terremoto de sua história (9 graus de magnitude). Provavelmente nada teria acontecido comigo, porque Tóquio e as outras cidades turísticas (como Kyoto e Hiroshima) nada sofreram. De qualquer forma, devido a esta tragédia, troquei o Japão pela Rússia e outros países do leste europeu, mas meu sonho de conhecer a "Terra do Sol Nascente" permaneceu vivo. Acompanhei os acontecimentos ao longo dos últimos meses. Atualmente os níveis de radiação em Tóquio continuam mais altos que o normal, mas não oferecem riscos para a saúde humana. (Leitura recomendada para ninguém ficar preocupado comigo: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/891041-ha-mais-radiacao-no-es-que-em-toquio-diz-medico.shtml).

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