Um blog do Travellerspoint

Dia 18 - Kiev

overcast 13 °C

Acordei bem cedo, às 7h, ainda inconformado de ter perdido a noite de 6ª feira !! A noite de hoje vai valer por duas ! E sem dormida antes !!

Não estava mais chovendo, mas esfriou bastante. Saí pra comprar algo pra comer no quiosque que tinha perto do albergue. Estava tão frio que não rolava de ficar comendo na rua. Voltei pro albergue.

A cozinha do albergue:

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Uma das avenidas da região central da cidade:

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Friaca de 13 graus !!

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A praça central de Kiev (Maidan Nezalezhnosti):

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Este grupo de policiais estava recebendo ordens:

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A bola da Eurocopa:

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Avenida Khreshchatyk, a principal da cidade. Nos finais de semana ela é fechada para o tráfego.

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Propaganda da Eurocopa:

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O russo, à primeira vista, parece um idioma tão indecifrável como o japonês ou grego, mas se você aprende a correspondência do alfabeto cirílico para o latino, dá até pra entender algumas palavras mesmo sem conhecer o idioma. Por exemplo, na foto abaixo está escrito “ofitsina fan-zona uefa euro 2012”. Essa foi fácil de entender, não ? Mas é uma das poucas excessões. A grande maioria das palavras são indecifráveis.

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Um protesto contra a repressão política na Ucrânia:

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Uma área com prédios mais modernos:

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Propaganda da Eurocopa:

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O moderníssimo Estádio Olímpico de Kiev, casa do Dínamo de Kiev. Neste estádio será disputada a final da Eurocopa no início de julho. A reforma deste estádio custou quase 500 milhões de euros, quantia que foi fortemente criticada pela opinião pública na Ucrânia. Alguma semelhança com a Copa do Mundo no Brasil ??

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Ih, um carro prata espelhado ! Seria do Exterminador do Futuro ?

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Almoço no mesmo restaurante self-service de comida ucraniana de ontem (Puzata Hata). Dessa vez provei o Chichen Kiev (à direita), que é um frango com batata e queijo MUITO BOM (à direita na foto).

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Peguei o metrô para a estação Arsenalna, ao lado do rio Dnipro. Algumas estações tem máquinas como essa que vendem passagens (fichas), e tem inclusive versão em inglês.

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Prédios modernos à beira do rio:

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Esta parte fica no alto de um barranco, e tem uma vista bonita pro rio e para a outra margem da cidade, que é mais residencial.

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Crystal Hall, uma boate/casa de shows à beira do rio.

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Nesta região vi muitos noivos tirando fotos.

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Vista para o Perchersk, um complexo de igrejas cristãs ortodoxas que fica à beira do rio.

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Mapa do Perchersk:

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Igrejas do Perchersk:

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Por algum motivo que desconheço, as mulheres entravam nas igrejas cobrindo a cabeça com um lenço, como se faz no islamismo.

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Uma das igrejas tinha o chão todo coberto por folhas de arruda. As pessoas faziam o sinal da cruz e davam uma inclinada, como no islamismo. Provavelmente isso seja comum na igreja cristã ortodoxa.

Os padres ortodoxos usam batina preta:

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O banheiro do lugar tinha duas portas, uma marcada com M e a outra com Ж. Qual das duas você escolheria ? Fiquei um tempão esperando alguém entrar ou sair pra saber qual dos dois era o masculino. E era o M mesmo.

Peguei o metrô novamente pra estação Hidropark, que fica numa das ilha do rio Dnipro.

Na saída da estação, um monte de pequenas lanchonetes:

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Churrasquinho. Na verdade eram uma bolas pretas, sei lá de quê.

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Máquina que vendia “vada” (água):

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Uma das praias da ilha:

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Um parque na ilha. Tinha um baile da terceira idade rolando lá.

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Voltei pro centro da cidade. A avenida Khreshchatyk:

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Uma banda tocando rock em russo:

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Um shopping subterrâneo embaixo da praça principal da cidade (Maidan Nezalezhnosti). Durante o inverno deve ficar lotado, com as pessoas evitando as temperaturas negativas e a neve na superfície.

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Loja oficial do Dinamo de Kiev, principal time do país. Comprei uma camisa oficial lá por 340 hryvnias (R$85).

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Propaganda da seleção ucraniana, patrocinada pela Adidas. Dei uma passada na loja da Adidas e comprei uma camisa da seleção igual a essa da foto por 300 hryvnias (R$75).

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Voltei pro albergue, tomei um banho e saí pra comer alguma coisa. Fui no Shelena Mama, um bar do lado do albergue que funciona 24h. O cardápio estava todo em russo, olha que beleza:

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O garçom não falava inglês, só pra complicar mais um pouco. Escolhi aleatoriamente uma das opções dos cardápios, e também a única coisa que eu sabia em russo (aliás, muito importante): "pivo" !!! (cerveja)

Chegou um sanduíche com batata frita. Pelo menos não era nenhuma comida estranha. Aliás, não tive nenhuma má experiência até agora com a comida ucraniana. Muito pelo contrário, a comida é muito boa. Tudo que comi sem saber do que se tratava era gostoso.

A noite foi na D’Lux, boate da elite de Kiev, que fica do lado do antigo estádio do Dínamo. Preços bastante altos para padrões ucranianos: entrada por 200 hryvnias (R$50) sem direito a nada, e cerveja long neck por 30 hryvnias (R$5). Mesmo assim, ainda é barato se comparado aos preços que estou acostumado a pagar no Rio (que são absurdos para o que é oferecido). O lugar era TOP de linha !!! Um lounge no primeiro andar, boate no segundo e um bar com vista pra pista no terceiro. Só GATA !!! Era o paraíso !! Só que ninguém falava inglês... complicado !!! Mas a noite BOMBOU !!! Me chamou a atenção que as mulheres eram todas na faixa dos 25 a 30 anos, mas tinha homens de todas as idades, até de mais de 50 anos. Também era assim na Rússia. Meio estranho isso.

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Dia 17 - Kiev

sunny 19 °C

Acordei às 9h. O quarto tinha 5 beliches, mas estava sozinho lá.

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A frente do albergue:

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Esse albergue fica num bloco atras de um prédio residencial. Não é de frente pra rua.

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A rua do albergue (Tereshchenkivska vulitsa):

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Saí pra procurar algum lugar pra fazer um lanche. Infelizmente não tem 7-Eleven na Ucrânia. Já estava ficando mal acostumado :)

No mesmo quarteirão do albergue encontrei um quiosque que vendia lanches.

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Nestea de “persica” (pêssego):

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Sanduba:

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Comi também um folhado de presunto. Tudo custou apenas 24 hryvnias (R$6) !! Quando paguei, falei “spasiba” (obrigado), mas a atendente pegou o dinheiro de cara feia e nem agradeceu. Acho que fiquei mal acostumado com a educação das pessoas no Japão !!

No mesmo quarteirão do albergue, uma estação de metrô (Teatralna). .

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Avenida próxima ao albergue.

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Em poucos minutos andando na rua em Kiev eu vi mais mulher bonita que em todos os dias anteriores da viagem !!!. Eu não sabia para onde olhar !!! Nunca vi nada igual...descobri o paraiso !!!

A Ucrânia pertencia à antiga União Soviética, e tornou-se um país independente há apenas 20 anos. A influência russa é mais do que óbvia. Kiev, de fato, lembra muito Moscou em todos os aspectos: os quiosques que vendem lanches e cerveja na rua, os edifícios no estilo soviético, os carros parados em cima da calçada, as ruas fortemente policiadas, o atendimento ríspido, o idioma, as mulheres bonitas. É um país bilígue, onde fala-se ucraniano e russo. Na parte leste fala-se somente ucraniano, e na parte oeste, que é mais perto da Rússia, só se usa o russo. Kiev fica exatamente no meio do país, e as duas línguas convivem, ainda que fala-se mais russo que ucraniano aqui.

Tarasa Shevchenka Boulevard:

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“Shalena Mama – Rock and Roll Café”, um bar do lado do albergue:

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Uma cena bastante familiar: carros parados em cima da calçada:

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Uma praça com uns quiosques vendendo chope:

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Parece o Corpo de Bombeiros...mas é uma universidade !!

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Propagandas da Eurocopa, que este ano será realizada em conjunto com a Polônia. Os primeiros jogos em Kiev serão no dia 11, e já vou estar no Brasil.

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Um mercado com bancas vendendo frutas, peixes, carnes, legumes e verduras.

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Os nomes das ruas estão em cirílico e no alfabeto latino.

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Ópera de Kiev:

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Pôneis passando na rua (??)

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O Portão Dourado, parte do que sobrou das muralhas que cercavam a cidade na Idade Média:

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Como Kiev era na Idade Média:

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Uma entrevista para a TV na rua:

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Uma barraca vendendo kvas, uma bebida muito popular na Ucrânia e Rússia feita de pão fermentado. O teor alcoólico é muito pequeno (1%). Essa bebida é vendida por todos os lados nas ruas de Kiev.

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Uma rua de pedestres com um monte de barracas vendendo chope, kvas e comidas:

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Praça Santa Sofia:

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Catedral de Santa Sofia:

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Um ônibus elétrico (tróleibus):

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Bandeira ucraniana:

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Essas barracas na rua vendem chope muito barato !! Tomei um chope de 500 ml por apenas 8 hryvnias (R$2) !!! Estou mesmo no paraíso !!! :)

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Local onde comprei uns souvenirs pra mim:

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Outra igreja:

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Ruas de paralelepípedos da cidade antiga. Muitas obras nas ruas e muitos prédios antigos sendo restaurados. É a região de Kiev que achei mais bonita.

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Mulherada gata aos montes andando pelas ruas :)

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Placas de informações turísticas em russo e em inglês:

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Bonde:

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Uma matrioshka, como são chamados esses micro-ônibus velhos que circulam pela cidade.

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Ambulante vendendo alguma coisa que não identifiquei...talvez nabo ??

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Quiosques que vendem bebidas e lanches, com uma janela pequena.

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Diversos tipos de cerveja. Só tem cerveja a partir de 500 ml, todas muito baratas (entre R$1,50 e R$2)

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Museu Chernobyl, que conta a tragédia que foi a explosão da usina atômica em 1986.

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Roupas de proteção contra a radiação:

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A nuvem radioativa que se espalhou pela Europa:

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Zona próxima a Chernobyl que foi contaminada pela radiação:

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A radiação na época da explosão chegou bem próxima a Kiev, mas em níveis baixos.

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O efeito devastador da radiação na população local. Cidades foram evacuadas e muita gente morreu de câncer.

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A usina antes e depois da explosão:

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Cidades fantasmas próximas a usina atômica:

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Quando falei que estava indo pra Ucrânia, muita gente torceu o nariz, me perguntando o que tinha de interessante pra ver lá, e se eu não tinha medo da radiação de Chernobyl. Da mesma maneira que fiz com o Japão, também pesquisei bastante a respeito dos níveis de radiação em Kiev (que fica a cerca de 100 Km de Chernobyl), e me certifiquei que não há perigo algum para a saúde humana. Até o respeitado relatório do Departamento de Estado Americano diz que a radiação atualmente está equivalente à encontrada nos EUA (http://travel.state.gov/travel/cis_pa_tw/cis/cis_1053.html#special_circumstance). O mesmo relatório, entretanto, recomenda evitar comer cogumelos e aves selvagens (de caça). Outro cuidado que estou tendo é o de beber somente água mineral. Acho que é até um cuidado exagerado, mas é mais por desencargo. Há muitos passeios saindo de Kiev para visitar os arredores de Chernobyl, mas este sim considero um risco desnecessário. Sou louco, mas nem tanto !!

Saindo do museu, fui procurar algum lugar pra almoçar. Encontrei esse restaurante “Puzata Hata”, que foi um achado !!! É uma rede que tem várias filiais pelo país servido comida ucraniana no sistema self-service. Me lembrou muito o “Grably”, uma cadeia de restaurantes no mesmo estilo que conheci em Moscou. A grande vantagem é que você pelo menos vê o que vai comer. É só apontar para a atendente, que ela te serve o que você quer. Paga-se por porção. Se fosse um restaurante à la carte, seria complicado escolher o prato, pois o cardápio estaria todo em russo.

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A comida estava muito boa. Escolhi pelmeni (parece uns raviolis), um frango com um queijo por cima e batata fria com umas coisas pretas, parecia algum tempero. A comida ucraniana é bem parecida com a russa.

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Outra semelhança com a Rússia: muitas passagens subterrâneas onde vende-se de tudo.

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Mais carros parados em cima da calçada. Os pedestres são obrigados a andar no meio da rua.

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Vista da região portuária, passando por uma passarela:

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O rio Dnipro e barcos que fazem passeios:

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Uma das muitas ilhas do rio com praias. Deu uma esquentada e o sol abriu.

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Ponte de pedestres que liga o porto a uma das ilhas do rio:

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Rio Dnipro:

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Praia numa das ilhas do rio:

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Era engraçado ver na praia um monte de meninas maquiadas e vestidas como se estivessem indo pra alguma festa. Algumas chegaram a entrar de vestido na ãgua !!

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Essas cabines serviam pras pessoas trocarem de roupa. Ninguém chegava na praia com roupa de banho por baixo. Quando iam embora, trocavam de roupa de novo.

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Voltando pro porto, um funicular na Poshtova Ploshcha (praça).

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A bola oficial da Eurocopa 2012:

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Peguei o metrô de volta pro albergue. Os nomes das estações estavam todas em cirílio e também no alfabeto latino. Além disso, o sistema de som dos trens anunciava as estações em russo e em inglês. O metrô de Kiev tem 3 linhas e é muito barato, custando apenas 2 hryvnias (R$0,50).

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Era sexta-feira na hora do rush e o metrô estava bem cheio. Tinha uma fila enorme pra subir a escada rolante.

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Como em Moscou, as estações do metrô de Kiev são muito profundas. São as escadas rolantes mais longas que já vi.

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Era uma sexta-feira e eu estava ansioso para desbravar a noite de Kiev !! Tomei uma ducha e deitei pra dar uma descansada antes de sair. Apaguei, e quando dei por mim, já era 1:30 da manhã ! Fiz alguma M que o despertador não tocou. Caramba...não acreditei !!! E pra piorar, olhei pela janela e estava caindo um temporal na cidade. Fiquei muito bolado...não acredito que perdi a noite de sexta em Kiev !!! :( A noite de sábado terá que valer por duas !!!

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Dia 16 - Tóquio-Kiev

overcast 18 °C

Acordei cedo, às 8h. Dia de dizer adeus para o Japão, e partir rumo a Ucrânia.

Como meu passe de trem ainda estava válido, não era necessário pagar passagem para ir até o aeroporto usando alguma linha Japan Rail, como o Narita Express. Há também outras linhas de outras empresas que ligam Tóquio ao aeroporto de Narita.

Eu precisava ir de Kinshicho até a estação Tóquio, e de lá pegar o Narita Express.

Pegar o trem na estação Kinsihcho foi complicado, porque era hora do rush e os trens estavam lotados. Impossível entrar, ainda mais com um mochilão e uma mochilinha. Esperei mais outro trem passar, mas não adiantou, estava cheio também. Reparei que tinha um vagão diferente, de dois andares, que estava bem vazio. Entrei nele. Logo depois apareceu uma fiscal. Mostrei meu passe de trem, e ela disse que aquele vagão era de primeira classe, e que eu só poderia pegar um vagão de classe econômica. Tive que descer na estação seguinte. Ainda faltavam duas estações pra chegar na estação Tóquio. Passou outro trem lotado. O segredo foi pegar o vagão da ponta, que estava um pouco mais vazio.

Depois desse pequeno perrengue, consegui chegar na estação Tóquio. Agora precisava achar a plataforma de embarque do Narita Express. Até que não foi tão difícil assim. Tinha muitas placas indicando.

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Quando cheguei na plataforma de embarque, reparei nos painéis eletrônicos que era necessário ter reserva de assento nesse trem. Tive que procurar um guichê de atendimento da JR pra marcar o assento. O trem das 9h já estava saindo, e o próximo era só as 10h (eu chegaria atrasado no aeroporto). Voltei correndo pra plataforma. Foi só entrar no trem que as portas fecharam e ele partiu menos de 1 minuto depois. Muita sorte !!

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O trem estava bem vazio. Nem sei por que era obrigatório ter reserva de assento.

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Monitor mostrando a localização do trem e horário de chegada. O aeroporto de Narita fica a 70km do centro de Tóquio, e a viagem até lá levou 1h.

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A paisagem urbana, aos poucos, foi dando lugar a campos de arroz:

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Cheguei são e salvo no aeroporto, e bem na hora, faltando 2 horas pro meu vôo.

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Troquei os últimos yens que me restavam por euros numa casa de câmbio. Gastei no total 90.871 yens (R$2.272) em 12 dias, o que dá R$189 por dia, contando a hospedagem. Tá dentro da minha média histórica (entre R$130 e R$200 incluindo a hospedagem). Nessa conta não entrou o passe de trem, que custou R$700 e já tinha comprado no Brasil antes da viagem.

Passei no free shop do aeroporto e comprei alguns brinquedinhos pra mim:

Saquê de latinha:

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Bebida de gengibre:

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Água de soja com gás:

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O avião da Aeroflot que me levou de volta pro ocidente:

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Adeus Japão ! Sem dúvida nenhuma, o país mais incrível que já conheci !!! Foram 12 dias intensos, únicos, fantásticos...que nunca vou esquecer !

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Algo que me motivou muito a conhecer o Japão foi o relato de viagem do Vinicius e Patrícia, o "Casal Partiu", amigos meus do Rio. Eles estão realizando o que muitos sonham, mas quase ninguém teria coragem de fazer. Já tem mais de um ano que eles resolveram vender tudo que tinham, abandonaram a vida deles no Rio, e desde então estão dando a volta ao mundo. No início do ano eles passaram pelo Japão, e contaram maravílhas de lá. As fotos que a Patricia (fotógrafa profissional) tirou ficaram espetaculares. Palavras do Vinícius: "O Japão é provavelmente o país mais subestimado que já visitei. É muito mais do que eu poderia imaginar. Não há palavras pra descrever o quão fantástico é Tóquio ! Não tem nem 24h que chegamos no Japão e a quantidade de experiências que já tivemos e pessoas que conhecemos é impressionante. Sensacional !" Concordo totalmente com ele. O Japão é um lugar único no mundo. Pra quem tiver curiosidade de acompanhar a viagem deles e ver as fotos, o perfil público no Facebook é http://www.facebook.com/CasalPartiu

Comida japonesa no avião:

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No meio do caminho, sobrevoando a Sibéria:

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Cheguei em Moscou 9:30h depois, mas com 5 horas de fuso a menos. Dei sorte, consegui ficar num lugar com uma poltrona vazia do meu lado, então tinha muito mais espaço pra mim.

Durante o vôo, escrevi textos do blog até a bateria do notebook acabar, e depois fiquei vendo uns episódios de House no meu monitor individual no avião.

Fiquei esperando meu vôo pra Kiev durante 5h no aeroporto de Moscou. Aproveitei o tempo livre pra escrever mais textos do blog e tomar uma Baltika gelada. Ninguém é de ferro :)

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Cheguei em Kiev às 22:30h, mas pra mim já eram 4:30 da manhã pelo horário de Tóquio. Eu estava destruído.

A Ucrânia já estava há um tempo na minha lista de desejos, mas como até pouco tempo atrás era exigido visto para turistas brasileiros, eu desanimava. O mesmo acontecia com a Rússia. Felizmente o visto para brasileiros foi abolido pela Rússia em 2010, e não perdi tempo: visitei o país no ano passado e ADOREI ! No ano passado foi a vez do visto ser abolido pela Ucrânia, e aqui estou eu, em primeira mão, desbravando novos territórios !!

A chegada no aeroporto de Kiev foi um choque de realidade para quem estava vindo do Japão. A policial da imigração foi totalmente grossa. Pegou meu passaporte com um olhar de desprezo, e perguntou de maneira ríspida para onde eu ia. Ficou folheando meu passaporte como quem estivesse procurando o visto, e depois ficou falando em russo com o policial da cabine vizinha. Acho que ela não sabia que brasileiros não precisam mais de visto para entrar na Ucrânia. Carimbou o passaporte e não falou nada.

No setor de desembarque, um moooonte de taxistas abordando os passageiros. Uma zona...muito pior que o Galeão. Toda hora alguém vinha me oferecer taxi. Um saco.

Saquei dinheiro ucraniano (hryvnias) num caixa eletrônico, peguei um ônibus em frente ao terminal, desviando antes de mais taxistas me abordando do lado de fora do terminal.

Uma nota de 200 hryvnias (R$50):

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O ônibus era pequeno e apertado. Estava lotado. Antes de partir, o motorista percorreu o corredor do ônibus recolhendo dos passageiros o dinheiro da passagem (25 hryvnias = R$6). Ele só extendia a mão sem falar nada. Dei o dinheiro e ele não agradeceu. Se fosse no Japão seria tão diferente...Eu tinha ficado mal acostumado com a educação, respeito e simpatia dos japoneses.

O aeroporto de Kiev fica bem distante do centro da cidade. O trajeto levou quase uma hora. O ponto final era a estação central de trens da cidade.

O albergue ficava meio longe de lá, a uns 2 Km de distância. Não dava pra ir andando, ainda mais carregando duas mochilas e morto de cansado do jeito que eu estava. Foi meio complicado achar a estação de metrô, que ficava do outro lado da estação de trens. Na calçada, mais gente oferecendo taxi. Corri pra pegar o metrô, que já estava fechando. Já passava de meia-noite. Acho que peguei o último trem. Custou apenas 2 hryvnias (R$0,50) !! Desci na estação Teatralna. O albergue (The Hub Hostel) era bem perto dela. Era um prédio pequeno, de 2 andares. O carinha da recepção era bem gente boa.

Tomei um banho e fui pro merecido berço, pois pra mim já eram 6:30 da manhã pelo horário de Tóquio ! Noite de quinta-feira na Ucrânia...queria muitoooo sair, mas não tinha a menor condição !!

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Dia 15 - Hiroshima-Tóquio

overcast 22 °C

Dia de me despedir de Hiroshima e voltar para Tóquio.

Há um Shinkansen expresso (Nozomi) que liga as duas cidades, mas eu não poderia pegá-lo com o passe de trem (Japan Rail Pass). Peguei então um semi-expresso (Sakura) até Osaka (1:30 de viagem).

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Algo muito útil para uma viagem longa: tomada para recarregar o notebook !!

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Chegando em Osaka.

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Até Tóquio foram mais 3 horas (semi-expresso Hikari). Aproveitei o tempo para escrever mais uns textos do blog.

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A estação Tóquio é enorme. Além das linhas de Shinkansen, também passam linhas de metrô e trens suburbanos. Estava indo passar a noite num hotel capsula no bairro de Kinsicho, e lá não tem metrô, mas tem uma estação de trem suburbano (linha Sobu).

Foi um desafio encontrar a plataforma de embarque da linha Sobu na estação Tóquio. Era uma loucura de gente passando por todos os lados, e diversas linhas de trens. Olha só o mapa de linhas:

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Tóquio tem nada mais, nada menos que 31 linhas de trens suburbanos !!! Fiquei rodando uns 20 minutos até conseguir encontrar a plataforma correta.

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Foram apenas 10 minutos de viagem e 3 estações até Kinshicho. Não paguei a passagem, pois essa linha é operada pela JR, e eu tinha o passe de trem.

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Esse bairro fica bem perto da Sky Tree Tower. O hotel cápsula (Capsule Inn Kinshicho) é esse edifício bege à direita na foto:

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Paguei R$70 pela diária lá. Na entrada do prédio, tinha uma mensagem de boas-vindas pra mim !

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O andar onde fiquei tinha 50 cápsulas. Quando cheguei, recebi um kit com toalha, roupa de cama, kimono, shampoo e sabonete. Tinha que deixar o sapato na entrada, num escaninho com chave que tinha na recepção. Ficava todo mundo circulando de kimono dentro do hotel. Acho que só permitiam hóspedes homens, pois não vi nenhuma mulher lá. Estava bem vazio. Meu andar tinha só umas 5 cápsulas ocupadas. Eu era o único ocidental do hotel. Os hotéis capsula são muito procurados por moradores de Tóquio que perdem o último trem pra casa e acabam dormindo perto do trabalho.

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Fiquei nessa cápsula:

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Era bem maior do que eu imaginava. Dava pra ficar sentado. Dentro tinha TV, rádio e despertador.

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Banheiro coletivo do meu andar. Os chuveiros ficavam num outro andar.

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A bagagem eu guardei num armário com chave que ficava no andar. O hotel tinha ainda uma sauna.

Vista da janela do meu andar:

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A rua do hotel:

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Uma rua muito estreita no bairro:

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A Sky Tree Tower, que foi inaugurada há poucos dias.

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Tinha um monte de japoneses fazendo fila para tirar foto dessa pedra, olhando para o alto. Devia ter algum significado isso.

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Rua em frente a torre, e a fila para tirar foto na pedra:

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Não pude subir na torre, pois até julho os ingressos eram vendidos apenas antecipados, e já estava tudo esgotado.

Embaixo da torre tinha um shopping com um andar cheio de restaurantes.

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Escolhi esse restaurante self-service com nome impronunciável:

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A especialidade dele era udon, que é aquele macarrão mais grosso. Bastava escolher o tipo de molho. Também podia escolher uns tempurás para acompanhar, pagando por unidade. Escolhi molho curry e uns tempurás de berinjela e outors legumes. MUITO BOM !!! Foi a melhor refeição da viagem ! E custou apenas 840 yens (R$21) !

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A praça de alimentação tinha uma pia onde as pessoas lavavam as mãos, e uma torneira com água potável. Reparei que quase ninguém pedia bebida nos restaurantes, provavelmente porque era caro. Depois da refeição, todo mundo pegava um copo d’água de graça lá.

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Peguei o trem da linha Yamanote até Shinjuku, do outro lado da cidade. Era hora do rush e a estação Shinjuku, que é a mais movimentada do mundo, estava lotadaaaaça. Era um vai e vem frenético de pessoas.

Esta região é conhecida como o “novo centro” de Tóquio, com arranha-céus a perder de vista.

Prédios na saída da estação:

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Logotipo da candidatura de Tóquio para os Jogos de 2020. Sinceramente não entendo como Tóquio foi a primeira cidade eliminada na disputa entre Chigago, Rio e Madri para 2016. Acho que o Rio só levou essa porque o Brasil, como o Lula bem lembrou no discurso, é a única das 10 maiores economias do mundo que nunca sediou uma Olimpíada. Apenas por isso. Acho que para 2020 não tem pra ninguém, vai dar Tóquio.

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Peguei o trem de novo indo para Harajuku, perto de Shinjuku.

A rua Takeshita é o point das adolescentes, com um monte de lojas destinadas para elas.

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Tinha um monte de meninas passando com roupas esquisitas. Parecia festa a fantasia. Tirei umas fotos que ficaram ruins. O movimento nesse lugar é maior aos domingos. Peguei essas outras fotos na internet.

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Lotteria no Japão não é o lugar de fazer apostas, mas uma rede de fast-food !!

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O bairro vizinho de Omotesando é um imenso shopping center a céu aberto, com um monte de lojas de grife. A avenida Omotesando lembra a Champs-Elyssés de Paris: uma boulevard com um canteiro central, lojas de grife, cafés e gente até tarde da noite circulando pelas calçadas.

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As ruas menores do bairro eram um labirinto de lojas.

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Comprei meu lanche numa loja de conveniência e voltei pro hotel.

Quando cheguei, o recepcionista perguntou de onde eu era. Fico amarradão quando respondi que eu era do Brasil, e ficou dizendo nomes de lutadores de jiu-jitsu brasileiros que ele admira.

Hora de dormir na capsula !!

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Publicado por alexpt 5:00 Arquivado em Japão Comentários (2)

Dia 14 - Hiroshima

overcast 21 °C

Acordei tarde, às 10h.

O quarto do albergue:

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Corredor do andar:

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Uma avenida movimentada perto do albergue, onde passa uma linha de bonde:

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O 7-Eleven que salva minha pele sempre:

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Meu café da manhã:

Suco de cereja:

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Biscoitos de marciano :) Sabor de erva.

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Panqueca de queijo:

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O bonde passando perto do albergue:

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Uma cena inusitada: um cara parou o carro do lado do 7-Eleven e o largou ligado lá pra fazer umas compras. Em quantos segundos esse carro seria roubado se isso fosse no Brasil ?? Ainda não consegui descobrir por que os japoneses têm esse hábito de deixar o carro ligado na rua. Os taxistas ficam com o carro ligado nos pontos, mesmo aqueles que estão no final da fila. Talvez seja alguma supertição...

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O Japão é provavelmente o país onde é mais fácil de um turista estrangeiro pagar um mico ou cometer alguma gafe. Os japoneses tem um monte de regras de etiqueta que podem parecer loucas para os ocidentais, mas que fazem total diferença aqui. Nunca se deve, por exemplo, falar no celular dentro de um vagão de trem ou de metrô cheio. No máximo, passar mensagens de texto. Além disso, nestes lugares jamais deve-se conversar em voz alta para não incomodar as pessoas ao redor. O correto é usar um tom de voz baixo. Também é bem mal visto comer dentro dos vagões, sabe-se lá por quê. Tem a regra que todo mundo conhece, que é tirar o sapato antes de entrar na casa das pessoas. Dar gorjeta é considerado ofensivo (opa, gostei dessa !). E para comer, um monte de regras doidas, como nunca espetar os hashis (palitinhos usados para comer) na tijela de arroz na direção vertical, pois isso indicaria uma oferenda para mortos (???). Se você tocar alguma comida num prato comum a todos que estão na mesa, tem que comer, senão é falta de educação. E se pegar algo deste prato, nunca deve-se levar direto à boca. O certo é colocar primeiro no seu prato. Os hashis nunca devem ser usados pra gesticular ou apontar para algo. Ao pagar alguma coisa, deve-se sempre entregar as notas ou o cartão de crédito segurando com as duas mão. Entregar com uma mão só é considerado grosseiro. E por aí vai...tem muita coisa !! Impossível não cometer gafe nenhuma aqui !!! Talvez o fato de ter ficado totalmente isolado do resto do mundo durante 200 anos (até meados do século 19) ajuda a explicar por que os japoneses têm uma cultura tão diferente, mesmo comparando com culturas de outros países a Ásia.

Propagandas de pachinko:

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Hoje fui conhecer Miyajima, uma ilha que fica próxima de Hiroshima. Peguei um trem metropolitano na estação ferroviária. Não paguei nada, pois o trem era da JR (Japan Railways), e eu usei o passe de trem (JR Rail Pass).

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Desci em Miyajimaguchi.

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Peguei lá o ferry boat até a ilha de Miyajima. Também não gastei nada com o ferry, porque ele é operado pela JR.

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Miyajima é uma ilha sagrada onde não há maternidades nem cemitérios, e não é permitido dar a luz ou morrer. Também é proibido cortar árvores. O torii (portal xintoísta) flutuante no mar indica que a ilha é sagrada. Este portal é na verdade a entrada do santuário Itsukushima, e é um dos cartões-postais mais bonitos do país. Pena que estava em restauração, todo coberto por tapumes.

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Muitos veados soltos na ilha.

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Rua próxima ao porto:

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Um torii:

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Faróis à beira-mar:

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O famoso torii flutuante:

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O santuário Itsukushima, do século 6:

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Água sagrada:

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Pessoas orando no santuário:

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Esta plataforma na frente do santuário é o mais antigo palco de teatro nô (um dos estilos de teatro tradicional) do Japão:

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O santuário e o pagode ao fundo:

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Barris de saquê no santuário:

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Um outro pavilhão onde estão guardados tesouros nacionais:

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Pavilhão Senjokaku:

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Pagode:

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Teleférico para subir no Monte Misen:

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Segundo estágio da subida:

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Mapa da região:

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Vista do mirante:

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O Monte Minsen. Subi lá pegando uma trilha a partir do ponto final do teleférico.

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Santuários no meio do caminho:

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Topo do Monte Minsen, com vistas para o Mar Interior. Estava meio nublado, então não deu pra ver muita coisa.

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Descendo:

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Omotesando, a rua de comércio da ilha:

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Ostras grelhadas:

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O souvenir mais comum era essa espécie de raquete:

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Espetinhos:

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Comi um espetinho de camarão:

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Bonecos:

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Peguei o ferry de volta para Miyajimaguchi, e de lá o trem de volta para Hiroshima.

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“Wanted dead or alive”:

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A estação ferroviária de Hiroshima tinha vários andares só com restaurantes. Era até difícil escolher algum deles. Todos tinham pratos na vitrine que pareciam apetitosos. Escolhi esse, que nem dá pra saber o nome, pois está em japonês:

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Mal entrei no restaurante, e as garçonetes todas falaram juntas algo em japonês que imagino que seja “bem-vindo”. É sempre assim quando você entra em algum restaurante, loja de conveniência ou qualquer estabelecimento comercial.

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A mesa tinha um monte de cardápios. Tudo em japonês, mas com fotos dos pratos.

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Mal sentei na mesa, e a garçonete trouxe um copo d’água, como sempre se faz no Japão. Quando queria fazer o pedido, bastou tocar a campainha que a garçonete veio me atender em poucos segundos. Eficiência nota 1000 !

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Não vi nenhum garçom homem atendendo nos restaurantes onde fui. Eram todas meninas novas, talvez estudantes, com no máximo 20 anos.

Escolhi um macarrão com tempurá de camarão que estava MUITO BOM ! Essa foi a melhor experiência gastronônica no Japão até agora !! O prato chegou em pouco menos de 5 minutos.

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E ainda ganhei um chá de cortesia:

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Nos outros restaurantes a conta veio junto com o prato. Neste não. Era só levar esse cartão no caixa, na saída do restaurante, para fazer o pagamento.

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O melhor de tudo: paguei apenas 890 yens (R$22), e sem 10% ou impostos adicionais. Achei esse restaurante muito bom. Queria muito que tivesse um desse na Tijuca, lá pertinho de casa :) Essa história de Japão ser caro é a maior lenda urbana !!

No mesmo andar tinha outro restaurante chamado “Bom Dia” ! Mas não tinha nada de comida brasileira. Era de comida japonesa mesmo... e não tinha nada em português no cardápio que estava na porta. Não entendi por que esse nome !

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De sobremesa, comprei um picolé de baunilha com recheio de feijão !!

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Fui dormir às 23h.

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