Um blog do Travellerspoint

Dia 26 - Sarajevo

overcast 25 °C

Acordei as 9h, fiz o checkout e saí pra dar a última volta pela cidade antes de ir embora. Eu realmente não queria ir embora da Bósnia. Adorei esse país !

Fui até a cidade antiga, comprei uns biscoitos e um suco num mercado e sentei na escadaria da praça principal, onde fica uma fonte de água potável construída na Idade Média. Encontrei por lá o francês do meu quarto, que tinha acabado de subir na fortaleza.

Passei numa loja de souvernirs, onde comprei uma camisa da seleção da Bósnia. O vendedor fez o maior alvoroço quando eu disse que sou do Brasil !! Enumerou todos os titulares da seleção de 1958, chamou os outros vendedores, e virei a atração da loja, ehehhee.

Voltei pro albergue pra pegar minha mochila, e pedi na recepção um taxi pro aeroporto. Atualmente é a única forma de chegar e sair do aeroporto de Sarajevo, pois não há ligação de ônibus ou trem. O dono do albergue perguntou de onde eu sou e fez a maior festa quando eu disse que sou brasileiro !! Mostrou uma placa escrito Copacabana e com o nome dele, falou que o Brasil mora no seu coração, disse algumas palavras em português "Suco de larááááánja !" falou o nome de vários lugares que já conheceu: Rio, Ilha Grande, Parati, Guarujá, etc.

O povo bósnio tem um carinho especial pelos brasileiros. A conquista do tetra pelo Brasil na Copa do Mundo de 1994 trouxe um pouco de alegria aos bósnios em meio ao desespero da guerra, e até momentos de trégua. Os bósnios comemoraram a conquista da Copa como se fosse deles também.

Peguei o taxi pro aeroporto, que custou 20 marcos bósnios (R$24).

Ao fazer o checkin, a surpresa desagradável: o voo havia sido cancelado ! Fui no balcão da Malev Airlines (da Hungria), e o sisudo atentente disse que esse voo para Budapeste às 3as feiras já foi cancelado há 2 meses, e que eu fui avisado por email. Não me lembro de ter recebido nenhum email da Malev. Eu só tinha duas alternativas: pedir reembolso da passagem, ou remarcar para amanhã. Achei melhor remarcar e passar mais um dia em Sarajevo ! Não seria nada mal, hehehehe !!

Peguei outro taxi (Mercedão !!) de volta pra cidade. Pobre fica todo bobo quando anda de Mercedes, né ? hehehehhehe. O taxista era bem gente boa e ficou me ensinando a falar algumas coisas em bósnio, como a pronúncia correta de "hvala" (prununcia-se "huala" e significa "obrigado").

Voltei pro mesmo albergue, toquei a campainha do portão principal, e perguntei se ainda havia vaga para hoje, pois não tinha reserva. O dono do albergue disse que não tinha mais vagas, mas viu pela câmera que era eu, e falou para eu entrar: "Unfortunately, we don't have any bed left....oh, you are the brazilian !! Come up here, my friend, I'll see what I can do !". Expliquei pra ele o problema com o voo, e ele disse que eu devia ter cobrado da Malev dinheiro para hospedagem. Mas só de ir e voltar do aeroporto para tentar conseguir alguma coisa, já gastaria quase R$50, não valeria muito a pena. Ele deu mais uma olhada no sistema e disse que realmente não havia mais lugar disponível no albergue, mas disse para eu ir no albergue que fica em frente (Hostel Residence), que era bem provável que tivesse vaga.

Cheguei lá, toquei a campainha e subi uma escadaria para o 2o andar. Da mesma forma, tive que deixar os sapatos na porta e entrar descalço. Fui atendido na recepção por uma velhinha bem simpática. Felizmente tinha vaga (30 marcos = R$36). Esse albergue é na verdade um apartamento bem grande, de 4 quartos, transformado em albergue. O meu quarto tem 3 beliches e é bem maior do que do albergue onde fiquei antes. Só não fui muito com a cara da galerinha do meu quarto. Uns caras meio estranhos, com cara de poucos amigos, e me olhavam atravessado.

Como já era meio-dia, bateu a fome e desci pra comer algo. Eu precisava comer algo diferente de kebab e cevapi. Achei um restaurante com comida "normal", com preços bem justos, e era até meio "chique". Estava vazio.

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Sopa de cebola de entrada:

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Frango com queijo, tomate e arroz:

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Comida muito boa !! A conta deu só 22 marcos, incluindo bebida (R$26 !!)

Fui conhecer as instalações das Olimpíadas de Inverno de 1984, ou o que sobrou delas.

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Andei até uma parte da cidade que ainda não havia conhecido. Mais do mesmo: prédios com perfurações a bala:

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Um parque:

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Uma zona residencial com prédios em melhor estado:

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Mais um cemitério:

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Esse cemitério fica bem do lado de um campo de futebol:

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A torre com o símbolo dos Jogos de Inverno de 1984:

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Pavilhão Olímpico Indoor, onde foram feitas algumas competições, como patinação no gelo:

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Fotos de algumas competições dos Jogos de 1984:

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O acanhado Estádio Olímpico, hoje casa do FK Sarajevo, principal time da Bósnia:

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A pira olímpica:

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O estádio estava fechado, mas consegui tirar essa foto por entre as grades:

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Torcidas organizadas:

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Essa talvez seja a foto que melhor represente Sarajevo: um cemitério simbolizando a dor da guerra, e logo ao lado, a torre olímpica dos Jogos de 1984, representando os dias de glória vividos pelos bósnios. O país foi do céu ao inferno em apenas 8 anos (de 1984 a 1992).

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Numa praça da cidade, sobre a marca de uma explosão que vitimou civis, um monumento aos que perderam as vidas na guerra:

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O Brasil na moda !!

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Fui numa das muitas Burekdzdnicas da cidade. Estas são lanchonetes especializadas em bureks, que são uma espécie de pão folhado com recheio de carne, queijo ou batata. Muito bom !!! Custou apenas 3 marcos (R$3,60)

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De sobremesa, uma baklava, que é um folhado doce com uma calda de nozes, bom demais !

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Achei muito bom aqui na Bósnia que quase todo mundo fala inglês, pelo menos na área turística. Achei o povo bósnio bem gente boa.

Algo que percebi é que as diferenças sociais são pequenas, como no resto da Europa. O país tem uma grande classe média, e alguns poucos ricos e poucos pobres. As casas se parecem muito umas com as outras. Não vi muita diferença entre os bairros da cidade.

O moderno shopping BBI Centar, o orgulho de Sarajevo, representando a reconstrução do país e a "volta por cima" do povo bósnio. O shopping foi construído no lugar de outro que havia no lugar e que foi destruído durante a guerra. O povo bósnio é um exemplo para o mundo, uma prova viva de que é possível sim, depois de chegar ao fundo do poço, dar a volta por cima e começar tudo de novo do zero.

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Em frente ao shopping, uma feira de livros:

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Voltei para o albergue, onde tomei uma ducha e fui ver se encontrava alguém a fim de tomar um chope, mas só tinha gente estranha, com cara de poucos amigos. Saí sozinho mesmo. Procurei alguns lugares recomendados pelo Lonely Planet. Um deles estava às moscas, talvez por ser uma terça-feira, e o outro, um bar chamado "City Pub", tinha 90% de homem e tinha um cara tocando piano (!!?). Dei mais umas voltas pelas ruas de pedestres. A galera aqui realmente não é chegada numa cerveja. O que mais tem aqui são os "Café bars", onde só tem gente tomando café ou refrigerante. Eu até vi um grupo bebendo cerveja, mas quando passei perto, escutei eles falando em alemão (tinha que ser, né ?), ehehe.

Já estava ficando cansado de procurar outros lugares. Voltei pro albergue e fui dormir às 23h.

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Dia 25 - Sarajevo

sunny 24 °C

Acordei às 9h, comprei meu café da manhã num pequeno mercado aqui perto do albergue e sair para dar uma volta pela cidade.

A Ferhadija, principal de pedestres de Sarajevo, estava bem movimentada.

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Uma mesquita:

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A cidade antiga:

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Sarajevo é rodeada de montanhas e fica num vale. É cortada por um rio. As maioria dos moradores moram em casas, no alto dos morros.

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Para onde quer que se olhe, sempre é possível ver o minarete de alguma mesquita:

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Um quiosque:

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Sarajevo tem menos marcas de guerra que Mostar, mas ainda assim vi muitas casas com marca de bala:

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Incrível a quantidade de cemitérios na cidade. Cerca de 10 mil habitantes foram mortos, e não havia espaço para tantos enterros. Alguns parques, praças e até campos de futebol foram transformados em cemitérios.

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A imensa maioria morreu muito jovem, entre 1992 e 1995 durante a guerra:

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Mapa com o traçado das muralhas que cercavam a cidade durante a idade média:

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As muralhas tinham portões de entrada para a cidade. Este foi um dos poucos que sobraram:

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Subi o morro até uma fortaleza, com uma vista incrível para toda a cidade. Dá pra ver inúmeras mesquitas e cemitérios.

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Vídeo com a vista da cidade:

O principal meio de transporte da cidade é o bonde. Quase náo vi ônibus circulando.

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Conhecidos como "Ćevabdžinica" (pronuncia-se "tchevabdjinitsa"), as lanchonetes especializadas em Ćevapi, que é o kebab no estilo bósnio (com recheio de "kibes" de carne de carneiro). Há muitas dessas lanchonetes espalhadas pela cidade. É o que tem de mais típico da comida bósnia.

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Uma triste consequência da guerra: muitos mutilados por minas terrestres, que ainda existem espalhadas nas áreas rurais e montanhas que cercam a cidade. É muito perigoso andar por estas áreas em lugares sem calçamento.

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A Latinska ćuprija, ponte onde foi assassinado em 1914 Franz Ferdinand, herdeiro do trono do Império da Austria-Hungria, desencadeando a 1a guerra mundial.

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Os cafés e bares da cidade estavam bem cheios. O interessante é que não se vê ninguém bebendo cerveja ou outras bebidas alcoólicas. Só vi gente tomando café, chá, água e refrigerantes. A maioria dos bósnios são muçulmanos, e por isso não consomem álcool.

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Fui numa agência de turismo e contratei uma visita guiada para o famoso túnel de Sarajevo, que fica num vilarejo vizinho à cidade, ao lado do aeroporto. O túnel de 800m foi construído durante 4 meses em 1993 ligando Sarajevo até o vilarejo, que fica numa zona que era controlada por forças bósnias. A cidade estava na época cercada pelos sérvios, que estavam estacionados nas montanhas que cercam a cidade. Este foi o cerco mais longo da história moderna a uma cidade, com duração de quase 4 anos. Os sérvios bombardearam a cidade, deixando-a sem água, luz e gás. O túnel foi então construído pelos bósnios, e era a única saída para o mundo exterior, por onde entravam mantimentos e armas. O túnel passava por debaixo do aeroporto, que era administrado pelas forças de paz da ONU. Entretanto, atravessar a pista do aeroporto a pé era um suicídio, pois os atiradores de elite sérvios, posicionados estratégicamente nas montanhas que cercam Sarajevo, matavam qualquer um que se aventurasse a passar por ali.

Indo para o túnel, dentro da van:

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Um prédio abandonado:

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A "Sniper Alley" (Alameda dos Atiradores de Elite), a principal avenida da cidade. Na época da guerra, os habitantes eram alvos dos atiradores de elite sérvios que ficavam posicionados nas montanhas.

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Muitos edifícios residenciais foram alvos de bombardeios, foram incendiados e ficaram parcialmente destruídos. No final da guerra, eles foram reparados meio que no improviso. Esse prédio, por exemplo, ainda tem uma parte com tijolos aparentes, sem reboco, na fachada:

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Prédio com marcas de bala:

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Um prédio em ruínas:

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Uma cena bem brasileira, num dos sinais de Sarajevo: o lavador de pára-brisas pedindo algumas moedas:

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O hotel Holliday Inn, utilizado pela imprensa internacional durante a cobertura da guerra:

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No caminho, o guia foi contando coisas interessantes sobre a história da Bósnia e a guerra. Resumindo: o país foi dominado durante 5 séculos pelos turcos do Império Otomano, do séc. 14 ao 19. Por isso, é um país de maioria muçulmana. Em 1908, foi anexada pelo Império Austro-Húngaro. A Iugoslávia foi criada no final da 2a guerra incorporando a Bósnia, Sérvia, Montenegro, Eslovênia, Croácia e Macedônia, sob regime comunista. Nos anos 80, Sarajevo viveu sua melhor época. Em 1984, atraiu os olhos do mundo ao sediar os Jogos Olímpicos de Inverno. Com a queda do comunismo na antiga União Soviética no início dos anos 90, a Iugoslávia também começa a desintegrar-se. A Eslovênia e a Croácia foram os primeiros que declararam independência. A Bósnia, em seguida, também declarou independência, e este foi o principal motivo da guerra iniciada em 1992. Ao contrário da Eslovênia e da Croácia, a Bósnia é um país com 3 etinias diferentes: croatas, sérvios e bósnios, que tem 3 religiões diferentes (católicos, cristãos ortodoxos e muçulmanos, respectivamente). Os sérvios que moram na Croácia não queriam a independência da Bósnia, e o governo da Sérvia também não. Começa então a guerra e o cerco a Sarajevo, que só terminou em 1995 com a intervenção dos EUA, mediando um acordo que determinou a independência da Bósnia, com a criação de 2 federações independentes (Federação Bósnio-Croata e a República Sérvia da Bósnia), uma representando os sérvios e a outra os bósnios e croatas. Até hoje são eleitos 3 presidentes, cada um representando uma etnia (sérvios, bósnios e croatas), e eles compartilham o cargo.

Após alguns kilômetros de estrada, passamos em frente ao aeroporto:

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Cchegamos a um vilarejo empobrecido, com casas sem reboco:

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A entrada do túnel ficava dentro de uma dessas casas, que está cheia de marcas de bala. Ela não levantou nenhuma suspeita nos sérvios, e isso foi fundamental para que o túnel não fosse descoberto.

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Entrada do túnel:

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Hoje só restam 20m do túnel. O restante foi soterrado com o tempo. Dentro dele tem um trilho por onde passavam pequenos vagões que levavam os mantimentos e armas para dentro da cidade.

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Um mapa explicando como foi feito o cerco a Sarajevo. Repare que a única saída que restou foi o aeroporto, e debaixo dele passava o túnel.

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Assistimos a um documentário com cenas da guerra. Depois entramos num pequeno museu com alguns objetos, como esse aquecedor improvisado a lenha, que era utilizado pelos habitantes durante o rigoroso inverno, pois não havia gás durante o cerco a cidade.

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Uma lamparina utilizada porque não havia luz durante o cerco a cidade:

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Vagão utilizado para transporte de mantimentos dentro do túnel:

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Munição russa:

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Algumas fotos da guerra:

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Lista com os cerca de 10 mil mortos na guerra (incluindo cerca de 1.500 crianças):

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Conheci no passeio ao túnel uma portuguesa que era uma figuraça. Ela já conheceu mais de 40 países (um dia eu chego lá !!) e contou coisas incríveis, como umas viagens pelo deserto do Sahara no Marrocos. Almocei com ela numa Ćevabdžinica , onde comi um Ćevapi. Ela foi embora e depois fui num parque da cidade onde há um monumento com o nome das crianças mortas na guerra. Pelas datas de nascimento e morte, deu pra ver que morreram desde bebês até adolescentes de 18 anos, e muitos deles poderiam ter hoje a minha idade. Esses bastões, ao serem girados, fazem barulho de chocalho, como se fosse um brinquedo.

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Este parque também é utilizado como cemitério. Há várias lápides sem nome espalhadas pelo parque, e os habitantes circulam indiferentes a elas, como quem já estivesse habituado a este cenário um tanto quanto mórbido.

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Dei uma passada num shopping muito legal, que foi construído no lugar de outro que tinha sido destruído na guerra. Comprei uns biscoitos e um iogurte, e sentei num banco pra lanchar, observando as belas bósnias passando pela calçada. Aliás, nunca vi uma cidade com tanta mulher bonita. Sarajevo conseguiu desbancar Estocolmo, Porto Alegre e São Petersburgo no quesito mulher bonita !!! O Bono Vox descobriu isso muito antes de mim, e gravou a bela música "Miss Sarajevo" em parceria com o Pavarotti. Faz todo o sentido !

Um fato curioso: aqui é muito comum ver homens andando abraçados, mas isso não significa homossexualismo. Na cultura islâmica, isso significa apenas que são amigos.

Um bar chamado Brasil !

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Um mercado onde morreram muitas pessoas durante um bombardeio sérvio:

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Uma rua na cidade antiga. Os restaurantes colocam mesas na calçada:

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Muçulmanos orando numa mesquita:

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A praça principal da cidade antiga, com uma fonte de água potável construída na Idade Média:

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Vídeo na praça principal, no momento das orações nas mesquitas:

Uma criança pedindo esmola. A pobreza existe em Sarajevo, mas em níveis muito menores que no Brasil. Vi algumas poucas casas mais humildes, mas todas eram moradias dignas, não eram barracos. Na cidade não há favelas.

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Um fato interessante: a Bósnia foi o único país (entre os mais de 30 que já visitei) onde não encontrei nenhum brasileiro pelas ruas !! Uma pena que muita gente no Brasil ainda acha que a Bósnia é uma espécie de Iraque do Leste Europeu, e está muito longe disso !!

Voltei pro albergue, onde tomei uma ducha. No quarto, conheci um francês e uma australiana. Dei uma volta pra procurar algum lugar pra tomar uma cerveja, mas como era uma 2a feira, não achei nada que estivesse valendo a pena. Fui dormir às 23h.

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Dia 24 - Mostar - Sarajevo

sunny 31 °C

Acordei às 11:30, e a Majda, dona do albergue, entrou no quarto perguntando se eu queria café da manhã. Ela preparou pra mim um omelete com umas torradas, show de bola !

A galera do quarto que foi comigo ontem pra night falou que eles ficaram preocupados comigo, pois provavelmente não encontraria o caminho de volta ! Se não fosse o cara do posto que me ajudou, eu teria dormido no banco da praça, eheheh !

A dona do albergue cobrou a diária e quando deu meio-dia, disse: "Now you have to leave". Achei meio indelicado da parte dela convidar um hóspede a se retirar do albergue assim. É praxe nos albergue oferecer aos hóspedes um lugar para guardar a bagagem após o checkout de 12h, pois eles podem querer passar o dia na cidade sem ter que ficar carregando a bagagem. Era o meu caso. Meu plano era ir para Sarajevo só no final da tarde, e dar uma volta pela cidade. Mas acabei aceitando a carona do funcionário do albergue, que me levou para a rodoviária junto com 2 hóspedes argentinos. Comprei a passagem para Sarajevo no ônibus das 16h. Eu tinha 4h pra dar uma volta pela cidade e almoçar.

Esse foi o dia mais quente da viagem !!! Muito sol e 31 graus !

Logo na saída da rodoviária, uma casa abandonada com dois mendigos. Uma cena normal de se ver no Brasil, mas que eu não vi na Croácia.

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Na rua da rodoviária, várias construções abandonadas e com as paredes cheias de marca de bala:

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A Stari Grad (cidade antiga), patrimônio mundial da Unesco. Esta região, assim como o restante da cidade, ficou completamente destruída durante a guerra, no final dela, em 1995, parecia Berlim ou Dresden após a 2a guerra mundial. Após um minucioso trabalho de restauração, Mostar voltou a ser como era antes.

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O principal cartão-postal de Mostar é a Stari Most (Ponte Antiga), do século 16. Ela foi destruída em 1993 durante a guerra, mas foi restaurada. De vez em quando, alguns bósnios loucos saltam de cima dela, mergulhando no rio, que por sinal tem águas cristalinas !

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Vídeo que gravei em cima da Stari Most, no momento das orações nas mesquitas:

A Bósnia viveu durante 5 séculos sob domínio dos turcos otomanos (século 14 ao 19). A herança disso é bastante clara ao caminhar pelas ruas de Mostar: mesquitas, mulheres com véu na cabeça, e é claro, os kebabs !

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Roupas tradicionais:

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Sentei num restaurante na beira do rio para almoçar. Pedi um Ćevapi (o kebab bósnio) com 10 "kibes" no recheio. Com o refrigerante, deu apenas 5 marcos (R$6) !

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Um cemitério de soldados bósnios na rua da rodoviária:

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Vi essa criança revirando uma lixeira. A Bósnia está longe de ter a pobreza que temos no Brasil, mas é claramente mais pobre que a Croácia.

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O estrago feito por uma bala numa parede:

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Prédios residenciais perto da rodoviária:

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Contrastes bósnios: carrões pelas ruas (BMWs, Mercedes, Audis, etc), e prédios abandonados:

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Um estranho costume bósnio: colar obtuários pelos postes e paredes da cidade:

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Voltando para a rodoviária:

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Peguei meu ônibus para Sarajevo às 16h, e a viagem durou 2:30h. A estrada acompanhando o rio que passa em Mostar:

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No caminho, o ônibus deu defeito no câmbio, e o motorista tinha que subir as ladeiras em 1a marcha !! Ele dava umas engasgadas e chegou a parar algumas vezes no caminho. Felizmente cheguei em Sarajevo são e salvo.

Sarajevo, a capital da Bósnia, tem 300 mil habitantes e foi sériamente atingida durante a guerra entre 1992 e 1995.

Na entrada da cidade, muitos prédios residenciais com aparência decadente, cravejados de balas, dividem espaço com prédios comerciais modernos. É uma nova Sarajevo que aos poucos toma o lugar da cidade que sofreu os horrores da guerra.

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A temperatura estava bem mais baixa que em Mostar (23 graus).

A rodoviária fica a 4Km do albergue, então não rolava ir andando. Eu podia pegar um bonde, mas eles passavam lotados. Resolvi pegar um taxi, que custou 10 marcos (R$12). Os taxis aqui em Sarajevo são todos carrões. O meu era um Audi A6 novo em folha. Já cai o mito de que Sarajevo é uma cidade pobre.

O albergue (City Center Hostel) fica numa rua próxima a cidade antiga.

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O prédio é velho e tem um aspecto decadente. O albergue fica no 3o andar, e tem que subir uma escada:

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Por dentro, entretanto, é muito bom. Amplo, tudo novo, muito limpo. Todos os hóspedes tem que deixar os sapatos na porta e andar descalços dentro do albergue.

O quarto onde estou hospedado:

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Vista da janela:

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Dei uma volta pelas ruas próximas. Essa é a Ulica Ferhadija, a principal rua de pedestres da cidade, com muitos bares, lojas e restaurantes:

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Como hoje é domingo, estava cheio de gente passeando. Essa rua me lembrou muito a Istikal Caddesi, a famosa rua de pedestres de Istambul. Aliás, Sarajevo lembra muito Istambul. Muitas mesquitas e mulheres com véu na cabeça. E sim, muito kebab, para variar ! :) Muita mulher bonita !!!

Uma igreja católica:

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Um shopping center moderno:

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Não vi ainda nenhum McDonald's nem Burguer King aqui, mas tem vários Mak Doner, especializado em kebabs !

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Uma mesquita:

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A cidade antiga de Sarajevo é muito legal, e lembra um pouco a de Mostar.

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Sentei num restaurante pra comer uma pizza. Eu precisava comer algo diferente de kebak, eheheh.

Uma garrafa de coca-cola no estilo antigo:

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Pizza com ketchup, à la carioca ! Agora resta a dúvida: quem inventou e quem copiou ?? Cariocas ou bósnios ?? :)

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A conta: só 5 marcos (R$6) !!!

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Latinska Most, a famosa ponte onde houve um assassinado que desencadeou a 1a guerra mundial.

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De noite a temperatura caiu e fez um pouco de frio.

Voltei pro albergue e fui dormir meia-noite.

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dia 23 - Dubrovnik - Mostar

sunny 27 °C

Acordamos às 10h e fizemos o checkout na pousada.

Último dia de viagem do Rafael. Fomos na rodoviária ver os horários do ônibus para o aeroporto, pois o voo dele foi de tarde.

Almoçamos no mesmo restaurante de ontem, onde comemos uma massa.

Me despedi do Rafael, que tinha uma longa viagem pela frente: 2h de voo até Frankfurt, e mais 12h até o Rio. Contando o tempo de espera nos aeroportos, são 24 horas de viagem !!

Agora, pelas próximas 2 semanas (Bósnia, Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia e Espanha), continuo a viagem sozinho.

Me despedi da Croácia, um país sensacional, muito mais bonito e rico do que eu imaginava. Nos 7 dias que fiquei por aqui, não vi nenhum sinal de pobreza ! Ruas limpíssimas, segurança absoluta, povo educado e gente boa, beleza natural, paisagens iradas, clima ensolaradado e agradável, relíquias medievais, festas legais, mulherada gata, preços justos, boa infra-estrutura para o turismo (todo mundo fala inglês !!) ...o que mais alguém pode querer ??? Quero muito voltar um dia !!

Peguei o ônibus para Mostar, na Bósnia, às 16h.

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Apesar da curta distância (80Km), o ônibus demorou 3h para chegar, por causa das várias paradas para checagem de passaporte. A estrada entre Dubrovnik e Mostar passa por Naim, no pequeno trecho de litoral da Bósnia, entra novamente em território croata subindo em direção a Split, e depois, indo para o interior, entra novamente na Bósnia. Em cada uma dessas fronteiras subiu um policial pedindo para olhar o passaporte de todos os passageiros. Na última passagem de fronteira, o motorista recolheu o passaporte de todo mundo, entregou para o policial, e ficamos parados uns 20 minutos até os passaportes serem devolvidos. Achei estranho que eles não carimbaram nada no meu passaporte, só olharam mesmo.

O nome oficial do país é "Bósnia e Herzegovina", mas para simplificar, as pessoas só falam "Bósnia". Mostar é a capital da Herzegovina, a região mais ao sul do país. A Bósnia é a região mais ao norte. No meio, fica Sarajevo, a capital. Muita gente no Brasil ainda acha que a Bósnia é um lugar pobre, destruído pela guerra, com um povo sofrido e raquítico, mas a guerra já acabou há 16 anos !! O país se reergueu totalmente e hoje é a nova coqueluxe do turismo na Europa. As cicatrizes da guerra agora viraram atrações turísticas.

A guerra aconteceu basicamente porque a Bósnia queria se separar da Sérvia (que era o que tinha sobrado da antiga Iugoslávia), como fizeram a Eslovênia e a Croácia. O problema é que na Bósnia viviam (e ainda vivem até hoje) muitos sérvios, que não queriam a independência. Para piorar, ainda havia a intolerância religiosa: os sérvios são de maioria ortodoxa, os croatas são católicos e os bósnios são muçulmanos. Ter 3 povos de religiões diferentes vivendo no mesmo território acabou transformando a região num barril de pólvora. É algo bem semelhante ao que acontece em Israel entre judeus e árabes muçulmanos. A guerra entre sérvios e bósnios foi a mais sangrenta desde a 2a Guerra Mundial, com 200 mil mortos. Houve inclusive violações em massa de mulheres e meninas, e genocídio, como o massacre ocorrido na cidade de Srebenica, quando cerca de 9 mil bósnios foram mortos (incluindo mulheres e crianças) pelas forças sérvias. A paz só veio em 1995, com um acordo proposto pelo Bill Clinton, presidente americano na época. O acordo determinou a manutenção do território da Bósnia, mas a criação de dois Estados politicamente independentes, com leis, parlamentos e governos próprios: A Federação Muçulmano-Croata (baseado em Sarajevo) e a República Sérvia da Bósnia (Republika Sprska, baseado na cidade de Banja Luka). Na prática, é como ter dois países independentes dentro de um mesmo país, mas a capital oficial da Bósnia é Sarajevo.

A parte em azul é a Federação Muçulmano-Croata, e a rosa a República Sérvia da Bósnia:

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Apenas alguns kilômetros após entrar em território Bósnio, as diferenças começam a aparecer: placas no alfabeto romano e no cirílico, casas mais humildes, algumas de alvenaria sem reboco, e outras abandonadas. O ônibus fez uma parada numa pequena cidade, e reparei que as paredes dos prédios estavam cravejados de balas !!!

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Ao entrar em Mostar, a quantidade de casas e prédios abandonados ou com marcas de balas aumentou muito. Não esperava encontrar ainda tantas marcas da guerra, 16 anos depois do fim dela.

Um funcionário do albergue me esperava na rodoviária, e me levou de carro para o albergue. Muito gente boa o cara, e falava espanhol. Ele mostrou no caminho um prédio em ruinas que antes da guerra era a sede de um banco importante na região, e na guerra ficou conhecido como "Sniper Tower" (torre dos atiradores de elite). Perguntei a ele se lembrava algo da guerra (ele devia ter uns 25 anos), e ele disse que sim, e que o pai dele foi general do exército bósnio. Percebi que ele evitou o assunto. A guerra talvez seja um trauma para muitos bósnios, e por isso não gostam de torcar no assunto.

O albergue (Majdas Hostel) é bem pequeno, mas achei muito legal. É na verdade um apartamento de 3 quartos adaptado, que fica num prédio baixo, de uns 5 andares, numa zona residencial. O funcionário me deu um mapa e várias dicas legais para comer e sair de noite. A dona do albergue (Majda) também é bem gente boa. Assim que cheguei, me ofereceu um bolo de chocolate e algo para beber. Disse que tem recebido um número cada vez maior de hóspedes brasileiros, talvez porque a exigência de visto para a Bósnia foi abolida recentemente.

Conheci logo de cara no quarto dois americanos, uma australiana e um cara de Hong Kong (hong kongiano ??), e saimos todos para jantar num restaurante na cidade antiga.

No caminho, uma parede de uma construção abandonada com tantas marcas de balas, que parece até um queijo suíço:

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Andamos alguns quarteirões, e quando entramos na cidade antiga, fiquei impressionado com a beleza absurda do lugar. As pequenas e impecáveis ruas de pedestres com calçamento de pedra, as construções antigas, os bares e restaurantes na beira do rio... tudo isso juntando a atmosfera festiva de um sábado a noite, com os moradores e turistas caminhando sem rumo pelas ruas da cidade antiga, fazem de Mostar um lugar incrível, desses que te conquistam em questão de minutos. Mal cheguei, e já estava arrependido de passar só uma noite na cidade ! Até pouco tempo atrás, nunca tinha ouvido falar em Mostar, assim como 99,99% dos brasileiros ! Essa foi a grande surpresa da viagem até agora !

Algo que chama a atenção aqui também é a beleza das mulheres bósnias !!! Fiquei muito surpreso com isso ! Gatas demais !!!

O restaurante onde jantamos foi indicado pela dona do albegue. Achei muito legal o lugar, na beira do rio, com mesas de madeira. O garçon falava inglês e o cardápio tinha tradução para inglês também. Preços muitos justos.

Pedimos para começar 1 litro de vinho bósnio. Ele veio numa jarra:

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Pedi uma sopa de legumes e cogumelos de entrada:

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O prato principal foi schnitzel com recheio de queijo. O schnitzel é um prato alemão, uma espécie de empanado de carne de porco, mas aqui na Bósnia ele é bem diferente. Parece um bife, mas de carne de carneiro:

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O americano pediu cérebro (???) com salada e fritas. Era isso mesmo que estava escrito no cardápio: Brain with salad and french fries. Ninguém conseguiu descobrir de que animal o cérebro era proveniente, e ele disse que tem gosto de....cérebro !

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A conta foi muito barata. Entrada, mais o prato principal e o vinho que a gente dividiu deu 15 marcos pra cada um (R$18). Os preços na Bósnia são bem mais baixos que na Croácia.

A moeda aqui é o marco bósnio, mas o euro é aceito normalmente em todos os lugares. As vezes você paga algo em marcos e recebe o troco em euros, ou vice-versa. Um euro equivale a 2 marcos bósnios.

Fiquei com a galerinha do albergue até umas 10 da noite no restaurante, e depois partimos pra night no Ali Baba, uma boate incrível, dentro de uma CAVERNA !!! IRADO !!! Não pagamos nada para entrar, e a cerveja Sarajevsko custou apenas 3 marcos (R$3,60) ! Tocava música eletrônica. Na entrada, os seguranças revistam as pessoas como no Brasil.

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Tomando uma cerveja bósnia Sarajevsko:

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Com a galerinha do quarto !!

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Vídeo que gravei na night:

A galera do albergue foi embora umas 2h da manhã e eu continuei por lá até umas 4h. Na volta, eu me perdi e não conseguia encontrar o caminho de volta pro albergue, mesmo com a ajuda de um mapa !! Acho que as cervejas me fizeram perder o senso de direção, ehehehe ! Fiquei rodando um tempão pela cidade antiga e não tinha ninguém na rua pra pedir informação. Pelo menos tirei essas fotos iradas:

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Consegui achar um posto de gasolina, onde comprei uns biscoitos e uma garrafa d'água, e o caixa me ajudou a encontrar a rua do albergue. Quando cheguei lá, já estava amanhecendo, às 5h da manhã !!

Publicado por alexpt 15:00 Arquivado em Bósnia-Herzegovina Comentários (2)

Dia 22 - Dubrovnik

sunny 25 °C

Acordamos às 11h com o sol bombando na janela ! Partiu pra praia !!!

Comemos uma massa num restaurante do lado da pousada.

A rua da pousada:

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Demos uma passada na rodoviária pra comprar minha passagem pra Mostar amanhã de tarde. No caminho, passamos pelo porto, onde estava ancorado um cruzeiro:

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Um iate enorme ancorado no porto:

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A praia de Banje (pronuncia-se "banie"), ao lado da cidade antiga:

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Pagamos 140 kunas (R$44) por 2 espriguiçadeiras e uma barraca, uma facada !!! No Rio isso sairia por R$12 ! A praia era de pedras (com um pouco de areia) e tinha uma "area VIP", pertencente ao EastWest Club (uma boate na beira da praia), onde ficamos. Os garçons do EastWest serviam as pessoas na praia. A cerveja long neck custava R$18 (R$6), cara demais ! Não havia vendedores ambulantes como nas praias do Brasil.

A água do mar era transparente ! Só achei ruim o fato de ser praia de pedra e não de areia.

A area VIP tinha também essas camas estranhas, com umas cortinas:

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Fora da área VIP tinha a parte publica, onde ficavam os croatas, a grande maioria adolescentes. Na parte pública não havia cadeira nem barraca pra alugar.

Tomando uma cerveja Karlovačko (pronuncia-se "karlovatchko"):

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Os terríveis biquinis "Vovó Mafalda" que as gringas usam aqui ! Que saudade de Ipanema ! hehehehe !

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Comemos uma pizza na cidade antiga e pegamos um ônibus de volta pra pousada:

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Demos uma descansada, comemos outro kebab (juro que é o último da viagem !!) e fomos andando pra Cidade Antiga.

Chegaram vários cruzeiros hoje na cidade, e as ruas ficaram cheias de turistas.

Entramos na EastWest, na praia de Banje, onde fomos de tarde. Como entramos antes de meia-noite, não pagamos nada. Cerveja Karlovačko por 18 kunas (R$6). O lugar estava bem cheio, mas só tinha americanos. Todo mundo com roupa social, como se estivesse numa festa de casamento. Tinha gente até de smoking ! Achamos bem estranho aquilo. Não tinha aparentemente ninguém local, só gringo. Será que era mesmo uma festa de casamento que entramos de penetra sem querer ? hehehe. Não estava valendo muito a pena ficar por lá. Todo mundo parecia se conhecer.

Partimos então pra Fuego, onde fomos ontem, pois vimos um bonde de umas 10 croatas entrando de uma vez lá. 40 kunas de entrada (R$12) e cerveja long neck por 22 kunas (R$6,80). Estava bem melhor que ontem. Apesar da maioria masculina na pista, tinha várias gatas, a maioria croata. Só o cheiro de cigarro que estava insuportável. Ficamos por lá até 3:30h da manhã.

Tentamos pegar um taxi pra voltar pra pousada, mas os taxistas estavam cheios de marra, e não quiseram levar a gente porque estávamos com cerveja. Fala sério ! Voltamos andando mesmo (meia hora de caminhada).

Publicado por alexpt 15:00 Arquivado em Croácia Comentários (1)

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