Um blog do Travellerspoint

Dia 8 - Tóquio

overcast 22 °C

Acordei muito cedo, as 6h da manhã, sem despertador. Ainda estava com o fuso horário meio louco.

Passei na 7-Eleven onde comprei meu café da manhã:

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Café com leite gelado:

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Biscoito de algo não identificado (mas era muito ruim):

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Pão com recheio de curry (!!!):

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Perto da estação de trens de Asakusa, vi uma cena inusitada: um japonês fazendo pregação religiosa !!! E não era budismo ou xintoísmo, era pregação evangélica mesmo. Ele ficava segurando uma placa onde estava escrito em japonês e inglês: “The blood of Jesus cleanses sin. Holy Bible John 17”. O detalhe engraçado é que ele nem abria a boca. Tinha um gravador e um megafone, que ficava repetindo a mensagem religiosa. Surreal !!!

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Gravei até um video:

Peguei o metrô para o centro da cidade. Hora do hush, estava cheio. As pessoas ficavam esperando o metrô formando uma fila na estação. O metrô de Tóquio não é tão cheio como eu imaginava. A maioria dos que eu peguei estavam até relativamente vazios. O intervalo dos trens é bem pequeno e dá vazão pra grande demanda. Só peguei até agora um vagão uma vez que estava bem cheio, mas ficou assim somente no trajeto entre umas 4 estações. Depois esvaziou. O que é mais impressionante é a educação das pessoas. Ninguém fica se acotuvelando, e o silêncio dentro dos vagões é surreal.

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O transporte no Japão é bem caro. As tarifas de metrô variam de acordo com a distância e com a linha. A tarifa mais barata é de 130 yens (R$3,25), geralmente para percorrer umas 5 estações. A partir daí, vai subindo, podendo chegar a 250 yens (R$6,25) ou mais.

O metrô também tem vagão feminino, como no Rio:

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Desci na estação Tsukijishijo, no centrão da cidade. Vi coisas bizarras no caminho, como gente comendo noodles em pequenos restaurantes às 8:30 da manhã !!

Fui conhecer o famoso mercado de peixes de Tsukiji. Todas as manhãs, a partir das 5h, o mercado é tomado por donos de restaurantes e vendedores de alimentos de toda a cidade, que compram frutos do mar dos vendedores atacadistas. Há cerca de 450 tipos de frutos-do-mar a venda nesse mercado, que ocupa uma área enorme. Quando cheguei no local, às 8:30, já não tinha mais ninguém, mas deu pra ver como o mercado é gigante.

Instruções em inglês para os turistas na entrada do mercado:

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Muitos peixes, como o atum, vem de longe. Caminhão com peixe importado da Noruega:

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Um dos inúmeros corredores do mercado com caixas de isopor vazias. O mais impressionante é que o mercado não fedia a peixe. Estava tudo muito limpo.

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Ali do lado do mercado está o jardim Hama Rikyu, que era utilizado como retiro pela familia dos antigos xoguns (líderes da época dos samurais). Na entrada, deram um audioguide, que era um aparelho de mp3 que contava a história de cada parte da visita. O audioguide era guiado por GPS, então cada vez que eu me aproximava de um lugar de interesse no jardim, ele detectava a minha posição e falava sobre o lugar. Irado !!

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Vista da ponte sobre a baía de Tóquio:

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Num banheiro do parque, uma coisa engraçada. Uma plaquinha ensinando como lavar as mãos. É tão difícil assim ???

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Não vi em banheiro público nenhum de Tóquio lugar para enxugar as mãos, nem em banheiros de shoppings, estações de trem ou restaurantes. Nunca tem papel toalha ou aqueles secadores com ar quente. Os japoneses lavam as mão e saem com elas molhadas mesmo. Estranho...

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Perto do parque, um hotel-capsula, daqueles com quartos que são na verdade uma pequena “urna” com uma cama e uma TV.

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Vista do mercado de peixes de Tsukiji, de cima de uma ponte:

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O outro lado da margem do canal, visto de cima da ponte:

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Muitas bicicletas por toda a cidade. Não vi muitas ciclovias como em Copenhague. As pessoas pedalam por cima das calçadas mesmo.

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Nas ruas próximas ao mercado de peixes, muitos restaurantes de sushi.

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Tinha sushi de tudo quanto é tipo...até de ovo !!

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Temakis:

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Vendedor de peixes:

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Resolvi provar algo diferente. Parecia um espeto de queijo coalho, mas era, acredite, omelete !!!

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Barraquinha vendendo não sei o quê !!

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Suco de tapioca ?! Heim ??

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Hora de conhecer um dos lugares mais badalados de Tóquio: Ginza !! (pronuncia-se “guinza”). Fica uma região bem central da cidade, com muitos prédios comerciais, lojas de grife, shoppings e telões nas fachadas dos edifícios. Muita gente nas ruas. É como se fosse uma Times Square.

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Aqui no Japão tudo é fotogênico e diferente. Dá vontade de tirar foto de tudo. Agora entendo por que os japoneses gostam tanto de tirar foto quando viajam pro ocidente. Pra eles tudo também deve ser exótico.

Gente sendo entrevistada na rua:

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Sony Building, com um salão mostrando os últimos lançamentos da sua linha de smartphones, videogames, TVs, home theaters e notebooks. Estranhamente, não podia tirar foto dentro.

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Muitas lojas:

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Parei nessa loja de doces japoneses. Não resisti e comprei duas bolotas dessas pra provar.

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Pareciam ter recheio de chocolate...

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...mas era FEIJÃO !!! ahhahaha. Bizarro !!

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Uma lanterna tradicional japonesa:

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Riquixá:

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Os únicos sinais de pobreza que vi no Japão até agora foram alguns pouquíssimos mendigos:

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Com um dos metros-quadrados mais caros do mundo, Tóquio não pode se dar ao luxo de desperdiçar nenhum espaço. Até mesmo o espaço embaixo dos viadutos das linhas de trem é aproveitado por lojas e restaurantes:

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O Forum Internacional de Tóquio é um dos edifícios mais loucos que já vi. Ele tem a forma de um casco de navio, todo de vidro. Muito maneiro ! O local é um centro cultural que também tem lojas, cafés e restaurantes.

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No pátio externo, uma cena bem brasileira: vans vendendo comida.

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O padrão de beleza das mulheres japonesas: traços delicados e pele muito branca.

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Em Tóquio, quando menos se espera, passa um trem-bala sobre sua cabeça, bem no estilo Blade Runner:

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Nihonbashi é um bairro vizinho. Era o centro comercial da cidade até o terremoto de 1923 destruir tudo.

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A ponte de Nihonbashi, uma das mais antigas da cidade.

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Michael Jackson japonês ???

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Passeio de barco num canal sob o viaduto...esquisito, não ??

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Em Tóquio é assim. Quando menos se espera, aparece um santuário. Até debaixo do viaduto.

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Bolsa de Valores de Tóquio:

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Apple Store:

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Voltei para Ginza. Parada estratégica para um lanche no 7-Eleven.

Bebida louca...parecia uma sprite, mas com álcool:

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Pão com recheio de curry:

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Nunca fui muito fã de arroz, mas resolvi experimentar um mochi (bolinho de arroz). Isso eu já conhecia de longa data. Quem jogou Alex Kidd, um clássico dos videogames nos anos 90, sabe do que estou falando :)

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Dei a primeira mordida, e vi que tinha um recheio de uma carne esquisita. Não era frango, peixe, nem carne bovina. Resilvi abrir o bolinho pra ver o que era. Olha só a surpresa....

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Delícia, heim !! Parecia uns girinos, ou então um monte de vermes. Dava até pra identificar os olhinhos dos bichos. Argh ! Joguei tudo fora imediatamente e tomei a lata inteira da bebida não identificada que eu tinha comprado.

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Comprei ingresso pra ver uma sessão de teatro kabuki. Este tipo de teatro era tradicionalmente realizado no Kabuki-za, um teatro que foi inaugurado no século 19 em Ginza. Porém, está atualmente em reformas, e por isso, o kabuki está sendo provisoriamente realizado no Teatro Shimbashi, também em Ginza. O ingresso custou caro (5000 yen, ou R$125).

Entrada do Teatro Shimbashi:

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Propagandas de kabuki na entrada:

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A platéia era basicamente de japoneses idosos. Muitas velhinhas usavam inclusive kimono. De ocidentais, só tinha eu e mais duas meninas.

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A peça era longa, com 3 atos de uma hora. Não podia gravar ou tirar foto. Era visualmente bonito pelo cenário e pelas roupas, mas achei tudo paradão demais. Além disso, os diálogos eram todos em japonês. Não dava pra entender nada. Em poucos minutos, eu simplesmente apaguei. Devo ter visto uns 20 minutos de teatro. Fui embora no final do primeiro ato e não voltei mais. Muito chato.

Comprei um café gelado pra ver se eu espantava o sono que tomou conta de mim durante a peça:

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O que mais se escuta aqui é “hai” (“sim”, e outras coisas também), “arigatô gozaiumas” (obrigado) e “kudasai” (por favor). Demorei a entender o tal do “hai”, porque sempre achava que a pessoa estava dando um “oi” em inglês (hi), e eu respondia falando “hi” também. Na verdade, fala-se “hai em diversas situações, como por exemplo, quando você se dirige a um guichê. O cara fala “hai” querendo dizer “pois não?”. Eu respondia “hi” também, e ficava uma situação estranha, porque eu achava que a pessoa falava inglês, quando na verdade não falava nada !!

Esse gato está por todos os lados no Japão. Deve ser símbolo de alguma coisa aqui.

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Fui para Roppongi, um dos bairros boêmios de Tóquio. O coração do bairro é o Roppongi Hills, um complexo enorme com shopping, restaurantes, cinemas, e uma torre com um mirante no topo.

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Mapa do local:

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Uma obra de arte na entrada da torre:

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Vista do tipo da torre:

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Um dos pratos servidos no restaurante no topo da torre era esse osso esquisito. Parece coisa dos Flintstones !! De que bicho será essa carne ??

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Espaço para shows no térreo:

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Entrada do shopping:

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Edifício de um canal de TV, anexo ao complexo:

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A Torre de Tóquio:

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O bairro de Roppongi tem muitos bares e restaurantes legais. Anoiteceu e o movimento começou a aumentar.

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Um video que gravei lá:

Achei um autêntico kebab turco numa rua do bairro, e não resisti. Tive que saborear um !!

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Peguei o metrô para conhecer outro bairro badalado da cidade: Shinjuku. Esse bairro é o “novo centro” de Tóquio, com muitos arranha-céus e areas futuristas.

A estação de trens de Shinjuku é a mais movimentada do mundo, com mais de 2 milhões de passageiros passando diariamente por lá. É uma importante conexão para quem chega de metrô e pega trens para os subúrbios de Tóquio. A quantidade de gente passando é impressionante, e olha que já era tarde (9 da noite).

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Video que gravei na estação:

Um pachinko:

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Espetinhos:

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Telões nas fachadas dos prédios, em frente ao Studio Alta:

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Videos que gravei no local.

Tinha muuuuita gente na rua. Fiquei impressionado com o movimento tarde da noite.

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Karaokê:

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Toda a região tinha muitas casas de strip, e muitos “tuts” africanos no meio da rua ficavam me abordando, dizendo : “girls ? sex ?”. Tourist trap total !!!

Alguns quarteirões de Shinjuku (área conhecida como Golden Gai...não é Gay, não confundir..hehe) tem bares muito pequenos. Em alguns, mal cabem 5 pessoas. Muito engraçado !! Tinha muuuuitos bares, em várias ruas bem estreitas.

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Comi um sanduba de macarrão e voltei pro albergue.

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Pensei em sair a noite, mas eu estava destruído, não me aguentava em pé.

Publicado por alexpt 9:44 Arquivado em Japão Comentários (3)

Dia 7 - Tóquio

rain 17 °C

Acordei bem tarde, às 11h.

Estava chovendo torrencialmente e esfriou, mas era um frio tranquilo de suportar, como o inverno do Rio.

Passei na 7-Eleven como sempre para comprar meu lanche. Me chamou a atenção uma prateleira com vários tipos de saquê. Alguns são vendidos até em caixinha ! E outros, em pequenos potes de plástico. Tudo muito barato. Os de caixinha custavam apenas 100 yens (R$2,50) !!!

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O protocolo de atendimento aqui é muito engraçado. Toda vez que um cliente entra na loja (como na 7-Eleven), todas as atendentes falavam algo em japonês que imagino que seja “bem-vindo”. Quando você vai pagar, tem que dar o dinheiro (ou cartão) com as duas mãos. Dar com uma mão só é considerado grosseiro. O caixa agradece sempre duas vezes: quando você paga, e agradece de novo quando você vai embora. E sempre atende com um sorriso no rosto. Isso é padrão. Em todos os lugares aqui é assim !!

A linguagem corporal aqui é totalmente diferente. Além da inclinada tradicional, eles não gesticulam nunca quando falam. Dificil de explicar. Só vendo mesmo.

Iogurte de blueberry (mirtilo):

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Chá gelado:

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Biscoito de algo não identificado. Era HORRIVEL. Comi só um e joguei o resto fora !!

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Riquixás numa avenida próxima ao albergue:

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Esses caras com essas roupas engraçadas ficavam na calçada convidando as pessoas pros restaurantes.

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Tratei logo de comprar um guarda-chuva, visto que a chuva não dava trégua.

A Sky Tree Tower havia desaparecido no meio das nuvens:

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Peguei o metrô pra estação Ueno, que é enorme e de onde também saem os Shinkansen (trem-bala). Dentro dela tem um shopping bem grande.

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Mapa das linhas de trem da JR Railways e máquinas de venda de passagens.

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Aproveitei o dia de chuva pra conhecer o Museu Nacional de Tóquio, que fica dentro do Parque Ueno, ali perto da estação.

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Na entrada do museu, uma coisa engraçada. Havia uma espécie de armário específico para as pessoas guardarem os guarda-chuvas. Era só encaixar o seu num dos espaços livres, fechar a trava e pegar a chave. Era tudo numerado, então depois era fácil localizar o seu guarda-chuva. Muito organizado !! Depois percebi que esses armários são comuns na entrada de prédios comerciais.

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O museu tinha um acervo bem grande, com muita coisa de arqueologia, arte e objetos da Idade Média, como espadas e armaduras usadas pelos samurais. Muito interessante.

Pintura com gueixas:

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Kimono:

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Gueixas dando esmola para um monge:

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Um poema em ideogramas:

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Pintura num painel:

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Espada de samurai, como aquelas do filme “Kill Bill” do Tarantino:

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Armadura de samurai:

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Dentro do museu reinava um silêncio impressionante. Reparei que uma japonesa ficou toda sem graça quando o celular dela tocou. Ela foi pro canto da sala e se abaixou pra atender. Falava tão baixo que nem dava pra escutar nada. As pessoas aqui respeitam muito essa questão do barulho. Ninguém usa celular dentro de trens ou metrô, por exemplo.

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Propaganda de uma exposição:

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A todo momento chegavam excursões enormes de estudantes japoneses, todos uniformizados. O Parque Ueno tem diversos museus, e é muito procurado por essas excursões.

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Aqui tem uma coisa engraçada. Os taxis ficam todos parados nos pontos com o motor ligado, e com os motoristas dentro dos carros. Reparei isso em diversos lugares. Não entendi por que esse disperdício de combustível, já que a gasolina é cara aqui (mais que no Brasil). Talvez seja alguma supertição. Outra coisa estranha é que quando você entra no taxi, a porta abre e fecha sozinha. O passageiro não precisa nem encostar nela.

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Proibido fumar caminhando :)

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Metrô novamente. As estações são todas numeradas, o que facilita muito.

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O valor da passagem é paga de acordo com a distância percorrida. Para sair da estação, tem que colocar a passagem na roleta também. Caso a tarifa da passagem esteja incorreta, a roleta nega a saída. Isso aconteceu comigo. Havia me enganado com a tarifa. A roleta apitou, e imediatamente apareceu uma funcionária educadíssima da empresa de metrô me perguntando para onde eu queria ir, e explicou que eu deveria pagar a diferença da tarifa. Nesse caso, tem um guichê do lado das roletas onde você pode pagar essa diferença. Muito prático.

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Desembarquei em Ryogoku, o bairro dos sumotori (lutadores de sumô). Neste local há diversas beyas, que são academias de sumô. Eles ingressam nessas academias ainda adolescentes e vivem lá em regime de internato, como se fossem monges num monastério. Dedicam suas vidas totalmente a esse esporte, deixando de lado outros prazeres da vida. É comum ver os lutadores de sumô andando pelas ruas do bairro. Consegui flagrar um deles, com seu kimono e chinelo de madeira:

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Neste bairro está o Estádio Nacional de Sumô, onde são realizados torneios de 15 dias nos meses de janeiro, maio e setembro. Dei azar, pois este era o último dia do torneio de maio, e os ingressos estavam esgotados.

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Pinturas na fachada do estádio:

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Bandeiras na entrada do estádio:

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Propagandas de lutas de sumô:

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Bateu uma fome sinistra e resolvi comer algo rápido no McDonald’s. Comi um McTeriaki, muito bom !!

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Em qualquer outro lugar do mundo, o atendimento do McDonald’s seria igual ao que temos no Brasil. É um padrão mundial. Mas aqui até o McDonald’s é diferente, pois foi adaptado à cultura japonesa. Pedi um menu com sanduíche, bebida (chá gelado) e batata frita. Quando paguei no caixa, o atendente deu aquela inclinada típica japonesa de agradecimento. Chegou meu sanduíche e a bebida, mas a batata não. O atendente falou algo em japonês que não entendi, mas sentei e fui comer meu sanduba. Depois de uns 5 minutos, veio um atendente e entregou a batata na minha mesa, dando de novo aquela inclinada e dizendo “arigatooooo”. Muito louco !!

Gravei esse vídeo lá. Dá pra ver mais ou menos como é o atendimento :)

Um estacionamento de bicicletas, inclusive com parquímetro !! Ou seja, paga-se para estacionar a bicicleta na rua !!

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Uma coisa estranha no Japão é que não há lixeiras nas ruas. As raras exceções são na entrada de algumas lojas de conveniência, onde há lixeiras separada por tipo de material para reciclagem. Mas diversas vezes quando comprei bebida em máquinas automáticas na rua, fiquei sem ter onde jogar o lixo.

O Museu Edo-Toquio, ao lado do Estádio Nacional de Sumô, é um dos mais interessantes da cidade. Mostra como era a vida de Tóquio quando a cidade ainda se chamava Edo. O nome mudou no século 19, quando a capital mudou de Kyoto para lá.

Pintura da região de Ninhonbashi no século 19, com a ponte:

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Réplica da ponte de Nihonbashi em tamanho real:

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Maquete da região de Nihonbashi no século 19:

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Pintura de japoneses usando kimono e com a parte de cima da cabeça raspada, como se fazia no século 19:

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Como era uma livraria no século 19:

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Lutador de sumô:

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Um mikoshi (santuário portátil usado durante os matsuris, que são festivais religiosos):

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Teatro kabuki (um dos estilos típicos do Japão):

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Fachada em tamanho real de como era um teatro kabuki do século 19, todo de madeira.

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Como eram as casas tradicionais japonesas, com tatames:

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Saindo do museu, na estação de metrô, vi muitos restaurantes como esse, com mesas coletivas (balcões), como aqueles galetos “pé-sujos” que tem no centro do Rio.

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As escadas das estações de metrô tem “mão inglesa”, e todo mundo respeita !!

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Peguei o metrô para Akihabara, o bairro dos eletrônicos.

Em vários lugares da cidade vi pachinkos, que são uma espécie de fliperamas à moda japonesa, com umas bolinhas de aço. É uma diversão muito popular no Japão. O curioso é que os frequentadores não são crianças e adolescentes, e sim adultos e idosos. Muitos deles usam terno, e dão uma passada num pachinko depois do trabalho, antes de ir pra casa. Não deixa de ser uma cena curiosa, pois no Brasil um lugar desse só seria frequentado por adolescentes.

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Entrei numa loja de eletrônicos enorme, chamada Yodobashi-Akiba. Nunca vi nada igual na minha vida. Eram 6 andares com todos os tipos de eletrônicos que se possa imaginar. Tinha também eletrodomésticos, utensílios domésticos, videogames, CDs/DVDs, celulares, e um andar inteiro somente com artigos esportivos para golfe, um dos esportes favoritos dos japoneses.

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Divisão dos andares:

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O primeiro andar:

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Os últimos lançamentos de notebooks, de todas as marcas imagináveis:

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Tablets:

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Havia um andar só de equipamentos de audio (home theaters, caixas, subwoofers, receivers, etc). Loucura ! Dava vontade de levar tudo pra casa. Olha so a variedade de caixas:

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Válvulas:

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Home theater da Yamaha, uma das melhores marcas de equipamento de audio do mundo:

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No andar de utilidades domésticas, uma sessão só de privadas eletrônicas. Diversas marcas, como Toshiba e Panasonic !!! Quase levo uma dessa pra mim !!! hehehe

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Máquinas de pachinko:

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O andar de CDs e DVDs era muito interessante. Tinha uma sessão enorme só com desenhos animados japoneses.

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Os eletrônicos em geral eram baratos (mais que no Brasil...haha, conta uma novidade aí..), mas não tanto quando nos EUA. Aliás, essa história de Japão caro é uma lenda urbana heim ! Estou achando os preços em geral iguais ou mais baixos que os do Brasil. Comer fora, então, é bem mais barato.

Saindo de lá, bateu uma fome. Em frente, vi um prédio só com restaurantes em todos os andares. Isso é muito comum em Tóquio. Aliás, nunca vi uma cidade com tantos restaurantes, e eles estão sempre relativamente cheios. Os japoneses comem muito fora.

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Entrei no Denny’s, uma rede de restaurantes muito tradicional dos EUA. Queria ver se no Japão tinha alguma diferença. A verdade é que só o nome era igual. Todo o resto era muito diferente do que eu havia visto nos EUA. Tanto o cardápio, quanto o atendimento, eram 100% japoneses. Logo que sentei na mesa, recebi da garçonete um copo d’água com gelo. Para fazer o pedido, bastava apertar um botão que tinha na mesa. Quando apertei, a garçonete gritou de longe algo em japonês que suponho que seja “já estou indo !” , e chegou em segundos na minha mesa. Escolhi um prato com macarrão e verduras que estava muito bom. A comida veio muito rápido, e a conta veio junto também, dentro de um copinho. Foi só terminar a água, que apareceu instantaneamente outra garçonete e encheu meu copo de novo. Muito eficiente o atendimento !! Paga-se a conta direto num caixa que tem na saída, e não se paga gorjeta (é considerado ofensa), nem impostos adicionais. Os restaurantes do Japão são todos assim.

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Caramba, 10 da noite e o metrô ainda estava cheio. Ou a galera toda trabalha até tarde, ou todo muido tinha ido tomar um chope e estava voltando pra casa.

Voltei pro albergue. No quarto havia chegado um espanhol. Dormi cedo

Publicado por alexpt 9:39 Arquivado em Japão Comentários (1)

Dia 6 - Tóquio

overcast 23 °C

Acordei as 4 da manhã sem sono nenhum. Com uma diferença de fuso horário tão grande, meu corpo já tinha perdido a noção do que era dia e o que era noite.

Era tão cedo que a recepção ainda estava fechada. Fui o primeiro a acordar no albergue.

A recepção, com o armário onde os hóspedes guardam os sapatos:

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Entrada do albergue:

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Tóquio ainda estava acordando. Ruas vazias. Uma diferença muito grande pra ontem, quando as ruas do bairro estavam lotadas por causa do Sanja Matsuri.

Uma rua próxima ao albergue, com as lanternas típicas japonesas:

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Como de hábito, dei aquela passada estratégica no 7-Eleven pra comer alguma coisa. Tinha várias comidas diferentes pra vender lá, inclusive “marmitas” japonesas (chamadas de “bentô”).

Bentô com arroz e tempurá:
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Diversos tipos de mochi (bolinho de arroz). Quem jogou Alex Kidd , um clássico dos videogames nos anos 90, sabe do que estou falando :) Custam em média 100 yens (R$2,50).

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No Japão (assim como na China) e muito comum tomar chá gelado. Tem diversos de tipos, a maioria de ervas desconhecidas no Brasil.

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Chá gelado. Tinha gosto de Mate Leão, mas bem mais amargo:

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Pão com um recheio doce:

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Esse pão doce tem esse recheio que parece chocolate mas é....FEIJÃO !!! ahhahahah. Os japoneses comem muito isso, feijão doce.

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Esse outro doce também tiha o mesmo recheio:

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Na avenida principal de Asakusa, as 7 da manhã, começaram a aparecer os primeiros japoneses indo pro trabalho. O movimento começou a aumentar.

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Próximo ao rio Sumida, vi um monte de gente olhando pro sol com filmes protetores e tirando fotos. Era um elipse solar.Olha quanta gente tirando foto:

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Kaminarinon, o portal de entrada do templo Senso-ji, o principal e mais antigo de Tóquio:

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Nakamise-dori, uma rua com lojas de souvenirs na entrada do templo. Tudo ainda estava fechado.

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Portão Hamozon:

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Pavilhão principal do templo:

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Esse pagode, que faz parte do complexo Senso-ji, dá pra ver da janela do meu quarto no albergue:

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Agua sagrada do templo. Os japoneses pegam a água com essas colheres, bebem e lavam as mãos:

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Lanternas em frente ao templo:

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Dentro do pavilhão principal, os japoneses abriam umas gavetas. Dentro delas, mensagens de boa sorte.

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Pessoas rezando diante da imagem de Kannon, a deusa budista da compaixão.

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Eles jogavam primeiro uma moeda nesse compartimento, e depois se inclinavam diante da imagem da deusa:

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Cartões de madeira onde as pessoas de diversos países escreviam seus pedidos, e deixavam lá, pendurados nesse lugar:

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Outro templo que faz parte do complexo Senso-ji:

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Um pequeno santuário, onde a todo momento as pessoas passavam, faziam uma rápida oração, e iam embora. Algumas até estavam com roupa de trabalho (terno).

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Mapa do complexo Senso-ji:

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O tradicional, e ao fundo, o moderno. Um retrato do Japão:

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Pagode:

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Imagem de Buda:

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Saí de lá e fui em direção ao rio Sumida.

Máquinas de bebidas por todos os lados. Acho que por todos os quarteirões por onde passei vi pelo menos uma delas:

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Tamancos de madeira:

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Prédios residenciais de frente para o rio:

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Nas marges do rio, um parque com uma ciclovia. Muita gente usa bicicleta como meio de transporte na cidade.

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Depois 4 anos de construção, está sendo inaugurada amanhã a Tokyo Sky Tree, a segunda edificação mais alta do mundo (634 m), perdendo apenas para o edifício Burj Khalifa, em Dubai. A torre tem um mirante, de onde é possível avistar o Monte Fuji em dias claros. A torre foi construída para resistir aos terremotos mais severos. De fato, ela passou ilesa ao grande terremoto de março do ano passado. Infelizmente não vou poder conhecê-la, pois os ingressos estão esgotados até julho.

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Vista do rio:

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Entrada para um estacionamento subterrâneo de....bicicletas !

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Peguei o metrô para conhecer o Parque Ueno, um dos maiores da cidade.

Máquina de vender passagens. Não há bilheterias no metrô de Tóquio. Felizmente a máquina tem versão em inglês do menu.

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Mapa de linhas e estações da Tokyo Metro, uma das empresas que operam o metrô da cidade. Paga-se preços diferentes de acordo com a estação de desembarque (mais longe, mais caro).

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As pessoas esperam o metrô formando filas:

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Dentro dos trens e metrô de Tóquio é priobido usar celular:

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Uma cena muito comum: japonesas usando guarda-chuvas sem que esteja chovendo. É para elas se protegerem do sol. No Japão valoriza-se a pele clara. Ninguém quer ficar bronzeado aqui.

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Já vi esse cara em algum filme de kung fu :)

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Dentro do Parque Ueno, um outro templo. Agua sagrada e instruções para uso dela:

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Papeis amarrados em varais em frente ao templo. Acredito que sejam pedidos ou agradecimento das pessoas:

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O Parque Ueno:

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Campo de baseball, o esporte nacional:

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Priobido cantar :)

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Torii (portal) na entrada do santuário Toshogu:

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Lanternas:

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Esse é o Japão. Uma mistura louca de tradições orientais com a modernidade e a cultura ocidental:

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Imagem de Buda

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Torii (portais) na entrada do santuário Gojo:

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Santuário Gojo:

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Imagem de uma raposa:

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Imagem sagrada de uma raposa dentro de uma gruta:

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Próxima ao santuário, dei uma parada pra tomar algo. Olha só a quantidade de máquinas de bebidas !!! E tinha até máquina de sorvete !

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Sorvete de ervas:

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Suco de acerola:

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Incenso em frente a um templo:

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Imagem de Buda:

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Um lago com pedalinhos no parque:

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Uma avenida próxima ao parque:

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Os restaurantes japoneses exibem modelos de plástico dos pratos em vitrines ou mesmo em mesas expostas nas ruas. Os modelos são tão reais que parecem comida de verdade:

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Mercado Ameyoko, próximo ao parque Ueno, com lojas de roupas, calçados e pequenos mercados vendendo frutos do mar, legumes e frutas:

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Grife até do outro lado do mundo :)

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Os asiáticos comem muito frutos do mar ressecados, como camarão, lula e pepino do mar:

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Diversos tipos de feijão, que os japoneses usam muito pra fazer doce:

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Folhas de nori (alga):

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Medusa ressecada:

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Peixes:

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O Japão tem uma coisa engraçada. É proibido fumar até nas ruas. Há, porém, alguns espaços reservados para os fumantes, como esse aqui:

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“Smoking on the street is prohibited”:

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Na entrada de uma estação de trem, um monge pedindo esmola:

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A linha Yamamote, que forma um anel ferroviário ao redor da área central de Tóquio. Não é metrô, é um trem de superfície (viadutos). Essa linha é muito útil pra se deslocar pela cidade, e é operada pela JR (Japan Railways).

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Desci na estação Nippori, que dá acesso ao bairro de Yasaka. Ele é famoso por ser um dos poucos lugares de Tóquio que sobreviveram ao terremoto de 1923 e aos bombardeios da 2ª Guerra Mundial. Ainda tem casas tradicionais de madeira, becos estreitos e tradicionais banquinhas de comida que vendem biscoitos de arroz e doces japoneses.

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Imagens de Buda numa calçada do bairro:

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Quando menos se espera, surge outro templo no meio dos prédios:

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Pausa para beber algo. Estava um calorão. Achei uma máquina que vendia Dr Pepper, meu refrigerante favorito !! Conheci esse refrigerante nos EUA. Uma pena que não vende no Brasil.

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Até os postos de gasolina são diferentes no Japão. As bombas saem do teto (!!!)

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Trem de novo. Dessa vez, para o coração da cidade, a estação Tóquio.

Nas escadas rolantes, todo mundo mantém a esquerda. Quem está com pressa, “ultrapassa” pela direita (como na mão inglesa, vigente no país)

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Bairro de Marunouchi, próximo a estação Tóquio. É uma região bem central da cidade, com muitos prédios comerciais.

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O Palácio Imperial ocupa uma zona enorme na área central da cidade, e é cercado por um canal. Não é aberto a visitas. Lá vive atualmente o imperador Akihito e sua família.

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Em volta do palácio, uma ciclovia.

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Pausa para o lanche. Suntory sabor uva...depois que vi que tinha alcool. Fiquei no brilho :)

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Sanduíche de macarrão. Heim ?!

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Pão com chocolate:

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Próximo ao Palácio Imperial, o edificio da Dieta (Parlamento Japonês). Muitos policiais cercando o prédio e as ruas próximas.

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Zoião !

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Peguei novamente o metrô pra conhecer o Estádio Nacional Olímpico de Tóquio, um lugar sagrado. Aqui o Mengão conquistou o título mais importante de toda a sua história, consagrando-se Campeão do Mundo em 1981 ao vencer o Liverpool por 3 a 0, com dois gols de Adílio e um de Nunes ! Um timaço que contava com grandes ídolos, como Zico e Júnior !! Esse lugar é uma espécie de Meca dos rubro-negros. Todos deveriam visitá-lo uma vez na vida se tiverem oportunidade e recursos financeiros. Tentei visitar o estádio por dentro, mas estava fechado para visitas, por estar em reforma.

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O que pouca gente sabe é que Tóquio também tem a sua “Torre Eiffel”. Chama-se na verdade Torre de Tóquio, e é mais alta que sua parente parisiense. Também tem duas plataformas de observação. A Tokyo Sky Tree é muito mais alta, chegando a ter quase o dobro da altura (634 m).

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No alto da torre estava sendo transmitido um programa ao vivo de rádio. Os locutores estavam lá fazendo a transmissão:

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A torre iluminada à noite:

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Voltei pro albergue, e apaguei.

Publicado por alexpt 5:34 Arquivado em Japão Comentários (1)

Dia 5 - Tóquio

overcast 23 °C

Chegandoooo !!!

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Montanhas nevadas dos alpes japoneses:

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Campos de arroz:

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Chegueeeeeeei na terra do sol nascente !!!!!! Um sonho antigo se realizando :)

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O voo teve a duração de 9h, e cheguei as 10h, hora de Tóquio. O fuso aqui é de 7 horas a mais em relação a Copenhague, e mais 12h em relação ao Brasil.

Na imigração, o policial foi bem simpático. Olhou o passaporte e falou “ohhh...Buraziruuu !”. Só olhou o visto, e me devolveu o passaporte sorrindo e falando “obirigadôôôôô !”

Fiquei impressionado com a rapidez com que as bagagens do voo chegaram. Logo quando cheguei na esteira, minha mochila já estava lá.

Ao passar pela alfândega, entreguei ao policial aquela declaração de “nada a declarar”, onde você marca se está trazendo drogas, armas, comida e outros produtos proibidos. Ele pediu meu passaporte e perguntou se eu estava trazendo algum dos itens proibidos. Eu disse que não e mostrei no papel que tinha marcado “não”. Ele perguntou de novo, como se quisesse ter certeza. Me revistou e pediu pra inspecionar a minha mochila pequena. Apareceu um outro policial, que levou meu notebook pra passar no raio-x. Enquanto esse segundo policial não voltava, o primeiro começou a fazer um monte de perguntas: Por que eu tinha ido para o Japão, qual era a minha profissão, o que eu tinha feito na Tailândia, Honk Kong, China, EUA, Rússia (olhando os vistos e carimbos do meu passaporte), para onde eu iria no Japão. Enfim...passei por uma sabatina extremamente desagradável, provavelmente por ser sul-americano. Achei totalmente desnecessário isso, pois já havia respondido as perguntas ao tirar o visto no consulado do Japão no Rio. O outro policial voltou com meu notebook, e eles ficaram conversando em japonês. Parece que eles estavam desconfiados de drogas escondidas, ou algo assim, mas depois do raio-x, me devolveram o notebook e me liberaram. Achei que eles fossem querer também revistar meu mochilão, mas não chegaram a fazer isso. Nunca havia passado por isso em nenhum país. É uma sensação ruim ser recebido dessa maneira depois de um vôo tão longo, porque fica a impressão de que você não é bem-vindo apenas por causa da sua nacionalidade. Como na imigração o policial foi bastante simpático, isso acabou compensando a má impressão causada pelo tratamento que recebi na alfândega.

No saguão de desembarque, fui no banheiro e tive a primeira experiência louca no Japão. O banheiro masculino na verdade era uma porta com dois botões grandes do lado: um vermelho e outro verde. Apertei o verde e a porta abriu automaticamente, correndo pro lado. Era um banheiro individual, com privada, mictório e pia dentro. Na parede, um monte de botões e um manual explicando como usá-los. Já havia lido antes que as privadas no Japão são todas assim, high-tech. Os botões servem pra regular a temperatura do assento, pra jogar um jato d´água (funcionando como um bidê), regular a temperatura, pressão e direção do jato. E ainda tinha outro botão que jogava um jato de ar quente para secar o traseiro. Hahaha, surreal !!!!

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Tirei dinheiro num caixa eletrônico do Citibank no saguão de desembarque. Havia lido antes que os cartões emitidos fora do Japão não funcionam pra sacar dinheiro lá, mas o meu cartão Visa do Banco do Brasil funcionou sem problemas sacando na função débito (Visa Eletron / rede Plus). O único detalhe é que o valor não pode passar do limite de saque diário em reais (que no meu caso é de R$1000). Saquei 39 mil yens (o câmbio atual é de 40 yens pra um real). Nunca havia visto um caixa eletrônico como aquele. Ele até falava (em japonês e inglês) !!

Dinheiro japonês:

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Agora começa o primeiro desafio: pegar o trem entre o aeroporto e a cidade de Tóquio. Propaganda de um trem de alta velocidade no aeroporto:

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O aeroporto de Narita é bem distante, fica a 70 Km do centro de Tóquio. Taxi nem pensar, é uma fortuna. Para fazer esse trajeto de trem, há diversas opções de empresas, tipos de trens, trajetos e classes de assento diferentes. Tem um trem de alta velocidade chamado Narita Express (da empresa Japan Rail) que é caríssimo (3000 yens, equivalente a R$75) mas é a opção mais rápida para quem quer desembarcar no centro de Tóquio. Para mim não servia, porque ele não passa por Asakusa, o bairro onde estou hospedado. Tem também outro trem de alta velocidade chamado Skyliner, da empresa Keisei Railways, mas é caro também. Escolhi o trem Sky Access, dessa mesma empresa. É um trem expresso de velocidade média que liga os dois aeroportos de Tóquio (Narita e Haneda) passando por Asakusa. Esse trem é mais barato. Paguei 1240 yens (R$30) num guichê dessa empresa. A funcionária me explicou em inglês onde ficava a plataforma de embarque desse trem. Mais tranquilo do que eu esperava.

A plataforma de embarque:

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O trem, que estava vazio. Achei que fosse estar lotado:

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Um monitor mostrando as estações da linha:

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Propaganda japonesa no trem:

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Durante o trajeto, o trem foi parando em diversas estações e encheu, mas não chegou a ficar lotado, provavelmente por ser domingo. Eu era o único ocidental do vagão durante todo o trajeto até a estação Asakusa, que durou 1h.

Fiquei surpreso com a temperatura. Estava nublado, mas estava quente. Eu estava cozinhando com aquele casaco.

Desci do trem na plataforma em Asakusa e fiquei totalmente perdido. A estação tinha diversas saídas e eu não sabia qual delas era a mais próxima do meu albergue. Estava olhando um mapa que havia impresso no site do albergue, quando apareceu uma funcionária da empresa de trens, e perguntou em inglês se eu queria ajuda. Perguntou o nome do hotel para onde eu iria, e me indicou a saída correta. Agradeci com um “arigatô”, e ela deu aquela inclinadinha típica, com um sorriso. Caiu a ficha ! Estou mesmo no Japão !!!

Sair da estação foi um choque. Era como pisar num outro planeta. As ruas do bairro de Asakusa estavam repletas de gente. Quase todo mundo usava kimono e uns adereços na cabeça. Carros alegóricos passavam a todo momento com gente batendo tambores e tocando flautas. Diversos cortejos passavam carregando uns baús ornamentados e berrando coisas malucas em japonês. Eu não sabia pra onde olhar. Tudo era muito louco pra mim. Em 20 minutos já tinha batido mais de 40 fotos, e ainda estava com toda a bagagem nas costas !! A sensação que senti ao sair da estação e perambular pelas ruas era a mesma que um japonês teria ao desembarcar num dia de carnaval na estação General Osório em Ipanema, bem no meio de algum bloco !! Em outras palavras, uma experiência única !!! Sem preço ! Eu havia desembarcado bem no meio do Sanja Masturi, um dos principais festivais religiosos de Tóquio, que estava sendo realizado neste fim de semana. A data da minha visita a Toquio não foi escolhida por mim pra coincidir com o festival. Foi sorte mesmo. Só descobri isso depois, quando estava lendo sobre os festivais no guia.

O Sanja Matsuri homenageia os kami (espíritos) de pescadores que encontraram no século 7 no rio Sumida (que corta Tóquio) uma estátua de ouro de Kannon, a deusa budista da compaixão. Eles converteram-se ao budismo e foi construído um templo para guardar a estátua. Este templo é o Senso-ji, o mais antigo e o principal de Tóquio, onde até hoje fica guardada a estátua. Este templo fica justamente no bairro de Asakusa, onde desembarquei. Durante o Sanja Matsuri, cerca de 2 milhões de pessoas (!!) desfilam em cortejos pelas ruas do bairro, onde tocam flautas, taikos (tambores japoneses), cantam, dançam, seguem pequenos carros alegórios e veneram os mikoshi, que são pequenos santuários portáteis de madeira, que servem para transportar os kamis. Há diversos festivais religiosos ao longo do ano em diversas partes do país, cada um homenageando uma divindade diferente.

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Cortejos de gente carregando mikoshis:

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Carros alegóricos:

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Meninas tocando tambores num palanque montado na calçada:

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Riquixá:

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Minhas costas começaram a doer, pois ainda estava carregando o mochilão. Precisava encontrar o albergue. Andar pelas ruas de Tóquio procurando por um endereço é uma aventura, pois o sistema de endereços no Japão é totalmente diferente. Nunca vi nada tão louco. Para começar, as ruas não tem nome (exceto as principais avenidas). Os bairros são subdivididos em partes numeradas, e os quarteirões também são numerados. Os endereços tem 3 números: o primeiro é o da parte do bairro, o segundo é o quarteirão, e o terceiro é o número da casa. O problema é que as casas não são numeradas em ordem ascendente, e sim de acordo com a ordem em que foram construídas (mais antigas tem o numero mais baixo). Para piorar, são poucos os imóveis que tem alguma placa indicando o número. Não vi em lugar nenhum placas indicando o número do quarteirão. O resultado é que o endereço em si pouco ajuda para localizar algum lugar. É como querer localizar algum endereço no Brasil sabendo só o CEP. Dentro de um bairro, todo mundo (incluindo aí os próprios japoneses) se orienta por referências, como “virar a direita depois do Burger King, andar duas quadras e virar a esquerda”, contando sempre com a ajuda de um mapa. As saídas das estações de metrô tem sempre uma placa com o mapa das redondezas, e os moradores de Tóquio usam muito isso pra se localizarem. Sair pelas ruas de Tóquio olhar o mapa é certeza absoluta de ficar horas perdido num planeta aliegínena. Eu, muito espertamente, imprimi o mapa do albergue com o “passo a passo” para chegar. O albergue (Khaosan Tokyo Kabuki) fica bem perto da entrada do templo Senso-ji.

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Fiz o checkin. A recepcionista era muito simpática. Me mostrou o albergue e o quarto onde fiquei hospedado. Achei o albergue muito bom. É um prédio pequeno com elevador. A decoração da recepção e da entrada do prédio é toda tradicional japonesa. Para entrar, tem que deixar os sapatos na porta e andar descalço (ou de meias) por dentro do albergue. O quarto é para 4 pessoas (2 beliches), com banheiro dentro (e privada eletrônica também, marca Toshiba, heheheh) !!

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Vista da janela, com o templo Senso-ji ao fundo:

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Deixei minha bagagem lá, tomei uma ducha e voltei pra rua pra curtir mais o festival.

As ruas lotadas e Sky Tree Tower ao fundo. Essa foto ficou a cara do Japão: o tradicional convivendo sempre com o moderno.

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Cortejos:

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Um mikoshi de perto. Quando me aproximei, um velhinho de kimono apontou pro mikoshi e falou “photo ! photo !”, como quem quisesse dizer que eu podia tirar uma foto mais de perto. Depois, arranhando um inglês rudimentar, ele ficava tentando explicar o que era um mikoshi: “god inside !”

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Pausa para descanso:

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Um cortejo com crianças. Tradição passada de geração para geração:

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Lanternas:

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Um monte de papéis com ideogramas sendo vendidos nas calçadas. Não faço idéia do que seja:

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Bateu uma fome bizarra. Olhei para o lado, e o que encontrei ? Um 7-Eleven, pra variar !!! Tinha um moooonte de coisas diferentes e loucas vendendo lá. Dava vontade de provar tudo.

Suco de....não sei !

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Pão com milho:

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Biscoitão de arroz:

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Muito engraçado ver o caixa agradecendo dando aquela inclinada japonesa.

Mais fotos dos cortejos:

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Uns videos que gravei:

Propaganda de sumô:

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Tempurá:

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Pratos japoneses:

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Portal de entrada do templo Senso-ji. O templo estava lotado. Achei melhor pra deixar pra conhecer num outro dia.

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O Japão também tem seus excluídos:

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Uma escultura louca em cima de um prédio:

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Era hora de enfrentar outro desafio: andar de metrô em Tóquio. A cidade tem duas empresas (Toei e Metro Tokyo) operando 13 linhas no total. Tem ainda uma outra linha de metrô de superfície (linha Yamamote) que é operada pela empresa JR Rail, a mesma que opera os trens de alta velocidade do Japão. Essa linha forma um anel ferroviário ao redor da cidade e é muito útil. Além disso, há diversas outras empresas operando muitas outras linhas de trem e monotrilho para os subúrbios de Tóquio. Entender o sistema de trens e metrô da cidade, para quem acaba de chegar, é complicado e assustador. Quando entrei na estação de metrô de Asakusa para comprar a passagem, tinha certeza de que não conseguiria chegar a lugar nenhum. Dá só uma olhada no mapa de linhas de metrô e trem de Tóquio:

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Não há bilheterias nas estações de metrô daqui. Tem que comprar em caixas eletrônicos. Felizmente, os caixas tem um botão para escolher a versão do menu em inglês. Era só necessário escolher o tipo de passagem (avulsa ou passe diário) e o valor da passagem. Em Tóquio, dependendo do trajeto, paga-se preços diferentes pela passagem. Nas paredes há mapas de estações com o valor a ser pago para cada uma delas:

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Quanto mais distante, mais caro. O detalhe principal é que se você está usando a linha de uma empresa e quer fazer baldeação para outra linha que é operada por outra empresa, terá que pagar outra passagem. E pra sair da estação, tem que inserir a passagem na roleta. Se perder a passagem, tem que pagar outra. Se você pagou um valor menor do que deveria, a roleta não libera sua saída. Nesse caso, tem um balcão do lado com um fiscal, onde você pode pagar a diferença.

Coloquei as moedas na máquina, peguei a passagem, passei na roleta, e deu tudo certo. Consegui !!!

As estações são escritas em hiragana (alfabeto silábico japonês), kanji (ideogramas chineses usados também no japonês), e romanji (transliteração para o alfabeto latino). Outra coisa boa é que as estações são numeradas, então se você se confundir com o nome, basta olhar o número.

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Desembarquei na estação Yoyogi, na entrada do parque com o mesmo nome.

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Como era domingo, queria dar uma volta por lá, pois sabia que era um dia de movimento. Dei só uma volta rápida pelas ruas das redondezas.

Uma loja da Sega, famosa empresa de videogames dos anos 90.

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Já estava escurecendo e eu estava morto. Não aguentava mais andar. Peguei o metrô de volta pro albergue.

Nas ruas, o que mais se vê é isso: máquinas de bebidas (refrigerante, chá e café gelado, água, etc).

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Uma bebida maluca que comprei e nem sei o que é:

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Um restaurante tradicional perto do albergue:

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Entrada de um karaokê:

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Lanternas numa rua perto do albergue:

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Passei na 7-Eleven pra comer mais alguma coisa antes de dormir.

Uma bebida chamada Calpis...sei lá o que era isso. Parecia uma Sprite.

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Biscoito de arroz:

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Em frente a entrada do templo Senso-ji, tinha um monte de gente ao redor de uns caras de kimono participando de um ritual louco. Em dupla, eles entravam na roda, ficavam pulando, gritando e depois viravam um pote de saquê.

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Um vídeo que gravei:

Fui dormir cedo, 10 da noite. Tava exausto e virado, pois não tinha dormido no vôo.

Publicado por alexpt 5:00 Arquivado em Japão Comentários (2)

Dia 4 - Copenhague - Tóquio

overcast 11 °C

Acordei cedo. Café da manhã no 7-Eleven do lado do albergue.

A rua onde ficam os bares estava imunda, e os garis estavam fazendo a limpeza. Me chamou a atenção que todos eles são africanos.

Peguei o metrô pro aeroporto.

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Andar de metrô em Copenhague é uma experiência curiosa. Parece um trem-fantasma, daqueles de parques de diversões, porque os trens não têm condutor, nem aquela cabine de controle que fica na frente. São controlados por computador.

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Outra coisa legal é que não tem roleta pra embarcar. E não vi ninguém dando calote. Todo mundo compra o bilhete nos caixa automáticos (não tem bilheteria), mesmo sendo o metrô mais caro que já vi (R$8). Não vi nenhum fiscal nos trens. Nem deve precisar de controle, pois todo mundo respeita. Dá gosto de ver a honestidade das pessoas aqui.

Cheguei no aeroporto em apenas 15 minutos. Pô, se soubesse que era rápido assim, teria ido dormir um pouco mais tarde ontem e poderia aproveitar um pouco mais da noite !!

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O aeroporto de Copenhague é de primeiríssima linha, ultra-moderno. A área de embarque parece um shopping center, com diversas lojas.

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Comprei uns souvenirs e não poderia deixar de comer um clássico dinamarquês: biscoitos amanteigados !!

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Goodbye Denmark !!!

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O dinheiro que tinha sacado aqui quando cheguei deu redondo pros dois dias. Sobraram apenas umas moedas. Tinha sacado 1100 kr (R$367), e deu pra pagar tudo, incluindo ai o albergue. Se tivesse saído ontem ou na 5ª feira, talvez tivesse que sacar um pouco mais de dinheiro hoje. Normalmente gasto nos meus mochilões entre R$130 e R$200 por dia, incluindo a hospedagem.

O voo até Moscou durou 2:30h. Aeroporto Sheremetyevo:

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Bem-vindo ao mundo do alfabeto cirílico:

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Aproveitei pra almoçar no aeroporto. Comi um Pelmeni (espécie de ravioli com creme de queijo por cima), um clássico russo:

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Em duas horas no aeroporto de Moscou vi mais mulher bonita que nos dois dias que estive em Copenhague. As dinamarquesas são bonitas também...mas isso aqui é uma coisa de maluco, não dá pra comparar !!! Tinha que ver as vendedoras das lojas e as balconistas do restaurante onde almocei...cada coisinha linda !! Terra abençoada isso aqui !!

Fiquei impressionado com o mal-humor das funcionárias do raio-x no aeroporto, todas mulheres. Extremamente grossas.

Hora de embarcar....Mengão rumo a Tóquio !!! :)

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Achei a Aeroflot (empresa aérea russa) muito boa. O avião tinha algo muito importante: monitor individual !!

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Pra ficar melhor ainda, a poltrona do meu lado estava vazia, Viajei na fileira da janela, que tem só duas poltronas. Fiquei com espaço em dobro pra mim ! Praticamente classe executiva ! E nem precisava ficar acordando ninguém pra ir no banheiro.

Ihh...ainda falta muito !

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Nunca vi uma empresa com aeromoças tão bonitas. Que êeesso...loucura ! Pareciam ter saído de alguma agência de modelos, e os corredores do avião se transformaram numa passarela de desfile de moda. Tinha umas morenas lindas demais que deviam ser de uma etnia diferente, talvez do Cáucaso. E ainda por cima eram simpáticas.

Durante o vôo, fiquei escrevendo uns textos do blog no meu notebook, e depois assisti uns capítulos do House no sistema de entretenimento do avião. Não consegui dormir nada...ansiedade pré-Japão :)

Anoiteceu durante o voo e logo depois amanheceu de novo por causa do fuso horário. Sol nascendo enquanto o avião sobrevoava algum lugar da Sibéria:

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Publicado por alexpt 5:57 Arquivado em Dinamarca Comentários (4)

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