Um blog do Travellerspoint

Países Baixos

Dia 26 - Amsterdam - Delft - Haia

sunny 18 °C

Meu último dia na Holanda. Eu tinha que aproveitar ao máximo !!! Madruguei às 7h e prometi pra mim mesmo que só voltaria pro albergue quando já estivesse escuro, coisa que só acontece às 23h no verão europeu.

Tomei café da manhã no albergue. Aproveitei a manhã pra rodar pelas partes de Amsterdam por onde ainda não tinha passado.

Esta é a Museumplein (Praça dos Museus), onde ficam os 3 museus mais importantes da cidade: Rijksmuseum, Van Gogh Museum e Stedelijk Museum.

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Construções com arquitetura típica holandesa:

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Bicicletas por todos os lados:

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Cartaz de uma festa anunciando o DJ Marky (BRASIL) como estrela máxima...

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Museu da Tortura, com impressionantes instrumentos de tortura utilizados na Idade Média.

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Casa de Anne Frank, uma menina judia que morou com sua família durante 2 anos escondida dos nazistas num anexo da casa durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje a casa é um museu que conta a história da menina. A entrada do anexo era feita através de uma porta escondida atrás de um armário. É possível visitar este anexo no museu. Durante o tempo em que ficou escondida no anexo, Anne Frank escreveu um diário, que foi convertido em livro após sua morte num campo de concentração nazista em 1945.

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Peguei um trem pra conhecer a cidade de Delft, a 1h de viagem de Amsterdam.

Mega-estacionamento de bicicletas. Foto tirada da janela do trem:

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Delft é uma linda cidade de 100 mil habitantes próxima a Haia e Rotterdam. É uma espécie de "mini-Amsterdam", pois também é cortada por canais, e tem casas com arquitetura típica holandesa. Possui uma das principais universidades da Holanda, a Technische Universiteit Delft.

Moinho no meio da cidade:

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Muitos canais, como em Amsterdam:

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Você se atreve a pronunciar o nome desta rua ?

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A Nieuwe Kerk (Igreja Nova):

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A Stadhuis (Prefeitura):

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Peguei o trem pra Haia, que fica a apenas 9Km de Delft.

Haia (Den Haag, em holandês, ou The Hague, em inglês) é a terceira maior cidade da Holanda. Apesar da capital holandesa ser Amsterdam, Haia é a capital administrativa, pois lá fica a sede do governo, e a família real. Também é sede do Tribunal Internacional de Justiça.

Esta cidade era um mistério pra mim. A única coisa que sabia sobre ela antes de conhecê-la é que se trata da capital administrativa do país. Confesso que me surpreendi muito ! Haia é uma cidade linda !

Desembarquei em Haia as 19h, e tinha apenas 3h pra dar uma volta por ela antes de escurecer. A região central tem prédios altos e modernos:

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Paleis Noordeinde (Palácio Real):

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Parque Van Stol:

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Fui andando até a praia de Scheveningen (6 Km / 1h de caminhada), que é muito bonita, com um Cassino e um Pier sensacional. A beleza das construções compensa a falta de beleza natural.

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Um enorme quiosque com o nome de Copacabana:

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Holland Cassino:

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Pier:

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Já passavam de 22h e estava escurecendo. Eu ainda tinha que andar 1h de volta até a estação de trens. Até tinha uma linha de bonde que passava por lá, mas eu não tinha a menor idéia do caminho que ele fazia, e achei que a chance de me perder seria menor se eu voltasse pelo mesmo caminho a pé.

Parei num Burger King pra fazer um lanche, e tratei de me apressar, pois ainda teria um longo caminho de volta. Estava com medo de perder o último trem e ter que dormir lá em Haia.

Cheguei na estação de trens às 23:30 completamente acabado. Eu estava andando desde 7:30 da manhã. Devo ter andado uns 30 km durante todo o dia. Cheguei no albergue em Amsterdam quase 2 da manhã, e desmaiei na cama.

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Dia 25 - Venlo - Amsterdam

rain 14 °C

Acordei tarde pra caramba (meio-dia). Comi algo rápido na casa da Lilian. Me despedi dela e da família, agradecendo a eles por tudo, e voltei de trem pra Amsterdam às 15h.

Cheguei em Amsterdam às 17h e estava chovendo pra caramba. Fui pro albergue, tomei um banho e dei um tempo lá esperando a chuva diminuir.

Saí pra comer no Kebab que tinha perto do albergue. Parou de chover, mas esfriou pra caramba. Dei só uma volta pela Damrak e pela De Wallen (Red Light District), mas o frio estava desanimando. Voltei pro albergue, tomei uma cerveja no pub que tinha dentro dele, e resolvi ir dormir cedo pra aproveitar melhor o dia segiunte.

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Dia 24 - Venlo

overcast 17 °C

O café da manhã servido pela mãe da Lilian foi quase um banquete. Um pão delicioso, que ela mesma fez em casa, acompanhado de queijo gouda (típico holandês), muito bom ! E uns tipos diferentes de iogurte que eu adorei. Na Holanda, as pessoas têm o costume de tomar um café da manhã reforçado, pois o almoço é substituido por uma "almojanta" por volta das 5 da tarde.

Conversamos bastante à mesa, mesclando inglês e holandês. Às vezes, o pai e o irmão da Lilian falavam rápido demais, e eu ficava com cara de pastel. "Langzamer" (mais devagar), eu pedia. Eles demonstravam curiosidade sobre o Brasil e ouviam interessados as coisas que eu contava daqui.

A TV estava ligada na cozinha, e passava as notícias locais. Era até engraçado de ver como a realidade deles é outra. Eles ficavam chocados com notícias como a de um acidente com caminhões numa estrada, e o roubo de encomendas de uma van da empresa de correios holandesa.

O padrão de vida deles era bom, considerando que o pai era carpinteiro, e a mãe professora. Eles viviam numa casa bonita e confortável, sem grandes luxos, mas com muito espaço. O pai tinha uma Mercedes na garagem e a Lilian também tinha eu próprio carro.

Saí com Lilian para dar um passeio de bicicleta. Ela levou o mapa de ciclovias da província. Saímos de Venlo, e 2Km depois estávamos na zona rural. De tempos em tempos parávamos para ela consultar o mapa e ver o caminho correto. As ciclovias são todas sinalizadas e ligam as cidades, como se fossem estradas. Fomos até Baarlo, uma pequena cidade a 4Km de Venlo. Atravessamos o rio Maas por uma balsa:

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Com Lilian na entrada de Baarlo:

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Zona rural de Venlo:

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A ciclovia-estrada:

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Voltamos pra casa, jantamos e mais tarde partimos pra night na Alemanha. Isso mesmo, saimos da Holanda pra fazer night em outro país !!! Fomos de carro até a cidade de Geldern, a apenas 20Km de Venlo. A única coisa que me fez perceber no caminho que estávamos em outro país foi uma pequena placa na estrada escrito "Wilkommen zum Nordrhein-Westfalen" (Bem-vindos a Nordrhein-Westfalen, que é uma província alemã). Fomos na E-Dry, uma mega boate, muito maneira ! Tinha vários ambientes e a cerveja era ótima (também né, na terra da cerveja...) Ficamos lá até amanhecer.

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Dia 23 - Amsterdam - Volendam - Marken - Venlo

overcast 17 °C

Dei uma volta pela Damrak, a principal rua de pedestres de Amsterdam. Na foto, a Centraal Station ao fundo:

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Bonde moderno na Damrak:

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Havia combinado de encontrar com Lilian, uma amiga holandesa, às 11h na Centraal Station. De lá, pegamos um ônibus para Volendam, a 20 minutos de Amsterdam.

Volendam é uma pequena cidade de 20 mil habitantes às margens do Ijsselmeer, o maior lago da Holanda. A cidade é linda, com casas de madeira, e um movimentado porto, cheio de lojas de souvenirs, bares e restaurantes. Em Volendam, as tradições holandesas foram mantidas. É possível ver pessoas vestidas em trajes tradicionais, com tamancos de madeira. Longe da badalação e da doideira de Amsterdam, em Volendam está a verdadeira e tradicional Holanda.

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Pegar uma praia na Holanda é uma fria !!!

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O broodje haring, sanduíche típico holandês com recheio de peixe cru:

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Uma coisa interessante da Holanda (também conhecido como "Países Baixos") é que grande parte do país está abaixo do nível do mar. Ao longo dos anos, os holandeses foram aterrando muitas regiões, e para se proteger do avanço das águas, eles construiram diques. O aeroporto de Amsterdam, por exemplo, está a 4,5m abaixo do nível do mar. O nome dele (Shiphol) sugere isso, pois significa "buraco do navio".

Na maior parte do tempo, os turistas não percebem que estão abaixo do nível do mar, justamente por estarem longe dele. Mas em Volendam é possível sentir essa estranha sensação. Como ? Para chegar ao porto a partir do ponto de ônibus, caminha-se por uma suave ladeira, e ao olhar pras casas que ficaram pra trás, pecebe-se que elas estão mais baixas !!! Ao subir a ladeira, chega-se ao mar. É esquisito, mas eu vi isso com os meus próprios olhos. Parece coisa daquele antigo programa "Acredite, se quiser", que passava na extinta TV Manchete.

Entramos num pequeno restaurante no porto, onde comemos croquetes holandeses, e depois pegamos um barco pra Marken, um pequeno vilarejo situado numa ilha.

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Lilian me convidou pra passar o final de semana na casa dela em Venlo, onde ela morava com a família. Eu achei bem simpático da parte dela o convite, e também seria uma ótima chance de ver de perto como vive uma família holandesa do interior, vivenciando a cultura e os costumes deles. Seria uma espécie de "intercâmbio-relâmpago" durando só um fim de semana.

Voltamos pra Amsterdam, e fomos no albergue pegar minha mochila. Pegamos o trem na Centraal Station e descemos na cidade de Eindhoven. Já havia ouvido falar dela por causa do PSV Eindhoven, time onde o Ronaldo Fenomeno jogou depois que saiu do Cruzeiro. É uma cidade industrial, onde fica a sede mundial da Phillips, sem grandes atrações turísticas. Demos uma rápida volta pelas redondezas da estação e tirei essa foto num estacionamento de bicicletas. Você conseguiria localizar a sua "magrela" no meio dessa confusão ?

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Pegamos outro trem e chegamos em Venlo, uma cidade de 90 mil habitantes colada na fronteira com a Alemanha. Quando chegamos lá, já estava escurecendo. Lilian morava numa típica casa holandesa, que a família herdou do avô dela. Pelo que ela contou, a casa foi danificada pelos bombardeios nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Um pequeno detalhe: há alguns anos eu aprendi a falar holandês (!!!) estudando 6 meses sozinho (??????), com a ajuda de um livro e um curso pela internet. E por que holandês ? Eu queria aprender uma língua diferente dessas outras mais comuns, e tinha ouvido falar que o holandês não era uma língua tão complicada. Me enganei, hehe, é complicada sim, mas não desisti no começo. Aprendi o básico para conseguir me comunicar (com bastante dificuldade, diga-se de passagem). Só que aconteceu uma coisa estranha: eu desenvolvi muito mais a parte escrita do que a oral, até porque não conheço ninguém no Brasil que fale holandês, e assim eu nunca tive com quem praticar oralmente. Consigo escrever e ler e-mails em holandês, mas a comunicação oral é muito mais difícil por causa do meu vocabulário limitado e da pronuncia complicada. É uma língua parecida com o alemão, guardando algumas semelhanças também com o inglês. Algumas palavras são bem fáceis justamente por lembrar o inglês. Por exemplo, "Hij is mijn broer" = "He is my brother". Mas outras palavras são totalmente diferentes, e por isso são bem difíceis de lembrar, como "geschiedenis" (história), "onderwijs" (ensino) ou "vliegtuig" (avião).

Os pais e o irmão dela nos receberam quando chegamos e foram bem simpáticos comigo. "Leuk om jullie te ontmoeten" (prazer em conhecê-los), eu disse. Eles ficaram maravilhados ao me ver falando a língua deles. O pai e o irmão não falavam inglês e era sinistro entender o holandês deles.

Há vários dialetos diferentes do holandês de acordo com a província. Em Venlo (província de Limburg) se fala o dialeto Limburgs, que tem diferenças em relação ao holandês de Amsterdam, principalmente na pronúncia. No norte do país, na província de Friesland, é falada uma língua bem diferente do holandês, que é o frísio. Porém, o país inteiro fala e entende o holandês "standard", que é utilizado pelos meios de comunicação de massa (TV e rádio). Uma coisa esquisita que a Lilian me contou: o pai dela é natural de Rotterdam, e não entende o dialeto Limburgs. Então ela fala em holandês standard com o pai, e com a mãe e irmão fala em Limburgs.

A casa dela tinha 3 andares e era bem típica: alta, estreita e com um jardim nos fundos, onde eles guardavam as inseparáveis "fietsen" (bicicletas). Me chamou a atenção que as janelas não tinham grades. A janela da sala dava para a rua. Algo impensável no Brasil. Qualquer ladrão de galinha conseguiria invadir essa casa. Outro mundo !

O jantar foi ótimo, comemos uma sopa e kip (frango). As vezes eu tinha que recorrer ao inglês, pois não conseguia me expressar, ou não conseguia entender o que eles falavam. Eles estavam curiosos e faziam muitas perguntas sobre o Brasil. Me falaram que muitos imigrantes que moram há anos na Holanda não falam holandês, e por isso mesmo estavam surpresos por eu ter aprendido no Brasil. Falaram também que estes imigrantes (sobretudo turcos e árabes) não são bem vistos na Holanda porque não se misturam com os holandeses, não se interessam em aprender a língua e não se integram à cultura da Holanda. Simplesmente não querem, preferem viver isolados.

Lilian estudava numa faculdade em Utrecht, uma cidade próxima a Amsterdam. Ela ia e voltava todo dia de trem, cruzando o país inteiro, numa viagem de 2 horas. Os estudantes das universidades tem desconto nas passagens de trem. Morar em Amsterdam ou nas redondezas é muito caro, e por isso a maioria dos holandeses preferem morar em cidades mais afastadas, no interior, em casas maiores e mais baratas. Outros moram na Bélgica e vão pra Amsterdam ou Rotterdam trabalhar todo dia. Isso só é possível porque a Holanda tem uma excelente rede de transportes. O país tem o tamanho do estado do RJ, e a população é mais ou menos a mesma (15 milhões de habitantes), mas a maior cidade (Amsterdam) não tem mais do que 700 mil habitantes. A população é bem distribuida pelo território. Bem diferente do Brasil, onde as pessoas vivem amontoadas nas metrópoles, pagando caro e morando mal, por falta de transporte adequado.

Dormi num quarto só pra mim, na cama mais confortável de toda a viagem. Dificil seria voltar a dormir nas camas duras dos albergues depois.

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Dia 22 - Amsterdam

sunny 17 °C

Dormi durante 12 horas, acordando as 10H. Tomei café da manhã no albergue, e dei a primeira volta pela cidade. O dia estava ensolarado, mas fazia um pouco de frio (17 graus).

O hotel ficava numa região bem central de Amsterdam, a apenas 1 quadra da De Wallen (Red Light District).

Da mesma forma que Veneza, Amsterdam é toda cortada por canais e pontes. Mas as arquiteturas destas cidades são bem diferentes.

Uma peculiaridade de Amsterdam (e de toda a Holanda) é que praticamente todas as ruas tem ciclovias. Caminhando pelas ruas, você vê ciclistas de todos os tipos: crianças, jovens, turistas, coroas, executivos de terno indo pro trabalho, etc. Muito mais que esporte ou diversão, a bicicleta na Holanda é considerada um meio de transporte como outro qualquer, com regras de trânsito. Os ciclistas respeitam os sinais de trânsito e param para os pedestres passar, pois nos cruzamentos também há sinais de trânsito para bicicletas. Os pedestre também respeitam as regras e jamais ficam caminhando nas ciclovias, como acontece no Brasil. A geografia da Holanda contribui, pois o país é totalmente plano e as distâncias são muito curtas. É possível ir tranquilamente de uma cidade para outra de bicicleta. Da mesma forma que existem estradas para os carros, a Holanda tem ciclovias ligando as cidades.

Esta é a Kloveniersburgwal, a rua do albergue onde fiquei:

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Este é o Nieuwmarkt, um castelo-restaurante próximo ao albergue:

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A rua vizinha ao albergue:

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A Oude Kerk (Igreja Velha):

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O Koninklijk Paleis (Palácio Real) na Damplein (Praça Dam). Pra tirar essa foto, pedi pra um cara que tava passando pela rua. Depois que ele tirou a foto, me falou pra tomar cuidado ao pedir pra um estranho tirar foto, pois "há ladrões naquela região que saem correndo com as câmeras dos turistas desavisados". Deve ser horrível morar num lugar assim, como diria o Ancelmo Goes...hehe

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Este curioso taxi-bicicleta é muito comum em Amsterdam:

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Esta é a Kalverstraat, uma rua de pedestres bastante movimentada, com muitas lojas.

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Alguns canais tem barcos-casa ancorados. Como o metro-quadrado na área central de Amsterdam é caríssimo, esta foi a alternativa que muitas pessoas encontraram para morar:

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Casas com arquitetura típica holandesa:

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Por incrível que pareça, isso é um shopping ! Não é o palácio da família real !

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Uma típica rua de pedestres:

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Uma das comidas mais típicas da Holanda é o kroket (croquete). Tem de todos os tamanhos e sabores. São deliciosos e muito baratos. A Febo é uma rede de lanchonetes com várias filiais na cidade. O legal dela é que você compra o croquete colocando uma moeda numa máquina, e abre uma portinha, como na foto abaixo:

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Fui comprar minha passagem de ônibus pra Bruxelas para o dia 14. Na agência de turismo, falei em inglês que queria comprar uma passagem, e o cara respondeu em português "Qual horário ?" E ele tinha maior cara de holandês. Eu devo ter feito uma cara muito engraçada, pois ele começou a rir. Me falou que aprendeu a falar português porque é casado com uma brasileira. E que sabia que eu era brasileiro porque eu tenho cara. Então valeu.

O Vondelpark é um parque enorme de Amsterdam. Fica bem cheio em dias ensolarados. Comum ver holandesas fazendo topless (hummm !). A partir de 2008, a noite é permitido praticar sexo em público neste parque, desde que seja longe de playgrounds de crianças, e que as pessoas recolham o "lixo".

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Uma das ruas vizinhas ao Voldelpark:

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Um barco fazendo um passeio com turistas por um dos canais:

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O Rijksmuseum, que é o principal museu de arte de Amsterdam:

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A antiga fábrica da Heineken. Hoje é um museu (Heineken Experience), onde os visitantes podem conhecer o processo de fabricação da cerveja.

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Um canal numa área mais afastada da cidade:

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Prédios residenciais numa área mais afastada da cidade:

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De Gooyen Molen, um autêntico moinho holandês, bem no meio da cidade !

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O Sheepvaart Museum (Museu Marítimo)

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Museu do Sexo. Tinha de tudo: fotos eróticas antigas, brinquedos, pinturas eróticas japonesas e romanas, etc. O mais engraçado era ver a reação das mulheres ao ver a exposição do museu. Tinha um grupo de japinhas na casa dos 20 anos vendo uma mostra de fotos eroticas antigas. Elas faziam umas caras muito cômicas e faziam aquele som de espanto "ohhhhhh...."... quando algum homem se aproximava, elas morriam de vergonha e se afastavam.

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Pataatjes, a batata-frita ao estilo holandês, com maionese e um pequeno garfo. Mais gorduroso, impossível, mas é muito bom !!!

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Caminhando pelas ruas da cidade, olha o que eu encontro. Pés de samambaia ? Parece...mas é Cannabis !!! Esta é a mostra do Musem do Haxixe e da Maconha (Hash & Hemp Museum).

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O consumo de drogas leves (maconha, haxixe e chá de cogumelo) é tolerado em Amsterdam. O consumo só é permitido dentro dos Cafés (onde a droga é oferecida em cardápios) e dos domicílios. É probido o consumo em via pública. A cidade tem muitas lojas que vendem vários tipos de sementes de canabis e subprodutos, como bolo, biscoito e pirulito de maconha.

A De Wallen (Red Light District) é a Zona da Luz Vermelha, nas quadras entre as ruas Oudezijds Voorburgwal e Oudezijds Achterburgwal. Eu achava que essa fosse uma zona destacada da cidade, e de certa forma afastada da zona turística, mas me surpreendi ao ver que ela fica bem no centro do burburinho de Amsterdam. Fica a apenas 2 quadras da Damrak, que é a principal rua de pedestres da cidade. As prostitutas (lindas) ficam se exibindo em trajes mínimos nas vitrines das casas em estilo holandês. O curioso é que a região não é de nenhuma forma degradada, como seria em outras cidades do mundo. É como se aquilo estivesse integrado à cidade, e de certa forma virou atração turística. O que mais se vê são casais e famílias de turistas passeando a noite pelas ruas desta zona e observando com curiosidade as prostitutas se exibindo. É claro que muitos homens solteiros vão pra estas ruas com outras intenções, mas não achei o lugar degradado. Nestas ruas pode-se fazer qualquer coisa, menos tirar foto das prostitutas.

Uma coisa que achei bem esquisita lá, mas já tinha visto em Lisboa. Caminhando pelas ruas a noite, ao passar por tipos bem suspeitos (com cara de imigrante), eles cochichavam rapidamente "hemp ? hash ?", querendo te vender drogas. Os poucos policiais que vi nesta região pareciam indiferentes a estes caras.

Voltei pro albergue as 23H e fui dormir.

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