Um blog do Travellerspoint

Dia 7 - Atenas - Rodes

sunny 28 °C

A Grécia que conheci em 2007 é certamente bem diferente daquela que estou vendo agora. Aquele foi o último ano de crescimento da economia grega. De lá pra cá, ela já encolheu 20% (e continua caindo), e o desemprego é o mais alto da Europa, de quase 30%. A pouca pobreza que me lembro de ter visto era restrita a alguns imigrantes mendigando pelas ruas de Atenas. Agora ela está visivelmente maior. Vi muita gente pedindo esmola pelas ruas e dentro dos vagões do metrô. A fome virou uma realidade e a desnutrição infantil, algo impensável para um país europeu, é preocupante. As greves gerais são cada vez mais frequentes. O pior é que não há perspectiva de melhora no curto prazo. Enfim, é um cenário desolador. Felizmente a Grécia é um dos destinos turísticos mais interessantes do mundo, e o turismo, motor da economia, continua firme e forte, já que os maiores emissores de turistas para cá (Alemanha e Escandinávia) não sentiram ainda os efeitos da crise. O país recebeu no ano passado cerca de 16 milhões de turistas, e isso é 3 vezes mais que o Brasil recebe. Com o dinheiro que estou deixando aqui, ainda que não seja muita coisa, fico feliz em poder dar minha pequena contribuição para que este belo país possa se reerguer.

Paramos numa lanchonete perto do hotel para o café da manhã. Folhado de queijo feta (muito bom) por 1,50 euro, e suco.

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Ainda tínhamos algumas horas em Atenas antes de pegar nosso voo para Rodes. Aproveitamos para conhecer o Parque Olímpico dos Jogos de 2004.

Para chegar lá, pegamos o metrô até o bairro de Marousi, no subúrbio de Atenas.

Ficamos impressionados com o estado deplorável do Parque Olímpico. Passaram-se apenas 9 anos, mas a impressão é a de que o lugar foi abandonado depois dos Jogos de 2004. Sujeira, placas pixadas, muito mato e muita ferrugem.

Bilheterias abandonadas na entrada:

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Entrada do parque:

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Estádios Indoor:

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Piscinas:

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O abandono é visível:

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Atualmente o Estádio Olímpico é compartilhado pelos grandes clubes da cidade: AEK Atenas, Panathinaikos e Olympiacos. Estava fechado à visitação. Achei o Parque Olímpico de Atenas muito mal explorado turísticamente, em comparação com os outros que já conheci (Munique, Barcelona e Pequim). Não vi nenhum guichê de informações turísticas, e não havia nenhum turista lá além de nós. Imperdoável o estádio estar fechado à visitação.

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Estrutura enferrujada do estádio olímpico. Não sei por que eu lembrei do Engenhão...

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Todo este abandono serve de alerta para o Rio. É um exemplo a não ser seguido. A Grécia gastou um dinheirão para se preparar para as Olimpíadas (incluindo melhorias no metrô e aeroporto), estourou muito o orçamento inicial, atrasou o cronograma de obras, endividou-se até não poder mais e até hoje está pagando a conta disso tudo. Por conta dos Jogos de 2004, esperava-se um grande aumento do turísmo, o que nunca aconteceu, e o investimento que o governo fez nunca teve o retorno esperado. Foi uma aposta errada. Tudo isso deveria servir de alerta para aqueles que acham que os Jogos de 2016 vão fazer o Rio virar primeiro mundo. O Rio converteu-se de uns tempos para cá numa das cidades mais caras do mundo (incluindo aí o valor absurdo dos imóveis, hotéis, alimentação e serviços), e a desculpa é sempre a mesma: “Copa e Olimpíadas”. Espero que o desfecho não seja o mesmo da Grécia.

Segue um trecho extraído do Lonely Planet Greece que deveria servir de reflexão para nossos governantes: “After weathering doubts that they would never pull it off, Greece surprised the world by staging one of the best presented and efficient Games of the recent times. But at a cost. The budget blowout caused by increased security costs, lower than expected visitors and poor ticket returns means that Greece will be in the red for some years to come.” [obs: a edição desse livro é de 2005. Todo mundo sabe o que aconteceu depois…] “Many in the tourist and service industries across the Greek islands suffered badly during the 2004 summer. The anticipated windfall of hundreds of thousands of visitors to Greece and its islands never materialised, leaving many with hefty bills for renovations and investments. The tourist scene throughout the Aegean and Ionian seas in the summer of 2004 had never been thinner.”

Voltamos para o hotel para pegar a bagagem, e partimos para o aeroporto de metrô:

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Almoço no aeroporto: Greek Mac (no pão sírio). 3,70 euros.

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Propaganda na bandeja:

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O voo de Atenas a Rodes durou 1h:
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Rodes é uma das maiores ilhas do Mar Egeu, com 80km de um lado ao outro. Apesar de estar praticamente colada no litoral da Turquia, a ilha pertence à Grécia, mas nem sempre foi assim: ela pertencia aos turcos até 100 anos atrás, quando foi anexada pela Itália de Mussolini. Só foi devolvida à Grécia depois da 2ª Guerra Mundial.

Muitas civilizações já passaram por Rodes desde a pré-história: minóicos, micênicos, dóricos, persas, macedônios, romanos, bizantinos e turcos otomanos.

O Colosso de Rodes foi uma estátua de bronze de 32m de altura construída construída no século 3 A.C., e destruída por um terremoto no século seguinte. Foi considerada uma das 7 maravilhas da antiguidade. Atualmente não há resquícios da estátua, e nem mesmo se sabe ao certo o local exato onde ela ficava.

A ilha tem diversos vilarejos, alguns bem distantes um dos outros. A cidade de Rodes (Rhodes Town) é a maior da ilha, onde se concentram os principais hoteis, restaurantes e vida noturna. O aeroporto fica a uns 40min de ônibus da cidade de Rodes (2,20 euros).

O Manousos Hotel, onde nos hospedamos.

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Pagamos apenas R$73/pessoa a diária no quarto duplo, o mesmo que pagamos no hotel de Kiev. A diferença é que esse hotel de Rodes é muitooooo melhor. Não tinha classificação, mas se for comparar com os hotéis do Brasil, é nível 4 estrelas.

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A rua do hotel, com um monte de bares, restaurantes, mercados e outros hotéis. Fica a apenas uma quadra da praia.

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A praia de Rhodes Town (de pedras), com um mar azul turquesa !

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Andando pelas ruas, encontramos essas propaganda do Colorado Center, “world famous, live music, disco DJ, dance club”. Já havíamos decidido para onde iriamos de noite, eheheh !

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Jantamos na Taverna do Thomas (de comida grega) na rua do hotel. Foi bem avaliado pelo Lonely Planet. O dono (Thomas) é um coroa muito gente boa. Uma figuraça. Fez maior festa quando dissemos que somos brasileiros. Puxou logo um papo sobre futebol, e mostrou um quadro com uma foto antiga dele num time onde ele jogava quando era novo.

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Abrindo os trabalhos em Rodes com uma cerveja grega Mythos (2,90 euros, 500ml)

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Queijo feta de entrada:

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Moussaka (7,50 euros):

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Licor de menta (veio de brinde):

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Neste restaurante (e nos outros que vimos), há um monte de placas em línguas escandinavas. Os turistas dos países escandinavos são maioria em Rodes, fugindo do clima frio e cinzento mesmo no verão. Também vimos muitas placas de restaurantes escritas em russo e alemão.

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Demos uma volta numa rua de pedestres ao lado do hotel onde se concentra a vida noturna. Vários bares, um do lado do outro, e turistas de cabeça amarela aos montes. Tomamos uma cerveja grega Alfa no bar Alexander (o meu bar, ehhe) por 3,50 euros (long neck).

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Saímos de lá para escolher o próximo bar. Éramos abordados o tempo todo pelas promoters dos bares, que ficavam convidando a gente para entrar. Apareceram de repente 3 seguranças que me deram o maior esporro no meio da rua (“No bottles on the street !”). Perguntaram onde eu havia comprado a cerveja, e mandaram eu voltar para o bar para terminar de beber a cerveja lá. Só aí percebemos que realmente ninguém além de nós bebia na rua, ainda mais caminhando de um lado pro outro. Mania de brasileiro :)

Entramos na Colorado Club. Entrada 12 euros, com direito a um drink. Cerveja 500ml Amstel 6 euros. Drinks entre 8 e 10 euros.

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O local é um misto de casa de show e boate. Tinha uma banda tocando rock e pop, e no intervalo um DJ tocava dance music. Tocou até sertanejo (Gusttavo Lima).

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Ficamos por lá até as 5 da manhã.

Publicado por alexpt 14:15 Arquivado em Grécia Comentários (2)

Dia 6 - Kiev - Atenas

sunny 30 °C

De Kiev a Atenas foram 2:30h de voo.

Conheci a Grécia no verão europeu de 2007 e posso dizer que foi paixão à primeira vista. Da janela do avião, foi incrível a visão que tive da região de Atenas e ilhas próximas, aquele mar com tonalidades de azul que nem sabia que existiam, e um céu absurdamente limpo. Quando cheguei, encontrei em Atenas com meu amigo Sascha (do Rio também), que estava numa viagem de volta ao mundo que durou vários meses. Aliás, recomendo uma visita ao site dele, que tem histórias incríveis: http://www.voltaaomundo.org. Conhecemos também também as ilhas de Ios e Santorini, que estavam bombando, com muito sol e muita festa.

Pegamos o metrô no aeroporto ao chegar em Atenas, e descemos na estação Omonia, na região central da cidade.

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A Plateia (praça) Omonia:

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Estava bastante quente em Atenas, e o sol estava forte.

A rua do Soho Hotel, onde nos hospedamos. Fica a poucas quadras da estação de metrô Omonia. Pagamos apenas R$34/pessoa num quarto duplo, exatamente a metade do que pagamos no hotel em Kiev. Muito barato !

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Vista da varanda do quarto:

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Estávamos virados, mas resolvemos deixar o cansaço de lado e aproveitar o dia para dar uma volta pela cidade. Nosso tempo em Atenas era curto, já que tínhamos perdido um dia por causa do cancelamento do voo.

O hotel fica localizado no bairro de Psiri. Neste bairro moram muitos imigrantes árabes, chineses, indianos, e paquistaneses. Nas ruas das redondezas do hotel, os imigrantes são maioria. Quase não via gregos. Muitos imigrante são donos de lojas, lanchonetes e restaurantes. Várias lojas tem fachadas com coisas escritas em árabe e hindi (língua indiana). Pode parecer meio esquisito o lugar, mas é seguro. Tem bastante policiamento, e não há assaltos à mão armada como no Brasil.

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Vendedor de azeitonas numa rua perto do hotel:

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A Odos (avenida) Athinas com a Acrópole lá no fundo:

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Gyro Pita (“churrasquinho grego”) por apenas 2 euros:

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Lojas de souvenirs:

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Chegando na Acrópole:

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Ruínas:

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Acrópole:

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Vista da cidade:

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O Parthenon, cartão postal da Grécia, foi um templo dedicado à deusa grega Atena. Foi construído no século 4 A.C.

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Um outro templo na Acrópole:

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Anfiteatros:

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Bandeira grega:

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Ruínas do Templo do Zeus Olímpico, visto do alto da Acrópole:

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Vista para a cidade e o mar Egeu ao fundo:

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Rua de pedestres próxima à Acrópole:

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Estádio Panathinaiko:

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Este estádio foi usado nos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna em 1896. Com arquibancadas todas de mármore, ele foi construído a partir das ruínas do estadio que era utilizado na antiguidade durante os Jogos Panatinaicos, misto de competições esportivas, eventos culturais e festivais religiosos em homenagem à deusa grega Atena.

Ele também foi utilizado como linha de chegada da Maratona das Olimpíadas de 2004, quando o mundo inteiro viu o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, que liderava a prova, sendo agarrado por um maluco na rua, e perdendo assim o ouro. Mesmo assim, ele não desanimou e continou a corrida até o final. Ganhou o bronze, sendo aplaudido de pé por milhares de torcedores no estádio. Virou posteriormente símbolo da famosa campanha de marketing “Sou brasileiro e não desisto nunca”.

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O edificio do Congresso Nacional:

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A Praça Syntagma, em frente ao congresso, tem sido palco de frequentes protestos. Quando passamos por lá, havia acabado de acontecer um. O carro de som ainda estava lá, e tinha uma aglomeração de manifestantes e policiais.

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A rua de pedestres Ermou:

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Por indicação do recepcionista do hotel, jantamos numa taverna grega show de bola (Tavera Klimataria), bem perto do hotel. A comida era deliciosa e foi muito barato (paguei apenas 11 euros a entrada + prato). Era a própria dona do restaurante que servia os clientes. Cardápio escrito a mão. Música grega. Tudo bem “roots” e simples. Foi a melhor experiência gastronômica da viagem até agora !

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Dose de ouzo (a “cachaça” grega), que vem de brinde para os clientes:

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Tonéis de vinho:

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Queijo feta de entrada:

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Queijo feta grelhado:

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O prato grego mais típico, a moussaka (parece uma lasanha de carne e berinjela, mas com batata no lugar da massa):

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Já passava das 23h. Depois de uma noite inteira caindo na gandaia no Vodka Bar em Kiev, e um dia inteiro desbravando Atenas, estávamos exaustos, mas ainda encontramos forças para dar uma volta em Plaka (o bairro boêmio de Atenas) e ver a Acrópole iluminada à noite, lá no alto, bem ao estilo “Cristo Redentor”. Valeu a pena, é sensacional !

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Dia 5 - Kiev

rain 14 °C

Dia de dizer adeus à Ucrânia, arrumar a mochila e partir para o próximo destino: Atenas.

Pegamos um taxi (80 hryvnias = R$20) para o aeroporto Zhulyany, o mais próximo do centro de Kiev.

Chegando lá, uma surpresa desagradável: o nosso voo (das 14:00) nem aparecia no painel de informações. No balcão da Khors Air (a empresa aérea) não tinha ninguém. Perguntei no guichê de informações do aeroporto, e a funcionária disse que o nosso voo havia sido cancelado, não aparecia no sistema do aeroporto, e que deveríamos ligar para a central de atendimento da Khors Air. Conectei na internet, e descobri no site da empresa que o próximo voo para Atenas estava previsto apenas para depois de amanhã, ou seja, perderíamos 2 dias na Grécia. Resolvemos comprar outra passagem em outra empresa. O voo mais próximo era o de amanhã de manhã na Ucrainian International Airlines. Compramos. Vamos tentar depois pedir o reembolso dessa passagem não usada na Khors Air.

Resultado: perdemos um dia de Atenas, mas ganhamos mais um dia em Kiev.

Voltamos para o hotel para dar mais uma dormida, já que tínhamos dormido pouco por causa do horário do voo.

Jantamos no mesmo lugar de ontem (Olivia), um restaurante de comida russa/ucraniana.

Estava chovendo o dia inteiro e esfriou. Voltando do restaurante para o hotel, vimos que tínhamos duas alternativas para as nossas últimas horas em Kiev:

1) Ir dormir cedo, e acordar às 7h, já que o voo para Atenas estava marcado para as 11h, e tínhamos que chegar 2h antes no aeroporto.

2) Não dormir. Cair na gandaia em algum lugar, e aproveitar ao máximo nossas últimas horas na Ucrânia, já que não sabíamos se teríamos a oportunidade de voltar para cá outra vez nessa vida, e ainda mais solteiros. Se for pra dormir, a gente dorme no Rio, não aqui !

Não preciso nem dizer que a opção 2 ganhou a votação, né ? heheheheheh. Mesmo sendo um domingo, estávamos certos de que encontraríamos algum lugar legal para curtir a noite.

Começamos os trabalhos ali mesmo na rua, no local onde a votação foi feita. Compramos uma Lvivske para brindar o espírito Highlander que incorporamos :)

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Não parava de chover e a temperatura caiu para 14 graus. Não tinha quase ninguém nas ruas da cidade. Telão na praça principal de Kiev:

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Resolvemos ir para o Vodka Bar, nesta praça.

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Não pagamos nada para entrar. Cerveja 500ml 20 hryvnias (R$5).

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O bar era bem maneiro. Tinha uma pista com DJ, e tinha uma mulherada gata.

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O aviso de não fumar era solenemente ignorado por todos nesse bar. Acho que éramos os únicos não-fumantes do local. Aliás, reparamos que isso aconteceu em todas as noitadas que fizemos em Kiev. Para quem não fuma, passar várias horas numa "câmara de fumaça" é bem desagradável. O único lugar onde os fumantes respeitavam a proibição e fumavam num local reservado foi na D*Lux, que por sinal foi a melhor boate que encontramos em Kiev.

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A última foto em Kiev, às 5h da manhã, quando saímos do bar.

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Partimos pro hotel para pegar a bagagem, e fomos direto para o aeroporto.

Publicado por alexpt 10:56 Arquivado em Ucrânia Comentários (1)

Dia 4 - Kiev

sunny 25 °C

As pessoas no Brasil ainda associam muito a Ucrânia com o acidente com a usina atômica de Chernobyl em 1986, que liberou uma quantidade absurda de radiação no ar, forçando a evacuação de cerca de 200 mil pessoas. Milhares de pessoas que moravam nas proximidades morreram de câncer anos depois do acidente por terem sido expostas à radiação.

A nuvem radioativa que se espalhou pela Europa:

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A radiação na época da explosão chegou bem próxima a Kiev (que fica a apenas 100 km de Chernobyl), mas em níveis baixos. Ela está mais concentrada hoje em dia no território da vizinha Bielorrússia.

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Antes de vir para a Ucrânia no ano passado, dei uma pesquisada na internet para entender se a radiação na cidade oferecia algum risco. Verifiquei que não há perigo algum para a saúde humana. Até o respeitado relatório do Departamento de Estado Americano diz que a radiação em Kiev atualmente está equivalente à encontrada nos EUA.

A cidade de Pripyat, a mais próxima da usina, foi totalmente evacuada e hoje é uma cidade fantasma. A galera do programa “Não Conta Lá em Casa” (do canal Multishow) fez uma visita ao local no ano passado. TENSO o negócio. Radiação 10x mais alta que o normal. Assistam os vídeos abaixo, vale a pena !

http://globotv.globo.com/multishow/nao-conta-la-em-casa/t/todos-os-videos/v/ep06-meninos-visitam-museu-para-conhecer-a-historia-do-acidente-nuclear-em-chernobyl/2079995/

http://globotv.globo.com/multishow/nao-conta-la-em-casa/t/todos-os-videos/v/ep07-meninos-exploram-areas-abandonadas-de-chernobyl/2098799/

http://globotv.globo.com/multishow/nao-conta-la-em-casa/t/todos-os-videos/v/ep08-meninos-visitam-antigos-predios-do-regime-comunista-em-pripyat/2111103/

http://globotv.globo.com/multishow/nao-conta-la-em-casa/t/todos-os-videos/v/ep09-rapazes-visitam-familia-que-vive-isolada-em-chernobyl/2109407/

Comi um blini (crepe) de frango (17 hryvinas = R$4,25) num quiosque ao lado do hotel. Por toda a cidade há quiosques como esse vendendo crepes.

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O cardápio:

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Sábado de sol e calor em Kiev. Ruas movimentadas.

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Barracas vendendo de tudo numa praça perto do hotel:

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Prédios residenciais em estilo soviético (padronizados):

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Pegamos o metrô para o Hidropark, uma ilha no rio Dnipro com um parque e praias.

Na entrada do Hidropark há um monte de quiosques vendendo de tudo.

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Praia no rio Dnipro:

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Uma academia ao ar livre. Tudo meio improvisado. Aparelhos feitos de sucata.

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Cuidado com os besouros !

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Campeonato de futebol de areia:

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Vista para o outro lado da cidade:

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As pessoas aqui não vão para a praia com roupa de banho por baixo. Em vez disso, elas se trocam nessas cabines que ficam na areia:

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Galerinha brincando de salto ornamental:

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Esse cara ficava levitando no rio usando um equipamento que jogava um jato d’água para baixo.

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Cerveja Tchernigivske 500ml (10 hryvnias = R$2,50). Não passa ninguém vendendo nada na areia. Compramos num quiosque.

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Jantamos no Olivie, um outro restaurante de comida russa/ucraniana self service. Também muito barato. Gastei apenas 40 hryvias (R$10).

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Bolinho de frango e panquecas de carne de porco.

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De noite, tentamos encontrar a boate Babyface, mas não conseguimos. Tomamos uma cerveja Yamnar e outra Zolotaya Botchka no caminho:

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Catedral de Kiev:

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Maidan Nezalezhnosti, a praça principal:

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A noite foi na D*Lux, a boate mais top de Kiev. Conheci esse lugar no ano passado, e achei sensacional ! O face control na porta é rígido. Por isso, fomos “na beca” (sapato social e camisa de botão). Entramos sem problemas. Pagamos 200 hryvnias de entrada (R$50). Perto do que pagamos nos lugares tops do Rio, é bem barato.

Cerveja Lvivske de trigo 500ml por 40 hryvnias (R$10). Tinha logotipo da Eurocopa e tudo :)

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Esse lugar é sensacional ! São 4 andares: entrada e banheiro no 1o, bar e lounge no 2o, pista com bar no 3o e outro bar com lounge no 4o. Acho que é a boate mais maneira que já fui até hoje, pela estrutura, música e quantidade absurda de mulheres gatas. Uma coisa de louco ! Luxo total !

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Vídeo que gravei lá:

Ficamos por lá até amanhecer. Não dava vontade de ir embora ! O paraíso existe !!! :)

Publicado por alexpt 11:09 Arquivado em Ucrânia Comentários (1)

Dia 3 - Kiev

sunny 25 °C

Acordei com muito calor. O ar condicionado tinha desligado. O quarto estava sem energia, confirmando o que a recepcionista do hotel havia dito ontem. Tomei uma ducha, e quando saí do box, o desastre: o banheiro estava inundado, e a água já estava até molhando o carpete do corredor. Quando dei descarga no vaso e usei a pia, inundou mais ainda. Chamei a recepcionista. A de hoje pelo menos falava inglês e era mais simpática que a de ontem. Ela limpou o chão e pediu para que a gente não usasse o banheiro até a energia voltar. Pelo que entendi, havia um sistema elétrico que fazia descer pelo cano a água do ralo e do vaso, mas como estava sem energia, isso não estava acontecendo.

Dia de sol e calor em Kiev.

Comi um blini (crepe) de frango num quiosque do lado do hotel. 17 hryvnias (R$4,25)

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Demos uma volta pelo centro da cidade, que estava bem movimentado.

Na avenida principal da cidade tinha uma galera acampada fazendo um protesto.

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Mercado central da cidade:

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No ano passado estive em Kiev pela primeira vez e gostei muito. A cidade estava às vésperas da Eurocopa, e tinha no ar um clima festivo. Havia inclusive um Fifa Fan Zone com um telão e um monte de barracas na principal praça da cidade (Maidan Nezalezhnosti ‎). O estádio Olímpico (do FK Dynamo de Kiev), que foi utilizado para algumas competições das Olimpíadas de Moscou (1980), foi reformado e havia acabado de ser inaugurado para a competição. Ele não estava aberto à visitação no ano passado, mas este ano sim. Estádio de primeira linha ! Muito maneiro !!

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Sala de troféus do Dynamo:

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A visita ao interior do estádio e vestiários foi feita com uma guia ucraniana (em inglês). Custou 50 hryvnias (R$12). Além do Numb2 e de mim, só tinha mais uma pessoa participando da visita.

Sala com grama sintética usada para aquecimento dos jogadores:

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Vestiário do Dynamo:

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Uniforme do Shevtchenko, ídolo nacional:

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Quadro tático:

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Hidromassagem:

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Chuveiros:

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Campo:

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Numb2 e a guia ucraniana:

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A guia contou coisas interessantes sobre o estádio, como a utilização dele em jogos durante o inverno (mesmo com neve), e também para shows. No domingo vai ter Ucrânia x Camarões neste estádio, mas infelizmente já não estaremos mais aqui em Kiev.

Propaganda do jogo:

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O campeonato ucraniano terminou na semana passada. O campeão foi o Shakhtar Donetsk (tetracampeão ucraniano). Nele jogam atualmente 9 brasileiros. Se tivéssesmos chegado um pouco antes, poderíamos assistir alguma partida neste estádio.

Pouquíssimas pessoas falam inglês na Ucrânia. O idioma oficial aqui é o ucraniano, que é bem parecido com russo. Mas todo mundo fala e entende russo. Para não se sentir um analfabeto total, ajuda muito aprender antes da viagem o alfabeto cirílico. Parece intimidador e indecifrável no começo, mas é mais fácil do que parece. Em 2011, antes de ir pra Rússia, consegui memorizar em duas semanas a equivalência das letras entre o alfabeto cirílico e o latino. Isso fez uma GRANDE diferença na viagem. Em Moscou, praticamente tudo é escrito em cirílico: placas com nomes de ruas, estações de metrô, nomes de lojas e restaurantes. Em Kiev muitas placas estão nos dois alfabetos. É possível decifrar algumas coisas escritas em cirílico, mesmo sem saber falar russo. Por exemplo, суши бар = sushi bar. aэропорт = aeroport. Mesmo conhecendo o alfabeto, é bem difícil interagir com as pessoas, pedir um prato diferente no restaurante, ou pedir uma informação na rua, já que ninguém fala inglês. Saber algumas expressões básicas e tentar aprender alguma coisa de russo faz uma grande diferença numa viagem como esta.

Para quem se interessar, o curso do Michel Thomas em MP3 é excelente (procurem por “Michel Thomas Russian” no YouTube). Durante algumas semanas antes da viagem fiquei escutando as lições enquanto ia pro trabalho, voltava pra casa, e também quando dava minhas corridas na praia. Parece impossível no começo, mas consegui rapidamente aprender o bê-a-bá, alguns poucos verbos e um vocabulário bem básico. Já sei algumas frases de sobrevivência bastante importantes em russo, como “eu quero uma cerveja grande”, ehehehhe :) Fiquei orgulhoso comigo mesmo por conseguir me comunicar em russo aqui !! Nunca pensei que isso seria possível um dia, ehehhe. Consegui pedir informações como "gdie restoran Puzata Hata ? Eta deliko ? = onde fica o restaurante Puzata Hata ? É longe ?", e também perguntar quais eram os recheios dos crepes (shto eta ?= o que é isso ? sir=queijo, kuritsa=frango, svinina=porco)

Propaganda de kvas, uma bebida alcoólica russa feita de pão:

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Avenida Khreshchatyk, a principal da cidade:

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Jantar no Puzata Hata, de comida típica russa. Cogumelos, bolinho de carne de porco e crepes de queijo.

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Maidan Nezalezhnosti, a praça principal de Kiev:

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Ruas de parelelepípedo na cidade antiga:

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De noite, degustação de cervejas ucranianas Obolon e Rogan. Compramos num mercado 24h (7 hryvnias, garrafa de 500ml = R$1,75)

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Fomos para a Serebro Club, mas fomos barrados pelo segurança na porta ("sorry, no sport shoes"). Andamos vários quarteirões até o Arena Center, um complexo de restaurantes, bares e boates, onde fica a Decadence Club, uma das boates mais exclusivas da cidade. Da mesma forma, fomos barrados pelo face control por causa dos sapatos. Perdemos um tempão, pois tivemos que voltar para o hotel para colocar um sapato social. Finalmente conseguimos entrar no Decadence Club. Já eram 2h da manhã. Entrada 200 hryvnias (R$50). O lugar era maneiro, mas estava bem vazio. Uma decepção. No bar não vendia cerveja (?!). Tomei uma cuba libre por 50 hryvnias (R$13). Não ficamos nem uma hora lá dentro. Voltamos umas 3h da manhã pro hotel.

Publicado por alexpt 9:54 Arquivado em Ucrânia Comentários (0)

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