Um blog do Travellerspoint

Dia 13 - Kyoto-Hiroshima

overcast 24 °C

Acordei às 9h.

Umas fotos que tirei na cobertura do albergue com a vista da cidade:

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Corredor do meu andar:

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Recepção:

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Escaninho onde todo mundo guardava os sapatos na recepção:

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Hora de partir rumo a Hiroshima. Estação de trens de Kyoto:

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Mangás (histórias em quadrinho lidas por adultos) numa banca da estação:

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Painel na estação:com o Monte Fuji:

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O Shinkansen que peguei:

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Com o meu passe de trem eu não podia pegar o trem expresso (Nozomi) para Hiroshima. Peguei então um Hikari para Osaka (15 min) e de lá um Sakura até Hiroshima (1:30h).

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A “ferromoça” passando com os lanches e bebidas:

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Chegada a Hiroshima:

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Estação ferroviária:

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Em frente à estação:

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Hiroshima surpreende pelo tamanho. Era uma cidade arrasada depois da 2ª Guerra Mundial, mas foi reconstruída em pouco tempo e hoje é uma verdadeira metrópole, símbolo do poder de superação e capacidade de trabalho do povo japonês. O único sinal de destruição é o memorial da Cúpula da Bomba-A, tombado como Patrimônio Mundial da Unesco.

O albergue ficava bem perto da estação. Deu pra ir até andando.

No caminho, uma ponte sobre um canal:

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O albergue (K’s House Hiroshima):

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Rua do albergue:

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O quarto do albergue era para 5 pessoas (tinha 2 beliches e uma cama). Só tinha um italiano lá, muito gente boa. Fiquei desenferrujando meu italiando com ele um tempo lá.

Tinha uma 7-Eleven bem perto do albergue (para variar !!). Comprei lá meu lanche:

Bebida “Strong Zero”. Achei que fosse uma limonada, mas tinha álcool. Parecia uma ice. Fiquei “no brilho” sem querer :)

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Croquete de batata:

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Algo semelhante a uns pastéis com umas coisas dentro que não consegui descobrir o que era. Mas tava muito bom.

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Hiroshima é uma cidade grande, de 1 milhão de habitantes. Não tem metrô, mas tem um sistema de bondes que funciona muito bem. Paga-se a passagem com moedas ao sair, como nos ônibus de Tóquio.

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A cidade ficou famosa mundialmente por causa da bomba atômica que foi jogada lá pelos americanos em 1945, no fim da 2ª Guerra Mundial. Cerca de 140 mil pessoas morreram (quase metade da população da cidade na época) e Hiroshima foi compleamente destruída.

Estes escombros são do antigo Salão da Promoção Industrial (conhecido como “Cúpula da Bomba-A”). Foi mantido de propósito como memorial. É tudo o que restou da antiga cidade antes da bomba.

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Em frente aos escombros, um memorial com flores e garrafas pet com água.

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Ponte para o Parque da Paz, local que foi o epicentro da explosão da bomba. Era um local densamente povoado, com muitas casas e comércio. Todas as pessoas que estavam nesse local morreram instantaneamente.

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Museu Memorial da Paz, contando a história da cidade antes e depois da bomba:

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A bomba foi jogada de um avião bombardeiro a 9.600m de altitude, e explodiu 43 segundos depois a uma altitude de 600m sobre o local onde se encontra o Parque da Paz. A temperatura no solo atingiu instantaneamente 5000 graus Celsius, incinerando tudo que havia pela frente. A pressão da explosão gerou uma rajada de vento superpotente que destruiu imediatamente todas as construções num raio de 2 kilômetros.

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O trajeto do avião bombardeiro:

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Foto da região logo depois da explosão da bomba:

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O local onde hoje é o Parque da Paz antes da explosão da bomba:

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O Salão da Promoção Industrial antes de ser destruído:

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Depois da explosão da bomba, nada restou no local:

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Destruição e pessoas com queimaduras graves pelo corpo:

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Um velocípede retorcido:

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Roupas incineradas:

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Estátua de Buda semi-derretida:

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O museu conta coisas interessantes. Por exemplo, a cidade ficou sem luz elétrica e transporte, mas a primeira linha de bondes foi reestabelecida apenas 3 dias depois da explosão da bomba. A eficiência japonesa vem de longa data.

O Parque da Paz:

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Arvores “Fenix”, que estavam plantadas a 1,5km do epicentro da bomba, e foram transplantadas para o Parque da Paz. Ainda tem parte da copa queimada, mas sobreviveram.

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Chama da Paz, que só será apagada no dia em que todas as armas nucleares foram eliminadas do mundo.

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Paz:

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Monte da Memória, onde estão as cinzas de milhares de pessoas que foram cremadas no local:

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Sino da Paz, que pode ser tocado por quem quiser:

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Parque da Paz:

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A Cúpula da Bomba-A iluminada à noite:

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Um desafio no Japão, mais do que óbvio, é a barreira da língua. Muitos japoneses aprenderam inglês na escola, mas poucos conseguem expressar-se oralmente, por ser uma língua totalmente diferente. De fato, encontrei poucos que respondem "hai" (sim) quando pergunto "Eigo ga hanasemasu ka ?" (você fala inglês ?). Tentei memorizar antes da viagem as expressões mais importantes em japonês. Quando um turista estrangeiro tenta falar qualquer coisa em japonês, as pessoas aqui ficam bastante impressionadas. O que mais se escuta aqui é "kudasai" (por favor) e "arigatô gozaimas" (obrigado). A escrita é uma maluquice só: uma mistura do Kanji (um subconjunto de 6.000 ideogramas chineses), hiragana (104 caracteres silábicos) e katakana (51 caracteres silábicos, usados somente para nomes estrangeiros). Pra que simplificar, se pode ser bem complicado, né ? Já havia aprendido alguns poucos ideogramas simples na viagem que fiz a China em 2010, como 人 (pessoa), 口 (porta, portão), e 山 (montanha), mas a grande maioria dos ideogramas são complexos e dificílimos de memorizar.

Todos os nomes dos bairros e cidades japonesas tem algum significado por trás. São escritos combinando dois ou três ideogramas, exatamente como é feito na China. Por exemplo, Tóquio em japonês é 東京 (東=leste, 京=capital), ou seja, “capital do leste”, pois fica a leste da China. Japão em japonês pronuncia-se “nippon” e em ideogramas é 日本 (日=sol, 本=origem), significando “origem do sol”, ou “sol nascente”, pois o sol nasce primeiro no Japão e depois na China.

Um shopping center com muitos restaurantes:

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Castelo de Hiroshima, que foi destruído pela bomba e restaurado depois.

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Nesta passagem subterrânea, um monte de bicicletas estacionadas sem nenhuma corrente ou cadeado. Se fosse no Brasil, seriam levadas em questões de minutos por ladrões....

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O Mazda Stadium, casa do Carp, time de beisebol de Hiroshima. Uma partida havia terminado pouco antes, e tinha uma multidão saindo de lá. O beisebol é o esporte mais popular no Japão.

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Comprei meu jantar no 7-Eleven: um macarrão, croquetes e suco.

Fui dormir às 23h.

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Dia 12 - Kyoto

overcast 24 °C

Acordei as 10h. Meu café da manhã que comprei na loja de conveniência:

Suco de algo não identificado:

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Leite:

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Pão com queijo:

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Biscoito de chocolate com flocos de arroz dentro:

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Peguei o metrô para conhecer uma das maiores atrações de Kyoto, o castelo de Nijo, criado por um xogum (lider dos samurais) no século 16.

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Canal em volta das muralhas do castelo:

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Entrada:

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Gueixas na entrada:

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Pavilhão principal do castelo:

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Dentro do pavilhão principal não podia tirar fotos, mas peguei estas da internet:

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Bonecos representando os senhores feudais prestando homenagem ao xogum (lider dos samurais):

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As tábuas do chão foram colocadas de uma maneira que produzem um barulho, ao pisar nelas, parecido ao de um passarinho. O castelo tinha muitos cômodos.

Jardins com paisagismo típico japonês:

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Mapa do complexo:

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Outros pavilhões::

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Canal em volta do castelo:

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Próximo dali fica o enorme Parque Imperial:

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Dentro deste parque está o Palácio Imperial. Não pude conhecê-lo por dentro, pois esta fechado para visitas, mas deu para ver como é grande.

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Peguei metrô e depois um ônibus para conhecer o Kinkaku-ji (Pavilhão Dourado), um templo construído por um xogum na Idade Média.

Andar de ônibus no Japão é uma experiência diferente. Paga-se para sair, e não para entrar. Se tudo é diferente e invertido no Japão, com os ônibus não seria diferente :). Não há trocador (aliás, isso só existe no Brasil mesmo...). Paga-se a passagem com moedas numa máquina que fica do lado do motorista, que prontamente agradece com um “arigatô gozaiumas”. Durante o trajeto, o motorista vai falando um monte de coisas em japonês. As paradas tem nomes, como se fossem estações, o que facilita quem não conhece o lugar.

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Estou MUITO impressionado com a educação dos japoneses. Nunca vi nada igual. Existe um respeito muito grande ao próximo aqui, num patamar muito distante do que estamos acostumados a ver no Brasil. A mentalidade de grupo é algo muito presente na cultura japonesa, mais do que em qualquer outra cultura. As pessoas se colocam primeiro no lugar dos outros, pensam primeiro no coletivo. Só para exemplificar, é muito comum ver pessoas usando máscaras cirúrgicas pelas ruas daqui. O fato relevante é que eles não usam para se protegerem de doenças. Usam porque estão gripados e, por respeito aos saudáveis, evitam contaminá-los. O trânsito, então, nem preciso comentar. Até agora não vi uma infração sequer. Os pedestres só atravessam na faixa (com o sinal fechado, claro) e podem até tomar multas se atravessarem fora.

Ingresso:

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O Kinkaku-ji. O local estava lotado de turistas, mas apenas alguns poucos ocidentais.

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Imagens de Buda com um monte de moedas:

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Uma máquina de Häagen-Dasz !! Não resisti :)

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Uma pintura nos azulejos de uma estação de metrô:

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O Sanmon, portal do Templo Nanzen-ji:

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Incenso:

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Parque ao redor do templo:

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Um aqueduto do século 19:

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Imagens de Buda:

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Uma trilha atrás do templo, subindo a montanha:

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Faixa no começo da trilha:

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No meio da floresta, pequenos santuários e estátuas:

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De repente, passou um cobra na minha frente !! Ela está muito camuflada na foto. Só dá pra vê-la dando um zoom:

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Entendi tudo...

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Lost:

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A trilha era mal sinalizada e começou a ter muitas bifurcações. Achei melhor voltar.

Portal na entrada do Caminho do Filósofo, um trajeto de 1,5 km entre o templo Nanzen-ji e o Ginkaku-ji, passando por diversos outros templos e santuários. É muito procurado na época da floração das cerejeiras (abril). Os templos deste trajeto, incluindo o Ginkaku-ji (Pavilhão de Prata) já estavam fechados (já tinha passado de 17h) e não pude entrar neles.

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Peguei um ônibus para voltar para o centro da cidade. No ponto tinha os horários. Impressionante como o ônibus passou na hora exata.

No centro, subi na torre de Kyoto, de onde se tem uma vista muito legal da cidade.

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Um Shinkansen passando:

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Olhando num telescópio, encontrei um templo:

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Festa na cobertura de um prédio:

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Espionando a festa com o telescópio...dava pra ver até o que os convidados estavam comendo !!

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Jantei num restaurante chamado Sukiya perto do albergue. Esse restaurante é bem no estilo japonês, com um balcão onde as pessoas sentam juntas, como nos galetos tradicionais do centro do Rio. Assim que sentei, já ganhei um copo d’água com gelo. Toquei uma campanhia pra fazer o pedido, e a garçonete apareceu em segundos.

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Pedi um prato que não sabia o que era. Aliás, pouca coisa dava pra saber o que era no cardápio, que estava todo em japonês, mas tinha fotos dos pratos. Em menos de um minuto, chegou o prato ! Muito sinistra a rapidez !!! A conta chegou junto com o prato. Era uma carne estranha com uns queijos por cima, cebola e arroz. Comi e estava gostoso, mas prefiro continuar sem saber de que bicho era a carne. Foi muito barato: 380 yens (R$9,50). A conta era paga na saída, num caixa, sem gorjetas ou impostos adicionais.

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No albergue, chegou uma japonesa de Osaka no meu quarto. Ela tinha um inglês totalmente precário. Foi dificil a comunicação. Estava totalmente apavorada ao conversar comigo. Parecia que nunca tinha visto um ocidental. Quando eu falei que era do Brasil, ela parecia não acreditar. Perguntou várias vezes: “You from Brazil ???? Really from Brazil ??”

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Dia 11 - Kyoto

overcast 23 °C

Acordei cedo, às 7h.

Vista da janela para as casas vizinhas:

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Passei na Mini Stop, uma loja de conveniência próxima ao albergue.

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Comprei lá meu café da manhã: café com leite gelado:

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Uma espécie de panqueca com um doce dentro que parecia quindim:

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Pão verde (de erva) com recheio de feijão doce:

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Leite:

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A estação ferroviária:

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Uma propaganda interessante :)

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Uma avenida perto da estação ferroviária:

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Acompanhando a linha do trem:

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Casas com garagens apertadas. Os carros não podem ser muito grandes, senão não cabem nelas.

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Típica rua japonesa bem estreita:

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Após uma boa caminhada, chegando no templo Toji, sede da seita Shingon do Budismo. Foi fundado no século 8.

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O budismo japonês é muito diferente do chinês e tailandês. É misturado ao xintoísmo, que é a religião japonesa mais antiga (da pré-história) que venera divindades relacionadas a elementos da natureza (montanhas, mares, rios, tempestade, sol, etc), sentimentos (sabedoria, amor) e outros (como deus da guerra, e o deus da cura de doenças). Os antigos imperadores também eram venerados como divindades. Além disso, o budismo aqui tem diversas seitas diferentes, e cada templo é de uma seita específica.

Água sagrada. Os japoneses pegam essa água com umas conchas, lavam as mãos e bebem.

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Um santuário dentro do complexo do templo Toji:

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Imagem de Buda com um lenço vermelho:

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Ideogramas. Não tenho idéia do que isso signifique.

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O pagode do templo Toji, o mais alto do Japão, com 5 andares:

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Jardins no estilo japonês:

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Carpas:

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Outros pavilhões do templo:

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Saindo do templo, fui andando até as margens do rio Kamo, que corta a cidade.

Propagandas políticas na rua:

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Todo mundo feliz :)

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Muita gente usa bicicleta como meio de transporte em Kyoto também:

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Cerveja Kirin, uma das mais tradicionais no Japão:

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Ruas apertadas. Acredite, passam carros nelas:

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Máquinas de pachinko:

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O Shinkansen passando por cima de um viaduto:

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Policial desenho animado:

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Edificio residencial. As pessoas penduram as roupas na varanda. Provavelmente não tem área de serviço.

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Rio Kamo:

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Como as ruas normalmente são estreitas, não vi carros estacionados nas ruas ou nas calçadas aqui no Japão, mas tem uns pequenos estacionamentos sem cancela, com parquímetro. Os carros são travados pelas rodas, e só são destravados após o pagamento no parquímetro.

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Templo Sanjusangendo:

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O salão principal desse templo tem 1001 imagens idênticas de Kannon, a deusa budista da compaixão. Impressionante !! Não podia tirar foto nesse pavilhão, mas peguei essa foto da internet.

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Neste local tinha muitas estátuas de divindades do hinduismos que foram incorporadas pelo budismo.

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Excursões de estudantes japoneses uniformizados:

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Mulheres vestidas ccm roupa de gueixa:

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Jardim japonês dentro do templo:

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Sino:

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Um dos pavilhões do templo:

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Subindo uma ladeira no bairro das gueixas (Higashiyama), com muitas casas antigas de madeira:

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Estatua de Buda:

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Portal de entrada do templo Kiyomizu-dera, no alto de um morro no bairro de Higashiyama. Este templo tem mais de 1000 anos.

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Sino:

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Pedidos e agradecimentos em placas de madeira e pedaços de papel em frente ao templo:

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Água sagrada:

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Imagem de Buda:

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Entrada do templo:

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Japoneses agachados orando em frente a imagem de Buda:

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Incenso:

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Um santuário xintoista ao lado do templo, demonstrando como o budismo no Japão é misturado ao xintoísmo.

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Um vídeo que gravei de uma japonesa orando no santuário. Eles batem uma palma para invocar o kami (espírito) que habita no santuário.

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Amuletos da sorte vendidos como souvenir:

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Uma pedra com uma corda amarrada. Não entendi o significado disso.

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O pavilhão principal do templo no alto da montanha:

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Vista para a cidade:

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Imagens de Buda com uns panos pendurados:

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Restaurantes tradicionais perto do templo, com mesas baixas e pessoas sentadas no chão.

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Mulheres vestidas com roupas de gueixa passando:

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Um monge pedindo esmola:

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Na saída do templo, achei engraçado que tinha um casal ocidental com uma garotinha de uns 3 anos loirinha, os japoneses ficavam todos tirando foto dela, como se fosse uma coisa de outro mundo.

Riquixá:

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Dei uma passada num 7-Eleven pra comprar meu lanche. Uma prateleira com diversos tipos de saquê:

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Café gelado “Brazil”:

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Chá gelado:

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Santuário Yasaka:

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Proibido alguma coisa !!

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Gueixas num riquixá:

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Riquixá:

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Um restaurante tradicional:

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Estátua de Avalokiteshvara, divindade do budismo que representa a suprema compaixão.

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Ruas com casas de madeira no bairro das gueixas (Higashiyama):

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Eu interagindo com as gueixas :)

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Essas gueixas estavam com o rosto pintado de branco, como manda a tradição:

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Painéis com samurai e gueixa:

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Boneca gueixa:

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Este gato é vendido em tudo quanto é lugar no Japão. Significa algo aqui.

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Sorvete de chá verde:

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Pagode Yasaka:

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Ichiriki, a mais famosa ochaya (casa de chá) de Gion, bairro vizinho a Higashiyama. Pouco depois que tirei essa foto, um monte de gente ficou em frente a essa casa de chá. Pareciam esperar alguém famoso sair. Era alguma gueixa famosa, que entrou rapidamente num taxi. Estava todo mundo tirando foto dela.

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Um restaurante em Gion:

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Teatro kabuki em Gion:

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Pontocho, local da boemia, com muitos restaurantes, bares e boates.

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Um banheiro público com uma espreguiçadeira. É pra quem quer tirar um cochilo ??? E as coisas bizarras do Japão não param de aparecer :)

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Peguei o metrô de volta para o albergue. O sistema é semelhante ao de Tóquio: não há bilheterias, e compra-se a passagem numas máqiunas automáticas, pagando o valor de acordo com a distância percorrida.

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Chegando no albergue, dei uma passada antes na loja de conveniência pra comprar algo pra comer.

“Kuroketa” (croquete) de batata:

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Cerveja Sapporo:

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Macarrão com nori, cogumelos e algo que parecia caviar.

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Sábado a noite...mesmo cansado, parti pra night.

Minha grana estava acabando. Dei uma passada antes na Mini Stop, a loja de conveniênia perto do albergue, pra fazer um saque num caixa eletrônico que tinha lá, mas apareceu uma mensagem dizendo que só eram aceitos cartões emitidos por bancos japoneses. Era o que faltava !!! Precisava de dinheiro pra sair a noite, e as casas de câmbio já tinham fechado. Passei numa Lawson (outra loja de conveniência) e deu o mesmo erro. Sobrou o 7-Eleven, e lá eu consegui sacar normalmente. Então fica a dica... com cartões de bancos não-japoneses, sacar somente nos caixas das filiais do 7-Eleven.

Tome um energético “Mad Croc” pra dar um gás.

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Cerveja Asahi:

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Pegando o metrô para a região de Pontocho, onde fica concentrada a vida noturna da cidade.

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Tinha pesquisado alguns nomes de lugares para sair. Um deles era a World Club, a maior boate da cidade. Cheguei lá e estava fechada, com um aviso na porta em japonês. Chegaram mais uns japoneses, e perguntei pra eles se falavam inglês. Não falavam, mas apareceu um ocidental que falava inglês e japonês, e disse que a casa estava fechada já há algum tempo. Ele era indiano e morava em Kyoto há mais de 10 anos. Disse que conhecia uns bares legais lá por perto, e perguntou se eu queria ir com ele. Achei meio estranho, tava amiguinho demais. Estava com toda a cara de que ele era “tut” (esses caras que ganham comissão pra atrair clientes para bares e boates). Bem, não tinha nada a perder em pelo menos ver se o bar era legal. Fui com ele lá. Era um bar minúsculo no subsolo, que estava lotado. Horrível o lugar. Fiquei uns 5 minutos lá e fui embora. Reparei que o indiano cumprimentou os seguranças e o pessoal do bar... ou seja, era realmente apenas um tut.

A outra boate que eu tinha visto na internet era muito longe, acho que não ia valer a pena gastar uma grana sinistra de taxi pra ir. O metrô já tinha fechado. Tentei procurar algum outro lugar legal ali por perto mesmo, mas reparei que tinha muitos casais gays pelas ruas. Acho que seria furada entrar em algum lugar nessa região.

Terminei a noite num num karaokê, pagando mico pra mim mesmo ! ehhehe. Ir pro Japão sem passar por isso não teria graça.

Paguei 1500 yens (R$38) por 1 hora de karaokê e uma cerveja 500ml. Você tem direito a um quarto particular com TV e sofá, ou seja, o mico você paga só para a sua galera. Tinha diversos quartos iguais a esse lá.

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O control remoto com touch screen, onde se escolhe a música.

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Escolhi uma música da Shakira, e o vídeo de fundo era com imagens do Rio !!! ahhahaha. Será que eles acham que a Shakira é brasileira ??

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Depois encontrei algumas músicas brasileiras, como do Gilberto Gil e Caetano Veloso.

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Não tinha mais metrô pra voltar pro albergue, e era meio longe pra ir andando. Respirei fundo, preparei os bolsos e peguei um taxi. Só a bandeirada inicial custou 630 yens (R$16) !! Paguei 1200 yens (R$30) pra andar uns 2 km.

Fui dormir às 3h. De madrugada, às 4 da manhã, tocou um alarme no prédio do albergue, que precisou ser evacuado. Ninguém sabia ao certo se era de incêndio ou terremoto, mas não tinha nenhum sinal de fumaça e não estava balançando nada. Chegou um carinha de bibicleta que entrou no predio, liberou a entrada e ficou por isso mesmo, ninguém soube dizer por que o alarme disparou. Bizarrices do Japão..

Por falar em terremotos.... É natural que muitos me perguntem: "Mas você não tem medo dos terremotos e da radiação no Japão ? Não está tudo destruído lá ?" É importante não se deixar levar pelo sensacionalismo. Quantos japoneses não teriam coragem de conhecer o Rio por terem visto pela TV os blindados da Marinha invadindo o Complexo do Alemão, quando na verdade a cidade está toda lá, com seus problemas sim, mas belíssima e cheia de atrações ? Para mim é a mesma coisa com o Japão. Conheço muita gente que jamais viria para cá, por medo de terremoto e radiação. Depois da avalanche de imagens e notícias de cidades destruídas pelo tsunami, com milhares de mortos, muita gente acaba achando que não sobrou nenhum japonês vivo, nenhuma edificação ficou de pé, e que o país todo está contaminado pela radiação. Menos, menos... Apenas a região de Sendai e Fukushima, 250Km ao norte de Tóquio, foi atingida, e mesmo assim, a reconstrução foi feita em tempo recorde, com uma eficiência impressionante. É claro que o tremor também foi sentido em outras regiões do país, mas de forma menos intensa. Tóquio saiu ilesa dessa. E quanto a possibilidade de acontecer um forte tremor justamente durante a minha estadia, eu diria que a chance existe, mas é muito menor do que a de acontecer algo de ruim comigo (como um assalto) em qualquer grande cidade do Brasil.

O Japão está localizado no encontro de 3 placas tectônicas, o chamado Anel de Fogo do Pacífico. Exatamente por isso, é o país com a maior incidência de terremotos por m2 no mundo, apesar do território pequeno. Além disso, tem cerca de 60 vulcões ativos. O último grande tremor na cidade foi em 1923, com 7,9 graus de magnitude. A cidade, ainda pouco preparada, ficou destruída, e milhares de habitantes morreram. Especialistas dizem que há uma chance grande de que um forte terremoto atinja Tóquio nas próximas décadas. A boa notícia é que este é o país mais bem preparado para enfrentar terremotos. As construções são preparadas para resitir aos tremores mais fortes, e a população é treinada para agir em caso de emergência.

Quase vim para o Japão no ano passado, mas acabei desistindo porque não achei passagens aéreas com preços atraentes. Foi pura sorte, pois eu estava me preparando para viajar em março, justamente quando o país foi atingido pelo pior terremoto de sua história (9 graus de magnitude). Provavelmente nada teria acontecido comigo, porque Tóquio e as outras cidades turísticas (como Kyoto e Hiroshima) nada sofreram. De qualquer forma, devido a esta tragédia, troquei o Japão pela Rússia e outros países do leste europeu, mas meu sonho de conhecer a "Terra do Sol Nascente" permaneceu vivo. Acompanhei os acontecimentos ao longo dos últimos meses. Atualmente os níveis de radiação em Tóquio continuam mais altos que o normal, mas não oferecem riscos para a saúde humana. (Leitura recomendada para ninguém ficar preocupado comigo: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/891041-ha-mais-radiacao-no-es-que-em-toquio-diz-medico.shtml).

Publicado por alexpt 5:00 Arquivado em Japão Comentários (0)

Dia 10 - Tóquio-Kyoto

overcast 20 °C

Acordei as 11:30 com o pessoal da limpeza entrando no meu quarto. Dei um pulo da cama !! O checkout do albergue era as 11h. Tinha colocado meu celular pra despertar as 10:30, mas tava tão chapado que não escutei nada.

Foto que tirei vestido “à carater” com a galerinha da recepção do albergue. Pessoal gente boa demais !! Nota 10 esse albergue !

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Ganhei do albergue um cartãozinho escrito em português, com uma bala de presente !

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Peguei o trem da linha Yamanote até a estação Tóquio.

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Meu almoço que comprei na estação: tempurá !!! Muito bom !

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Hora de pegar o Shinkansen (trem-bala) das 14:03 (percebeu a pontualidade ??) com destino a Kyoto !!!

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Algumas semanas antes da minha viagem, comprei o JR Rail Pass, o passe de trem da empresa Japan Rail. Custou R$700 e encomendei de uma agência de turismo paulista (Tunibra), a mais barata que encontrei. Mandei a cópia do meu visto japonês scaneada por email, fiz o depósito na conta da agência, e no dia seguinte recebi o voucher por Sedex. O passe é válido por 7 dias e permite viagens ilimitadas nos trens da Japan Rail, incluindo o Shinkansen e as linhas de trens metropolitanos, como a Yamanote (anel ferroviário de Tóquio). Teria que desembolsar cerca de R$1.100 se fosse comprar as passagens avulsas (Tóquio-Kyoto, Kyoto-Hiroshima e Hiroshima-Tóquio). Tendo em vista os preços altos das passagens de trem no Japão, este passe é um grande benefício, e ele só é oferecido para quem viaja a turismo no país. Só é vendido fora do Japão. Os próprios japoneses não tem direito a este passe. Tentei antes dar uma olhada nas passagens aéreas, mas também são caríssimas, não valeria a pena. Esta é a primeira vez que compro um passe de trem. Nas minhas viagens anteriores pela Europa, nunca me interessei em adquirir o passe Eurail, simplesmente porque era mais barato viajar de avião.

Antes de embarcar, passei numa agência da JR Rail para trocar o voucher pelo passe de trem, marcando o período de validade que eu escolhi (25/05 a 31/05).

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Há vários tipos de Shinkansen: Kodama (parador), Hikari (semi-expresso), Sakura (semi-expresso), Nozomi (expresso) e outros. O JR Rail Pass não permite andar nos expressos (como o Nozomi), e não pode andar nos vagões Green Class (primeira classe). Dependendo do trajeto, é necessário fazer baldeação no caminho.

Pra entrar na plataforma de embarque, basta mostrar o passe pro guarda num guichê que tem do lado das roletas, e ele te deixa passar. Você não recebe uma passagem impressa pra embarcar. O passe é a passagem.

Peguei um trem Kodama, que foi de Tóquio até Kyoto parando em 5 cidades. Não precisei fazer baldeação. Impressionante a pontualidade. Eu tinha baixado pro meu celular o horário dos trens dessa linha, e ele parava nas cidades exatamente na hora programada. O Shinkanzen, além da pontualidade, também é famoso pela sua segurança. Inaugurado em 1964, foi o primeiro sistema de trens de alta velocidade do mundo e até hoje nunca houve nenhum acidente.

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Um video que gravei de um Shinkanzen passando:

Com o JR Rail Pass, você pode reservar um assento sem custo, mas cada trem tem pelo menos 3 vagões exclusivos para quem não fez reserva de assento. Nem fiz reserva e o vagão estava vazio. Só escolher qualquer assento desse vagão. Muito tranquilo.

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O trajeto até Kyoto durou 2:45. Há areas habitadas durante todo o trajeto, sejam cidades grandes ou pequenas à beira de campos de arroz.

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Estava na esperaça de avistar o Monte Fuji, já que essa linha de Shinkansen passa mais ou menos perto dele, mas o tempo estava nublado e não deu pra ver nada. Na verdade, eu tinha planejado fazer um “bate-volta” a Hakone para conhecer o Lago Ashi, que tem uma vista sensacional pro Monte Fuji, mas é um passeio que precisa de um dia inteiro. Teria que deixar de fora outras atrações de Tóquio. Fica pra uma próxima vez.

O trem tem serviço de bordo, com uma “ferromoça” passando, com se fosse num avião. Mas é tudo pago. Antes de entrar no vagão para passar o carrinho com as comidas e bebidas, ela deu aquela inclinada japonesa, assim como os outros funcionários.

Na chegada a Kyoto, um grupo enorme de estudantes na estação esperando o trem:

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A estação de Kyoto tem um design moderníssimo, e um shopping bem grande.

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Em frente à estação, a Torre de Kyoto:

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A avenida em frente a estação, com prédios modernos. Eu imaginava que Kyoto fosse uma cidade pequena e com construções antigas, mas me surpreendi. É uma metrópole com 1,5 milhão de habitantes que tem até metrô.

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Kyoto, a terra dos samurais, foi capital do Japão até o século 19. Diz-se que para realmente entender o Japão, é necessário conhecer esta cidade, perdendo-se pelas ruas estreitas do bairro das gueixas e visitando alguns dos seus 1.600 templos budistas e 400 santuários xintoistas.

O albergue (K’s House Kyoto) fica a poucas quadras da estação do Shinkansen. Fui andando mesmo. Achei esse albergue muito maneiro. É um prédio de 6 andares com uma cobertura onde a galera fica socializando, e no 2º andar também tem outro espaço com uma cozinha grande, um monte de sofás e umas mesas. Na recepção todo mundo tinha que tirar o sapato e guarda-lo numa espécie de escaninho (cada um com sua chave).

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No quarto (com 2 beliches e 1 cama) tinha só um italiano bem gente boa. Fiquei desenferrujando meu italiano com ele. Já tinha um tempão que não falava nesse idioma e já estava esquecendo tudo !!

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Vi muito poucos turistas ocidentais até agora no Japão. Pelo que fiquei sabendo, o turismo estrangeiro aqui despencou depois do terremoto de março do ano passado. O que pouca gente sabe é que Tóquio, Kyoto e Hiroshima não foram atingidas. Somente a região próxima a usina de Fukushima (norte do país) sofreu maiores danos.

A rua do albergue, bem tranquila, com algumas casas de madeira no estilo tradicional:

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Tomei um banho (banheiro coletivo, mas era bem limpo) e fui dar um volta.

Em frente a estação de trens, uma filial da Yodobashi, aquele mesmo mega shopping de eletrônicos que conheci em Akihabara (Tóquio).

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Avenida em frente à estação:

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Área resevada para fumantes na rua:

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Na calçada em frente a estação de trens, um balé de águas muito legal chamado Aqua Fantasy:

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Gravei esse vídeo:

Jantei num restaurante no shopping chamado The Cube anexo à estação de trens. Tinha um moooonte de restaurantes lá e foi até dificil escolher o melhor. Comi macarrão com curry e carne de porco empanada. MUITO BOM ! Saiu por 890 yens (R$22).

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Kyoto também tem um número impressionante de restaurantes, como Tóquio. E muitas lojas de conveniência nas ruas também (7-Eleven, Lawson, Family Mart e outras). Deve ser assim no país todo.

A Torre de Kyoto iluminada à noite:

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Como dormi só 5 horas essa noite, eu tava um lixo. Sexta-feira... queria muito sair, mas simplesmente não conseguia. Fui dormir cedo (22h).

Publicado por alexpt 9:50 Arquivado em Japão Comentários (1)

Dia 9 - Tóquio

overcast 21 °C

Dormi umas 10 horas sem escalas. Tava precisando muuuito disso. Acordei novo.

Minha grana estava acabando. Fui fazer um saque num caixa eletrônico no 7-Eleven. Para a minha surpresa, o caixa tinha opções de menu em japonës, inglês, coreano, chinês e....português !!! Como assim ?!

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O mais engraçado é que a máquina falava em português, e com sotaque !! Tive que gravar um vídeo !!

Aqui tudo fala: caixa eletrônico, escada rolante, ponto de ônibus, estação de trem e metrô, saída de garagem, e até os caminhões ficam falando alguma coisa em “loop” quando passam. Muito engraçado !!

A Nakamize-dori, rua com lojas de souvenirs na entrada do templo Senso-ji. Bem perto de onde eu estava hospedado.. Comprei uns souvenirs pra mim lá.

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Um ônibus urbano:

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Peguei o trem Yamanote pra conhecer Harajuku, famoso pelas adolescentes vestidas com roupas malucas.

Takeshita-dori, rua de pedestres com lojas para o público adolescente. Muitas estudantes com uniforme passeavam por lá.

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As ruas de Tóquio sempre tem placas com mapas das redondezas. Isso facilita muito a localização, já que a maioria das ruas não tem nome. Os próprios japoneses ficam perdidos e usam muito essas placas.

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A estação de Harajuku fica bem na entrada do enorme Parque Yoyogi. Dentro do parque está o principal santuário xintoísta de Tóquio, o Meiji Jingu. Foi construído em homenagem ao imperador Meiji (1852-1912), que é venerado neste santuário como um kami (divindade). Os restos mortais dele e de sua esposa estão neste local. Há de fato motivos relevantes para venerar este imperador. O Japão era um país feudal e atrasado até o século 19, tendo ficado por 2 séculos totalmente isolado do restante do mundo. O imperador Meiji promoveu reformas como o fim do isolamento, a transferência da capital de Kyoto para Tóquio e uma nova constituição. A partir daí, o Japão tornou-se rapidamente a nação rica e industrializada que conhecemos. No feriado do Ano Novo, este é o local mais visitado do Japão, com cerca de 3 milhões pessoas passando por lá e rezando por boa sorte para o ano que entra.

Torii (portal xintoísta) indicando a entrada do santuário:

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Tonéis de saquê fornecidos por diversas destilarias do país em homenagem ao imperador:

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Pintura do imperador na entrada do santuário:

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Entrada do santuário:

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Água sagrada:

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Pátio interno do santuário:

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Este é o local sagrado onde os japoneses fazem as orações. Nos santuários xintoístas, o ritual é sempre o mesmo: diante de uma espécie de altar, eles jogam uma moeda numa urna, batem uma palma para invocar o kami (espírito presente do santuário), dão uma inclinada (aquela típica japonesa) e vão embora. Tudo não demora mais que 10 segundos.

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É tradição pendurar nos santuários umas placas de madeira com pedidos ou agradecimentos. Tem placas de gente do mundo todo.

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Parque Yoyogi, saindo do santuário:

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Bandeira japonesa em frente a Casa de Tesouros Imperiais. Não entrei lá, tava meio sem saco de entrar em mais um museu :)

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Voltando para a estação de Harajuku, estava tentando descobrir qual a tarifa para a esta;áo Shimbashi, pois no mapa que estava na parede, os nomes das estações estavam somente em ideogramas. Surgiu do nada uma japa linda (prima distante da Sabrina Sato, ehehhe) perguntando em inglês se eu queria ajuda. Err...please, please !! Peguei novamente a linha circular Yamanote para o outro lado da cidade, na estação Shimbashi.

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Nesta estação peguei o monotrilho Yurikamone que liga Shimbashi a ilha de Daiba, passando pela baía de Tóquio por uma ponte parecida com a Golden Gate.

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O Shinkansen (trem-bala) passando pela cidade:

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A ponte que parece a Golden Gate. Ela tem dois andares. Por cima passam os carros, e por baixo, o monotrilho.

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Chegando em Daiba:

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O monotrilho passando:

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A ilha de Daiba é enorme. Tem diversos shoppings, edifícios comerciais e museus. É um lugar futurista. Me senti no filme Blade Runner.

Entrei no Museu Nacional de Ciência Emergente e Inovação, também conhecido como Miraikan. Esse museu tem uma mostra interessante de robótica, uma mania nacional no Japão. Muito legal.

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Robôs de tudo quanto é tipo:

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Esse robô parecia uma foca de verdade. Você fazia um cafuné nele, e ele interagia, ficava se mexendo todo. Muito maneiro !

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Gravei até um vídeo com esse robô:

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Projeções de imagens geofísicas interativas sobre o globo terrestre:

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Outro vídeo que gravei lá:

Saí desse museu e escolhi aleatoriamente um dos diversos shoppings que tinha na ilha pra comer alguma coisa. Fui andando, andando, e de repente, me deparei com essa cena:

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Não podia ser....era o Spectromen em tamanho real !!! Diretamente do túnel do tempo, um clássico dos anos 80 que marcou minha infância !! ! ahahha só no Japão mesmo !!

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O shopping tinha uma praça de alimentação enorme, e só de comida japonesa. Eu era o único ocidental do lugar. Escolhi um restaurante que tinha uma cara boa. A comida era feita ali na hora mesmo, estilo Spoletto. Tava tudo escrito em japonês, mas pelo menos tinha as fotos dos pratos.

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Hashis de plástico:

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Escolhi um macarrão do tipo udon (aquele que é mais grosso), com omelete por cima e algo que parecia cebola. Custou 880 yens (R$22). Pedi também um chope Sapporo, que custou 430 yens (R$11). A bebida nos restaurantes é muito cara em relação aos pratos. Percebi que quase ninguém aqui pede bebida, ainda mais que os restaurantes dão água grátis.

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Comecei a comer, mas quando olhei melhor meu prato, percebi que aquelas coisas em cima do omelete não eram cebola, pois ESTAVAM SE MEXENDO !!!! A comida estava viva !!!! ahhahahah não podia ser ! Muito sinistro ! Não tinha a menor idéia de que tipo de animal rastejante e agonizante poderia ser aquele no meu prato.

Gravei até um vídeo pra mostrar isso:

Como estava morrendo de fome, cheguei os bichos pra fora do prato e devorei o restante, que por sinal estava muito bom.

Perto desse shopping tinha uma praia, a única de Tóquio, com um deck de madeira.

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Inacreditável a quantidade de regras na praia. Era proibido nadar na água, e até praticar esportes na areia sem permissão. Dá pra ser feliz assim ??

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Um pequeno pier que tinha perto da praia:

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Vista da ponte “Golden Gate” no pier:

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O prédio da TV Fuji, que mais parece cenário do Blade Runner. Faltaram só os carros voadores e os andróides:

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A ponte iluminada à noite:

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Uma réplica da Estátua da Liberdade.

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Um batalhão de fotógrafos anônimos perto da estátua.

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Mais uma atração imperdível de Daiba: o Salão de Exposições da Toyota, com os últimos lançamentos. Fiquei louco com esse lugar !!

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Toyota Aqua:

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A coqueluxe do momento no Japão são os carros híbridos, que usam gasolina e eletricidade (qualquer um dos dois ou ambos ao mesmo tempo, como se fosse um carro flex). Vi muitos híbridos nas ruas de Tóquio. A tecnologia das baterias melhorou muito recentemente. O resultado é que os carros híbridos quando rodam com gasolina e eletricidade juntos são muito econômicos. Esse Toyota Prius usa uma nova tecnologia de baterias e faz uma média de 61 Km por litro de gasolina ! Incrível !!

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Esse é um modelo um pouco mais antigo e faz 38 Km/l.

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Toyota 86, sonho de consumo :) Pelo equivalente a R$75 mil você leva um desse pra casa aqui no Japão.

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Era hora de voltar pro albergue, e me arrumar pra sair a noite pela primeira vez no Japão !! Estava moooorto ! Fiquei andando de 7 da manhã até 9 da noite, mas não poderia deixar passar a oportunidade de sair aqui. Era a minha última noite em Tóquio. Na verdade, depois de Kyoto e Hiroshima, ainda passo mais uma noite aqui em Tóquio, mas nessa noite não vou poder sair, pois tenho que acordar muito cedo no dia seguinte pra pegar meu vôo pra Ucrânia.

Dei uma passada antes no 7-Eleven para um lanche rápido.

Suco de...não sei !!

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Bolo de chá verde:

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MS-06 Zacu II, a bebida dos robôs !!! Parecia um energético, mas num frasco que parecia ser de xarope ! Muito louco !

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Indo para o albergue, tirei essa foto do portal Kamiranimon, do templo Senso-ji.

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Tomei outro energético pra mandar o cansaço embora. Mandei esse pra dentro: Tagiru FX 3000. Parece nome de óleo de motor. E não é que funcionou ? Fiquei ligadão !

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Peguei a linha Ginza do metrô de ponta a ponta, de Asakusa até o outro lado da cidade, em Shibuya. Deu meia hora de viagem. Já estou craque em andar de metrô e trem aqui. A primeira vista é tudo meio assustador, mas depois você pega o “bizu”. Tem umas coisas estranhas, como algumas estações onde você precisa sair na rua e andar até outro quarteirão para fazer transferência de linha.

Shibuya é o lugar da diversão noturna em Tóquio. Tem diversos bares, boates e pachinkos (fliperamas japoneses).

Quando desembarquei, por um momento achei que estivesse na Times Square, com um monte de gente na rua às 23:30 e vários telões nas fachadas dos prédios. Aliás, é como se Tóquio tivesse várias Times Square em bairros diferentes. Em Ginza e Shinjuku também é assim. Coisa de louco !!!

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Um vídeo que gravei nesse cruzamento:

À meia-noite em ponto os telões todos foram desligados. Todos juntos, sincronizados.

As “Spice Girls” japonesas…vi propaganda delas por toda a cidade:

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Tomando saquê de caixinha pra dar um brilho :)

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Comecei a procurar a Camelot, uma boate que haviam me recomendado. Tinha baixado o mapa pro meu celular, já que os endereços não ajudam em nada para localizar lugares no Japão. Fiquei rodando durante mais de meia hora até conseguir encontrar a boate. A entrada custou 3000 yens (R$75), com direito a dois drinks.

A primeira coisa que pensei ao entrar no lugar era em sair de lá o mais rápido possível. Era a visão do inferno. Um cheiro terrível de cigarro no ar e uma galera estranha, meio misturada. Tinha umas meninas de 18 anos no máximo meio de uns caras mais velhos de terno e outros com bermuda e boné. De repente aparece uma japa com um cabelo até quase o chão. Rapunzel ? Tinha eu e mais dois ou três ocidentais só. Umas 5 japonesas bonitas. A maioria absoluta era de homens. Não estava muito cheia. Tinha um bar com uma pista tocando house. Os outros ambientes estavam fechados, talvez por ser uma quinta-feira.

Olhei para o lado do bar e tinha duas meninas sentadas numas cadeiras e uns caras secando e penteando o cabelo delas. Cabelereiro no meio da boate, é isso ?

Me chamou a atenção a quantidade enorme de regras que a casa tinha: priobido fotografar, proibido fumar (ué ? maior galera fumando !!), priobido beber na pista (só podia beber no bar !!), e outra proibição que não entendi devido ao inglês precário usado na tradução: “forcible moderates prohibition”... oi ?!

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Além disso, achei engraçada essa proibição. Estava somente em japonês, mas dava pra entender pela ilustração: “Proibido abordar mulheres” !! Assim fica difícil !!!

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Tinha outras coisas estranhas, como umas mesas onde só podiam sentar mulheres.

Tirei essas fotos escondido. Os seguranças ficavam de olho, e toda hora que eu tirava a câmera do bolso, eles ficavam olhando de cara feia.

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Fui no bar pegar uma cerveja. Todos os drinks e cervejas custavam 700 yens (R$17,50), um absurdo !! Tinha cerveja Carlsberg (que acho ruim), e outra cerveja chamada “Red Eye”. Talvez fosse alguma cerveja japonesa, pensei. Pedi uma dessa. Era Carlsberg com suco de tomate !!! ARGH ! Horrível !!! Joguei fora e pedi uma Carlsberg normal mesmo.

O flerte existe aqui mais ou menos da mesma forma como em outros lugares, mas as pessoas não beijam. Não vi ninguém beijando nem lá, nem em nenhum outro lugar durante estes dias aqui no Japão. Nem beijo na bochecha, como cumprimento. O beijo na boca aqui é um ato puramente sexual e jamais beija-se em público. Também não vi ninguém se abraçando. Até mesmo amigos cumprimentam-se apenas com uma inclinada e no máximo um aceno.

Eu estava preso naquele inferno até 5h da manhã, que era o horário que o metrô voltava a funcionar. Taxi nem pensar, seria uma fortuna atravessar toda a cidade até meu albergue. Reparei que todo mundo da boate ficou esperando dar 5h pra voltar pra casa de metrô também. Ninguém foi embora de taxi ou dirigindo. O metrô e trem já está no sangue deles.

Resumo da noite: uma M, com M maiúsculo, mas serviu pelo menos para ver as coisas esquisitas. Gastei o equivalente a R$130, mais ou menos o que gastaria num lugar muitoooooo melhor no Rio. Acredito que Tóquio tenha lugares muito melhores do que esse. Devo ter dado azar.

Cheguei no albergue as 6h da manhã fedendo cigarro da cabeça aos pés, tomei uma ducha e berço !

Publicado por alexpt 9:49 Arquivado em Japão Comentários (3)

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