Um blog do Travellerspoint

Itália

Dia 6 - Nápoles - Capri - Costa Amalfitana

sunny 28 °C

Aproveitei o dia para conhecer a famosa Ilha de Capri. Esta é uma ilha que sempre me despertou curiosidade. Quando criança, ia com freqüência com meus pais a uma pizzaria muito tradicional em Niterói chamada Gruta de Capri. Numa das paredes de azulejo havia uma pintura da Grotta Azurra, a gruta que dava nome a pizzaria. Chegou o dia de conhecê-la !

Fui para o porto em frente ao albergue comprar a passagem. Me chamou a atenção ver crianças italianas pedindo moedas na fila da bilheteria, cena pouco comum em solo europeu.

O barco saindo do porto:

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Travessia durou cerca de uma hora. O barco tinha dois andares, e o andar superior era descoberto. Fui no andar de cima.

Saindo de Nápoles:

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Chegando em Capri:

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A primeira imagem da ilha é impactante. É um lugar encantador. A paisagem lembra uma ilha grega, com o mar azul profundo e as casas pintadas de branco nas encostas da montanha. Logo ao lado da marina, uma pequena praia com água azul turqueza.

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Video que gravei da praia:

O barco que me trouxe a ilha é este menor, na frente do catamarã:

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A Marina Grande, onde desembarquei:

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Peguei um funicular até a vila de Capri, no alto da montanha. A vista lá de cima é sensacional, e a vila é muito bonita. Lembra a ilha de Santorini, na Grécia. O lugar é habitado e visitado por ricaços europeus.

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A onda lá é andar de taxi conversível, no estilo "ilha da fantasia", como este:

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Delícias italianas, como o Calzone al forno:

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Mais delícias: tortina al limone, saltimbocca, schiacciata caprese e sfogliatella:

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Do outro lado da ilha, uma paisagem de cinema !!! Sensacional !

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Meu almoço: calzone al forno e sfogliatella:

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Desci o funicular de volta para a Marina Grande, e peguei um barco para fazer o "Giro Isola" (dar a volta na ilha).
Tirando eu, a pessoa mais nova no barco devia ter 65 anos. Os velhinhos estavam na maior empolgação e tiravam foto de tudo. Fiquei olhando para eles, e pensando se daqui a uns 30 ou 40 anos eu serei um daqueles velhinhos empolgados disfrutando a merecida aposentadoria em grande estilo.

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Video que gravei:

A volta na ilha terminou, e não fomos na Grotta Azzurra !! Como assim !? Perguntei para o guia do passeio, e ele falou que só é possível entrar na gruta em canoas para no máximo 4 pessoas, e que aquele seria um outro passeio que não estava mais disponivel naquele horário. Pô, que frustração ! Eu fui em Capri e não consegui conhecer aquela misteriosa gruta da pizzaria que eu ia quando criança. Mas não tem nada não, isso foi para me dar mais vontade de voltar lá uma outra vez, e espero que seja antes da minha aposentadoria !

Achei esta foto da gruta na internet:

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Peguei um outro barco na Marina Grande para fazer a travessia até Positano, na Costa Amalfitana, ao sul de Nápoles. A Costa Amalfitana é um trecho montanhoso do litoral que impressiona pela beleza natural e pelos vilarejos charmosos, com as casas subindo as montanhas.

Positano é este belo vilarejo de 4 mil habitantes, com restaurantes sofisticados e pousadas charmosas:

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Video que gravei em Positano:

Perto de Positano ficam os vilarejos de Praiano e Amalfi. Na Costa Amalfitana não há trem, devido ao relevo acidentado. Só me restava ir de ônibus ou barco. O ônibus estava demorando muito, então peguei um barco até Amalfi, que é o maior vilarejo da região.

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Cheguei a Amalfi às 20h e já estava escuro. Dei uma volta pelo vilarejo, de apenas 5 mil habitantes. Muitos restaurantes, lojas de souvenirs e turistas passeando pelas ruas de pedestres.

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Fiquei cerca de 1h por lá, e comprei um bilhete de ônibus numa loja de souvenirs. Lá não é possível pagar a passagem para o motorista na hora de embarcar, tem que comprar antes em determinados pontos de venda.

Li no meu guia que eu teria que pegar um ônibus até a cidade de Sorrento, e de lá pegar o trem da linha Circumvesuviana até Nápoles. Não dava mais para voltar de barco, por causa do horário. Esperei cerca de 20 minutos pelo ônibus, e embarquei.

O ônibus foi seguindo uma estrada sinuosa contornando a costa, algo como a Av. Niemeyer. Depois de uns 20 minutos, comecei a desconfiar que algo estava errado. Primeiro, só tinha italiano no ônibus. Onde estavam os turistas ? Segundo: não passamos por Positano, que ficava no caminho para Sorrento. Desembarquei no ponto final. Quando desci do ônibus, ao ver o destino escrito no pára-brisa, caiu a ficha: eu peguei o ônibus errado !!!!! Em vez de ir para Sorrento, eu fui para....SALERNO !!! Aquele era o último ônibus. Perrengue a vista !

Salerno é uma cidade portuária sem grandes atrativos. Menos mal é tinha trem direto para Nápoles. Andei duas quadras até a estação ferroviária. Fui comprar a passagem num caixa de auto-atendimento, e para minha felicidade, ainda havia um trem mais tarde para Nápoles. Quando fui pagar, a surpresa desagradável: a máquina não estava mais aceitando pagamento em dinheiro, pois estava sem troco. Mesmo se tivesse o dinheiro trocado, não adiantava. A única alternativa seria pagar com cartão de crédito, mas eu não havia levado o meu, tinha deixado no albergue. As bilheterias estavam todas fechadas, e um cartaz avisava que o horário de atendimento era de 6 às 20h.

E agora ? Eu estava isolado numa cidade esquisita a 50Km de Nápoles, sem ter como sair de lá, e para piorar, o meu vôo para Berlim estava marcado para 10:10 do dia seguinte ! Só faltava essa. A única alternativa seria ir de taxi, mas sairia uma fortuna, e eu tinha apenas 30 euros na carteira. Eu poderia dormir em algum hotel simples, mas não teria dinheiro para comer alguma coisa, e nem para a passagem de trem. Eu costumava sempre andar com o meu cartão de crédito, mas justamente naquele dia, não havia levado, pois achei que estava levando dinheiro o suficiente e que não seria necessário. Lei de Murphy !

O jeito era esperar na estação até as 6h da manhã, quando as bilheterias abririam, e eu poderia pagar a passagem em dinheiro. O que eu iria fazer naquele lugar esquisito das 22h até as 6h eu não tinha a menor idéia. Resolvi comer algo, pois a fome bateu. Achei um pequeno bar aberto perto da estação, onde haviam alguns poucos italianos assistindo a uma partida de "calcio". Pedi uma Nastro Azzurro (cerveja) e dois pedaços de pizza, um de margherita con melanzane (beringela) e outro com peperoni. Fiquei ali fazendo um tempo. Olhei o relógio e ainda eram 23h. Descobri que o tempo é algo muito relativo no nosso dia-a-dia. Quando a gente quer que ele passe rápido, ele demora demais. E quando a gente quer que demore a passar, ele voa.

Começou a esfriar. Voltei pra estação ferroviária. A estação era pequena e suja. Tinha um aspecto decadente. Algumas poucas pessoas de aparência simples passavam por ali para pegar o último trem da noite, aquele que eu deveria ter pego para Nápoles. Deu meia-noite e a temperatura despencou. Só tinha um lugar onde me abrigar, que era a sala de espera. Quando abri a porta, foi a visão do inferno: a sala tinha alguns mendigos deitados no chão, em cima de papelões, e outros nas cadeiras. O fedor era horrível, ainda mais que as janelas estavam fechadas. Eu tinha que escolher entre aquilo, ou passar frio. Fiquei com medo de ficar doente no meio da viagem, o que não seria nada agradável, e resolvi encarar a sala dos horrores.

O relógio ainda marcava 00:30. A noite seria longa. Tentei arrumar algum passa-tempo. Vi e revi todas as fotos da viagem. Fiquei lendo o guia. Cada vez que olhava no relógio, o desespero aumentava, pois parecia que o tempo estava andando mais devagar. A hora não passava !!! Comecei a ficar cansado. Coloquei a mochila no meu colo e debrucei sobre ela. Dei uma cochilada. De vez em quando chegava mais um mendigo para fazer companhia aos outros, e deixar o ar da sala mais "cheiroso".

De repente, senti que alguém sentou do meu lado, e acordei. Era um coroa, de uns 50 anos, bem vestido. Começou a puxar conversa em italiano. Perguntou de onde eu era, o que estava fazendo lá na Itália, e o que tinha conhecido de bom. No começo, parecia gente boa. Ele pegou, então, um jornal que estava numa das cadeiras, e abriu sobre mim, mostrando as notícias. Achei meio esquisito. Ficou mostrando e tentando explicar o que queria dizer cada manchete. De repente, abrindo mais o jornal sobre mim, ele falou "vamos para o meu carro, onde podemos ficar a sós"... e meteu a mão na minha perna. Só faltava essa ! Levantei, xinguei ele de bicha velha para baixo, e mandei ele pra aquele lugar (em português mesmo). Ele foi embora sem falar nenhuma palavra. Não deve ter entendido nada do que eu falei, mas entendeu que era hora de ir embora. Os mendigos todos acordaram com o rebuliço, e ficaram olhando com cara de assustados, sem entender o que acontecia.

A hora simplesmente não passava. Dei algumas cochiladas de novo, mas toda hora acordava, imaginando quem seria o outro louco que apareceria do meu lado para tornar minha noite ainda pior. Talvez algum mafioso da Camorra, a temida máfia napolitana, me confundindo com algum inimigo. Ou quem sabe eu tiraria a sorte grande, e a priminha mais nova da Clicciolina aparecesse toda dengosa do meu lado, para compensar o perrengue que eu estava passando aquela noite.

Comecei a ficar preocupado se daria tempo de voltar para Nápoles, ir até o albergue (longe da estação), pegar minha mochila, e chegar no aeroporto 1h antes do meu vôo para Berlim.

Publicado por alexpt 15:00 Arquivado em Itália Comentários (4)

Dia 5 - Nápoles - Pompéia - Herculano

sunny 30 °C

Acordei cedo, às 8:00. Café da manhã no albergue de novo com muito pão com Nutella. Não tinha nem manteiga como opção....mas quem disse que eu preferia manteiga ??

Fui caminhando para a estação central de trens. Na rua ao lado, uma feira:

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Comprei uma garrafa grande de água mineral, pois estava bem quente.

Peguei o trem da linha Circumvesuviana, que passa aos pés do Vulcão Vesúvio, onde há várias cidades.

Após meia hora de viagem, desci na estação Pompeii Scavi Villa Misteri.

O sítio arqueológico de Pompéia é um dos mais impressionantes do mundo, patrimônio cultural da UNESCO. Pompéia era uma típica cidade romana aos pés do vulcão Vesúvio. No ano 79, uma grande erupção soterrou a cidade com 2 metros de lava e 15 metros de cinzas e pedra, mastando todos os 20 mil habitantes. A cidade permaneceu soterrada até 1748, quando foi descoberta por acaso. Justamente por ter ficado soterrada durante este tempo, as construções de Pompéia estão incrivelmente conservadas, permitindo que os visitantes conheçam com detalhes como viviam os romanos há 2000 anos. É uma experiência única no mundo. Ruas, residências, arenas, templos, edifícios públicos, termas, padarias, restaurantes, e até um prostíbulo podem ser visitados. Os tetos das construções cedeu com o peso das cinzas, e muitos objetos foram levados para o Museu Arqueológico Nacional de Nápoles, mas as edificações guardam detalhes impressionantes, como belos mosaicos (em paredes ou no piso), afrescos (pinturas) nas paredes, estátuas, jardins, utensílios de cozinha (como fogões primitivos e panelas de barro), e inscrições nas paredes em latim, a língua falada pelos romanos.

O lugar é tão grande que é difícil conhecer todas as atrações num único dia. Na bilheteria, os visitantes ganham um mapa para que possam localizar as atrações e andar pelas ruas de Pompéia sem se perder.

A Basilica, que era o edifício da Justiça:

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Uma lareira dentro de uma residência:

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Uma das ruas de Pompéia, incrivelmente preservada depois de 2000 anos. Repare o calçamento original, as calçadas e as fachadas das residências:

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Um mosaico no piso de uma casa:

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O Lupanário, que era o prostíbulo da cidade. "Lupa", em latim, significa prostituta. As prostitutas de Pompéia eram escravas, em geral gregas e orientais. As pequenas cabines tem uma cama de pedra, e acima da porta, uma pintura erótica indica a especialidade da prostituta:

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Uma piscina, em uma das termas da cidade:

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O corpo de uma das vítimas, moldado pelas cinzas e pela lama:

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O Grande Teatro (para 5 mil pessoas), usado em espetáculos de dança e música:

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Pavilhão do Grande Teatro:

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Inscrições em latim numa parede:

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Um "thermopolia", espécie de restaurante, e os fogões primitivos:

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O anfiteatro (para 20 mil pessoas), usado em batalhas de gladiatores:

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Uma residência luxuosa com jardim, pinturas e um pequeno templo:

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Padaria:

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A Casa de Fauno, a maior de Pompéia.

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A Casa da Pequena Fonte:

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Não consegui ver todas as atrações de Pompéia, pois ainda queria subir o vulcão.

Peguei novamente o trem Circumvesuviano e saltei na estação Ercolano Scavi. Lá, peguei uma van que subiu uma estrada sinuosa até bem próximo a cratera. Na van estavam mais alguns turistas alemães, e foi engraçado porque eles ficaram apavorados com a maneira ousada como o motorista italiano dirigia. Nada demais para os padrões brasileiros.

A estrada subindo o vulcão:

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Do estacionamento até a cratera, há uma trilha de terra, algo como 20 minutos de caminhada.

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A lava da última erupção em 1944.

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O Vesúvio é um vulcão ativo. A erupção mais violenta foi a de 79, que soterrou as cidades de Pompéia, Stabia e Herculano. Antes desta erupção, ele estava inativo durante 1500 anos. Após o ano de 79, entrou em erupção mais de 20 vezes, sendo a última em 1944. Se ele entrar em atividade novamente, matará milhares de pessoas em questão de minutos. Atualmente, cerca de 700 mil pessoas moram em área de risco.

A vista de cima do vulcão:

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A cratera. Ao contrario do que se pode imaginar, não é uma piscina de lava saindo fumaça. É apenas um imenso buraco.

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Video que gravei na cratera:

Depois de descer o vulcão, ainda fui conhecer o sítio arqueológico de Herculano. Este sítio é bem menor que o de Pompéia, mas está mais conservado, e está localizado dentro da atual cidade de Herculano. Como a lava e as cinzas cobriram a antiga Herculano, ela está vários metros abaixo da atual cidade. Outra coisa interessante é que Herculano é uma cidade litorânea. Quando houve a erupção, a lava e as cinzas cobriram a antiga cidade, e aterrou o mar em 400 metros.

Vista geral do sítio arqueológico:

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A antiga praia, com os "fornicis", que eram garagens para embarcações. A atual praia está a 400m dali, pois a lava e as cinzas aterraram o mar.

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Pinturas de deuses da mitologia romana:

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Ruínas de uma casa:

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Termas:

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Voltei para Nápoles, tomei um banho no albergue e fui novamente comer pizza em Spaccanapoli. Desta vez fui na Pizzeria di Matteo, uma pequena e tradicional pizzaria que era frequentada pelo Maradona na época que ele jogava no Napoli (84-91).

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O cardápio na parede. A pizza marinara custava apenas 2,50 euros, e a margherita 3 euros.

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Pedi uma pizza margherita que estava DIVINA !

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Uma espécie de santuário homenageando o Maradona dentro da pizzaria:

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Voltei pro albergue, onde fiquei fazendo uma social com a galera do quarto: um australiano, um alemão e um chinês. Depois, apaguei na cama !

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Dia 4 - Nápoles

sunny 28 °C

Enfim, uma longa e merecida noite de sono, após dois dias sem dormir Acordei novo em folha. No café da manhã no albergue comi pão com Nutella (tinha um balde de 5Kg !).

Dia bonito e ensolarado. Primeiro giretto (volta) pela cidade. Essa é a via Giovanni Melisburgo, a rua do albergue. Num dos andares desse prédio feioso ficava o albergue.

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Propaganda da Forza Italia, partido do Silvio Berlusconi:

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Via Cristoforo Colombo, em frente ao albergue. É a região portuária da cidade, de onde saem navios e barcos para as ilhas e para a Costa Amalfitana.

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Castel Nuovo:

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Piazza Municipio:

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Certosa di San Martino, visto da Piazza Municipio:

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Castel Nuovo:

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Vista do Castel Nuovo:

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Certosa di San Martini, visto do Castel Nuovo:

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O porto de Nápoles visto do Castel Nuovo, e o vulcão Vesúvio ao fundo:

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Praça em frente ao Palazzo Reale:

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Palazzo Reale:

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Castel Nuovo visto do Palazzo Reale:

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Basilica di San Francesco di Paola:

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Via Chiaia, uma das ruas de pedestres mais famosas da cidade:

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Andando pela Via Chiaia, entrei nessa estreita viela (Vico Tratoio), que vai subindo pelo bairro de San Ferdinando. Achei bem autêntico o lugar. Pequenas quitandas colocavam as mercadorias na calçada, onde senhoras de aparência simples faziam compras. Não vi turistas. Lambretas subiam e desciam a viela em meio aos pedestres. Nas janelas dos sobrados antigos, roupas penduradas para o lado de fora. Um casal jovem conversava alto numa esquina, quase berrando, como se eles estivessem brigando, mas era só impressão, pois os italianos são assim mesmo. Eu estava penetrando na alma italiana. Senti que ali, longe da badalação dos pontos turísticos, dos restaurantes caros e das lojas de griffe, a Itália era mais Italia.

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Uma pitoresca sapataria, com o aviso "APERTO TUTTE LE SERE" (aberto todas as noites):

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Via Partenope:

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Pequena praia de pedras na via Partenope:

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Galeria Umberto I, próximo ao Palazzo Reale:

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Funicular para subir até o bairro de Vomero, no alto de um morro:

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Sabedoria popular italiana, numa parede em Vomero: "L'alcol è nemico dell'uomo. Chi fugge dal nemico è un vigliacco" (O álcool é um enemigo do homem. Quem foge do inimigo é um covarde)

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Castel Sant'Elmo:

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Vista de Nápoles no Castel Sant'Elmo:

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Video que grave com a vista de Nápoles:

Dei uma volta pelo bairro de Vomero, um dos que achei mais bonitos da cidade. Lembra um pouco Santa Teresa, com as ladeiras e casas antigas.

Depois fui no Museo Archeologico Nazionale, que tem uma coleção incrível de objetos, pinturas e mosaicos romanos retirados das escavações de Pompéia, uma cidade que foi enterrada pelas cinzas do vulcão Vesúvio no ano 76. Este mosaico de animais marinhos, por exemplo, está exposto no museu:

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Sentei num banco em frente ao museu pra dar uma descansada, e fiquei reparando no trânsito, que era um caos. Todo mundo buzinava, mesmo sem motivo. As "motorini" (vespas) estão por toda a parte, e parecem não respeitar nada. Quando o sinal fechava, os motociclistas passavam por cima da calçada, desviando dos pedestres. Isso quando não trafegavam na contra-mão. Conseguem ser pior que os motoboys do Brasil !!!

Voltei pro albergue, tomei um banho, e fui no bairro de Spaccanapoli experimentar a famosa pizza napolitana na cidade onde ela foi inventada. Fui na Pizzeria Vesì, e pedi uma pizza margherita. Foi a melhor pizza que já comi na minha vida !!!! Deliciosa !! O tomate cereja praticamente derretia na boca. Para acompanhar, uma cerveja Nastro Azzurro, tradicional de Nápoles. E o melhor, paguei apenas 5 euros pela pizza, mais 2 pela cerveja !

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Na Itália, as pizzas são em tamanho único, para uma pessoa. Os sabores são diferentes dos que temos no Brasil. Nada de "frango com catupiry", "portuguesa" ou "calabresa". A verdadeira pizza napolitana só é disponível em dois sabores: margherita (muzzarela, tomate, mangericão) e marinara (tomate, azeite, orégano, alho). Em algumas pizzarias existem variações, como a margherita DOC (que tem ingredientes especiais, como muzzarela de bufala), ou a margherita con melanzane (beringela).

Voltei para o albergue, e fiquei conversando com a galera do quarto. Um australiano bem gente boa me deu os mapas que ele tinha, e me passou umas dicas sobre as ilhas de Capri e Ischia. Ele falou que aqueles mapas haviam sido dados por outro hóspede que estava no quarto. Achei maneiro o espírito de cooperação e amizade que existe entre os mochileiros nos albergues.

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Dia 3 - Madri - Roma - Nápoles

sunny 31 °C

Saí da pousada à meia-noite, peguei o metrô e cheguei no aeroporto 1h da manhã. O vôo estava marcado para as 7:20 da manhã, então eu teria que passar a noite no terminal.

O novíssimo terminal 4 do aeroporto de Barajas é o mais bonito que já vi. É algo de grandioso, impressionante, uma obra-prima da arquitetura. Tem um design futurista e inovador.

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Os banheiros pareciam de hotel 5 estrelas. O chão era tão limpo que não hesitei em fazer o mesmo que um grupo de mochileros: joguei minha mochila num canto do saguão, me cobri com um casaco e deitei no chão, fazendo a mochila de travesseiro !!!

Eu estava um bagaço. Já não havia dormido na noite anterior, pois estava no vôo Rio-Madri e nunca consigo dormir em avião. Não por medo, mas pelo desconforto de viajar na classe econômica com os joelhos espremidos contra a poltrona da frente. Ser alto tem seus contras também !

Tentei dar uma cochilada, mas mesmo estando cansado, dormir em aeroporto não é mole. Cada vez que eu começava a pegar no sono, anunciavam algum vôo no sistema de som, e eu acordava. E também tinha a preocupação de perder a hora do checkin.

Fiquei enrolando até as 6h da manhã, quando fiz o checkin. Eu estava um zumbi, com duas noites sem dormir. Comi um sanduíche numa lanchonete, embarquei no avião e tirei uma soneca, só acordando 2h depois quando já estava aterrisando em Roma, às 9:30.

Peguei o trem no aeroporto para chegar na estação Termini, no centro de Roma. Minha idéia original era pegar o trem para Nápoles assim que chegasse a Roma, pois já havia estado lá no ano anterior. Mas minha vontade de ver novamente o Coliseu, a Fontana di Trevi e tomar um sorvete na Gelateria Giolitti acabou me convencendo a passar algumas horas na cidade.

Enfrentei uma fila grande na estação Termini pra deixar minha mochila no guarda-volumes. Quando consegui guardar a mochila, já passava de meio-dia. Bateu a fome. Dei uma passada numa lanchonete em frente a estação, onde comi uma lasanha muito boa.

Fui primeiro ao Forum Romano, onde tirei umas fotos:

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Videos que gravei no Forum Romano:

A Via dei Fori Imperiali, com o Coliseu ao fundo:

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Video da Via dei Fori Imperiali:

O cartão-postal mais famoso de Roma:

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Forum de Augusto. A cena mais comum em Roma: colunas, escadarias muitas pedras:

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Monumento a Vittorio Emanuele II:

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Sim, na Europa também tem camelô !!!

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A magnífica Fontana di Trevi:

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Video da Fontana di Trevi:

Gelateria Giolitti, a sorveteria mais tradicional de Roma. Tomei um sorvete de Nociolla com Ciocolatto...muito bom !

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A famosa Via Condotti, onde ficam as lojas de griffe:

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Precinhos camaradas da Salvadore Ferragamo....mesmo em euros, mesmo em Roma, tudo mais barato do que na filial do Shopping Leblon !!! Calça 185 euros, sapato 350 euros, óculos 195 euros !!!

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Scalinata di Spagna, na Piazza di Spagna:

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Fontana della Barcaccia, na Piazza di Spagna:

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Subi a Scalinata di Spagna, e dei uma volta na Villa Borghese, um dos maiores parques da cidade. Dei uma descansada numa sombra, pois o calor estava forte.

Me despedi de Roma e voltei pra estação Termini, onde comprei a passagem para Nápoles num caixa de auto-atendimento. Tinha menu em várias línguas, inclusive português (de Portugal). Melhor assim, pois não precisei gastar meu italiano macarrônico com os caixas da Trenitalia, nem passar perrengue para entendê-los, como aconteceu no ano anterior.

Uma propaganda da cerveja Peroni na estação de trem comemorando a conquista da Copa de 2006 pela Itália: "Il gusto della vittoria non cambia mai" (o gosto da vitória não muda nunca)

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O trem que peguei para Nápoles:

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Embarquei no trem às 16:30. Era um trem com cabines de 6 poltronas. Na minha cabine haviam 4 mulheres e um homem, todos italianos. Guardei minha mochila no compartimento de carga que ficava acima das poltronas. Duas das italianas eram lindas, verdadeiras princesas !!!

A viagem até Nápoles durou cerca de 2 horas. Ao sair da estação de trem, o choque: achei que estava na Central do Brasil. O visual não era dos melhores: uma praça (Piazza Garibaldi) com um terminal de ônibus cheio de gente esquisita, e meio suja. E para piorar, estava escurecendo. Peguei o mapa, e vi que o albergue ficava perto da Piazza Municipio, a cerca de 2 Km dali. Não havia estação de metrô próxima ao albergue. Eu poderia ir de ônibus, mas não conhecia o sistema de tarifação da cidade, e muito menos as linhas. Pegar taxi, só em último caso, afinal de contas, eu sou um mochileiro !! Fui a pé !!!

Primeiro, tive que tentar me localizar no meio daquela bagunça. Vi no mapa que tinha que descer a Corso (avenida) Umberto I. Custei a encontrá-la, pois as ruas não tinham placas com os nomes. Parece que é feito para sacanear os turistas ! Perguntei a uma pessoa que passava pela praça, e ela não sabia onde era. Depois de dar várias voltas consegui encontrar a rua.

Andar 2Km com uma mochila de 15Kg nas costas e com 2 noites sem dormir não foi moleza. Eu estava me arrastando. Achei essa rua bem esquisita, meio escura e suja.

O trânsito nessa rua era infernal. Estava tudo engarrafado, e todo mundo buzinava o tempo todo. Para piorar, várias lambretas ficavam passando entre os carros, também buzinando. Uma zona. Eu realmente estava na Itália.

Cheguei a Piazza Municipio e comecei a procurar a Via Melisburgo. Foi bem difícil encontrá-la, pois as ruas não tinham placas, mas eu sabia que era perto da praça. Fiquei rodando uns 20 minutos tentando achar a rua, mas finalmente consegui achá-la.

O albergue (Hostel of The Sun) ocupava um dos andares de um edifício comercial antigo. O engraçado é que entrei no elevador, marquei o andar, e nada acontecia. Resolvi subir pelas escadas. Depois descobri que para fazer o elevador funcionar, era necessário inserir uma moeda !

Fiz o checkin no albergue, que era pequeno, mas bem legal. Os funcionários italianos que trabalhavam na recepção era muito gente boa. Fiquei tentando falar em italiano com eles, mas começava a misturar com espanhol e ninguém se entendia. Tive que partir para o inglês. Eles me chamavam de "Il brasiliano", e estavam animados por ter um brasileiro como hóspede. O assunto futebol logo surgiu. A Itália havia acabado de conquistar a copa do mundo, e eles fizeram mil elogios à seleção brasileira.

Tomei um banho (estava realmente precisando de um !), dei uma descida pra comer um sanduíche numa pequena lanchonete próxima dali, voltei pro albergue e desmaiei na cama.

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Dia 21 - Veneza - Amsterdam

sunny 15 °C

O dia já estava nascendo e eu ainda não havia conseguido dormir no trem. Sentia um misto de medo e ansiedade que não me deixavam pegar no sono. Medo de dormir e acordar em algum outro país qualquer, e ansiedade de conhecer uma das cidades mais bonitas do mundo.

O trem parou numa cidade chamada Mestre. Dei uma olhada no mapa e vi que era vizinha a Veneza. O trem começou a passar numa ponte. Olhando pela janela, vi uma gôndola passando !!! Era verdade mesmo, eu estava chegando a Veneza !

Após 4h de viagem, desembarquei na estação Santa Lucia em Veneza. Eram 5:30 da manhã, e fazia um frio de 15 graus. Procurei o guarda-volumes da estação pra deixar minha mochila, já que às 13h eu teria que ir pro aeroporto pegar o vôo pra Amsterdam.

Confesso que pensei várias vezes se valeria a pena conhecer Veneza. Muitas pessoas me falaram que não valia, que se decepcionaram, que era uma cidade que fedia a esgoto, que era hiperlotada de turistas, que não viram nada demais. Mesmo assim, eu resolvi conhecê-la, pois algo me dizia que se eu não fosse, depois me arrependeria. Não é possível que a "città più bella del mondo" fosse tão ruim como diziam. E de qualquer maneira, se eu me decepcionasse, não teria perdido muito tempo, pois iria passar apenas 7h na cidade.

Ao sair da estação de trens, vi uma cidade normal. Gente com roupa social indo apressada para o trabalho. Ônibus, carros e taxis passando pelas ruas. Uma cidade como outra qualquer, que estava acordando numa quarta-feira ensolarada de verão.

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Mas bastou atravessar uma rua para eu me dar conta que aquela definitivamente não era uma cidade qualquer. Eu estava diante de uma cidade única no mundo. Foi paixão a primeira vista. Uma visão impactante, que me deixou paralizado. No lugar de ruas, canais. No lugar de carros, barcos. Aquilo era diferente de tudo o que eu já tinha visto antes. Que lugar maravilhoso ! Em poucos minutos eu já tinha me arrependido de ter deixado tão pouco tempo pra conhecer Veneza.

O Gran Canale é a principal "avenida" de Veneza. Nele circulam barcos de todos os tipos e tamanhos: as famosas gôndolas, lanchas e vaporettos, que são os "ônibus" de Veneza. Da mesma forma que os ônibus, os vaporettos têm linhas que percorrem trajetos específicos, e tem paradas em determinados lugares. Os vaporettos são a maneira mais prática e barata de circular pela cidade. Mas eles só circulam pelo Gran Canale.

O Gran Canale em frente a estação de trens:

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Barcos estacionados no Gran Canale:

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Um vaporetto passando pelo Gran Canale:

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Ponte degli Scalzi, sobre o Gran Canale, em frente a estação de trens:

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Comprei um mapa da cidade numa banca. Veneza é uma ilha, o que poucos sabem. Esta é uma foto de satélite mostrando a cidade. Dá pra ver a estação de trens e o Gran Canale.

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Para chegar até a Piazza San Marco, o lugar mais turístico de Veneza, eu tinha duas alternativas: pegar um vaporetto lotado de turistas ou ir andando. Lógico que preferi ir andando. Atravessei a Ponte Degli Scalzi e me embrenhei numa viela, olhando atentamente o caminho no mapa.

A maioria dos canais de Veneza tem calçada, então dá pra ir caminhando sem precisar recorrer a barcos ou gôndolas. Outros não têm calçada, e por isso não dá pra circular por eles a pé. Também tem vielas (chamadas de "calles") sem canal, mas por elas não circulam carros. A única parte de Veneza onde carros, ônibus e motos são permitidos é onde fica a estação de trens.

Quanto mais eu ia me afastando do Gran Canale e da multidão de turistas, mais eu sentia que entrava na autêntica e verdadeira Veneza. As poucas pessoas que caminhavam pelas calçadas eram venezianos, e pareciam tranquilos, sem pressa. Pareciam viver numa outra época. Veneza mudou muito pouco desde a Idade Média. Aquilo era como uma viagem no tempo. Passei por pequenas praças que eram lindas demais. Estavam ali, quase anônimas, perdidas no labirinto de canais, desperdiçadas pelos turistas "normais". Talvez por isso elas eram tão autênticas.

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O caminho da Ponte Delgi Scalzi até a Ponte di Rialto era bem sinalizado, com placas indicando "Rialto". Acho que se não fosse elas, eu teria me perdido naquele labirinto de vielas e canais. Após meia hora de caminhada, cheguei novamente ao Gran Canale, no ponto fica a Ponte di Rialto:

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Entrei mais uma vez em vielas, seguindo as placas que indicavam "San Marco". 15 minutos depois, cheguei na famosa Piazza San Marco, principal ponto turístico de Veneza. A praça era linda, linda... um lugar pra ser admirado durante horas, sem pressa, justamente o que eu não podia fazer, por estar com o tempo curto.

A praça reune as principais atrações de Veneza: a Basílica di San Marco (inacreditável, uma obra-prima, tanto por dentro como por fora), o Palazzo Ducale, a Campanile, a Ponte dei Sospiri e a Ponte Della Paglia.

Piazza San Marco:

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Basilica di San Marco:

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Palazzo Ducale:

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Campanile:

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Ponte dei Suspiri:

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Ponte Della Paglia:

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Na Piazza San Marco, o Gran Canale encontra o mar. Estas fotos são do atracadouro em frente a praça:

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O tempo estava curto, mas ainda dava pra conhecer mais lugares. Fui andando até a Ponte dell'Accademia. No caminho, passei pela Piazza San Stefano:

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O Gran Canale, viste de cima da Ponte dell'Accademia:

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O Gran Canale:

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Um simpático canal próximo ao Museu Guggenheim, e uma típica gôngola:

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Fui a pé até a Basilica di Santa Maria della Salute:

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Hora de voltar. Andei até a Piazza San Marco e lá peguei um vaporetto até a estação de trens Santa Lucia. Peguei minha mochila no guarda-volumes. Ao lado da estação ficava a Piazzale Roma, onde esperei pelo ônibus que me levaria para o aeroporto de Treviso, a 25Km de Veneza. Esperei mais ou menos meia hora no ponto, onde já estavam umas 40 pessoas. O ônibus chegou e na hora de embarcar, um imprevisto: o motorista estava recolhendo a passagem das pessoas, e todo mundo já estava com a passagem na mão. Perguntei quanto era a passagem, e ele falou que eu tinha que comprá-la numa agência de turismo do outro lado da praça. Perguntei se ele podia me esperar e ele falou que não. Bateu o desespero. Fui correndo com uma mochila de 12Km nas costas até a agência. Ao entrar, vi que o atendente estava tendo uma discussão calorosa em italiano com uma cliente. Tentei interromper pra avisar que eu precisava comprar uma passagem urgente, mas fui ignorado solenemente pelos dois. Olhei pro lado e o ônibus ainda estava parado, mas todos os passageiros já tinham embarcado. Se eu perdesse esse ônibus, eu teria que ir de taxi até Treviso, uma brincadeira cara (mais de 100 euros, com certeza). Foram uns 3 minutos tentando interromper dois italianos tagarelas discutindo, mas pareciam 30 minutos. Finalmente consegui fazer eles notarem a minha presença, tirei o dinheiro do bolso e botei na mão do atendente. Falei pausadamente para ele entender bem: "BIGLETTO AUTOBUS AEROPORTO DI TREVISO PER FAVORE". Ele me deu a passagem e voei pro ônibus, que milagrosamente ainda estava parado. Acho que bati o recorde dos 100m com mochila nas costas. A porta do ônibus já estava fechada, mas o motorista foi bonzinho e me deixou entrar. Só havia um lugar disponível no fundo do ônibus. Essa foi por pouco...

1 hora de viagem até o aeroporto de Treviso. Já era 14H e a fome bateu. Comi um sanduba no aeroporto. O vôo decolou as 16:30 e depois de 2h de viagem aterrisei em Amsterdam.

Peguei o trem no aeroporto e desembarquei na Centraal Station, no centro de Amsterdam. Fazia um frio de 16 graus. O albergue (Stayokay Amsterdam Stadsdoelen) estava a poucas quadras dali, numa rua de nome complicado: Kloveniersburgwal. No caminho, passei pela Damrak, a principal rua de pedestres do centro de Amsterdam. Bondes modernos disputavam espaço com ciclistas e pedestres. Tudo mundo limpo e organizado.

A rua do albergue, assim como quase todas em Amsterdam, tem canais no meio, como em Veneza, mas num estilo diferente. Nesta região, as casas tem arquitetura típica holandesa.

O albergue era muito bom, o que era um grande alívio, depois do pesadelo em Florença. Era bem grande, limpo e organizado. Meu quarto tinha 8 beliches. Uma coisa engraçada é que o banheiro era unissex. Tinha várias cabines com vaso sanitário, uma pia grande e outras cabines com chuveiro. Tomei um banho e saí pra comer algo. Na rua Damstraat, comi pela primeira vez um Kebab, que é o "churrasquinho grego", mas um pouco diferente, no estilo turco. A carne de cordeiro fica girando num espeto e o cara vai tirando pedaços dela, coloca tudo num pão árabe, adiciona salada e iogurte. Muito bom ! O vendedor olhou pra minha cara e, antes de eu falar qualquer coisa, falou "BRAZILLLL" ! Hahahah. Devia estar escrito na minha testa. Perguntei pra ele como ele sabia que eu era brasileiro, e ele disse que eu tinha cara. Então tá. Bem gente boa o cara. Falou que era turco e que adorava futebol brasileiro.

Estava um bagaço por não ter dormido nada no trem, na noite anterior. Estava louco pra explorar a cidade, mas meu corpo não aguentava mais. Voltei pro albergue e fui dormir às 22H.

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