Um blog do Travellerspoint

Dia 2 - Kiev

sunny 25 °C

As 10:30h de voo do Rio até Paris pareciam intermináveis. Viajar na classe econômica é bem desconfortável, especialmente para quem tem mais de 1,80m (o meu caso). Nunca consigo dormir nestes voos longos justamente por causa do desconforto. Tento encarar isso pensando que a recompensa virá algumas horas depois, quando o avião aterrisar . :)

No nosso voo viajou a seleção brasileira de volei masculina. Alguns dos jogadores tinham mais de 2,00m e todos foram de classe econômica também. Imagina que tortura !

Du pain, du vin, du fromage. Considerando que era classe econômica, o serviço de bordo foi eficiente e educado. Algumas comissárias falavam português, inclusive. Comida boa, vinho francês, queijo camembert, avião novo (com aquelas telinhas individuais para ver filme). A Air France nunca me deixou na mão.

De Paris para Kiev (3h de voo) voamos pela Ukranian International Airlines. Este ano ela foi eleita a 3ª pior empresa aérea do mundo, perdendo apenas para Turkmenistan Airlines e Sudan Airways. http://www.businessinsider.com/worst-airlines-to-fly-economy-2013-5?op=1 Nunca tive medo de avião, mas confesso que desta vez fiquei um pouco apreensivo ao embarcar. O avião parecia velho, e as comissárias eram um tanto quanto sisudas, mas foi um voo bem normal.

Em Kiev estava sol e calor quando desembarcamos (16h, +6h de fuso horário em relação ao Brasil). Sacamos umas hryvnias (moeda ucraniana) num caixa eletrônico. Maior galera abordando a gente no aeroporto para oferecer taxi.

Pegamos o ônibus do aeroporto para o centro da cidade (40 hryvnias = R$10). Cheiro de "nhaca" sinistro dentro do ônibus !

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No ponto final do ônibus, em frente a estação de trens de Kiev (Vokzal).

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Pegamos o metrô (do outro lado da estação). Aqui a passagem é muito barata (apenas 2 hryvnias = R$0,50 !!)

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Nosso hotel (Mini Hotel Kiev) fica perto do metrô (estação Teatralna), bem no centro da cidade. É um lugar nobre da cidade. Muitos restaurantes, bares, cafés e carrões circulando.

Pelo endereço da reserva, encontramos um prédio residencial.

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Não tinha nenhuma recepção, nem porteiro. Estranho demais. Tocamos uma campainha numa porta que estava trancada no térreo, e nada acontecia. Esperamos alguém sair, e aproveitamos pra entrar. Apareceu uma velhinha no corredor (talvez acostumada a ver mochileiros perdidos), e ela nos ajudou a encontrar a recepção no 12o andar. Ela não falava nada de inglês, e não entendíamos nada que ela falava em russo. O hotel na verdade ocupa um apartamento enorme nesse andar.

A recepcionista também não falava nada de inglês. Foi bem complicada a comunicação. As poucas expressões em russo que eu conheço ajudaram MUITO. Ela nos mostrou o apartamento e estava tentando explicar alguma coisa sobre corte de luz às 9h da manhã. Tivemos que usar o Google Translator no celular para conseguir perguntar a ela sobre o problema com a luz, e como faríamos para entrar no prédio de madrugada.

Hospedagem é a única coisa relativamente cara em Kiev. Nesse hotel que escolhemos, a diária no quarto duplo (com banheiro e ar) saiu por R$73/pessoa. Para o leste europeu, é caro. Talvez pela pouca oferta de hotéis na cidade, os preços sejam elevados.

O quarto:

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Vista da janela, com a Ópera Nacional:

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Estava uma tarde ensolarada e quente na cidade. As ruas estavam cheias de gente, e todos pareciam felizes com o sol. Muita, muita, muitaaa mulher bonita nesse lugar. Um negócio de louco.

Avenida principal da cidade (Khreshchatyk):

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Nesta época no ano há um monte de barracas e bares (biergartens) nas calçadas e praças vendendo cerveja e kvas (uma bebida feita de pão). Não resistimos, e paramos pra tomar a primeira cerveja da viagem (Lvivske) !! Custou 10 hryvnias (R$2,50), 500ml.

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Almoçamos no Puzata Hata (ПУЗАТА ХАТА). É uma cadeia de restaurantes de comida russa/ucraniana. Tem várias filiais pela cidade. É uma mão na roda para quem não fala russo, porque é um self-service onde se paga por porção (como o Delírio Tropical, para quem é do Rio). Assim, a gente sabe o que vai comer, sem precisar ficar tentando decifrar cardápios em russo. A comida é muito boa !

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Blinis (crepes russos), peixe com queijo, e um bolinho de frango:

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A praça principal da cidade (Maidan Nezalezhnosti):

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Voltamos pro hotel pra dar uma dormida. A noite, fomos para a Shooters, um bar/restaurante/boate bem famoso na cidade. Funciona 24h. 100 hryvnias de entrada (R$25), com direito a um energético. Chope 500ml Lvivske 24 hryvnias (R$6), e shot de vodka 47 hrivnias (R$12). Musica maneira, e muita mulher bonita. Bombou !

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Publicado por alexpt 5:00 Arquivado em Ucrânia Comentários (3)

Dia 1 - Rio - Kiev

overcast 22 °C

Fala galera ! Chegou a hora ! Um ano depois, estou de volta aqui trazendo para vocês a estréia da temporada 2013 do Desbravando Fronteiras !!!

Serão 25 episódios inéditos, recheados com muita aventura, adrenalina, perrengues, momentos sublimes, aprendizados, descobertas, imprevistos, festas, novas experiências, novos amigos, surpresas, e sem dúvida, muuuuuita diversão. Serão dias intensos, que valerão por vários meses “normais” !

Quem me acompanha desta vez é o Humberto (vulgo Numb2), amigão meu há 18 anos aqui do Rio. É a mente mais rápida que eu conheço para elaborar piadinhas em qualquer situação !! Um cara muito gozado ! :)

Tentarei blogar durante a viagem, aproveitando aquela meia-horinha enquanto espero algum voo no aeroporto, ou mesmo durante as viagens de trem, ônibus e avião. Não vou conseguir blogar todos os dias (e nem é essa a intenção), por isso as notícias chegarão com um atraso de 3 ou 4 dias. A idéia de blogar “in loco”, quase ao vivo, é fazer com que você se sinta o terceiro integrante da viagem, nos acompanhando por todos os lugares. A outra vantagem é que os acontecimentos estão todos recentes na minha cabeça, e consigo lembrar de mais detalhes. Se fosse blogar meses depois da viagem, já teria esquecido de algumas coisas, como preços, nomes dos lugares e a ordem dos acontecimentos.

Minha idéia este ano inicialmente era ir para o Canadá e Havaí, mas depois que o Numb2 decidiu viajar comigo, prefirimos escolher um destino mais festeiro: o Leste Europeu !!

A primeira parada será Kiev, a capital da Ucrânia. Este destino terá um sabor de dejà-vu. Já havia conhecido esta cidade sozinho no ano passado, mas para conciliar com os interesses turísticos do Numb2, ela entrou para o roteiro esse ano novamente, o que não é naaaada mal: a Ucrânia tem a cerveja mais barata da Europa (http://budgettraveller.org/cheapest-beer-in-europe-check-my-europe-cheap-beer-index), mulher bonita para qualquer lado que se olhe, e uma das melhores noites da Europa ! Paraíso ! :) A cidade tem menos atrativos turísticos que outras capitais do Leste Europeu (como Varsóvia, Praga e Budapeste), mas os baixos preços e a noite bombante compensam.

Depois partiremos para a Grécia, um dos meus países favoritos, onde estive em 2007. Ainda não conheci nenhum outro lugar que consiga reunir história, vida noturna, praias e paisagens de maneira tão harmoniosa como a Grécia. E ainda vem de brinde a deliciosa comida grega, muito sol e preços baixos (mesmo em euros). E agora, com a crise, ficou tudo ainda mais barato. Vamos primeiro para Atenas, berço da civilização ocidental, lugar com mais de 7000 anos de história. Democracia, artes, filosofia, matemática, olimpíadas... um legado e tanto que gregos nos deixaram. E no meio do agito noturno de Plaka, o bairro mais festeiro da cidade, é só olhar pra cima que temos aquela visão surreal da Acrópole iluminada no alto do morro, “à la Cristo Redentor”, não nos deixando esquecer que a deusa grega Atena está lá no comando, protegendo a cidade há 2500 anos. Notaram alguma semelhança ?

A terceira parada será a ilha de Rodes, ali colada no litoral da Turquia, mas pertencente à Grécia. É uma ilha enorme (uma das maiores do Mar Egeu), e tem quase 80km de uma ponta a outra. A cidade antiga de Rodes é Patrimônio Histórico da Humanidade. Não faltam na ilha paisagens incríveis, sítios arqueológicos, praias paradisíacas e, é claro, muita festa até o sol raiar. Difícil vai ser ir embora de lá !!!

O destino seguinte é Bucareste, capital da Romênia. Sim, da Romênia e não da Bulgária, como alguns pensam :). Para os brasileiros em geral, a Romênia tem um “que” de mistério, e nos faz lembrar histórias sombrias do Conde Drácula na Transilvânia, um lugar que associamos a castelos mal assombrados, vampiros, noites sinistras de tempestades com relâmpagos, morcegos, e teias de aranha. Isto é mais ou menos como dizer que no Brasil vivemos todos seminus sambando todos os dias pelas ruas num carnaval sem fim. Uma breve leitura num guia qualquer comprova que a Romênia não é nada do que imaginamos, e tem muitas atrações: cidades medievais, castelos (sem vampiros e morcegos !), montanhas nevadas com estações de esqui no inverno, muita festa durante o verão (principalmente no litoral do Mar Negro), e preços baixos.

Depois de Bucareste, o Numb2 volta pro Rio e eu continuo a viagem sozinho rumo a Braşov (pronuncia-se “brashov”), na Transilvânia. Esta região do interior da Romênia foi colonizada por alemães, e isso se reflete na arquitetura das construções e nos muros medievais que ainda cercam algumas das cidades. Assim foi descrita a cidade pelo Lonely Planet: “Braşov is Romania’s ground-zero tourist destination for very good reasons. Ringed by perfect mountains and verdant hills, the city is adorned with baroque facades, bohemian outdoor cafes and the lovely Piața Sfatului – one of Romania’s finest square”. Parece interessante, não ? Próximo a Braşov está localizado o Castelo de Bran, mais conhecido como o “Castelo do Drácula”. Foi residência de Vlad Draculea, príncipe que governou a região no século 15, famoso pela crueldade com que matava os inimigos. O famoso vampiro Conde Drácula é apenas um personagem fictício de um livro do século 19 de um escritor irlandês (Bram Stoker).

Gostaria de ter mais tempo para poder conhecer também Sibiu e Sighişoara, que são, assim como Braşov, as mais bem preservadas cidades medievais da Romênia. Por que será que é tão difícil abrir mão de algo quando temos que fazer uma escolha ? Fiquei na maior indecisão, porque queria muito conhecer Israel também, e se fosse pra Sibiu e Sighişoara, não daria tempo. Resolvi deixar estas cidades para uma próxima oportunidade.

A sexta parada da viagem será Tel Aviv, Israel. “Mas como assim...ISRAEL ?!? Tem guerra lá, homem bomba, atentado....tá louco ??” Foi isso que eu escutei da maioria das pessoas quando disse que ia pra lá. Confesso que nunca tive muita vontade de conhecer este país. Passei minha vida toda ouvindo falar de guerra, atentados, homens-bomba, Yasser Arafat, Faixa de Gaza, Cisjordânia, Hamas, Fatah, Jihad Islâmica, Hezbollah, sunitas, xiitas, bateria anti-mísseis... E o que tem mesmo pra ver lá ? Bunkers ? Trincheiras ? Sim, eu já havia ouvido falar do Muro das Lamentações, Mar Morto, Domo da Rocha, Nazaré, Belém, e.........só. Sempre me perguntava se valeria a pena ir pra lá, considerando o “risco iminente de guerra” que todos nós imaginamos ao pronunciar a palavra “Israel”. Bem, sou muito grato à Simone (irmã), Fabrício, Novello e Vinícius por terem me ajudado a quebrar a tal “arrogância que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”, parafaseando aqui o Amyr Klink. Eles estiveram lá recentemente e me contaram maravilhas. Vi as fotos e vídeos deles. Enfim, caiu a ficha. Conhecer o mundo apenas pelo que mostram as notícias na TV e jornais significa NÃO conhecê-lo. Eu percebi que estava sendo apenas mais um arrogante. Comprei o Lonely Planet de Israel na Amazon americana, já que não encontrei nenhum guia sobre o país para vender aqui no Rio, e nem nos sites das livrarias brasileiras. Depois de uma breve folheada no guia, já fiquei com a sensação de que poderia fazer uma viagem só pra lá, dada a quantidade de atrações. E ainda digo mais: estou com o pressentimento de que Israel será o ponto alto da viagem !! Deixei apenas 6 dias no meu roteiro para o país, e agora estou meio arrependido, porque vou ter que abrir mão de um monte de lugares interessantes. Queria ir por exemplo a Petra (na Jordânia, ali do lado), Haifa e Eilat (ótimo lugar para mergulhar no Mar Vermelho), mas acho que não vai dar.

Eu achava que Israel fosse uma espécie de Iraque melhorado, um lugar a ser evitado, mas depois de me informar melhor e ler muito, vi que estava enganado. O país viveu um período negro entre 2000 e 2005, quando aconteceu a Segunda Intifada, como foi denominada a revolta palestina contra a política expansionista promovida pelo governo israelense. Neste período aconteceram 15 atentados em Tel Aviv e 34 em Jerusalém. O turismo e a economia da região foram seriamente afetadas. Mesmo com meu espírito aventureiro, eu não me arriscaria lá naquela época. A partir de 2006, a coisa acalmou. Atualmente o país vive uma situação semelhante à do Rio, que também passou por um período nebuloso e decadente num passado recente, deu a volta por cima e agora está se reinventando. O turismo em Israel voltou com força, e as pessoas passaram a acreditar que a paz na região era possível. Depois de 2 atentados em 2006, Tel Aviv passou 6 anos na absoluta calmaria, e só teve outro atentado no final do ano passado, mas sem mortes. Jerusalém ficou sem atentados de 2004 até 2011, quando explodiu uma bomba num ponto de ônibus, matando uma pessoa. Pela primeira vez desde a Guerra do Golfo em 1991, um míssil disparado da Faixa de Gaza pelo Hamas atingiu no ano passado uma área desabitada na periferia de Tel Aviv sem causar danos ou feridos. No dia seguinte, outro míssil atingiu Jerusalém, o que não acontecia desde 1970, mas também não causou danos. Ninguém sabe ao certo até quando a calmaria continua em Israel, mas estes últimos atentados e mísseis podem significar o início de um novo período violento. Pode ser que venha aí uma “Terceira Intifada”. Na dúvida, é melhor eu ir logo pra lá, antes que seja tarde !

Depois de duas noites em Tel Aviv, vou para Jerusalém, cidade com 6000 anos de história, lugar sagrado para judeus, cristãos e muçulmanos. Eu já imaginava que a cidade tinha atrações interessantes, mas não sabia que tinha taaanta coisa pra ver ! Vou passar 4 noites lá, e acho que não vou conseguir ver tudo que quero. Vamos ver. Vou também passar um dia no Mar Morto, aproveitando para ver as ruínas de Massada (da época da invasão romana).

A última parada da viagem será em Belgrado, capital da Sérvia. Esse país já estava na minha “lista de desejos” há algum tempo. Em 2011, visitei as vizinhas Croácia e Bósnia, mas não fui pra Sérvia por causa da exigência de visto para brasileiros. A isenção de visto já foi aprovada pelo parlamento sérvio, e no início do ano foi aprovada pelo nosso Congresso, mas ainda precisa passar pelo Senado. Aí já viu, é coisa para daqui a 2 anos no mínimo. Cansei de esperar e resolvi tirar o visto. O processo é meio chato: tem que preencher um formulário e enviá-lo, junto com o passaporte, uma foto 3x4, cópias das passagens aéreas e reservas de hotel para a embaixada da Sérvia em Brasília. E tem que pagar uma taxa de R$235,00. Meu passaporte chegou de volta por Sedex com o visto 4 dias depois.

A Sérvia, por causa da exigência de visto e pelo desconhecimento, é muito pouco visitada por nós brasileiros. A primeira coisa que lembramos sobre o país é a guerra. As pessoas imaginam que seja um lugar destruído e sem atrativos. Belgrado foi, de fato, bombardeada pelas forças da OTAN em 1999 em represália à Guerra do Kosovo. Mas isso já tem 14 anos, e a cidade já se recuperou completamente. Durante a Guerra da Bósnia (1992-1995) não houve confronto em território sérvio. Assim é descrita Belgrado pelo Lonely Planet: “this dynamic capital is now being hailed by travellers as an urban highlight. Vivid museums, creative restaurants and nightlife of every pace for every taste make this all-hours town a visitors’ playground”. Humm... parece bom o negócio, heim ! Entre os mochileiros, a Sérvia é conhecida como a "Espanha dos Balcãs" por causa do espírito festeiro das pessoas e da vida noturna bombante. Imagino que seja algo como Budapeste 20 anos atrás, quando o turismo de massa (representado por aqueles abomináveis grupos de 50 turistas usando uniforme e atravancando a entrada de todos os lugares turísticos) ainda não dava as caras por lá. Acho muito legal a sensação de desbravar, de ser o pioneiro, de chegar antes, e inspirar outras pessoas a seguirem os mesmos rumos. O desconhecido quase sempre traz ótimas surpresas !

Pretendo também fazer um “bate-volta” para Novi Sad, a 1:30h de trem de Belgrado. É a segunda maior cidade do país, e para muitos, a mais bonita.

A Sérvia também é famosa por ser a terra natal do gringo mais famoso e querido do Brasil: Dejan Petkovic, mais conhecido como Pet !!! Um dos maiores ídolos do Flamengo, e um dos principais responsáveis pela conquista do Campeonato Brasileiro de 2009. Antes de chegar ao Brasil nos anos 90, Pet jogou no FK Estrela Vermelha de Belgrado (FK Crvena Zvezda, em sérvio), um dos clubes mais populares do país, e conquistou inclusive o Mundial Interclubes de 1991. Nos anos 90, Pet chegou a jogar pela seleção da antiga Iugoslávia. Um fato curioso: o estádio do Estrela Vermelha, onde Pet jogou, foi apelidado de "Marakana" pelos sérvios, em homenagem ao nosso gigante Mario Filho, onde anos mais tarde ele brilhou pelo Flamengo. Coisas do destino.

É isso ! De Belgrado, volto pra casa, e game over.

O roteiro é esse:

29/mai Rio-Kiev
30/mai Kiev
31/mai Kiev
1/jun Kiev
2/jun Kiev-Atenas
3/jun Atenas
4/jun Atenas-Rodes
5/jun Rodes
6/jun Rodes
7/jun Rodes-Bucareste
8/jun Bucareste
9/jun Bucareste
10/jun Bucareste-Braşov
11/jun Braşov
12/jun Braşov-Tel Aviv
13/jun Tel Aviv
14/jun Tel Aviv-Jerusalem
15/jun Jerusalem
16/jun Jerusalem
17/jun Jerusalem
18/jun Jerusalem
19/jun Jerusalem-Belgrado
20/jun Belgrado
21/jun Belgrado
22/jun Belgrado-Rio

Fotos de alguns lugares por onde vou passar:

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Termino o post com uma frase: "De vez em quando é preciso subir num galho perigoso, porque é lá que estão as frutas" (Will Rogers). Considero viajar uma das melhores maneiras de sair da zona de conforto. Significa abandonar momentaneamente o conforto e aconchego de nossa casa, a comida que gostamos, a rotina, nossos amigos, nossos bares e restaurantes favoritos, as ruas e bairros por onde passamos todos os dias, os lugares que frequentamos, aquele cantinho preferido na praia... tudo isso dá lugar ao incerto, ao duvidoso, ao desconhecido. Novas experiências, amigos, sabores, músicas, surpresas, culturas, horizontes. O gostinho da descoberta, junto com aquele “friozinho na barriga”, é único. A zona de conforto é segura, mas a vida dentro dela é monótona e previsível. É como ser um passarinho preso numa gaiola, impedido de voar e conhecer outros horizontes. Nós fomos feitos para voar, e a boa notícia é que a porta da gaiola está sempre aberta. Até mesmo para quando quisermos voltar para o nosso aconchego.

Hora de sair da gaiola e bater asas. Aguardem o próximo episódio, quando darei notícias lá de Kiev !

Fui !!!

Publicado por alexpt 3:00 Arquivado em Ucrânia Comentários (9)

Dia 26 - Madri-Rio

sunny 29 °C

Fim de jogo !!! Último dia de férias. O celular despertou às 8:30h da manhã. Eu tinha dormido muito pouco, pois tinha chegado às 4h da manhã. Até agora não sei como consegui levantar. Por um momento pensei seriamente em chutar o balde, dormir até tarde e pegar um vôo mais tarde, mas ainda bem que não fiz isso, pois teria sérios problemas pra arrumar lugar em outro vôo, e provavelmente pagaria diferença de tarifa...

Arrumei minha mochila, me despedi dos meus amigos, e peguei o metrô pro aeroporto.

O vôo da Iberia decolou meio-dia em ponto. Dei sorte outra vez, pois a poltrona do meu lado estava vazia, então tinha um pouco mais espaço pra mim. As 10h de vôo até o Rio foram intermináveis. Mesmo cansado, não consegui dormir naquelas poltronas apertadas. O avião era velho e não tinha telas individuais, ou seja, não dava pra escolher o filme. Tive que ver naquele monitor coletivo um filme que já havia visto. Muito ruim essa Iberia.

Cheguei no Galeão às 19h. Dei uma passada no free shop, que aliás estava com preços absurdamente altos. Quando o dólar havia caído pra R$1,60, eles muito espertamente aumentaram os preços em dólar, ficando a mesma coisa que antes em reais. Só que o dólar turismo aumentou pra R$2,15 , e eles não baixaram os preços em dólar. Ou seja, pouca coisa está valendo a pena comprar agora. Uma garrafa de Absolut, por exemplo, está saindo por US$22 (quase R$50) , ou seja, praticamente o mesmo preço dos supermercados. Me lembro de ter comprado há alguns anos por US$13 !! Fica a dica: free shop agora só vale no exterior.

Bom demais matar a saudade da minha cama !!!

Então é isso, galerinha !! Espero que vocês tenham gostado de acompanhar todas as aventuras, descobertas, surpresas, perrengues, experiências loucas e momentos inesquecíveis que passei nessa intensa e sensacional viagem !!!!

Criei um canal pra mim no YouTube com 160 vídeos gravados nessa e em todas as outras viagens. Segue o link: http://www.youtube.com/playlist?list=UUHMTSBaHWN5jit6DMSX3Bqw&feature=plcp

Meu mapa tá ficando bonito heim !!! Já são 39 países "colonizados" !!

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Termino o último post dessa viagem com uma frase que resume muito bem meu pensamento e meu estilo de vida. Vejo muita gente querendo parecer mais rica do que realmente é, comprando carrão pra "tirar onda", torrando grana em futilidades, se afogando em prestações e dívidas pra sustentar um falso status... mas no fundo, não percebem que essas coisas não agregam NADA !

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Até 2013 !!! Fui !

Publicado por alexpt 5:07 Arquivado em Espanha Comentários (9)

Dia 25 - Barcelona-Madri

sunny 28 °C

Levantamos as 13h. Dia de dar adeus a Barcelona e partir rumo a Madri.

Demos uma passada numa padaria pra comer um sanduba, e partimos pra estação Sants, onde pegamos o AVE (trem-bala) das 15h rumo a Madri.

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Eu e meu inseparável mochilão...já rodamos muuuuito :)

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Comprei essa passagem na internet (www.renfe.es) e paguei apenas 35 euros. O preço normal costuma ser cerca de 100 euros. O segredo é comprar exatamente 2 meses antes do dia da viagem, quando é liberada no site a venda para este dia.

A viagem até Madri (que fica a cerca de 600km de distância de Barcelona) durou apenas 2:45h, com uma parada na cidade de Zaragoza. Muito melhor e mais rápido que ir de avião, porque as estações de trem não são distantes como os aeroportos, e não precisa chegar com 1h de antecedência para embarcar. Sem falar que não tem problema de tráfego aéreo, chuvas e nevoeiros que poderiam afetar um aeroporto. Acho um grande absurdo ainda não existir um trem-bala como esse entre Rio e São Paulo, e outras capitais brasileiras. E acho que ainda vai demorar muuuito pra sair do papel.

Chegando em Madri (Estação Puerta de Atocha):

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Encontramos na estação com um amigo do Fabinho que estava de passagem pela cidade, e depois pegamos o metrô rumo ao hotel, no centro da cidade (estação Gran Via).

O hotel chamava-se Petit Palace Italia, um 3 estrelas localizado numa rua bem perto da Gran Via, a principal avenida do centro de Madri. Pegamos um quarto quíntuplo (já viram isso ??) por R$80 a diária pra cada um. A vantagem dele é que ficava bem no pico. Dava pra fazer tudo a pé.

Almoçamos no Fresc Co, restaurante self-service na calle Caballero de Gracia (entre a Gran Via e a Puerta del Sol). Uma pechincha: buffet liberado (incluindo bebida) por 12 euros.

Demos uma volta rápida pela Puerta del Sol, Gran Via e Plaza Mayor. As ruas estavam lotadas !!

Esta é a minha 4a vez nessa cidade, que é uma das minhas favoritas, onde me sinto totalmente em casa e tenho amigos. Nem preciso mais de mapa pra andar pelas ruas do centro.

Plaza Mayor:

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Puerta del Sol:

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Uma rua de pedestres perto da Puerta del Sol:

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A Espanha, como todos sabem, passa por uma grave crise econômica e eu esperava encontrar um cenário um tanto quanto catastrófico na cidade, com sem-tetos pelas ruas, protestos e panelaços como os de Buenos Aires há 10 anos, mas não vi nada de anormal, pelo menos por onde passei.

Voltamos pro hotel e demos uma descansada antes de sair à noite.

Saimos do hotel às 23h, e as ruas ainda estavam bastante cheias. Isso no centro da cidade, em pleno sábado ! Uma das coisa que mais gosto de Madri é a sua vida noturna espetacular. Há sempre um clima de festa no ar. Os espanhóis são um povo muito festeiro, como os brasileiros, e parecem estar sempre dispostos a curtir e celebrar a vida. A noite começa bastante tarde e parece nunca ter hora pra acabar. Os lugares só começam a encher mesmo após as 2h da manhã. Buenos Aires herdou bem essa característica de seus colonizadores espanhóis.

O "pré-night" foi na Cervecería 100 Montaditos, ao lado da Plaza Mayor. Descobri esse lugar no ano passado e gostei tanto, que fiz questão de levar meus amigos lá. A "jarra de caña" (caneca de chope) sai por apenas 1 euro quando você pede também um "montadito" (sanduíche). Como o nome diz, há 100 opções de sanduíches variando de 1 a 3 euros. Muito barato !!! E os sanduíches são MUITO BONS ! Acho que um lugar como esse seria um sucesso absoluto no Rio, mas se existisse, com certeza seria um absurdo de caro !!

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Montadito de "jamón iberico" (presunto típico espanhol):

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Todos os montaditos que pedimos:

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A "jarra de caña" Mahou (chope muito bom):

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Partimos pra Kapital, uma mega boate na calle Atocha. Conheci esse lugar no ano passado e achei sensacional !! Entrada 17 euros com direito a um drink. Cada drink custava 10 euros (!!!).

Essa boate tem 7 andares e é enorme !!

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Voltamos pro hotel às 4h.

Publicado por alexpt 5:39 Arquivado em Espanha Comentários (2)

Dia 24 - Barcelona

sunny 25 °C

Acordamos tarde (13h). O dono do apto (um brasileiro...estamos conquistando o mundo, ehehe !!!) apareceu lá perguntando se a gente tinha escutado algum barulho estranho de manhã, pois a porta principal (que dá pra rua) e a fachada do prédio estavam pichadas com os dizeres "TURISTAS TERRORISTAS". Quando a gente chegou da noitada não tinha nada. Segundo ele, no apartamento vizinho tinha uma galera (também turista) que fez uma festa até de manhã, incomodando os vizinhos com o barulho. Deu polícia e tudo no prédio. Estávamos tão chapados que não escutamos nem vimos nada disso.

Saímos pra comer no Burger King (6,15 euros o menu completo) e fomos pra praia (Barceloneta) no mesmo pico de ontem. Como já conhecia Barcelona (estive na cidade em 2005), não estava preocupado em ir nos pontos turísticos de novo. Preferi dessa vez curtir mais a cidade com a galera, sem pressa pra nada.

Quiosque com chuveiro e banheiro:

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Calçadão:

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Topless aos montes, fazendo a alegria da galera !!

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Praia bombando !

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Encontramos na praia com a Jô, amiga nossa de Santa Catarina, que está fazendo mestrado em Barcelona.

Foto da galera toda na praia:

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Vimos muitos imigrantes na praia vendendo cerveja quente e oferecendo tatuagens de rena. De vez em quando eles corriam pela areia tentando se esconder da fiscalização da polícia. Alguns enterravam suas mercadorias na areia e espetavam uns pedaços de madeira para lembrarem da localização exata do "tesouro enterrado". Vimos alguns tirando a camisa e se sentando na areia, tentando se misturar aos banhistas normais. Perto da gente tinha dois deles. De repente, apareceu do nada um policial à paisana. Deu para escutar a abordagem "ninja" dele: "No corras y no escondas nada en la arena. Será peor. Ven conmigo". E levou embora os dois ambulantes. Sinistro !

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Quando voltamos pro apto, vimos que o dono já tinha tirado a pichação da fachada do prédio e da porta que dá pra rua.

A noite foi na La Terrazza, uma boate IRADA que fica num castelo em Montjuic. O castelo é na verdade parte do Poble Espanyol, uma espécie de museu arquitetônico, que é como se fosse uma "cidade cenográfica" com construções de diversos estilos arquitetônicos da Espanha.

Entramos por volta de 1h da manhã, e ainda estava bem vazia. Pegamos um camarote VIP por 200 euros (40 euros pra cada um) com direito a uma garrafa de Absolut e energéticos a vontade. No Rio seria pelo menos o triplo do preço !!

As 2h da manhã a pista já começou a encher. O lugar era muito maneiro !!

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A noite bombou muito, e só fomos embora quando já estava amanhecendo, às 6h da manhã. Algumas fotos do Poble Espanyol. Espetacular esse lugar !!

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Publicado por alexpt 5:12 Arquivado em Espanha Comentários (2)

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