Um blog do Travellerspoint

Dia 17 - Tel Aviv - Jerusalém

sunny 30 °C

Comprei meu café da manhã numa loja de conveniência, e sentei num banco no calçadão da praia:

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O dia estava perfeito: 30 graus, sol brilhando forte e céu sem nuvens. Eu merecia um mergulho no Mar Mediterrâneo.

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A praia tem um monte de placas de “proibido nadar”. Achei estranho isso, pois o mar estava bem calmo, com ondas pequenas, e sem valas. A profundidade vai aumenta aos poucos, como nas praias do Nordeste. A água é fria, mas não é gelada como no Rio.

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A praia estava meio vazia, talvez por ser um dia útil. Durante o tempo em que fiquei lá, não vi nenhum vendedor ambulante passando. Começou a me dar sede, e mal podia acreditar que o vendedor de mate mais próximo estava a uns 10 mil km de distância. :) Esse negócio de ter que comprar bebida no quiosque dá preguiça. Prefiro a mordomia dos ambulantes que temos no Brasil.

Biquinis “Vovó Mafalda” que as mulheres usam por aqui. Um desastre....as gringas aqui tão precisando ter umas aulas com as brasileiras !!

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Voltei pro hotel, tomei uma ducha e saí para aproveitar o resto do tempo que tinha disponível em Tel Aviv para ver um pouco mais da cidade antes de ir para Jerusalém. Eu tinha que ir pra lá antes do pôr do sol, porque depois não teria mais transporte. Toda semana, o período que vai do pôr do sol de 6ª até o pôr do sol de sábado é o chamado “shabbat”, o descanso sagrado dos judeus. O comércio fecha e o transporte público pára.

Tel Aviv não tem sistema de metrô, mas faz falta. O transporte público poderia ser melhor. Dependendo da hora, o trânsito engarrafa.

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Na 2ª quadra da praia, uns prédios baixos e velhos. A maioria dos prédios residenciais da cidade são baixos.

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O amor em hebraico:

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Mendigos:

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A rua Sheinkin é a “Garcia d’Avila” (ou Oscar Freire, para os paulistas) de Tel Aviv. O Brasil aparece como grife em várias lojas:

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Um par de havaianas por R$50 !! Encontrei a fórmula. Da próxima vez eu trago do Brasil uns 100 pares e revendo aqui. Vou ficar rico ! :)

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Lojas “Ipanema” e “Copacabana”:

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“Bibi Sucos” na versão israelense:

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Patriotismo nas janelas:

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Prédios residenciais velhos:

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Azrieli Center, um complexo de prédios comerciais integrados a um shopping. Estão entre os prédios mais altos da cidade. Para entrar no shopping, é necessário ser revistado por um segurança e passar por um detector de metais. Ele ainda me perguntou para onde eu queria ir. Só falei “to the top of the tower” e ele me deixo entrar.

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O Azrieli Observatory fica no 49º andar do edifício redondo do Azrieli Center. Peguei o elevador no último andar do shopping. Lá de cima dá para ver a cidade inteira. Metade do andar estava fechado para uma festa. Na outra metade, estava o mirante aberto para o público. A entrada foi gratuita.

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Peguei o elevador para descer e apertei o botão “0”. Quando saí, percebi que estava num andar estranho. Não era aquele onde eu estava antes de subir para o 49º. Era um corredor com umas 10 portas de elevador. Para sair do corredor, tinha que passar numa roleta. Era um andar de garagem. Só dava para passar pela roleta usando um crachá. Tentei dar uma forçada na roleta, mas não consegui passar. Ou seja, eu fiquei preso naquele andar. Resolvi pegar o elevador para subir até o 49º novamente e perguntar à recepcionista como fazia para voltar para o shopping. Acontece que o elevador que peguei só ia até o 22º andar. Peguei outros 3 elevadores, mas eles iam só até o 48º andar ! Que situação ! Eu simplesmente não conseguia voltar para o shopping, e muito menos para o mirante onde eu estava antes. Não lembrava qual dos 10 elevadores eu tinha usado para descer. O Perrengue Detector® começou a alarmar. Enfim, fui chamando elevador por elevador até encontrar aquele que ia até o 49º . Reparei que o botão do 3º andar dele tinha alguma coisa escrita em hebraico:

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Devia ser algo como “saída para o shopping”. Desci no 3º andar e pronto, estava de volta à civilização.

Nunca vi um lugar com tantos soldados nas ruas, todos carregando um fuzil. Em Israel, até as mulheres servem o exército. Chega a ser estranho ver garotinhas de 18 anos com carinha de indefesas usando farda e carregando fuzil.

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Um protesto que estava rolando na rua:

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Parei para comer um falafel (sanduíche recheado com bolinhos de grão de bico fritos, hummus e salada) nesta lanchonete na rua Bograshov (número 55). Este lugar foi um verdadeiro achado, porque é MUITO barato se comparado aos preços normais de Tel Aviv, por isso fiz questão de colocar o endereço para aqueles que forem visitar a cidade também possam economizar. O falafel lá custa apenas 8 shekels (R$5). Não dá nem pra saber qual o nome da lanchonete, pois está em hebraico.

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No começo, este lugar parece um pouco intimidador, pois está tudo escrito em hebraico, e todo mundo lá dentro só fica falando neste idioma incompreensível. Mas foi só falar “falafel” que a balconista respondeu prontamente em inglês. Muito tranquilo.

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Comprei uma cerveja israelense Golstar no supermercado (11 shekels = R$6,70). Bem cara.

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Já passava de 14h. Hora de partir rumo a Jerusalém. Voltei para o hotel e peguei minha mochila. Peguei um taxi para a estação de trens HaHagana (36 shekels = R$22). O motorista do taxi falou que era mais barato pegar um “sherut” (van), e que o ponto dos sheruts era ao lado da estação de trens. Só que achei aquilo bagunçado demais. Eu simplemente não consegui encontrar vans pra Jerusalém. Perguntei para alguns motoristas, e eles falavam para eu procurar as vans numa outra direção, mas não achei nada. Enfim, já estava cansado de ficar perdido debaixo daquele sol escaldante e ainda por cima carregando 18kg nas costas. Desisti das vans e resolvi ir de trem mesmo.

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Para entrar na estação de trem, tive que passar num detector de metais e colocar minha bagagem no raio-x.

Para comprar a passagem estava uma fila enorme. Só dava para comprar num caixa automático. As bilheterias estavam fechadas. Comprei a passagem no último trem que havia para Jerusalém naquela 6ª feira (às 15:30). Os trens paravam de funcionar cedo assim por causa do shabbat.

Painel com os horários dos trens:

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Embarcando:

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O trem estava meio vazio. A viagem até Jerusalém demorou 1:30h. O trem foi parando em vários pequenos vilarejos.

A paisagem entre Tel Aviv e Jerusalém é bem mais verde do que eu esperava. Só começa a ficar mais árida perto de Jerusalém.

Plantações:

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Florestas:

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Oliveiras:

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Paisagem árida chegando a Jerusalém:

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Estação de Jerusalém (Malha):

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Quando saí da estação em Jerusalém, vi que alguma coisa estava errada. A estação ficava num lugar afastado, bem longe do centro. Eu imaginava que ela ficasse bem no centro da cidade. Na grande maioria das cidades é assim. Perguntei pra um cara na saída da estação como eu fazia para chegar ao centro, mas ele não falava inglês. Perguntei “Yaffa Road ?” (nome da principal rua do centro de Jerusalém, e ele disse “autobus here”. Esperei o ônibus junto com ele e mais outra pessoa. Demorou uns 20 minutos, mas o ônibus chegou. Foi sorte ainda ter ônibus naquele horário, porque no shabbat tudo pára (taxi, ônibus e trens). Paguei a passagem pro próprio motorista (6,60 shekels = R$4).

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Entrou um judeu ortodoxo no ônibus. Devia ter uns 18 anos no máximo. Ele usava roupa tradicional (sobretudo e chapéu preto) e ficou o tempo todo lendo a bíblia judaica em voz baixa.

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O ônibus andou pra caramba até chegar ao centro. Só aí percebi como essa estação Malha é afastada. O motorista me avisou quando o ônibus passou pela Yaffa Road, e desci lá. Andei alguns quarteirões ladeira acima pra chegar ao albergue. O comércio estava todo fechado, e tinha bem pouca gente na rua. Parecia feriado.

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O ponto de bonde vazio. No painel eletrônico estava escrito “serviço paralizado”.

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Este é o albergue onde fiquei (Abraham Hostel), na praça Davidka. Fica num lugar bem central de Jerusalém.

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Fiquei num quarto com 2 beliches. A diária saiu por R$57 (com café e banheiro dentro do quarto). Este albergue é bem grande. Tem vários andares, e num deles tem um bar bem maneiro. É um dos melhores albergues que já vi.

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A vista da janela:

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Desci a Yaffa Road até o final. Esta foi a primeira visão que tive das muralhas que cercam a Cidade Antiga. Sensacional !!

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Ao ver Jerusalém pela primeira vez com os próprios olhos, a primeira coisa que passou pela minha cabeça foi: “ferrou, não vai dar tempo de ver tudo”. A cidade tem MUITA coisa interessante pra ver. Muito mais coisa do que eu imaginava. É a Roma do Oriente Médio.

Várias familias de judeus de vários tipos (ultra-ortodoxos, ortodoxos e não ortodoxos) estavam indo para a Cidade Antiga para celebrar o shabbat.

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Portão de Yaffa, uma das várias entradas para a Cidade Antiga:

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Logo depois de entrar pelo Portão de Yaffa:

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Uma das muitas vielas da Cidade Antiga com de barracas vendendo souvenirs.

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Uma manifestação de árabes carregando bandeiras da Palestina numa das vielas.

A Cidade Antiga é fortemente vigiada por soldados israelenses. São muitos, e eles estão por todos os lados de olho em todo mundo.

Para chegar na praça onde fica o famoso Muro das Lamentações (chamado em inglês de “Western Wall”), é necessário passar por um controle de segurança com um detector de metais. O lugar estava lotado de judeus celebrando o shabbat. Muitos gritavam animados “Shabbat shalom!” (“paz no shabbat”) . A todo momento chegavam soldados (homens e mulheres) para comemorar também. Eles formavam rodas e ficavam pulando e gritando.

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Este muro é o lugar mais sagrado do judaísmo. É o que restou do Segundo Templo, que foi construído no século 6 AC e destruído pelos romanos no ano 70 DC. Chamava-se Segundo Templo pois ele foi construído no lugar de outro templo judaico (Templo de Salomão, ou “Primeiro Templo”) mais antigo (séc 10 AC) que foi destruído pelos babilônicos. O muro tem esse nome porque os judeus lamentam a destruição do Segundo Templo.

Vídeo do muro lotado:

A Cidade Antiga é dividida em 4 setores: judaico, cristão, muçulmano e armênio. O Muro das Lamentações fica no setor judaico, onde há também sinagogas. Os árabes quase não são vistos neste setor.

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Vídeo no setor judaico mostrando famílias de judeus ortodoxos:

No setor muçulmano quase não vi judeus. Há muitas coisas escritas só em árabe.

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Via Dolorosa, caminho feito por Jesus carregando a cruz nas costas até ser crucificado. Atualmente é percorrido por peregrinos cristãos do mundo todo.

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Portão de Lion, no setor muçulmano:

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Enquanto os judeus celebravam o shabbat, os muçulmanos faziam uma festa paralela com música árabe. Somente homens participavam da festa. Alguns carregavam a bandeira da Palestina.

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Video que gravei nessa festa:

Este ambulante servia alguma bebida não-alcoólica (talvez chá).

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Muralhas iluminadas à noite:

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A Yaffa Road deserta:

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Por causa do shabbat, foi meio complicado encontrar algum lugar aberto para comer. As famílias judaicas tradicionalmente se reúnem para jantar na sexta à noite, e por isso não havia ninguém na rua. O comécio (incluindo restaurantes e lanchonetes) estava todo fechado, com raras exceções. Encontrei uma lanchonete aberta, onde comi um hamburger. Foi o mais caro da minha vida: 48 shekels = R$30 (hamburger, batata e refrigerante).

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No quarto do albergue chegou uma russa. Ficamos trocando uma idéia antes de dormir. Não rolava de sair à noite. Não tinha nada aberto em Jerusalém por causa do shabbat. O ar condicionado do quarto deu defeito, mas por sorte a temperatura à noite em Jerusalém caiu bastante, e ficou até meio frio, então foi tranquilo dormir.

Publicado por alexpt 5:42 Arquivado em Israel Comentários (1)

Dia 16 - Tel Aviv

sunny 30 °C

Dormi bem pra caramba. O ar condicionado do quarto estava gelando, e com os tampões de ouvido, nem ouvi quando outros que estavam no quarto levantaram. Eu estava num quarto bem pequeno, com 2 beliches e mais uma cama de solteiro. Quase não tinha espaço para guardar a bagagem, e não tinha armário para guardar os objetos de valor. Tive que sair e deixar minha mochila com o notebook dando sopa lá no quarto. Quanto à segurança, nunca tive problema nos cerca de 60 albergues onde já me hospedei. A maioria dos mochileiros nem usa os armários para guardar objetos de valor. Já cansei de ver gente saindo do quarto e deixando notebook carregando em cima da cama.

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Este hostel (Beachfront Hostel) foi o mais caro da viagem, e de longe, o pior até agora. Custou R$63 a diária, quase o mesmo que paguei no hotel 4 estrelas de Rodes. Tel Aviv é caríssima ! Pelo menos uma vantagem: a localização deste hostel é perfeita. Fica de frente pro mar, num lugar bem central. Dá pra fazer tudo a pé.

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Estava um dia de bastante sol e calor (30 graus). Vista do hostel para a praia:

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Herbert Samuel, a avenida da praia, escrita no alfabeto hebraico, árabe e latino:

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A praia de Tel Aviv é na verdade uma só, mas foi dividida artificialmente em vários trechos demarcados por pedras, formando diversas praias menores e com nomes diferentes. O hotel fica na praia de Trumpeldor.

Logo na primeira quadra da praia, um prédio com aparência de abandonado.

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Quarteirão do hotel, com diversos outros hotéis:

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Av Ben Yeruda, a segunda paralela da praia, onde achei uma loja de conveniência e comprei meu café da manhã: croissaints e iogurte.

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As moedas em Israel são muito usadas e valem muito. Há moedas de 10 shekels (R$6). Essas 4 moedas valem R$15 !!

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Voltei pro calçadão e comi sentado num banco curtindo a vista.

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O calçadão lembra muito os das praias da zona sul do Rio, com mosaicos e ciclovia:

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Prédios com arquitetura meio louca perto do hotel.

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O hotel fica bem do lado de um dos lugares mais vigiados do mundo: o Consulado dos EUA. Tem um monte de câmeras, e ficam uns seguranças de olho em todo mundo que passa na calçada em frente.

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Perto do hotel também fica este bar famoso chamado Mike’s Place.

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Há 10 anos houve ali um atentado suicida feito por um terrorista palestino do Hamas, matando 3 pessoas e ferindo mais de 50. Esta placa foi colocada na entrada do bar em homenagem aos mortos no atentado:

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Numa boate que existia de frente pro mar a duas quadras do hotel também houve uma atentado em 2005 (5 mortos). Israel viveu um período negro entre 2000 e 2005, quando aconteceu a Segunda Intifada, como foi denominada a revolta palestina contra a política expansionista promovida do governo israelense. Neste período aconteceram 15 atentados em Tel Aviv e 34 em Jerusalém. O turismo na região foi seriamente afetado. Mesmo com meu espírito aventureiro, eu não viria pra cá naquela época. A partir de 2006, a coisa acalmou e Israel agora vive um renascimento. O turismo voltou com força, e as pessoas passaram a acreditar que a paz na região era possível. Depois de 2 atentados em 2006, Tel Aviv só teve outro atentado no final do ano passado, mas sem mortes. Jerusalem ficou sem atentados de 2004 até 2011, quando explodiu uma bomba num ponto de ônibus, matando uma pessoa. Pela primeira vez desde a Guerra do Golfo em 1991, um míssil disparado da Faixa de Gaza atingiu no ano passado área desabitada na periferia de Tel Aviv sem causar danos ou feridos. No dia seguinte, outro míssil atingiu Jerusalém, o que não acontecia desde 1970, mas também não causou danos. Ninguém sabe ao certo até quando a calmaria continua em Israel, mas estes últimos atentados e mísseis podem significar o início de um novo período violento. Talvez uma “Terceira Intifada”. Na dúvida, achei melhor vir logo conhecer o país, antes que fosse tarde !

A praia tem um mooonte de placas indicando regras e proibições.

Proibido animais:

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Proibido, entre outras coisas, consumir bebida alcoólica (!!)

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Proibido nadar nesse trecho. Entretanto, vi tinha várias pessoas entrando na água, ignorando o aviso.

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Essa está toda em hebraico, não dá pra saber o que está escrito:

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A ciclovia da praia aqui também tem sinal de trânsito, e os ciclistas param para os pedestres atravessarem.

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Chuveiros na praia:

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Sistema de aluguel de bicicletas públicas:

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Barracas de madeira:

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Bebedouro no calçadão:

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Lava-pés:

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Vi muitos prédios em construção em Tel Aviv. A cidade vive atualmente um “boom” imobiliário. Depois de 2006, com a drástica diminuição dos atentados terroristas, a cidade passou a viver um renascimento. Muitos israelenses que haviam saído do país começaram a voltar, pressionando os preços dos imóveis. O custo de vida do país aumentou bastante, e Tel Aviv converteu-se na cidade mais cara do Oriente Médio. Os moradores da cidade fizeram inclusive um protesto recentemente contra o aumento do custo de vida.

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Um pequeno monumento que vi na praia, onde está escrito “Este é o nosso lar” em russo e hebraico. Cerca de 1 milhão de russos judeus emigraram para Israel nos últimos 30 anos.

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É muito comum ver placas escritas em russo em Tel Aviv, como por exemplo propagandas de restaurantes:

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Uma mesquita de frente pro mar:

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As ruínas da boate Dolphinarium, de frente pro mar, onde aconteceu um atentado suicida por um terrorista do grupo extremista palestino Hamas em 2001, matando 21 adolescentes e ferindo mais de 100. Foi um dos piores atentados da história de Israel. O local hoje está abandonado.

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Uma escola de surf improvisada nas ruínas da Dolphinarium:

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Vista de Yafo no Dolphinarium. Há 4000 anos, quando Tel Aviv não passava de dunas de areia à beira-mar, a vizinha Yafo já era um dos portos mais importantes do Mediterrâneo. Tel Aviv foi criada por judeus há cerca de 100 anos, já que Yafo era predominantemente árabe e cristã. Hoje as cidades estão unificadas e é comum chamá-las apenas pelo nome “Tel Aviv-Yafo”.

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Sem-teto acampado num cantinho atrás da Dolphinarium:

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Bar na praia:

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Galera jogando frescobol na praia.

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Posto dos salva-vidas, que ficam o tempo “dando bronca” em hebraico (através de um potente sistema de megafones) nos banhistas que violam as regras.

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Jardins de frente pro mar:

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Os africanos formam a camada mais pobre da população de Israel. Vi alguns revirando lixeiras e pedindo dinheiro na rua.

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Um museu de frente pro mar:

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Pichação em hebraico, já viu isso ??

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Uma pequena favelinha de frente pro mar, perto de Yafo:

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Vista das praias de Tel Aviv a partir de Yafo:

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Teatro árabe-hebreu de Yafo, uma iniciativa para unir atores árabes e judeus.

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Vista de Tel Aviv a partir do anfiteatro de Yafo:

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Ruínas:

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Jardins de HaPisgah em Yafo:

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Construções antigas de Yafo:

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O antigo porto de Yafo, hoje apenas um atracadouro de barcos de pescadores. É um dos mais antigos do mundo (4000 anos de existência) e teve grande importância na antiguidade. Foi desativado nos anos 60 e os armazéns foram convertidos em bares e restaurantes.

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Lixeira de reciclagem de garrafas plásticas. Vi estas lixeiras espalhadas por toda a cidade.

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Antigo portão de entrada de Yafo:

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Mesquita em Yafo:

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Mulheres muçulmanas em frente a uma loja:

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Flea Market de Yafo. Vende-se todos os tipos de velharias:

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Placa anunciando show da Gal Costa (!!)

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Predios comerciais modernos no bairro de Neve Tzedek. Este é um bairro sofisticado com muitos bares e restaurantes badalados (e caros).

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Bairro de Florentine, mais simples que Neve Tzedek. A maioria dos prédios residenciais em Tel Aviv são baixos e não passam de 4 andares.

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A Grande Sinagoga:

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Allenby, uma das principais ruas da cidade.

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Carmel Market, o grande mercado de Tel Aviv:

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Patriotismo:

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Doces:

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Frutas:

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Tâmaras secas, castanhas, amendoim, etc.

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Especiarias:

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Diversos tipos de azeitonas:

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Comi um falafel (8 shekels = R$5) e dei uma passada no hostel pra recarregar a bateria da câmera. Depois voltei para a praia e fui ver o que tinha ao norte do hostel, na direção oposta a Yafo.

Academia ao ar livre:

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Galera jogando vôlei:

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“Homeless VIP”, um cara que mora numa van estacionada de frente pro mar.

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Galera correndo no calçadão. Neste trecho da praia, não há uma avenida separando os prédios da areia.

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Um clube na praia.

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Este trecho da praia cercadoo por muros é reservado para os judeus ortodoxos. “Public authorized separate swimming zone”. Homens só podem entrar às 2as, 4as e 6as, e mulheres aos domingos 3as e 5as. “Please keep modesty at the beach” , diz o aviso referindo-se aos trajes “modestos” (conservadores) que precisam ser usados pelos frequentadores.

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Bar na praia:

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“The beach is not na ashtray”. Achei isso uma ótima idéia. Os fumantes em vez de jogarem as cinzas e pontas dos cigarros na areia, pegam um desses cones e usam como cinzeiro. Depois, quando vão embora da praia, colocam os cones de volta neste local.

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Caravana de segways:

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Judeu contemplando o mar:

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O antigo porto de Tel Aviv, no extremo norte da praia, foi convertido numa espécie de “Puerto Madero” de Buenos Aires, com lojas, bares, boates e restaurantes.

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Um show que estava rolando lá:

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Pôr do sol no Mediterrâneo:

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O calçadão continua rumo ao norte e não consegui ir até o fim. Minhas pernas já estavam implorando por descanso, e eu ainda tinha que voltar por todo o caminho que tinha feito até o hotel.

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Os bares e restaurantes do porto antigo estavam todos cheios, talvez por ser uma 5ª feira:

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Antes de voltar pro hotel, comi um McChicken no McDonald’s e tomei um susto quando vi o preço: 25,50 shekels (R$15,50) , isso só o sanduíche, sem batata frita e refrigerante. E o detalhe é que o sanduíche não veio com queijo, em respeito à dieta kosher dos judeus, que não permite laticínios misturados à carne.

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Queria sair a noite, mas eu estava morto, me arrastando. Devo ter andado uns 20km durante o dia. Fui dormir. Ar condicionado do quarto ligado no máximo. A temperatura continuava alta em Tel Aviv mesmo à noite.

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Dia 15 - Brașov - Tel Aviv

sunny 30 °C

Tinha colocado tampão de ouvido (daquele de espuma, que é vendido em farmácia) para dormir melhor. Barulho é algo que pertuba demais meu sono. No Rio, moro num apto de frente para uma esquina movimentada que tem um barulho infernal de ônibus, motos e buzinas até de madrugada, e sem usar tampão eu simplesmente não durmo. Nos quartos dos albergues, às vezes chega gente de madrugada fazendo barulho, abrindo mochila, mexendo em saco plástico, e tem ainda os que roncam alto, por isso considero o uso de tampão de ouvido obrigatório para dormir bem. O problema é quando é preciso acordar cedo. Tampão não combina com despertador. Eu precisava acordar cedo, e como estava cansado, também queria dormir bem, sem nenhum barulho ou ronco me incomodando. Resolvi arriscar: coloquei o relógio para despertar às 7h e coloquei os tampões no meus ouvidos. O óbvio aconteceu: não escutei o relógio despertando, e dei um pulo da cama às 8h. Tive sorte, porque do jeito que eu fui dormir cansado, meu sono poderia ter ido fácil até o meio-dia. Me arrumei rápido, e voei para a rua para pegar o primeiro taxi que aparecesse para chegar à estação ferroviária. Eu não poderia perder de jeito nenhum o trem das 9:20 para Bucareste, pois era o único que servia para mim. Os outros eram tarde demais, e eu perderia meu voo para Tel Aviv.

O taxi para a estação ferroviária custou no taxímetro apenas 6 lei (R$3,75). Tudo bem que a distância era pequena (uns 2Km), mas não me lembro de pago na vida uma corrida de taxi tão barata como essa. Agora eu vi como fui roubado na outra corrida da estação até o hostel (20 lei), quando cheguei a Braşov.

Passagem comprada a tempo ! Fiquei aliviado. Custou 47 lei (R$30).

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Deu tempo ainda de comprar um lanche na estação ferroviária.

La revedere, Transilvania !

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O trem desta vez estava vazio e era bem melhor que o outro que peguei de Bucareste para Braşov. Era mais rápido e fez menos paradas. No meio do caminho, entrou um mendigo deficiente físico que passou pedindo esmola para os passageiros. Ele tomou o maior esporro do fiscal, que o fez descer na estação seguinte. O trajeto até Bucareste durou cerca de 3h.

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Chuva o tempo todo durante o trajeto. Peguei o metrô para a Piata Unirii, onde desci debaixo de chuva.

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Peguei o ônibus para o aeroporto (1h de viagem). O bilhete (8 lei = R$5) é vendido num guichê em frente ao ponto na própria Piata Unirii. Tem que comprar o bilhete antes de embarcar. Durante o trajeto, tem um fiscal que confere o bilhete dos passageiros.

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Almoço no aeroporto num self-service (31 lei = R$19). Salada e borsh (parece uma lasanha, mas de repolho e carne).

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45 min de voo até Istambul, onde fiz conexão:

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Mais 1:20h até Tel Aviv:

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Na imigração em Tel Aviv, a policial me fez um monte de perguntas: o que eu ia fazer em Israel, para que cidades iria, de onde vim, quanto tempo eu iria passar em Israel, quanto tempo passei em cada um dos destinos antes de chegar em Israel... depois ela pegou o interfone e falou alguma coisa em hebraico com alguém que devia ser o superior dela. Do que ela falou, só entendi “Romania”. Ela deve ter falado algo do tipo “tem um brasileiro louco que foi ver vampiro na Romênia...posso liberar ou não ?”Pronto, eu já estava me preparando psicologicamente para ir para “a salinha”. Entretanto, para minha surpresa, ela me devolveu o passaporte com o cartão de imigração e me liberou. Todo mundo que eu conheço que esteve em Israel foi chamado para ser sabatinado na salinha. Dei sorte.

Saquei alguns shekels (dinheiro israelense):

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Escultura do Menorá (símbolo do judaísmo) no saguão de desembarque do aeroporto:

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Peguei um trem no aeroporto para ir para o centro de Tel Aviv. Meio caro (15 shekels = R$9)

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Depois de apenas 10 min, o sistema sonoro do trem anunciou a chegada na estação “Tel Aviv HaHagana”. Desci nela. Para chegar até o hotel (na praia), não dava para ir a pé (dá uns 3 km). Tel Aviv não tem sistema de metrô, e não tinha a menor idéia de como fazia para pegar um ônibus. Tive que pegar um taxi. Entrei num que estava parado em frente à estação. Falei pro taxista o nome do hotel, e o nome da rua, mas ele falou que não conhecia. O hotel fica de frente pro mar, na Trumeldor Beach. Como que ele não conhece a rua que fica de frente pro mar ? Mostrei o papel com o nome do hotel e o nome da rua, e ele falou num inglês precário que não conhecia. Achei aquilo meio esquisito. Eu já estava achando que ele estava fingindo não conhecer, para ficar dando volta pela cidade comigo tentando encontrar “a tal praia”. Peguei minha bagagem (que estava junto comigo no banco de trás) e saí do taxi. O taxista ficou louco atrás de mim. Ele saiu do taxi e ficou querendo me convencer a ir com ele. Inventei uma desculpa, falei que ia ligar para um amigo me buscar, e que era melhor ele não perder o tempo dele comigo. Ele foi embora, e eu tentei parar outro taxi na rua, já que não tinha mais nenhum parado em frente à estação. Só passava taxi ocupado. Depois de uns 10 min, parou um taxi. Adivinha quem era ? O mesmo taxista ! Ele achou que eu não fosse lembrar da cara dele, mas nem entrei no taxi. Falei que não queria ir com ele, e ele foi embora xingando alguma coisa em hebraico. Resolvi tentar parar um taxi em outro lugar para fugir desse taxista que já estava torrando meu saco. Andei pelo quarteirão da estação, e imediatamente meu Perrengue Detector® entrou em alerta máximo. O local era sinistro demais. A rua ficava debaixo de um viaduto, e só via imigrantes árabes e africanos. Ficava todo mundo me olhando. Eu era o único branco, de mochilão, com cara de perdido, e muitos shekels na carteira. Depois de alguns minutos, percebi que não tinha perigo de assalto. Se fosse para ser assaltado, já teria sido. O lugar era só “visualmente assustador”. Meu instinto de sobrevivência brasileiro estava acostumado a evitar lugares como esse. Tentei relaxar. Parei outro taxi. Falei o endereço. O taxista disse “sorry, no English” e foi embora. Parei o terceiro taxi. Quando o carro parou, vi que tinha outra pessoa dentro. Como assim ?! Vou dividir taxi com que eu não conheço às 23h num lugar esquisito como aquele ? Falei que não queria, e o taxista foi embora xingando. Depois só passava taxi ocupado. Só depois de uns 20 min consegui um vazio, e que conhecia o endereço. Finalmente !! A corrida saiu bem cara, 44 shekels (R$27) para andar uns 3 km. Comecei a perceber que Israel é um país caro.

Depois que cheguei no hotel, tomei um banho e saí para comer alguma coisa. Não achei nenhum restaurante aberto por perto, mas comprei um pacote de biscoitos e uma água num mercado 24h perto do hotel. Custou 26 shekels (R$16), uma facada !! Tava mal acostumado com os preços baixos do leste europeu.

Sentei num banco no calçadão da praia para comer. Estava uma noite quente, mas a brisa do mar estava agradável. Tinha bem pouca gente no calçadão. Já era 1h da manhã.

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Voltei pro hotel e fui pro berço.

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Dia 14 - Brașov

overcast 18 °C

Depois de tantas noites bombantes em Kiev, Rodes e Bucareste, eu estava tão acostumado a acordar depois das 13h, que achei até estranho levantar as 8h sem despertador. O bom disso é que poderia aproveitar melhor o meu único dia completo em Braşov.

O albergue (à direita), numa ladeira subindo a montanha:

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Rua do albergue:

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Rua próxima ao albergue:

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Os romenos adoram kebab, conhecido aqui como “shaorma”. Vi várias lanchonetes de kebab em Bucareste e Braşov.

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Parei numa padaria para tomar o café da manhã:

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Este pão em forma de círculo chama-se covrigi e é bem típico daqui. Vi um monte de padarias vendendo isso, e tem diversos recheios diferentes.

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Resolvi fazer um passeio pelos 3 castelos da região de Braşov: Bran, Peleş e Rasnov. É possível ir por conta própria pegando ônibus, mas gastaria tempo demais e ficaria complicado conhecer também as outra atrações de Braşov no mesmo dia. Resolvi então ir de excursão (uma van) junto com uma galera do hostel (4 australianos).

Mesmo tendo estudado inglês por 7 anos, sempre me sinto um incopetente ao conversar com australianos. É como se eu tivesse voltado para o primeiro nível do CCAA, quando entendia apenas algumas palavras isoladas nas conversas em inglês. Eles ficavam conversando o tempo todo na van, e eu boiando. O assunto era engraçado ? Eu e o motorista éramos os únicos que não riam das piadas. Acho que eles poderiam chamar este idioma incompreensível de australiano em vez de inglês, e abrir cursos específicos para quem quiser aprendê-lo.

A primeira parada foi o castelo de Peleş:

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A visita no interior do castelo é guiada, e não podia tirar foto dentro. Achei mais bonito por fora do que por dentro.

A segunda parada da excursão foi o castelo de Bran, no vilarejo de mesmo nome. Este é o famoso castelo que foi residência do Vlad Draculea, príncipe que governou a região no século 15, famoso pela crueldade com que matava os inimigos. O famoso vampiro Conde Drácula é apenas um personagem fictício de um livro do século 19 de um escritor irlandês (Bram Stoker). O castelo em si não tem nada demais.

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Vista do alto do castelo:

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Vlad Draculea:

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Conde Dracula:

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Nas redondezas do castelo, a temática dos souvenirs é o Dracula, claro. Vi pra vender um monte de coisas de gosto duvidoso, como canecas estampadas com vampiros, além de máscaras e roupas esquisitas.

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Queijos típicos:

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Comi um kebab junto com a galerinha do hostel e partimos para o terceiro destino, o castelo de Rasnov.

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O castelo fica no alto de um morro, e a subida é feita nesse trenzinho:

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Não é exatamente um castelo, mas uma fortaleza em ruínas.

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Vista do alto:

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O tempo aqui na Transilvânia parece ser totalmente instável. Tinha levado um casaco, mas durante o passeio tive que tirá-lo, pois esquentou e o sol abriu. Quando estávamos na estrada, começou a chover forte e esfriou. Depois de alguns km, chão seco e sol de novo. Vai entender.

A van deixou a gente de volta no hostel. O passeio completo durou 7h.

Já passava das 17h, e aproveitei o resto do dia para conhecer um pouco de Braşov.

Parte do que restou das muralhas que cercavam a cidade:

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No alto da montanha há um letreiro meio feioso escrito “Braşov”, copiando Hollywood.

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Queria pegar no bondinho para subir no alto dessa montanha, mas ele só funciona até 17h. Descobri que há uma trilha que leva até o topo. Meu espírito aventureiro me fez deixar a preguiça de lado e me embrenhar na mata.

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A trilha era bem sinalizada e fácil de ser percorrida, apesar de longa (cerca de 1h caminhando rápido). Vi muita gente correndo na trilha morro acima.

No meio do caminho, uma bifurcação, e esta placa em romeno indicando os dois caminhos. Não dava para entender nada, mas resolvi seguir o caminho do triângulo, que era sinalizado nas árvores.

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A vista da cidade no meio do caminho:

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O letreiro visto de trás:

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Vista da cidade no topo da montanha:

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Quanto estava me preparando para descer, começou a chover. O Perrengue Detector® começou a alarmar dentro de mim. Era o pior que poderia ter acontecido, pois a trilha ficou escorregadia e cheia de lama. Não deu outra: mais ou menos na metade da descida, escorreguei na lama (descendo alguns metros de trilha praticando uma nova modalidade de “ski-bunda”) e me sujei todo !! Calça, casaco, mãos, tênis..tudo cheio de barro ! Que faaaase !!! Tinha umas pedras no meio da lama, e tive sorte de não ter me machucado. Só ralei um pouco o joelho, que ficou um pouco dolorido com a pancada, mas nada demais.

Quando terminei de descer, eu parecia um mendigo, de tão sujo. Não rolava de voltar pro hostel naquele estado. Não iam nem abrir a porta pra mim. E a vergonha de entrar daquele jeito ? Entre 18h e 22h é quando está todo mundo lá socializando (inclusive nos quartos) e com a mão marrom eu não tinha nem como cumprimentar ninguém. Baixou o McGuyver em mim, e tive então uma idéia para tentar me limpar um pouco. Passei num mercadinho na rua do hostel para comprar uma garrafa d’água de 2L. A caixa me olhou como quem dizia “o que este mendigo está fazendo aqui dentro ?”, e antes que ela me expulsasse de lá, abri na frente dela a carteira cheia de notas de 100 lei e pedi uma garrafa d’água em inglês. Procurei uma rua pouco movimentada perto do hostel, sentei no meio-fio e tirei as duas meias que eu estava usando. Molhei-as com a água, e comecei o meu “banho de gato”. A tática McGuyveriana até que funcionou bem. Consegui tirar o marrom que me cobria. Não preciso nem dizer que as duas meias, que eram brancas e ficaram marrom-escuras, foram direto pro lixo. Fiquei tão “limpo” que até dava para dar a última volta na cidade sem passar vergonha, e jantar num restaurante sem parecer um mendigo sortudo, que tinha acabado de achar uma nota de 100 lei no lixo.

Rua perto do hostel:

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Strada Republicii:

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Piata Sfatului, a principal de Braşov.

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Eu e a montanha que havia acabado de conquistar. A foto está de prova que o método McGuyveriano funcionou. Tá vendo alguma coisa marrom na foto ? ehehhe :)

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Piata Unirii:

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Tanto em Braşov quanto em Bucareste há uma pobreza discreta, mas visível, no mesmo nível da Ucrânia e outros países do leste europeu. Vi algumas velhinhas pedindo esmola na rua e mendigos. Entretanto, a Romênia foi o primeiro país da Europa onde vi crianças sozinhas abordando pessoas para pedir esmola. Isso foi em Bucareste, num restaurante com mesas na rua onde almoçamos. Imaginava, entretanto, uma pobreza maior aqui, com um monte de ciganos pelas ruas, mas confesso que não vi nenhum com o estereótipo que temos deles (mulheres de pele escura com saias coloridas e dentes dourados carregando crianças moribundas).

Jantei no restaurante Casa Roameasca, de comida típica romena, nesta mesma praça:

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Os refrigerantes e sucos na Romênia são muito pequenos (250ml) e custam o mesmo que as cervejas de 500ml. Fazer o que, né ? Tive que tomar a saideira da Romênia, uma Ursus Black (muito boa !!). Custou 6 lei (R$3,75).

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Comi um “ciulama de pui cu mamaliga”. Era tipo um creme de frango com champignon e angu (18 lei = R$11). O angu é um dos pratos nacionais aqui na Romênia.

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De sobremesa, passei numa padaria e comprei um covrigi com recheio de cereja (2 lei = R$1,25).

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Já passava das 22h e eu estava um bagaço. Aquela subida para a montanha acabou sendo muito cansativa. Estava garoando, fazendo frio e não tinha ninguém na rua. Voltei pro hostel, tomei um bom banho (tava precisando mesmo...) e fui dormir. No quarto, tinha apenas um português de Lisboa muito gente boa. Uma figuraça. Estava todo molhado e disse que tinha saído sem “chapéu de chuva” (guarda-chuva).

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Dia 13 - Bucareste - Brașov

overcast 19 °C

Hora de dizer adeus a Bucareste e partir rumo a Braşov (pronuncia-se “Brashov”), na Transilvânia. Esta região do interior da Romênia foi colonizada por alemães, e isso se reflete na arquitetura das construções e nos muros medievais que ainda cercam algumas das cidades. Assim foi descrita a cidade pelo Lonely Planet: “Braşov is Romania’s ground-zero tourist destination for very good reasons. Ringed by perfect mountains and verdant hills, the city is adorned with baroque facades, bohemian outdoor cafes and the lovely Piața Sfatului – one of Romania’s finest square”.

Me despedi do Numb2, que estava voltando para o Rio. A partir de agora, continuo a viagem sozinho. Peguei o metrô rumo a Gara de Nord, a principal estação de trens de Bucareste.

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Por causa de 10 minutos perdi o trem das 15:30 para Braşov. Comprei a passagem (22 lei = R$14) das 16:30. Tinha então uma hora de espera na estação. Comi no McDonald’s (16 lei = R$10 o menu do Bic Mac) e embarquei.

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O trem estava lotaaado. Não tinha nenhum assento disponível. Me encaixei num canto do vagão, sentei em cima da mochila e fiquei blogando durante as intermináveis 4h de viagem. Pelo menos o trem tinha tomada, então consegui carregar a bateria do notebook. Esse trem que eu peguei era um “parador”, que demora bem mais. O trem normal demora 2:45h.

Depois de 1h de viagem, o trem esvaziou e eu consegui uma poltrona pra mim.

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No trajeto, belas paisagens. O trem passou por pequenos vilarejos com casas de madeira, e montanhas cobertas por pinheiros.

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Estação ferroviária de Braşov.

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Peguei um taxi (20 lei=R$12,50) para o Kismet Dao Hostel, pois da estação de trens até lá são 2,5km. Sempre que posso, evito os taxis, porque é a maneira mais fácil de um turista ser enganado. Não deu outra. Negociei o preço de 20 lei, o que não deixa de ser barato. No hostel, o recepcionista disse que o preço normal deveria ser de cerca de 10 lei, e que a corrida deveria ter sido feita por taxímetro. Não vi nenhum taximetro no taxi. Enfim, paguei o dobro do que deveria, mas nem esquentei, pois gastei apenas R$6 a mais.

O hostel:

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Rua do hostel:

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Painel na entrada do hostel:

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Fiquei num quarto com 3 beliches, mas só havia mais 2 pessoas além de mim.

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Tomei um banho e saí para dar uma volta e comer algo.

Prefeitura de Braşov:

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Strada Republicii, principal rua de pedestres da cidade, com muitas lojas, bares e restaurantes. Estava tudo vazio, talvez por ser uma segunda-feira.

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Começou a relampejar MUITO, mas não chovia. Nunca vi isso. Sinistro demais !! É, realmente estou na Transilvânia, heheheh. Mas por enquanto não vi nenhum morcego ou vampiro :)

Piata (pronuncia-se “piazza”, como no italiano) Sfatului, a principal de Braşov.

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Achei Braşov bem mais bonita e fotogênica que Bucareste. Lembra muito as cidades do interior da República Tcheca e Polônia. Dizem que Sibiu e Sighişoara, outros destinos turísticos populares da Transilvânia, são ainda mais bonitas, mas infelizmente desta vez não vou poder conhecê-las.

Comi um frango com queijo num restaurante da rua de pedestres. Estava bem vazio e já estava tarde (22h).

Voltei pro albergue e fui dormir. Estava morto. Em 13 dias de viagem, dormi apenas 2 vezes antes das 5h da manhã. A média estava boa, ehehhehe. No quarto, quando cheguei, já estava todo mundo dormindo.

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