Um blog do Travellerspoint

Maio 2012

Dia 16 - Tóquio-Kiev

overcast 18 °C

Acordei cedo, às 8h. Dia de dizer adeus para o Japão, e partir rumo a Ucrânia.

Como meu passe de trem ainda estava válido, não era necessário pagar passagem para ir até o aeroporto usando alguma linha Japan Rail, como o Narita Express. Há também outras linhas de outras empresas que ligam Tóquio ao aeroporto de Narita.

Eu precisava ir de Kinshicho até a estação Tóquio, e de lá pegar o Narita Express.

Pegar o trem na estação Kinsihcho foi complicado, porque era hora do rush e os trens estavam lotados. Impossível entrar, ainda mais com um mochilão e uma mochilinha. Esperei mais outro trem passar, mas não adiantou, estava cheio também. Reparei que tinha um vagão diferente, de dois andares, que estava bem vazio. Entrei nele. Logo depois apareceu uma fiscal. Mostrei meu passe de trem, e ela disse que aquele vagão era de primeira classe, e que eu só poderia pegar um vagão de classe econômica. Tive que descer na estação seguinte. Ainda faltavam duas estações pra chegar na estação Tóquio. Passou outro trem lotado. O segredo foi pegar o vagão da ponta, que estava um pouco mais vazio.

Depois desse pequeno perrengue, consegui chegar na estação Tóquio. Agora precisava achar a plataforma de embarque do Narita Express. Até que não foi tão difícil assim. Tinha muitas placas indicando.

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Quando cheguei na plataforma de embarque, reparei nos painéis eletrônicos que era necessário ter reserva de assento nesse trem. Tive que procurar um guichê de atendimento da JR pra marcar o assento. O trem das 9h já estava saindo, e o próximo era só as 10h (eu chegaria atrasado no aeroporto). Voltei correndo pra plataforma. Foi só entrar no trem que as portas fecharam e ele partiu menos de 1 minuto depois. Muita sorte !!

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O trem estava bem vazio. Nem sei por que era obrigatório ter reserva de assento.

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Monitor mostrando a localização do trem e horário de chegada. O aeroporto de Narita fica a 70km do centro de Tóquio, e a viagem até lá levou 1h.

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A paisagem urbana, aos poucos, foi dando lugar a campos de arroz:

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Cheguei são e salvo no aeroporto, e bem na hora, faltando 2 horas pro meu vôo.

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Troquei os últimos yens que me restavam por euros numa casa de câmbio. Gastei no total 90.871 yens (R$2.272) em 12 dias, o que dá R$189 por dia, contando a hospedagem. Tá dentro da minha média histórica (entre R$130 e R$200 incluindo a hospedagem). Nessa conta não entrou o passe de trem, que custou R$700 e já tinha comprado no Brasil antes da viagem.

Passei no free shop do aeroporto e comprei alguns brinquedinhos pra mim:

Saquê de latinha:

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Bebida de gengibre:

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Água de soja com gás:

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O avião da Aeroflot que me levou de volta pro ocidente:

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Adeus Japão ! Sem dúvida nenhuma, o país mais incrível que já conheci !!! Foram 12 dias intensos, únicos, fantásticos...que nunca vou esquecer !

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Algo que me motivou muito a conhecer o Japão foi o relato de viagem do Vinicius e Patrícia, o "Casal Partiu", amigos meus do Rio. Eles estão realizando o que muitos sonham, mas quase ninguém teria coragem de fazer. Já tem mais de um ano que eles resolveram vender tudo que tinham, abandonaram a vida deles no Rio, e desde então estão dando a volta ao mundo. No início do ano eles passaram pelo Japão, e contaram maravílhas de lá. As fotos que a Patricia (fotógrafa profissional) tirou ficaram espetaculares. Palavras do Vinícius: "O Japão é provavelmente o país mais subestimado que já visitei. É muito mais do que eu poderia imaginar. Não há palavras pra descrever o quão fantástico é Tóquio ! Não tem nem 24h que chegamos no Japão e a quantidade de experiências que já tivemos e pessoas que conhecemos é impressionante. Sensacional !" Concordo totalmente com ele. O Japão é um lugar único no mundo. Pra quem tiver curiosidade de acompanhar a viagem deles e ver as fotos, o perfil público no Facebook é http://www.facebook.com/CasalPartiu

Comida japonesa no avião:

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No meio do caminho, sobrevoando a Sibéria:

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Cheguei em Moscou 9:30h depois, mas com 5 horas de fuso a menos. Dei sorte, consegui ficar num lugar com uma poltrona vazia do meu lado, então tinha muito mais espaço pra mim.

Durante o vôo, escrevi textos do blog até a bateria do notebook acabar, e depois fiquei vendo uns episódios de House no meu monitor individual no avião.

Fiquei esperando meu vôo pra Kiev durante 5h no aeroporto de Moscou. Aproveitei o tempo livre pra escrever mais textos do blog e tomar uma Baltika gelada. Ninguém é de ferro :)

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Cheguei em Kiev às 22:30h, mas pra mim já eram 4:30 da manhã pelo horário de Tóquio. Eu estava destruído.

A Ucrânia já estava há um tempo na minha lista de desejos, mas como até pouco tempo atrás era exigido visto para turistas brasileiros, eu desanimava. O mesmo acontecia com a Rússia. Felizmente o visto para brasileiros foi abolido pela Rússia em 2010, e não perdi tempo: visitei o país no ano passado e ADOREI ! No ano passado foi a vez do visto ser abolido pela Ucrânia, e aqui estou eu, em primeira mão, desbravando novos territórios !!

A chegada no aeroporto de Kiev foi um choque de realidade para quem estava vindo do Japão. A policial da imigração foi totalmente grossa. Pegou meu passaporte com um olhar de desprezo, e perguntou de maneira ríspida para onde eu ia. Ficou folheando meu passaporte como quem estivesse procurando o visto, e depois ficou falando em russo com o policial da cabine vizinha. Acho que ela não sabia que brasileiros não precisam mais de visto para entrar na Ucrânia. Carimbou o passaporte e não falou nada.

No setor de desembarque, um moooonte de taxistas abordando os passageiros. Uma zona...muito pior que o Galeão. Toda hora alguém vinha me oferecer taxi. Um saco.

Saquei dinheiro ucraniano (hryvnias) num caixa eletrônico, peguei um ônibus em frente ao terminal, desviando antes de mais taxistas me abordando do lado de fora do terminal.

Uma nota de 200 hryvnias (R$50):

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O ônibus era pequeno e apertado. Estava lotado. Antes de partir, o motorista percorreu o corredor do ônibus recolhendo dos passageiros o dinheiro da passagem (25 hryvnias = R$6). Ele só extendia a mão sem falar nada. Dei o dinheiro e ele não agradeceu. Se fosse no Japão seria tão diferente...Eu tinha ficado mal acostumado com a educação, respeito e simpatia dos japoneses.

O aeroporto de Kiev fica bem distante do centro da cidade. O trajeto levou quase uma hora. O ponto final era a estação central de trens da cidade.

O albergue ficava meio longe de lá, a uns 2 Km de distância. Não dava pra ir andando, ainda mais carregando duas mochilas e morto de cansado do jeito que eu estava. Foi meio complicado achar a estação de metrô, que ficava do outro lado da estação de trens. Na calçada, mais gente oferecendo taxi. Corri pra pegar o metrô, que já estava fechando. Já passava de meia-noite. Acho que peguei o último trem. Custou apenas 2 hryvnias (R$0,50) !! Desci na estação Teatralna. O albergue (The Hub Hostel) era bem perto dela. Era um prédio pequeno, de 2 andares. O carinha da recepção era bem gente boa.

Tomei um banho e fui pro merecido berço, pois pra mim já eram 6:30 da manhã pelo horário de Tóquio ! Noite de quinta-feira na Ucrânia...queria muitoooo sair, mas não tinha a menor condição !!

Publicado por alexpt 5:00 Arquivado em Ucrânia Comentários (2)

Dia 15 - Hiroshima-Tóquio

overcast 22 °C

Dia de me despedir de Hiroshima e voltar para Tóquio.

Há um Shinkansen expresso (Nozomi) que liga as duas cidades, mas eu não poderia pegá-lo com o passe de trem (Japan Rail Pass). Peguei então um semi-expresso (Sakura) até Osaka (1:30 de viagem).

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Algo muito útil para uma viagem longa: tomada para recarregar o notebook !!

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Chegando em Osaka.

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Até Tóquio foram mais 3 horas (semi-expresso Hikari). Aproveitei o tempo para escrever mais uns textos do blog.

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A estação Tóquio é enorme. Além das linhas de Shinkansen, também passam linhas de metrô e trens suburbanos. Estava indo passar a noite num hotel capsula no bairro de Kinsicho, e lá não tem metrô, mas tem uma estação de trem suburbano (linha Sobu).

Foi um desafio encontrar a plataforma de embarque da linha Sobu na estação Tóquio. Era uma loucura de gente passando por todos os lados, e diversas linhas de trens. Olha só o mapa de linhas:

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Tóquio tem nada mais, nada menos que 31 linhas de trens suburbanos !!! Fiquei rodando uns 20 minutos até conseguir encontrar a plataforma correta.

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Foram apenas 10 minutos de viagem e 3 estações até Kinshicho. Não paguei a passagem, pois essa linha é operada pela JR, e eu tinha o passe de trem.

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Esse bairro fica bem perto da Sky Tree Tower. O hotel cápsula (Capsule Inn Kinshicho) é esse edifício bege à direita na foto:

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Paguei R$70 pela diária lá. Na entrada do prédio, tinha uma mensagem de boas-vindas pra mim !

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O andar onde fiquei tinha 50 cápsulas. Quando cheguei, recebi um kit com toalha, roupa de cama, kimono, shampoo e sabonete. Tinha que deixar o sapato na entrada, num escaninho com chave que tinha na recepção. Ficava todo mundo circulando de kimono dentro do hotel. Acho que só permitiam hóspedes homens, pois não vi nenhuma mulher lá. Estava bem vazio. Meu andar tinha só umas 5 cápsulas ocupadas. Eu era o único ocidental do hotel. Os hotéis capsula são muito procurados por moradores de Tóquio que perdem o último trem pra casa e acabam dormindo perto do trabalho.

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Fiquei nessa cápsula:

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Era bem maior do que eu imaginava. Dava pra ficar sentado. Dentro tinha TV, rádio e despertador.

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Banheiro coletivo do meu andar. Os chuveiros ficavam num outro andar.

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A bagagem eu guardei num armário com chave que ficava no andar. O hotel tinha ainda uma sauna.

Vista da janela do meu andar:

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A rua do hotel:

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Uma rua muito estreita no bairro:

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A Sky Tree Tower, que foi inaugurada há poucos dias.

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Tinha um monte de japoneses fazendo fila para tirar foto dessa pedra, olhando para o alto. Devia ter algum significado isso.

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Rua em frente a torre, e a fila para tirar foto na pedra:

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Não pude subir na torre, pois até julho os ingressos eram vendidos apenas antecipados, e já estava tudo esgotado.

Embaixo da torre tinha um shopping com um andar cheio de restaurantes.

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Escolhi esse restaurante self-service com nome impronunciável:

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A especialidade dele era udon, que é aquele macarrão mais grosso. Bastava escolher o tipo de molho. Também podia escolher uns tempurás para acompanhar, pagando por unidade. Escolhi molho curry e uns tempurás de berinjela e outors legumes. MUITO BOM !!! Foi a melhor refeição da viagem ! E custou apenas 840 yens (R$21) !

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A praça de alimentação tinha uma pia onde as pessoas lavavam as mãos, e uma torneira com água potável. Reparei que quase ninguém pedia bebida nos restaurantes, provavelmente porque era caro. Depois da refeição, todo mundo pegava um copo d’água de graça lá.

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Peguei o trem da linha Yamanote até Shinjuku, do outro lado da cidade. Era hora do rush e a estação Shinjuku, que é a mais movimentada do mundo, estava lotadaaaaça. Era um vai e vem frenético de pessoas.

Esta região é conhecida como o “novo centro” de Tóquio, com arranha-céus a perder de vista.

Prédios na saída da estação:

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Logotipo da candidatura de Tóquio para os Jogos de 2020. Sinceramente não entendo como Tóquio foi a primeira cidade eliminada na disputa entre Chigago, Rio e Madri para 2016. Acho que o Rio só levou essa porque o Brasil, como o Lula bem lembrou no discurso, é a única das 10 maiores economias do mundo que nunca sediou uma Olimpíada. Apenas por isso. Acho que para 2020 não tem pra ninguém, vai dar Tóquio.

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Peguei o trem de novo indo para Harajuku, perto de Shinjuku.

A rua Takeshita é o point das adolescentes, com um monte de lojas destinadas para elas.

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Tinha um monte de meninas passando com roupas esquisitas. Parecia festa a fantasia. Tirei umas fotos que ficaram ruins. O movimento nesse lugar é maior aos domingos. Peguei essas outras fotos na internet.

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Lotteria no Japão não é o lugar de fazer apostas, mas uma rede de fast-food !!

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O bairro vizinho de Omotesando é um imenso shopping center a céu aberto, com um monte de lojas de grife. A avenida Omotesando lembra a Champs-Elyssés de Paris: uma boulevard com um canteiro central, lojas de grife, cafés e gente até tarde da noite circulando pelas calçadas.

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As ruas menores do bairro eram um labirinto de lojas.

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Comprei meu lanche numa loja de conveniência e voltei pro hotel.

Quando cheguei, o recepcionista perguntou de onde eu era. Fico amarradão quando respondi que eu era do Brasil, e ficou dizendo nomes de lutadores de jiu-jitsu brasileiros que ele admira.

Hora de dormir na capsula !!

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Dia 14 - Hiroshima

overcast 21 °C

Acordei tarde, às 10h.

O quarto do albergue:

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Corredor do andar:

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Uma avenida movimentada perto do albergue, onde passa uma linha de bonde:

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O 7-Eleven que salva minha pele sempre:

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Meu café da manhã:

Suco de cereja:

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Biscoitos de marciano :) Sabor de erva.

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Panqueca de queijo:

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O bonde passando perto do albergue:

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Uma cena inusitada: um cara parou o carro do lado do 7-Eleven e o largou ligado lá pra fazer umas compras. Em quantos segundos esse carro seria roubado se isso fosse no Brasil ?? Ainda não consegui descobrir por que os japoneses têm esse hábito de deixar o carro ligado na rua. Os taxistas ficam com o carro ligado nos pontos, mesmo aqueles que estão no final da fila. Talvez seja alguma supertição...

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O Japão é provavelmente o país onde é mais fácil de um turista estrangeiro pagar um mico ou cometer alguma gafe. Os japoneses tem um monte de regras de etiqueta que podem parecer loucas para os ocidentais, mas que fazem total diferença aqui. Nunca se deve, por exemplo, falar no celular dentro de um vagão de trem ou de metrô cheio. No máximo, passar mensagens de texto. Além disso, nestes lugares jamais deve-se conversar em voz alta para não incomodar as pessoas ao redor. O correto é usar um tom de voz baixo. Também é bem mal visto comer dentro dos vagões, sabe-se lá por quê. Tem a regra que todo mundo conhece, que é tirar o sapato antes de entrar na casa das pessoas. Dar gorjeta é considerado ofensivo (opa, gostei dessa !). E para comer, um monte de regras doidas, como nunca espetar os hashis (palitinhos usados para comer) na tijela de arroz na direção vertical, pois isso indicaria uma oferenda para mortos (???). Se você tocar alguma comida num prato comum a todos que estão na mesa, tem que comer, senão é falta de educação. E se pegar algo deste prato, nunca deve-se levar direto à boca. O certo é colocar primeiro no seu prato. Os hashis nunca devem ser usados pra gesticular ou apontar para algo. Ao pagar alguma coisa, deve-se sempre entregar as notas ou o cartão de crédito segurando com as duas mão. Entregar com uma mão só é considerado grosseiro. E por aí vai...tem muita coisa !! Impossível não cometer gafe nenhuma aqui !!! Talvez o fato de ter ficado totalmente isolado do resto do mundo durante 200 anos (até meados do século 19) ajuda a explicar por que os japoneses têm uma cultura tão diferente, mesmo comparando com culturas de outros países a Ásia.

Propagandas de pachinko:

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Hoje fui conhecer Miyajima, uma ilha que fica próxima de Hiroshima. Peguei um trem metropolitano na estação ferroviária. Não paguei nada, pois o trem era da JR (Japan Railways), e eu usei o passe de trem (JR Rail Pass).

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Desci em Miyajimaguchi.

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Peguei lá o ferry boat até a ilha de Miyajima. Também não gastei nada com o ferry, porque ele é operado pela JR.

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Miyajima é uma ilha sagrada onde não há maternidades nem cemitérios, e não é permitido dar a luz ou morrer. Também é proibido cortar árvores. O torii (portal xintoísta) flutuante no mar indica que a ilha é sagrada. Este portal é na verdade a entrada do santuário Itsukushima, e é um dos cartões-postais mais bonitos do país. Pena que estava em restauração, todo coberto por tapumes.

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Muitos veados soltos na ilha.

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Rua próxima ao porto:

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Um torii:

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Faróis à beira-mar:

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O famoso torii flutuante:

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O santuário Itsukushima, do século 6:

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Água sagrada:

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Pessoas orando no santuário:

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Esta plataforma na frente do santuário é o mais antigo palco de teatro nô (um dos estilos de teatro tradicional) do Japão:

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O santuário e o pagode ao fundo:

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Barris de saquê no santuário:

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Um outro pavilhão onde estão guardados tesouros nacionais:

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Pavilhão Senjokaku:

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Pagode:

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Teleférico para subir no Monte Misen:

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Segundo estágio da subida:

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Mapa da região:

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Vista do mirante:

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O Monte Minsen. Subi lá pegando uma trilha a partir do ponto final do teleférico.

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Santuários no meio do caminho:

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Topo do Monte Minsen, com vistas para o Mar Interior. Estava meio nublado, então não deu pra ver muita coisa.

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Descendo:

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Omotesando, a rua de comércio da ilha:

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Ostras grelhadas:

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O souvenir mais comum era essa espécie de raquete:

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Espetinhos:

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Comi um espetinho de camarão:

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Bonecos:

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Peguei o ferry de volta para Miyajimaguchi, e de lá o trem de volta para Hiroshima.

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“Wanted dead or alive”:

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A estação ferroviária de Hiroshima tinha vários andares só com restaurantes. Era até difícil escolher algum deles. Todos tinham pratos na vitrine que pareciam apetitosos. Escolhi esse, que nem dá pra saber o nome, pois está em japonês:

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Mal entrei no restaurante, e as garçonetes todas falaram juntas algo em japonês que imagino que seja “bem-vindo”. É sempre assim quando você entra em algum restaurante, loja de conveniência ou qualquer estabelecimento comercial.

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A mesa tinha um monte de cardápios. Tudo em japonês, mas com fotos dos pratos.

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Mal sentei na mesa, e a garçonete trouxe um copo d’água, como sempre se faz no Japão. Quando queria fazer o pedido, bastou tocar a campainha que a garçonete veio me atender em poucos segundos. Eficiência nota 1000 !

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Não vi nenhum garçom homem atendendo nos restaurantes onde fui. Eram todas meninas novas, talvez estudantes, com no máximo 20 anos.

Escolhi um macarrão com tempurá de camarão que estava MUITO BOM ! Essa foi a melhor experiência gastronônica no Japão até agora !! O prato chegou em pouco menos de 5 minutos.

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E ainda ganhei um chá de cortesia:

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Nos outros restaurantes a conta veio junto com o prato. Neste não. Era só levar esse cartão no caixa, na saída do restaurante, para fazer o pagamento.

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O melhor de tudo: paguei apenas 890 yens (R$22), e sem 10% ou impostos adicionais. Achei esse restaurante muito bom. Queria muito que tivesse um desse na Tijuca, lá pertinho de casa :) Essa história de Japão ser caro é a maior lenda urbana !!

No mesmo andar tinha outro restaurante chamado “Bom Dia” ! Mas não tinha nada de comida brasileira. Era de comida japonesa mesmo... e não tinha nada em português no cardápio que estava na porta. Não entendi por que esse nome !

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De sobremesa, comprei um picolé de baunilha com recheio de feijão !!

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Fui dormir às 23h.

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Dia 13 - Kyoto-Hiroshima

overcast 24 °C

Acordei às 9h.

Umas fotos que tirei na cobertura do albergue com a vista da cidade:

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Corredor do meu andar:

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Recepção:

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Escaninho onde todo mundo guardava os sapatos na recepção:

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Hora de partir rumo a Hiroshima. Estação de trens de Kyoto:

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Mangás (histórias em quadrinho lidas por adultos) numa banca da estação:

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Painel na estação:com o Monte Fuji:

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O Shinkansen que peguei:

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Com o meu passe de trem eu não podia pegar o trem expresso (Nozomi) para Hiroshima. Peguei então um Hikari para Osaka (15 min) e de lá um Sakura até Hiroshima (1:30h).

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A “ferromoça” passando com os lanches e bebidas:

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Chegada a Hiroshima:

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Estação ferroviária:

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Em frente à estação:

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Hiroshima surpreende pelo tamanho. Era uma cidade arrasada depois da 2ª Guerra Mundial, mas foi reconstruída em pouco tempo e hoje é uma verdadeira metrópole, símbolo do poder de superação e capacidade de trabalho do povo japonês. O único sinal de destruição é o memorial da Cúpula da Bomba-A, tombado como Patrimônio Mundial da Unesco.

O albergue ficava bem perto da estação. Deu pra ir até andando.

No caminho, uma ponte sobre um canal:

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O albergue (K’s House Hiroshima):

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Rua do albergue:

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O quarto do albergue era para 5 pessoas (tinha 2 beliches e uma cama). Só tinha um italiano lá, muito gente boa. Fiquei desenferrujando meu italiando com ele um tempo lá.

Tinha uma 7-Eleven bem perto do albergue (para variar !!). Comprei lá meu lanche:

Bebida “Strong Zero”. Achei que fosse uma limonada, mas tinha álcool. Parecia uma ice. Fiquei “no brilho” sem querer :)

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Croquete de batata:

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Algo semelhante a uns pastéis com umas coisas dentro que não consegui descobrir o que era. Mas tava muito bom.

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Hiroshima é uma cidade grande, de 1 milhão de habitantes. Não tem metrô, mas tem um sistema de bondes que funciona muito bem. Paga-se a passagem com moedas ao sair, como nos ônibus de Tóquio.

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A cidade ficou famosa mundialmente por causa da bomba atômica que foi jogada lá pelos americanos em 1945, no fim da 2ª Guerra Mundial. Cerca de 140 mil pessoas morreram (quase metade da população da cidade na época) e Hiroshima foi compleamente destruída.

Estes escombros são do antigo Salão da Promoção Industrial (conhecido como “Cúpula da Bomba-A”). Foi mantido de propósito como memorial. É tudo o que restou da antiga cidade antes da bomba.

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Em frente aos escombros, um memorial com flores e garrafas pet com água.

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Ponte para o Parque da Paz, local que foi o epicentro da explosão da bomba. Era um local densamente povoado, com muitas casas e comércio. Todas as pessoas que estavam nesse local morreram instantaneamente.

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Museu Memorial da Paz, contando a história da cidade antes e depois da bomba:

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A bomba foi jogada de um avião bombardeiro a 9.600m de altitude, e explodiu 43 segundos depois a uma altitude de 600m sobre o local onde se encontra o Parque da Paz. A temperatura no solo atingiu instantaneamente 5000 graus Celsius, incinerando tudo que havia pela frente. A pressão da explosão gerou uma rajada de vento superpotente que destruiu imediatamente todas as construções num raio de 2 kilômetros.

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O trajeto do avião bombardeiro:

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Foto da região logo depois da explosão da bomba:

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O local onde hoje é o Parque da Paz antes da explosão da bomba:

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O Salão da Promoção Industrial antes de ser destruído:

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Depois da explosão da bomba, nada restou no local:

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Destruição e pessoas com queimaduras graves pelo corpo:

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Um velocípede retorcido:

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Roupas incineradas:

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Estátua de Buda semi-derretida:

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O museu conta coisas interessantes. Por exemplo, a cidade ficou sem luz elétrica e transporte, mas a primeira linha de bondes foi reestabelecida apenas 3 dias depois da explosão da bomba. A eficiência japonesa vem de longa data.

O Parque da Paz:

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Arvores “Fenix”, que estavam plantadas a 1,5km do epicentro da bomba, e foram transplantadas para o Parque da Paz. Ainda tem parte da copa queimada, mas sobreviveram.

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Chama da Paz, que só será apagada no dia em que todas as armas nucleares foram eliminadas do mundo.

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Paz:

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Monte da Memória, onde estão as cinzas de milhares de pessoas que foram cremadas no local:

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Sino da Paz, que pode ser tocado por quem quiser:

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Parque da Paz:

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A Cúpula da Bomba-A iluminada à noite:

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Um desafio no Japão, mais do que óbvio, é a barreira da língua. Muitos japoneses aprenderam inglês na escola, mas poucos conseguem expressar-se oralmente, por ser uma língua totalmente diferente. De fato, encontrei poucos que respondem "hai" (sim) quando pergunto "Eigo ga hanasemasu ka ?" (você fala inglês ?). Tentei memorizar antes da viagem as expressões mais importantes em japonês. Quando um turista estrangeiro tenta falar qualquer coisa em japonês, as pessoas aqui ficam bastante impressionadas. O que mais se escuta aqui é "kudasai" (por favor) e "arigatô gozaimas" (obrigado). A escrita é uma maluquice só: uma mistura do Kanji (um subconjunto de 6.000 ideogramas chineses), hiragana (104 caracteres silábicos) e katakana (51 caracteres silábicos, usados somente para nomes estrangeiros). Pra que simplificar, se pode ser bem complicado, né ? Já havia aprendido alguns poucos ideogramas simples na viagem que fiz a China em 2010, como 人 (pessoa), 口 (porta, portão), e 山 (montanha), mas a grande maioria dos ideogramas são complexos e dificílimos de memorizar.

Todos os nomes dos bairros e cidades japonesas tem algum significado por trás. São escritos combinando dois ou três ideogramas, exatamente como é feito na China. Por exemplo, Tóquio em japonês é 東京 (東=leste, 京=capital), ou seja, “capital do leste”, pois fica a leste da China. Japão em japonês pronuncia-se “nippon” e em ideogramas é 日本 (日=sol, 本=origem), significando “origem do sol”, ou “sol nascente”, pois o sol nasce primeiro no Japão e depois na China.

Um shopping center com muitos restaurantes:

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Castelo de Hiroshima, que foi destruído pela bomba e restaurado depois.

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Nesta passagem subterrânea, um monte de bicicletas estacionadas sem nenhuma corrente ou cadeado. Se fosse no Brasil, seriam levadas em questões de minutos por ladrões....

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O Mazda Stadium, casa do Carp, time de beisebol de Hiroshima. Uma partida havia terminado pouco antes, e tinha uma multidão saindo de lá. O beisebol é o esporte mais popular no Japão.

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Comprei meu jantar no 7-Eleven: um macarrão, croquetes e suco.

Fui dormir às 23h.

Publicado por alexpt 5:19 Arquivado em Japão Comentários (1)

Dia 12 - Kyoto

overcast 24 °C

Acordei as 10h. Meu café da manhã que comprei na loja de conveniência:

Suco de algo não identificado:

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Leite:

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Pão com queijo:

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Biscoito de chocolate com flocos de arroz dentro:

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Peguei o metrô para conhecer uma das maiores atrações de Kyoto, o castelo de Nijo, criado por um xogum (lider dos samurais) no século 16.

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Canal em volta das muralhas do castelo:

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Entrada:

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Gueixas na entrada:

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Pavilhão principal do castelo:

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Dentro do pavilhão principal não podia tirar fotos, mas peguei estas da internet:

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Bonecos representando os senhores feudais prestando homenagem ao xogum (lider dos samurais):

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As tábuas do chão foram colocadas de uma maneira que produzem um barulho, ao pisar nelas, parecido ao de um passarinho. O castelo tinha muitos cômodos.

Jardins com paisagismo típico japonês:

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Mapa do complexo:

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Outros pavilhões::

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Canal em volta do castelo:

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Próximo dali fica o enorme Parque Imperial:

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Dentro deste parque está o Palácio Imperial. Não pude conhecê-lo por dentro, pois esta fechado para visitas, mas deu para ver como é grande.

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Peguei metrô e depois um ônibus para conhecer o Kinkaku-ji (Pavilhão Dourado), um templo construído por um xogum na Idade Média.

Andar de ônibus no Japão é uma experiência diferente. Paga-se para sair, e não para entrar. Se tudo é diferente e invertido no Japão, com os ônibus não seria diferente :). Não há trocador (aliás, isso só existe no Brasil mesmo...). Paga-se a passagem com moedas numa máquina que fica do lado do motorista, que prontamente agradece com um “arigatô gozaiumas”. Durante o trajeto, o motorista vai falando um monte de coisas em japonês. As paradas tem nomes, como se fossem estações, o que facilita quem não conhece o lugar.

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Estou MUITO impressionado com a educação dos japoneses. Nunca vi nada igual. Existe um respeito muito grande ao próximo aqui, num patamar muito distante do que estamos acostumados a ver no Brasil. A mentalidade de grupo é algo muito presente na cultura japonesa, mais do que em qualquer outra cultura. As pessoas se colocam primeiro no lugar dos outros, pensam primeiro no coletivo. Só para exemplificar, é muito comum ver pessoas usando máscaras cirúrgicas pelas ruas daqui. O fato relevante é que eles não usam para se protegerem de doenças. Usam porque estão gripados e, por respeito aos saudáveis, evitam contaminá-los. O trânsito, então, nem preciso comentar. Até agora não vi uma infração sequer. Os pedestres só atravessam na faixa (com o sinal fechado, claro) e podem até tomar multas se atravessarem fora.

Ingresso:

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O Kinkaku-ji. O local estava lotado de turistas, mas apenas alguns poucos ocidentais.

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Imagens de Buda com um monte de moedas:

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Uma máquina de Häagen-Dasz !! Não resisti :)

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Uma pintura nos azulejos de uma estação de metrô:

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O Sanmon, portal do Templo Nanzen-ji:

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Incenso:

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Parque ao redor do templo:

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Um aqueduto do século 19:

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Imagens de Buda:

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Uma trilha atrás do templo, subindo a montanha:

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Faixa no começo da trilha:

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No meio da floresta, pequenos santuários e estátuas:

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De repente, passou um cobra na minha frente !! Ela está muito camuflada na foto. Só dá pra vê-la dando um zoom:

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Entendi tudo...

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Lost:

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A trilha era mal sinalizada e começou a ter muitas bifurcações. Achei melhor voltar.

Portal na entrada do Caminho do Filósofo, um trajeto de 1,5 km entre o templo Nanzen-ji e o Ginkaku-ji, passando por diversos outros templos e santuários. É muito procurado na época da floração das cerejeiras (abril). Os templos deste trajeto, incluindo o Ginkaku-ji (Pavilhão de Prata) já estavam fechados (já tinha passado de 17h) e não pude entrar neles.

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Peguei um ônibus para voltar para o centro da cidade. No ponto tinha os horários. Impressionante como o ônibus passou na hora exata.

No centro, subi na torre de Kyoto, de onde se tem uma vista muito legal da cidade.

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Um Shinkansen passando:

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Olhando num telescópio, encontrei um templo:

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Festa na cobertura de um prédio:

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Espionando a festa com o telescópio...dava pra ver até o que os convidados estavam comendo !!

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Jantei num restaurante chamado Sukiya perto do albergue. Esse restaurante é bem no estilo japonês, com um balcão onde as pessoas sentam juntas, como nos galetos tradicionais do centro do Rio. Assim que sentei, já ganhei um copo d’água com gelo. Toquei uma campanhia pra fazer o pedido, e a garçonete apareceu em segundos.

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Pedi um prato que não sabia o que era. Aliás, pouca coisa dava pra saber o que era no cardápio, que estava todo em japonês, mas tinha fotos dos pratos. Em menos de um minuto, chegou o prato ! Muito sinistra a rapidez !!! A conta chegou junto com o prato. Era uma carne estranha com uns queijos por cima, cebola e arroz. Comi e estava gostoso, mas prefiro continuar sem saber de que bicho era a carne. Foi muito barato: 380 yens (R$9,50). A conta era paga na saída, num caixa, sem gorjetas ou impostos adicionais.

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No albergue, chegou uma japonesa de Osaka no meu quarto. Ela tinha um inglês totalmente precário. Foi dificil a comunicação. Estava totalmente apavorada ao conversar comigo. Parecia que nunca tinha visto um ocidental. Quando eu falei que era do Brasil, ela parecia não acreditar. Perguntou várias vezes: “You from Brazil ???? Really from Brazil ??”

Publicado por alexpt 5:00 Arquivado em Japão Comentários (0)

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