O terno e a camisa social chegaram meio amassados, mas era melhor do que nada.
A Melanie passou de carro no albergue às 14h, e partimos pra Flörsheim, uma pequena cidade a poucos quilômetros de Frankfurt.
Foto no Melaniemóvel:

Numa Autobahn (estrada sem limite de velocidade) a caminho de Flörsheim:

Não tente fazer isso no Brasil ! 180Km/h !!!

Foto numa das ruas de Flörsheim. Estávamos perdidos, seguindo o GPS, mas ele dava uns caminhos malucos e não achávamos a igreja de jeito nenhum.

Demoramos um tempo até achar a igreja. Já se aproximava das 15h, mas não estávamos tão preocupados, pois "a noiva sempre atrasa". Será que o mesmo acontece na Alemenha ??? Eis a resposta: quando encontramos finalmente a igreja, os noivos estavam na porta, mas não tinha mais ninguém do lado de fora. Como assim ?! Eles já tinham casado ??? E onde estavam os convidados ? Na verdade, os convidados estavam todos dentro da igreja. Na Alemanha os noivos já entram juntos na igreja. Eles só estavam esperando dar 15h para entrar. Na Alemanha, seria um desrespeito com os convidados atrasar ou entrar antecipado na igreja !!!
Sentamos na última fileira de bancos. Os noivos ainda estavam do lado de fora. O padre distribuiu um papel para todos os convidados com o "script" do casamento, como se fosse o roteiro de uma peça teatral: 1) noivos entram; 2) Padre faz sermão; 3) Amigo 1 faz discurso; 4) Padre faz sermão; 5) Amigo 2 faz discurso; 6) ..... 20) noivos beijam .... Achei muito engraçado aquilo !!!
Como eu estava na beirada do banco, e era na última fileira, o padre veio até mim e falou qualquer coisa em alemão que eu não entendi. A Melanie traduziu pra mim: "Ele te pediu pra fechar a porta da igreja quando os noivos entrarem". Então tá, né... virei porteiro de igreja na Alemanha. Olha aí a prova :

Pontualmente às 15h os noivos entraram. Foi o casamento mais globalizado e diferente que já vi. O padre mesclava alemão com inglês no sermão. Ele era um tipo "bonachão" e fazia piadinhas. Uma pena que só entendia as brincadeiras em inglês. Alguns amigos dos noivos discursaram na igreja em alemão, inglês e português. De resto, tudo igual: toca de alianças, o beijo, e os convidados parabenizando do lado de fora da igreja.



Fomos todos depois para a festa no clube dos Bombeiros da cidade. Tudo MUITO diferente !!! No começo foi servido café, chá e diversos tipos de tortas. Os noivos discursaram para os convidados em inglês e alemão. Nada de música e cerveja, por enquanto.


Na Alemanha, os convidados dão dinheiro em vez de comprar presentes. Eles fazem "origami" com as notas de Euros e deixam em algum lugar da festa para os noivos.

Depois de mais alguns discursos dos noivos, começaram a servir cerveja (obaaaa):

Começou a escurecer, e serviram o jantar. A comida era muito boa. Pouco depois, entrou um grupo de umas 20 meninas fantasiadas com perucas black power e fizeram uma performance pra lá de engraçada. Parecia coisa do quadro "Se vira nos 30", do Faustão !!!

Conhecemos gente de tudo quanto é lugar: Espanha, Alemanha, Sri Lanka, Escócia, Salvador, BH, etc.
O DJ finalmente começou a colocar uma música pra galera dançar. Rolou de tudo um pouco.
Cerveja alemã direto na fonte !!!

E a festa continuou noite adentro !!! Nada de acabar... a pista bombando até tarde da noite. O mais engraçado foi a mistura que o DJ fez com as músicas. Teve uma hora que ele colocou um "pout-pourri" de músicas brasileiras beeeem antigas, como Aquarela do Brasil, só que a música era cantada COM SOTAQUE !!!! ahahahaha
Saímos de lá perto das 4 da manhã !!! Foram 9 horas de festa, inacreditável !!!!
Dia 3 - Frankfurt remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Passamos pela imigração e foi como no ano anterior: o guarda não fez nenhuma pergunta. Só olhou para a minha cara e carimbou o passaporte !
Pegamos a conexão para Frankfurt num voo da Lufthansa, onde chegamos 1 hora depois.
No aeroporto de Frankfurt, a surpresa desagradável: nossas mochilas não tinham chegado !!! Fomos no guichê de bagagens estraviadas da Lufthansa reclamar. A funcionária escutou a gente falando e nos atendeu em português. Era uma simpática portuguesa. Ela rastreou nossa bagagem no sistema e nos levou para uma sala cheia de malas extraviadas, para ver se encontrávamos nossas mochilas. Mas nada feito. Ela pediu pra gente esperar um pouco. Fomos comer um lanche e compramos um chip GSM. O Novello ligou pra Melanie, uma amiga nossa alemã, e ela ficou de encontrar com a gente mais tarde no albergue.
Voltamos ao guichê da Lufthansa. A funcionária portuguesa nos avisou que nossa bagagem foi localizada em Paris, chegaria a Frankfurt somente no dia seguinte de manhã cedo, e seria entregue no nosso hotel. O problema é que o casamento era no dia seguinte às 14h. Se a bagagem não chegasse mesmo de manhã, já era, teríamos que ir com a roupa do corpo pro casamento !!! Menos mal que ganhamos um "kit-bagagem-estraviada" com camisa, barbeador, escova de dente, pasta de dente, pente, e mais outras coisas.
Pegamos o trem no aeroporto e descemos no centro de Frankfurt. O albergue (Easybed) era a poucas quadras dali. Já era noite e estava frio (12 graus). Por sorte, o Novello havia levado um casaco extra na mochila que ele tinha levado como bagagem de mão, e me emprestou. Foi a minha salvação. As ruas nas redondezas do hotel eram limpas e organizadas, mas me chamou a atenção uma galera consumindo crack livremente na calçada, e muitas casas de strip. Mesmo assim, a sensação de segurança era total.
O albergue era bom. Fizemos o checkin e entramos no quarto. Tinha 3 camas, e uma delas já estava ocupada por alguém dormindo. Não acendemos a luz, tentamos fazer o mínimo de barulho, mas o Novello esbarrou numa das camas e fez um barulhão. O cara acordou, e falou "Ih, tem galho não véio, pode acender a luz", assim, em português mesmo ! hahahah. Era um cara de Manaus bem gente boa, que morava na Espanha e estava de férias dando um giro pela Europa. Tomamos um banho rápido. O pior foi tomar banho e ter que usar a mesma roupa que eu estava usando ! Fazer night de casaco e calça de moletom ia ser sinistro !
Ligamos pra Melanie de novo, e ela já estava chegando no albergue com a irmã Claudia e um amigo. Fomos todos nós e mais o cara de Manaus numa boate a algumas quadras do albergue.
Foto no caminho para a boate: Eu, Novello, Melanie, Claudia e o cara de Manaus:

Na boate: Claudia, Melanie e eu:

Tomando uma Schöfferhofer Weizen !!!

Novello, Melanie, Claudia e eu:

Tomamos váaaaarias cervejas alemãs e saimos tortos de lá às 4 da manhã.
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]]>Combinei com o Novello de passar de taxi na minha casa às 16h. Nosso vôo para Paris decolava às 19h. Ele atrasou 1 hora. Eu quase fui sozinho na frente, mas acabei ficando esperando por ele. O trânsito estava todo parado. Sexta-feira, hora do rush, dia dos namorados. Nada ajudava. Todo mundo colocou o carro na pista. Praia de Copacabana parada, Aterro em frente ao MAM parado, Perimetral parada, Linha Vermelha parada. O risco de perder o vôo passou a ser real. Chegamos no Galeão às 18:10 (1 hora e 10 min de engarrafamento). Fomos correndo para o checkin da Air France, mas já estava fechado. Fomos no guichê e aí veio a má notícia: o vôo já havia encerrado !!! Perdemos por causa de 10 minutos !!! Nãoooooooooooooooooooo !!!! :-(
O próximo vôo da Air France para Paris, só no dia seguinte. Tivemos que pensar rapidamente num plano B. O casamento da Carla, uma amiga nossa, era no domingo às 14h em Flörsheim, uma pequena cidade próxima a Frankfurt. Se a gente decidisse ir no dia seguinte, não chegaríamos a tempo no casamento. Decidimos comprar outra passagem na TAM (havia um vôo às 23:30) e depois pedir reembolso da passagem da Air France. Fomos correndo no balcão da TAM, e felizmente ainda haviam 2 lugares livres no vôo. Mas a passagem custava quase o dobro ! Mais de R$5000 !!! Inviável ! E agora ? Acho que a atendente da TAM ficou com pena da gente, e chamou uma amiga pra ajudar no sistema. A amiga dela conseguiu achar outra passagem bem mais barata ! Era só um pouco mais cara que a passagem que tínhamos comprado na Air France. Perfeito !!! Foi a nossa salvação. Demos muito azar e muita sorte ao mesmo tempo.
Quando o avião levantou vôo às 23:30, sentimos um alívio enorme. Foi praticamente um milagre a gente ter conseguido viajar naquele dia !!!
Dia 1 - Rio - Paris - Frankfurt remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>E chega ao fim mais uma viagem maneiríssima !!! Agora é trabalhar pra pagar a fatura do cartão, ehehhe !!!
Dia 17 - Paris - Rio remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>O vôo para Paris partiu às 7h. Foram 5 horas de vôo, chegando lá às 11h, hora local. Como meu vôo de volta pro Rio era só às 23h, tinha o dia livre para fazer um passeio pela cidade. Já era a minha 3a vez em Paris, mas rever essa cidade fascinante é sempre legal.
Como eu estava virado, a verdade é que eu estava um bagaço, mas jamais trocaria um dia de Paris por uma dormida !!!
Peguei o trem e desembarquei no coração da cidade, na Ile de la Cité, ao lado da Catedral de Notre-Dame. O tempo estava feio e fazia 18 graus, beeeem diferente do sol e calor da Grécia e do Egito !!!


Rio Sena e um Bateau-Mouche:

Ile de la Cité:


La Samaritaine:

Bateau-Mouche:

Bateau-Mouche e a Pont des Arts ao fundo:

Paris Plage, a praia dos parisienses:

Pont Neuf, a mais antiga da cidade:

Institut de France, visto da Pont de Arts:

Pont Neuf:

Louvre:


Palais Royal:



Ciclovia na Avenue de l'Ópera:

Ópera de Paris:


Obelisco da Place Vendôme:

Tuleries e o Obelisco de Luxor na Place de la Concorde:

Obelisco de Luxor:

Av. des Champs-Elyssés:



O famoso Café Fouquet's na Champs-Elyssés:

Precinhos camaradas: caviar - 210 euros, carpaccio de entrada - 28 euros

Arco do Triunfo:

Peguei novamente o trem com destino a Saint-Denis, onde fica o famoso Stade de France, palco da vitória da França sobre o Brasil na Copa de 98. Fiz uma visita guiada à arquibancada, vestiários e camarotes.





Voltei para me despedir de Paris, pois já eram 19h. Fui ver a Torre Eiffel.




Peguei o trem de volta para o aeroporto, fiz checkin e às 23h o vôo decolou de volta para o Rio. Au revoir, Paris !!!
Dia 16 - Cairo - Paris remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Acordei cedo, pois queria aproveitar ao máximo.
Antes de mais nada, fui tirar dinheiro, pois tinha apenas 10 libras (R$3) na carteira. Achei um caixa eletrônico empoeirado de um banco egípcio. Eu tinha certeza absoluta que meu cartão de débito do Banco do Brasil (Visa Eletron) não ia funcionar naquele caixa. Bem, tentar não tira pedaço. Coloquei meu cartão, solicitei 300 libras e digitei a senha. Em poucos segundos, para minha surpresa, apareceu "TRANSACTION ACCEPTED" e o dinheiro saiu como num passe de mágica !!! Viva a tecnologia ! No meio do deserto, a milhares de kilômetros de casa, consegui sacar dinheiro em moeda local direto da minha conta no Brasil em poucos segundos !!!
Fui fazer mais dois mergulhos. O Sascha preferiu fazer um passeio de jeep pelo deserto para conhecer uma tribo de Beduínos.
O primeiro mergulho foi na praia onde tínhaos ido no dia anterior, num lugar conhecido como "The Lighthouse". O megulho foi ótimo, vi muitos tipos de peixe , tartarugas e corais.
O segundo mergulho foi no lugar conhecido como "Eel Garden". A princípio, o mergulho não parecia ser muito atrativo, pois não tinha muitos peixes, nem corais. Mas logo depois veio a surpresa: do fundo do mar brotaram umas minhocas, que na verdade eram enguias (daí o nome do lugar, que em inglês significa "Jardim de Enguias"). A medida que a gente se aproximava, as enguias entravam na areia e sumiam. A gente se afastava, e elas saíam de novo. Eram muitas, a perder de vista. Parecia mesmo um jardim. Muito maneiro !!!

Voltei para o hotel e encontrei com o Sascha, que já tinha voltado do passeio.
Estava chegando a hora de partir. As 19h me despedi do Sascha, que ia continuar a viagem dele de volta ao mundo durante mais 4 meses.
Peguei um translado até o aeroporto da cidade de Sharm-el-Sheikh, a maior da península do Sinai, a 1h de estrada. Fiquei no aeroporto esperando o vôo até 23:30.
No banheiro do aeroporto, uma das coisas mais irritantes do Egito: o assédio ao turista. Sim, até no banheiro !!! Ao entrar lá, um picareta de plantão na porta me ofereceu um pedaço de papel. Já tinha sido alertado sobre estes picaretas de banheiro. Eu podia recusar, mas aceitei só de raiva, porque tinha certeza que ele ia cobrar pelo papel. Lavei as mãos e ao sair, dei uma moeda de 10 centavos de libra (não valia praticamente nada). Ele fez uma cara !!! Mas não tenho medo de cara feia.
O vôo da Egypt Air até o Cairo durou menos de 1 hora. Fiquei meio bolado, porque o avião fazia uns barulhos esquisitos, parecia que ficava estalando. Era um Boeing que parecia mal conservado. Mas correu tudo bem. Cheguei meia-noite no Cairo, e fiquei fazendo hora no aeroporto até as 7 da manhã (uma maravilha...chá de cadeira, e mais uma noite virada), quando meu o vôo da Air France para Paris decolou.
Dia 15 - Dahab - Cairo remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Fomos pegar uma praia.
O calçadão num trecho mais afastado, onde não tem mais hotéis ou restaurantes:


O mar azul-turquesa parece até Caribe !!!


Este é o Magic Lake, um pequeno lago perdido entre o deserto e o mar. Paisagem surreal !!!


Onde o mar encontra o deserto...


Vida chata !!!

Passamos a tarde na praia. Não tinha ninguém !!! A praia era só nossa !
Logo depois, chegaram várias vans cheias de turistas europeus da terceira idade, e invadiram nossa praia. Hora de partir !
A noite, fomos comer num restaurante na beira da praia. Aproveitamos pra fumar um Narguilê de menta ! A comida estava muito boa (peixe com uma sopa de entrada), e foi muito barato (algo próximo a R$15)


Demos umas voltas pelo calçadão e pelos dois únicos bares da cidade, mas estavam muito fracos. O movimento de turistas na cidade ainda não tinha se recuperado após o atentado de 2006. Fomos dormir cedo para aproveitar o último dia em Dahab.
Dia 14 - Dahab remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>A pousada era show de bola para o preço, inacreditáveis R$17 a diária para cada um.




Tomamos café da manhã na beira da piscina.
Na pousada havia uma operadora de mergulho. Dahab é conhecida por ter excelentes pontos de mergulho, e tem dezenas de operadoras. Como já tinha 3 anos que eu não mergulhava, fiz um curso teórico de reciclagem da PADI (conhecido como PADI Open Water Diver Review). O instrutor era egípcio, e entender o inglês dele foi bem sinistro. O pior é que o nome dos equipamentos de mergulho em inglês é bem diferente. O único equipamento que tem nome igual é o octopus. Mas a gente se entendeu. Fiz o curso de 1h, uma provinha rápida, e já estava preparado para fazer o primeiro mergulho no Mar Vermelho !!! O Sascha não tem carteira da PADI e não pôde mergulhar.
Comprei um pacote com 2 mergulhos, translado de jipe e aluguel completo de equipamento por apenas 35 euros !!! Muito mais barato que no Brasil !
Saímos de jipe em direção ao Canyon, um dos muitos pontos de mergulho de Dahab.




Para mergulhar em Dahab, não é necessário barco. Os pontos de mergulho são todos na praia.

Com Said, o dive master egípcio da operadora, que mergulhou comigo:

O mergulho foi muito maneiro. Água cristalina e quente (28 graus), visibilidade acima de 10m, vida marinha abundante, corais espetaculares !

Pegamos o jipe novamente com destino ao famoso Blue Hole, o ponto de mergulho mais famoso de Dabab.
Camelo no caminho:

Um vídeo que gravei no jipe:
O Blue Hole é um lugar incrível, único no mundo. A poucos passos da areia, um enorme buraco de 130m de profundidade que atrai multidões de mergulhadores de vários países. Este é um dos lugares mais perigosos do mundo para mergulhar. O motivo disso é uma passagem (conhecida como "the arch") a 52m que é uma verdadeira armadilha, mesmo para mergulhadores experientes. Esta passagem liga o buraco para o mar aberto. O problema é que a profundidade máxima para mergulho recreacional é de 40m. Em profundidades maiores, o mergulhador começa a sentir os efeitos da narcose por nitrogênio (causada pela alta pressão do ar respirado do cilindro), deixando-o com sintomas semelhantes à embriaguez, o que é extremamente perigoso num mergulho. Mais de 50 mergulhadores já morreram no Blue Hole por terem desrespeitado o limite de 40m de profundidade. Mas os mergulhadores que respeitam os limites da PADI não correm risco algum.
O Blue Hole visto de cima:

Entrada do Blue Hole a partir da praia:


Me preparando para mergulhar com Said, o dive master da operadora de mergulho:


O mergulho foi espetacular ! O Blue Hole é tão profundo, que não dava para ver o fundo do mar. O paredão de corais descia até o infinito azul. Peixes de todos os tipos e tamanhos passavam entre a gente. Sensacional !!!

Almoçamos num pequeno restaurante para mergulhadores. Comi um prato típico egípcio, arroz com frango desfiado e um molho picante.

O Senhor Camelo posando para foto:

A praia e os restaurantes:

O memorial aos mergulhadores que morreram no Blue Hole:

Voltamos pra pousada, tomamos um banho, e fomos numa lanchonete perto do hotel. Comemos falafel no pão árabe. Tomei um suco de algo que não lembro o nome, mas era muito bom, imagino que seja alguma fruta típica de lá.

A noite, fomos tomar uma cerveja num bar na orla. Tinha DJ e uma pista de dança, mas estava bem fraco, devia ter uns 5 homens para cada mulher. Faz sentido: as mulheres egípcias não saem à noite, mas os homens de lá saem. Moral da história: as poucas mulheres na pista eram as estrangeiras, disputadas a tapa pelos homens egípcios e estrangeiros. As gringas gordinhas ficavam se achando !!! É a lei do mercado. Jogar nestas condições não dava. Era como jogar bola num time de 2, contra um time de 10. Não ficamos nem meia hora lá ! Fomos dormir cedo pra aproveitar melhor o dia seguinte !!!
Dia 13 - Dahab remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>O ônibus partiu às 7h com destino a Dahab, na Peninsula do Sinai, a 610Km de distância. Banhada pelo Mar Vermelho, a principal atração da cidade são as praias com mar azul-turquesa e lugares perfeitos para mergulhar, algo que não fazia há 3 anos.
Este foi o trajeto da viagem:

Estávamos um pouco apreensivos sobre o ônibus, mas até que ele era bom, pelo menos tinha ar condicionado e banheiro (mas era imundo). Entre os passageiros, somente nós e um casal de americanos eram ocidentais. Fomos assistindo um filme egípcio horroroso, era quase "cine trash", e para complicar mais, sem legendas em inglês.

O ônibus demorou cerca de 1h para sair da cidade, devido ao trânsito pesado. Depois de kilômetros de favelas, estávamos na imensidão do deserto do Sahara. Logo depois passamos por um túnel por baixo do Canal de Suez e entramos na Península do Sinai. O ônibus parou numa lanchonete na estrada, onde compramos água e biscoitos.


A estrada foi beirando o mar, que era azul-turquesa !!!


Algo me chamou muito a atenção: passamos por várias blitz na estrada. Foram umas oito. Os policiais entravam no ônibus e pediam os documentos para todos os passageiros. Em todas as blitz pelo menos um passageiro foi retirado do ônibus e levado pela polícia. O governo egípcio faz um grande esforço para combater o terrorismo, e estas blitz fazem parte da fiscalização. Todos os suspeitos são levados pela polícia e interrogados. Em abril de 2006 (pouco mais de um ano antes da viagem), um atentado terrorista em Dahab matou 18 pessoas e feriu 62. Em 2005, um atentado do Al Qaeda em Sharm-el-Sheik, também na Península do Sinai, matou 90 e feriu 150 pessoas.
A viagem foi bem cansativa. Durou 9h até Sharm-el-Sheik, que é a Cancún das Arábias, uma cidade cheia de resorts de luxo e por isso mesmo, um lugar caro para mochileiros. A maioria dos passageiros desceu lá. Até Dahab foi mais 1h de viagem, totalizando 10h de estrada.
A paisagem desértica da Península do Sinai:

Entrada de Dahab:

Finalmente chegamos. Ao descer do ônibus, nós e o casal de americanos fomos cercados por vários guias-picaretas que queriam oferecer hospedagem. Todos falavam ao mesmo tempo. Fomos disputados a tapa, literalmente. Tentamos sair dali rapidamente, mas não adiantou, pois eles foram atrás da gente e continuavam tentando nos convencer a ir com eles conhecer as pousadas. Não tivemos muita alternativa. Fizemos como os americanos: pulamos em cima da caçamba da pick-up de uma das pousadas e fomos conhecê-la para ver se prestava.
Foto tirada em cima da caçamba da pick-up, a caminho da pousada:

Chegando lá, vimos que não valia a pena, pois não tinha ar condicionado, algo impensável no Egito. Pelo menos ganhamos translado gratuito da rodoviária para a rua principal da cidade, onde ficam as pousadas !!!
Fomos ver mais outra pousada, e também não gostamos muito, pois o quarto estava com infiltração e com cheiro de mofo.
A terceira pousada (Octopus Hotel) era beeeem melhor, a apenas uma quadra da praia, ar gelando, piscina e tinha um aspecto bem melhor. Fechamos por apenas 100 libras a diária em quarto duplo (R$33 o quarto, ou R$17 pra cada um !!!), uma verdadeira pechincha, e isso incluindo café da manhã !
Tomamos um banho e fomos dar uma volta pelo calçadão.
Dahab é banhada pelo Golfo de Aqaba, uma das ramificações do Mar Vermelho. Na praia dava para ver no horizonte as montanhas da Arábia Saudita, no outro lado do Golfo (a 20Km de distância).

Muitos restaurantes à beira mar !

Este restaurante, no lugar de cadeiras e mesas, tinha almofadas !

Mais fotos da orla:



Este bar era uma das poucas opções de diversão noturna em Dahab:

Dahab tem uma rua de pedestres com muitos restaurantes e lojas de souvenir.
Uma loja só de nargulês:

Fomos comer num restaurante de comida típica egípcia. Pedimos um frango com sopa, arroz, pão árabe e legumes. Veio tudo separado em potinhos de alumínio. Custou apenas 17 libras (R$5,50) !!!

A cidade estava toda meio vazia, considerando que agosto é altíssima temporada para americanos e europeus. Restaurantes, bares, hotéis, calçadão, tudo vazio. Os turistas praticamente desapareceram de Dahab depois do atentado de 2006. Passado um ano, eles começaram a voltar aos poucos, mas ainda eram poucos os corajosos como nós. O lado bom disso é que os preços dos hotéis e restaurante despencaram !
De noite, demos apenas uma volta pela rua de pedestres. Conseguimos comprar cerveja pela primeira vez no Egito !!! No Cairo não achamos pra vender em nenhum lugar. Compramos umas long-necks de Heineken num pequeno mercado e fomos caminhando pelas ruas bebendo. Acho que não era crime fazer isso, pois passamos por policiais diversas vezes e não aconteceu nada. Mas não vimos nenhum egípcio bebendo cerveja. Em Dahab só vi dois bares. Os egípcios se reunem nos cafés, onde jogam gamão, fumam nargulê e tomam chá de menta. E nos cafés a presença das mulheres é proibida, por isso só tinha homem !
Voltamos cedo pro hotel, por cansaço e falta de opções noturnas no lugar.
Dia 12 - Cairo - Dahab remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Tirei estas fotos da janela do quarto:
A Midan(praça) Tahrir e uma estação do metrô:

Os taxi velhos que circulam pela cidade:


Egípcias usando o tradicional véu:


Nossa idéia era passar só 2 dias na cidade e depois ir para algum lugar na Península do Sinai, onde fica o Mar Vermelho, região com praias sensacionais e ótimos lugares para mergulhar. Pegamos o metrô para procurar uma agência de turismo. Ao embarcar no vagão, percebemos que só tinha mulher, e todas elas olhavam para a gente querendo rir. Opa, algo errado ! Era o carro das mulheres !!! Será que seríamos presos por isso ? Prisão perpétua ou pena de morte ? Bateu o desespero. Por sorte nenhum guarda percebeu nossa grave infração. Descemos na estação seguinte, e embarcamos no vagão normal (de homens), que estava bem mais cheio, e com um fedor horrível de "cecê". Para piorar, o metrô lá não tem ar condicionado. Devia estar mais de 40 graus dentro do vagão. Descemos na estação e fomos procurar a agência de turismo, mas ao chegar lá, fomos informados que eles não vendiam passagens de ônibus. Entramos em mais duas agências, mas achamos os preços meio caros. Deixamos para ir na rodoviária comprar a passagem à noite, assim poderíamos aproveitar melhor o dia.
Fomos abordados na rua por um egípcio que veio com a pergunta tradicional de abordagem de gringos: "Where are you from ?". Quando falamos que somos brasileiros, surgiu o assunto futebol, e depois ele ficou dando dicas de cidades no Egito que poderíamos conhecer. Achei ele simpático demais pra ser verdade. Estava com maior cara de vendedor. Não deu outra: ele perguntou se a gente não queria uma água ou um chá, pois ele trabalhava na loja ao lado de onde estávamos. "You are my guests, please come in, my friends", disse ele. Furada na certa. Eu fiz que iria embora, mas o Sascha quis ser simpático e aceitou entrar. Quando vi, estávamos sentados numa mesa no segundo andar da loja. O cara começou a querer vender uns frascos de perfume vagabundo pra gente. Perguntou se a gente tinha namorada ou irmã, e por isso poderíamos levar algum presente pra elas. Levantei e fui embora sem falar nada. O Sascha ficou sem graça, agradeceu e foi atrás de mim. A verdade é que o assédio ao turista no Egito é implacável. Todo turista aprende pelo menos uma expressão de sobrevivência em árabe: "La, shokran" (Não, obrigado), pois a todo o momento aparece alguém querendo vender alguma coisa. Ele ainda fez questao de dar o cartão de visitas dele, caso a gente "mudasse de idéia e quisesse comprar uns perfumes com ele depois". Ainda bem que estava em árabe e não dava pra entender nada, só o email !!!

Pegamos um taxi para conhecer a Citadel, uma pequena "cidade" murada que fica no bairro Islâmico.
No caminho, me chamou a atenção uma van superlotada com gente até pendurada do lado de fora !!!

Entrada da Citadel:

Mesquita Mohammed Ali:







A Mesquita por dentro. Um tapete enorme cobrindo todo o chão, um enorme candelabro, e a ausência total de elementos que estamos acostumados a ver numa igreja cristã, como bancos, confessionarios, santos, anjos, o altar e a cruz.


A vista para as Mesquitas de Sultan Hassan e ar-Rifai:

Video que gravei no momento das orações das Mesquitas de Sultan Hassan e ar-Rifai:
Entrada do Museu Militar Nacional. Repare nas egípcias usando roupas típicas:

Repare na mulher usando burka preta da cabeça aos pés, no lado esquerdo da foto. Imagina o calor que ela devia estar sentindo usando aquela roupa escura !!!

Celas do museu:

Entrada do museu:

Tanques, caças e mísseis usados na guerra contra Israel:


Saimos de lá e pegamos um taxi para ir ao famoso mercado de Khan-al-Khalili. O taxi era um carro muito velho, que já estava rateando. Achei que fosse quebrar a qualquer momento:

Gravei esse vídeo dentro do taxi. Repare nas barbeiragens, e como todo mundo fica buzinando o tempo todo.
Um dos ônibus urbanos do Cairo, imundo e caindo aos pedaços:

Entrada do Mercado Khan-al-Khalili:

O mercado é enorme e só conseguimos conhecer uma pequena parte dele. Fiquei impressionado ao ver vendedores egípcios tentando vender bugigangas falando em alemão para um grupo de turistas alemães. Fomos abordado o tempo todo por vendedores. Compramos alguns souvenirs lá. Os árabes são vendedores e negociadores natos. Nenhuma mercadoria tem o preço estampado na vitrine. Tudo é negociado na hora, e obviamente o primeiro lance que o vendedor dá é sempre 4 ou 5 vezes mais do que o produto realmente vale. O problema é que você sempre sai achando que poderia ter pago mais barato, e com o tempo essa história de ficar negociando preço acaba enchendo o saco. Na Turquia também é a mesma coisa. Outra coisa que é irritante: quando voce compra algo nas lojas e não paga a quantia exata em dinheiro, o vendedor vai encher o seu saco querendo te vender algo a mais para não precisar dar o troco.


Já eram 15h, e corremos para conhecer a atração máxima do Egito: AS PIRÂMIDES !!!
Pegamos um taxi e negociamos a corrida em 40 libras egípcias (R$13).
No caminho, passamos por uma via expressa que passa por bairros pobres e favelas. Parecia até a Linha Vermelha:

Prédios de aspecto degradado no caminho:

As vans também infernizam o trânsito no Egito, não é só no Brasil...

As pirâmides aparecem no horizonte, láaaaaaa longe !!!! Emoção única !!!!

Giza, cidade vizinha a 12km do centro do Cairo onde ficam as pirâmides, é muito pobre, um favelão enorme. Parece o Complexo da Maré. O trânsito estava engarrafado e todo mundo buzinava o tempo todo. Quando estávamos chegando às pirâmides, apareceu um guia-picareta na janela do taxi e queria a todo custo vender um "pacote" composto pelo ingresso nas pirâmides e um passeio de camelo. Lógico que seria furada. Recusamos, mas ele insistia várias vezes. Mandamos o taxista andar com o carro e ele obedeceu. Poucos metros depois, apareceu outro. Só que esse foi mais ousado: entrou no taxi e sentou no banco do carona !!! Começou com o tradicional "Where do you come from ?", e depois encheu o nosso saco, insistia em dizer que era mais barato comprar a entrada com ele, fazer o passeio tendo ele como guia, etc etc etc. Nós nos limitávamos a dizer "No, thanks", "La shokran", "We really don't want"... Até o taxista já estava se irritando com o mala. Gritou qualquer coisa em árabe, que devia ser "Cai fora daqui !" e ele saiu.
Gravei um video dentro do taxi neste momento:
Descemos do taxi e mal podíamos acreditar que estávamos diante das famosas PIRAMIDES DO EGITO !!!! Difícil acreditar que elas estão ali há 4500 ANOS !!!!! Uma viagem ao Egito definitivamente nos faz mudar o conceito de tempo.
Giza tornou-se em 2.500 AC a necropolis (mausoléu dos faraós) de Memphis, como se chamava o Cairo naquela época. Cada pirâmide era a tumba de um faraó. A família real era enterrada em pirâmides satélites menores, e tumbas de pedra.
São 3 as pirâmides de Giza: Quéops, Quéfren e Miquerinos, nomes dos faraós que foram enterrados nelas. Estas não são as únicas pirâmides do Egito, como muitos pensam. Já foram descobertas 118 pirâmides, todas localizadas na margem esquerda do Rio Nilo. Muitas destas pirâmides foram parcialmente ou totalmente soterradas pelas areias do deserto do Sahara.
Para entrar no local onde ficam as pirâmides, é necessário pagar um ingresso.
Video que gravei logo ao chegar, com uma multidão de guias, camelos e charretes em frente às pirâmides:
Esta é a pirâmide de Quéops, a maior das 3 pirâmides de Giza, com 137 metros e 2,6 milhões de blocos de pedra que pesam até 15 toneladas cada um. É algo tão impressionante, que não dá para descrever apenas com palavras. Vê-la com os próprios olhos causa uma sensação incrível de admiração. Até hoje permanece um mistério o método utilizado para construí-la. Estima-se que foram necessários 20 anos e cerca de 100 mil homens para construir esta pirâmide. É incrível como há 4500 anos os egípcios conheciam técnicas de construção tão avançadas. A diferença de tamanho entre os lados desta pirâmide é de apenas 4 centimetros, evidenciando uma precisão na construção impressionante. Esta pirâmide foi durante milênios a construção mais alta realizada pelo homem. Só foi superada no Século 19 pela Torre Eiffel. Nenhuma outra civilização posterior à dos faraós (Fenícios, Cartaginenses, Etruscos, Romanos, Gregos, Turcos, Bizantinos, Macedônios, etc) foi capaz de construir algo tão grandioso.



Entrada da pirâmide:

Os blocos de pedra são enormes e pesam cerca de 15 toneladas cada um !!!



Muitos camelos !

Pirâmide de Quéfren, apenas 15 metros mais baixa que a de Quéops:

Uma das pequenas pirâmides periféricas de Quéops, onde foram enterrados os parentes próximos do faraó:

Algo interessante é que as pirâmides ficam exatamente onde termina a cidade-favela de Giza e começa o deserto do Sahara. Eu imaginava que as pirâmides ficassem no meio do deserto e que não fosse possível ver a cidade, mas elas estão lado a lado. A poucos passos das pirâmides há um McDonald's !!! Repare nesta foto, tirada ao lado das pirâmides, como está próxima a cidade (ao fundo):


Video que gravei fazendo um 360 graus para mostrar as 3 pirâmides de um lado, e do outro a imensidão do Deserto do Sahara:
O Sahara infinito !!!

Pirâmide de Miquerinos:

As pirâmides de Quéops (ao fundo) e Quéfren:

A Esfinge (bem menor do que eu imaginava !)

O Sascha sendo abordado por vendedores-mirins. Eles não desistiam enquanto não conseguiam vender uns cartões-postais. Encheram tanto o saco dele, que ele acabou comprando. Os egípcios desde cedo aprendem a arte da negociação !!!

Uma decepção da viagem foi que não conseguimos entrar nas pirâmides, pois já era 17h, e elas já haviam sido fechadas para visitação ! Mas dizem que a primeira coisa que você pensa ao entrar nelas, é em sair o mais rápido possível, devido ao calor !!! Mesmo assim valeu muito a pena vê-las por fora, e admirar este Patrimônio da Humanidade que há tanto tempo eu sonhava em conhecer.
Comemos no McDonald's em frente às pirâmides, pegamos um taxi de volta para o centro do Cairo, e fomos para o hotel tomar um banho. Eu realmente estava precisando de um banho bem gelado. Estava completamente ensopado de suor e sujo de poeira do deserto.
De noite saímos para comer um sanduíche de kafta numa lanchonete em frente ao hotel. Saímos de bermuda, camiseta regata e chinelo. As pessoas nas ruas nos olhavam como se fossemos ETs ! Mesmo com um calor intenso, todos os homens egípcios usam calças jeans e camisas com manga. As mulheres jamais mostram as pernas, ombros e barriga. A maioria usa véu cobrindo a cabeça e saias de "crente" até a canela. Algumas são mais "moderninhas": abandonaram o véu e usam calça jeans à maneira ocidental, mas as roupas nunca são decotadas. Não é aconselhável que homens ocidentais puxem conversa com as egípcias, pois podem ser repreendidos pelos homens locais. Na lanchonete, pedimos um combo de saduíche de kafta com fritas e refrigerante, que custou apenas o equivalente a R$5 !
Uma coisa que me chamou a atenção no Cairo foi a sensação de segurança. Apesar de ser um país bem mais pobre que o Brasil, o Egito é muito mais seguro. Roubos a turistas são muito raros. O policiamento é ostensivo (vimos policiais por todos os lugares onde andamos), leis duras (inclusive com pena de morte), e a extrema religiosidade dos árabes islâmicos acabam contribuindo fortemente para o baixo índice de crimes. O único problema são os atentados praticados por terroristas de grupos fundamentalistas islâmicos, como o Al Qaeda de Bin Laden. De 2004 a 2009 foram praticados 5 atentados no país (2 no Cairo, 1 em Taba, 1 em Dahab e 1 em Sharm-el-Sheik), todos matando e ferindo dezenas de turistas estrangeiros.
Outra coisa esquisita, pelo menos para os olhos de um brasileiro, é a total ausência de bares na cidade, por um motivo muito simples: os islâmicos não consomem álcool ! Por isso, no lugar de bares, vimos muitos cafés, que eram uma espécie de "Clube do Bolinha", pois a presença de mulheres não é permitida. Nestes cafés, os egípcios se reunem para jogar gamão, fumar narguilê e tomar chá.
Pegamos um taxi para a rodoviária, que ficava ao lado de um favelão terrível. Compramos nossas passagens para Dahab, na Península do Sinai, para o dia seguinte às 7h da manhã.
Esta era a minha passagem. Não dava pra entender absolutamente nada !!! Nem mesmo o horário de partida !!!

Voltamos pro hotel e fomos dormir cedo.
Dia 11 - Cairo remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>No ponto de taxi começou a bater o desespero, porque tinha uma fila de gente esperando taxi, e não chegava nenhum. Já faltavam 50 minutos pro vôo decolar, e nós tínhamos apenas 20 minutos pra chegar no aeroporto e fazer o checkin.
Chegou finalmente a nossa vez. Veio um taxi Mercedes novinho em folha. A primeira coisa que pensei foi "Ih ! Ferrou...vamos à falência !!!". Pedimos pro motorista ir depressa pois estávamos atrasados. Duas louraças na esquina fizeram sinal, e ele parou pra elas entrarem no taxi com a gente. Mesmo estando atrasados, nem eu, nem o Sascha reclamamos de nada, hehehe !!! Lá era normal normal fazer lotação em corridas de taxi.
Felizmente o aeroporto era bem perto de onde estávamos, e chegamos em apenas 10 minutos. O taxi saiu por 12 euros, nem foi tão caro. Fizemos o checkin e decolamos rumo a Atenas, onde chegamos 45 minutos depois, e pegamos outro vôo pro Cairo às 9:45. Foram 2 horas de vôo. No avião, o primeiro contato com os egípcios. Eu estava na poltrona do meio, e os dois passageiros (o da janela e o do corredor) eram do Egito. Bem gente boa os caras. O assunto futebol foi inevitável quando falei que era brasileiro. A reação era sempre a mesma: as pessoas abriam um sorriso, e falavam com euforia "Ronaldo ! Kaká ! Robinho !"
Quando o avião já estava aterrisando no Cairo, vi pela janela do avião a imensidão do deserto do Sahara. Uma visão impressionante !!!
Ao desembarcar do avião, eu e Sascha tivemos a impressão de que estávamos chegando a um outro mundo. A chegada a um novo continente é sempre emocionante. Vários vôos tinham acabado de chegar juntos com o nosso, vindos de países árabes vizinhos, como Arábia Saudita e Emirados Árabes. As "cobrinhas" do alfabeto árabe estavam por todos os lados, e de uma hora para outra, viramos analfabetos. Estávamos na fila da imigração misturados a todos os tipos de árabes: mulheres vestidas de burka da cabeça aos pés, outras usando somente um véu, homens barbudos e com aspecto sisudo, alguns usando turbante, e outros com uma roupa toda branca e um chapéu como o do Habib's. Alguns poucos ocidentais na fila olhavam aquilo tudo ao redor, e se sentiam tão fascinados como nós.
O policial de imigração examinou meu passaporte com desconfiança. Ainda era o modelo antigo, bastante rudimentar para padrões internacionais, e por isso mesmo, muito usado em falsificações. Ele olhou para mim com atenção, digitou várias coisas num computador, e me deixou passar sem perguntar nada. Eu tinha um visto de turista para 30 dias. Tive que tirar o visto no consulado egípcio no Rio antes de viajar.
Eu e Sascha saímos do saguão do aeroporto e demos de cara com um calor escaldante de quase 40 graus do lado de fora. Pegamos um taxi que parecia ter vindo direto do tunel do tempo, de 30 anos atrás. Parecia aquelas antigas Variant TL que abundavam como taxi no Rio no início dos anos 80. Por motivos óbvios, o taxi não tinha ar condicionado. Os taxis no Egito não usam taximetro, e os preços são negociados antes da corrida. E pensar que, apenas algumas horas antes, estávamos desfilando em Santorini dentro de um taxi Mercedes com banco de couro e na companhia de duas louraças !!! A vida realmente tem altos e baixos..hehehe.

Uma coisa me chamou a atenção. Para sair do aeroporto, os taxis passam por uma guarita, onde um guarda anota a placa do taxi e o motorista assina num livro. Faz sentido. Se o taxista fosse um terrorista da Al Qaeda e quisesse nos sequestrar, o guarda ia saber o nome dele.
O taxista não falava inglês, mas pelo menos entendeu que queriamos ir para o centro da cidade, e o valor da corrida que negociamos (40 libras egípcias = R$13)
O caminho do aeroporto até o Centro do Cairo foi bem interessante. Passamos por avenidas largas e muitas mesquitas. Não vi pobreza. Era uma parte mais privilegiada da cidade.

Mesmo em vias expressas, os pedestres lá atravessam sem o menor cuidado, e por muito pouco não são atropelados. O taxista desviava deles, mas metros depois a cena voltava a acontecer. O trânsito no Cairo é selvagem, MUITOOOOOO pior que no Brasil. Quando chegamos ao centro da cidade, a coisa piorou muito. Era 1h da tarde, sol a pico, calor escaldante, nenhuma árvore pra fazer sombra, trânsito engarrafado, buzinas por todos os lados. Carros velhos se misturavam a ônibus e vans caindo aos pedaços. Os cruzamentos não tinham semáforos. Na foto abaixo, o cruzamento fechado por outros carros. Os pedestres atravessando por onde podiam, dando uma sensação generalizada de caos:

Nós não tínhamos resevado nenhum albergue, porque tinham me avisado que não valia a pena reservar nada lá sem ver antes com os próprios olhos onde você vai se hospedar. Foi a melhor coisa que fizemos. Eu tinha anotado o endereço de três albergues, todos no centro da cidade, e mais ou menos próximos.
Descemos do taxi na Sharia (Avenida) Talaat Harb, uma das principais do centro do Cairo, onde ficava um dos albergues. As calçadas eram imundas, e o meio-fio tinha uma água fétida que parecia esgoto. Não tinha nenhuma árvore sequer pra fazer uma sombra naquele sol escaldante. Os prédios tinham um aspecto decadente, eram velhos, sujos e empoeirados.
Descobrimos que tínhamos que atravessar a rua, mas cadê o semáforo ? Fizemos como os egípcios: nos metemos no meio da rua, e os carros iam desviando da gente.
Tivemos dificuldade para localizar o prédio onde ficava o albergue, pois os algarismos árabes são diferentes dos ocidentais. Alguns são iguais, mas outros não tem nada a ver. O zero, por exemplo, é só um ponto. O 6 é um 7, o 4 é um 3 ao contrário (como se fosse um "E"), e o 9 é 9 mesmo. Maluquice !

Só conseguimos localizar o prédio porque vimos a placa com o nome do albergue. Subimos e pedimos para dar uma olhada nos quartos. Furada total: testamos o ar condicionado e ele não funcionava. Seria humanamente impossível dormir com aquele calor sem um ar gelando o quarto.
Fomos procurar o segundo albergue. Rodamos perdidos durante um tempo, porque não conseguíamos localizar a rua. Nas esquinas haviam placas com os nomes das ruas no alfabeto árabe, e a transliteração para o alfabeto latino. O problema é que esta transliteração nem sempre era a mesma que tinha sido usada no mapa que nós tínhamos. Ou seja, o nome da rua podia ser escrita de diversas maneiras no alfabeto latino. Uma loucura ! Eu estava completamente exausto. Estava virado, e na noite anterior tinha dormido apenas 4 horas. Estava com uma mochila de 13Kg nas costas, caminhando debaixo de sol forte e com um calor de 38 graus. Isso tudo sem uma única árvore para fazer sombra sombra. Tive que parar para dar uma descansada e comprar uma garrafa d'água, antes que eu desmaiasse de insolação ou de cansaço.
Conseguimos finalmente achar a rua, mas a entrada do prédio era tão sinistra que não tivemos nem coragem de subir para ver como eram os quartos.
O terceiro albergue (Canadian Hostel), na Sharia Talaat Harb, era bem melhor. O prédio era um pouco mais limpo, e o quarto muito melhor, com ar gelando. Pegamos um quarto dulplo enorme e que tinha até varanda. Custou apenas 90 libras egípcias (30 reais) a diária. Outra vantagem é que ficava do lado de uma estação de metrô. Ao fazer o checkin, me chamou a atenção que o controle de hóspedes do albergue era feito todo a mão !!! O recepcionista escrevia o nome dos hóspedes e os pagamentos num livro. Os únicos computadores do lugar ficavam no cyber café do albergue, numa sala próxima a recepção.
Tomamos um banho e saímos para comer alguma coisa. Todos os guias e sites que acessei antes da viagem recomendavam extremo cuidado com as comidas. Haviam várias biroscas com aspeto duvidoso perto do albergue, e muitos ambulantes na rua vendendo coisas fritas que não sabia nem o que era. Eis que encontramos um McDonald's !!! Pedimos um McKafta, que custava apenas o equivalente a R$5 com refrigerante e fritas !

O alfabeto arábico é muito sinistro. Esta placa aqui está fácil de descobrir o que queria dizer, só que era solenemente ignorada pelos motoristas:

Algumas ruas próximas ao albergue:


Atravessar esta avenida sem sinal parecia impossível. Mas aprendemos com os egípcios que é possível sim !!! Basta respirar fundo, e ir se metendo no meio dos carros, pois eles desviam dos pedestres. A primeira vez dá medo, mas depois você se acostuma.

Um vídeo que gravei mostrando como se atravessa uma rua no Egito !!!
O Museu Egípcio tem uma coleção incrível de mumias e outras relíquias da época dos faraós. A principal atração do museu é a galeria de objetos pessoais do Tutankhamon, o faraó-menino, incluindo uma máscara de ouro que é a peça mais preciosa do acervo. Infelizmente não era permitido tirar fotos dentro do museu.


Ficamos apenas 1h dentro do museu, pois o calor dentro dele estava insuportável. Fomos caminhando pelas ruas do centro da cidade até encontrar o Rio Nilo:


Esta região é mais bem cuidada, bem arborizada, com hotéis de luxo. Nesta foto aparece a Torre do Cairo ao fundo:

Vista do Rio Nilo. Foto tirada de uma ponte:

Atravessando a ponte, chegamos na ilha de Zamalek, onde fica a Torre do Cairo. A torre estava em péssimo estado de consevação, suja e tudo caindo aos pedaços, mas pelo menos a vista era interessante. A decepção foi que não conseguimos ver as pirâmides no horizonte, por causa da poluição.




Estávamos exaustos. Voltamos para o albergue. Este era o elevador. Nenhum estrangeiro (incluindo a gente) tinha coragem de entrar nele. Por que será ? Todo mundo subia de escada. Pelo menos o albergue ficava no 2o andar do prédio.

Tomamos um banho e mal tínhamos forças para sair e comer algo. Falei para o cara da recepçào pedir uma pizza pra mim na Pizza Hut. Ele ligou pra lá e me passou o telefone. "Ferrou ! E agora ?", pensei. O atendente falava um inglês muito rudimentar, com um sotaque bastante carregado. Fiquei uns 5 minutos tentando entender o que ele estava falando, e pedia pra ele repetir toda hora. O problema é que os árabes não conseguem pronunciar o "P". Eles trocam pelo som do "B". O cara começou a me dar várias opções de borda da "bizza" que eu não estava entendendo. Chegou uma hora que eu desisti e escolhi a "first option". Meia hora depois, chegou a minha "bizza" ! Até que eu escolhi direitinho, estava bem gostosa. Foi a pizza mais barata que já comi ! Uma pizza grande que custou apenas o 30 libras (R$10 !!!!). O Egito é um país bem barato comparado com o Brasil.
Meu corpo implorava desesperadamente por uma cama confortável e umas 12 horas de sono. Antes de ligar o ar condicionado no máximo e capotar na cama, ainda deu tempo pra tirar esta foto da janela do quarto. Era 21:30 e o movimento na rua parecia o de meio-dia. Cairo é uma cidade que não pára. As ruas continuavam cheias de gente caminhando e o trânsito continuava carregado:

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]]>Pegamos um ônibus para ir a Akrotiri, uma vila no extremo sul da ilha. No ônibus conhecemos duas paulistas gatas na faixa dos 20 anos que moram em Barcelona, onde "estudavam". Pelo papinho delas, achei beeeem suspeito. Aquilo, na minha terra...bem, deixa pra lá.
Fomos conhecer Akrotiri Antiga, as ruínas de uma vila construída no século 20 A.C pelos Minóicos, uma civilização tão antiga quando a dos faraós do Egito. Eles habitavam a ilha muito antes da chegada dos Romanos à Grécia. Uma erupção vulcânica de proporções catastróficas destruiu a vila e praticamente exterminou esta civilização.
A decepção foi que as ruínas estavam fechadas para visitação, pois estavam em reforma.
Fomos então conhecer a linda praia de Kokkini, que significa vermelho em grego, devido a coloração da areia e das falésias.

Eu com a camisa do Olympiakos, time de coração dos gregos.

A praia tinha a areia bem escura e muitas pedras, tudo de origem vulcânica.

Marcamos um tempo lá, depois voltamos pra pousada e à noite partimos pra night na boate Koo. Mais uma noite sensacional !!! Saímos de lá às 5h da manhã.
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]]>A principal atração de Perissa é Thira Antiga, ruinas da antiga vila construída no alto de uma montanha no século 9 A.C. pelos romanos.
A subida é feita por uma trilha. É uma caminhada de cerca de 45 minutos debaixo de sol forte. Como as ilhas gregas são bastante áridas, não havia nenhuma árvore no caminho, e por isso não tinha como dar aquela descansada estratégica na sombra.
Nós no início da subida:


A trilha:

No alto da montanha, a vista sensacional para a praia de Kamari. O aeroporto de Santorini aparece do lado esquerdo.

Placa indicando "ΑΡΧΑΙΑ ΠΟΛΥ" (Cidade antiga):

Ruínas de templos, residências, mercados e edifícios públicos. São ruínas de quase 3000 anos atrás !!!





O anfiteatro:

Sascha e eu nas ruínas:

A estrada que vai para Kamari:

Vista da praia de Perivolos:

A praia de Perivolos. Mar calmo, água azul-turquesa, areia escura (vulcânica), e muuuuito topless pra animar a galera !!!



Passamos a tarde na praia, e depois pegamos outro ônibus para ir até Oia, uma vila que fica no outro extremo da ilha. A principal atração lá é o pôr-do-sol, que é realmente maravilhoso, um dos mais bonitos que já vi ! Oia é o melhor ponto da ilha para ver o sol se pondo. Por volta das 20H (no verão) a vila fica lotada de gente que vai de outras partes da ilha pra lá.




Fomos jantar, e depois voltamos pra pousada pra tomar um banho. Nossos vizinhos de quarto eram uns gregos muito gente boa (4 mulheres e 5 homens). Ficamos bebendo com eles no terraço até tipo 1 da manhã. Eles se amarraram em saber que nós somos brasileiros, e até ensinaram umas expressões úteis em grego pra gente, como "skatá ke aposkata" = "que merda", e "gimeka omorfi" (mulher bonita). E nós ensinamos as equivalentes em português para eles.
Foto com a galera no terraço:

Partimos todos juntos pra boate Enigma, que estava o fervo !!! A boate parecia até as Nações Unidas, tinha gente de tudo quanto é lugar. Foi simplesmente a noite mais maneira da viagem. O lugar era lindo, a musica era legal, só gente bonita....IRADO ! Ficamos conversando com uma japonesa, uma grega e uma de Sri Lanka, que diziam sonhar conhecer o Brasil um dia. No final eu já estava até oferecendo minha casa pra elas se hospedarem. E depois foram umas italianas lindas de Palermo, na Sicilia, que disseram que era muito mais barato pra elas passar férias na Grécia que em algum lugar equivalente na Itália. Adoraaaaram saber nossa nacionalidade, queriam ver a gente sambar, e fizeram questão de dizer que "Brasile abita nel nuestro cuore". Lindo, lindo, dava gosto de ver....ahahahah
Ficamos no agito até o sol raiar !!! Pra provar que é verdade, essa foto foi tirada quando saimos da boate, às 6:40 da manhã !!!

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]]>Foto que tirei quando o catamarã deixava Ios:

A viagem demorou cerca de 1h. A paisagem na chegada a Santorini era surreal. O azul profundo do mar e do céu contrastava com o branco das casas no alto das falésias enormes. Um lugar único !


Santorini (também conhecida como Thira) é o resultado de uma intensa atividade vulcânica que têm acontecido desde a antiguidade. A ilha era redonda, mas no ano 1650 A.C. uma das maiores erupções de que se tem notícia fez com que o centro da ilha afundasse, produzindo uma caldeira que foi rapidamente tomada pelas águas do mar. O resultado é que a parte oeste da ilha é formada por falésias altíssimas. Várias outras erupções violentas ocorreram posteriormente (a última foi no século 16) produzindo pequenas ilhas.
Os primeiros habitantes de Santorini foram os Minóicos, uma civilização tão antiga como a dos faraós do antigo Egito (inicio por volta de 3000 A.C), ou seja, muito mais antiga que o Império Romano. A erupção de 1650 A.C contribuiu para o fim desta civilização. O sítio arqueológico de Akrotiri, no sul da ilha, é o que restou da Civilização Minóica.
Ao desembarcar, pegamos um ônibus que nos levou até o centro de Firá, a vila principal da ilha, que fica no alto da falésia.
A Pousada de nome complicado (Kykladonisia) ficava bem no centro da vila. Muito barata a diária, custou apenas 30 euros por pessoa em quarto duplo (com ar e banheiro interno). A pousada tinha ainda piscina.


Esta era a vista do terraço:


A vila de Firá é muito bonita. Muitos bares, restaurantes e lojas de souvenirs.


A vista na vila de Firá. Dá para ver como a falésia é alta. Santorini é uma rota popular para os cruzeiros no verão. Na foto dá para ver também a ilha de Thirasia:

Paisagem estonteante !!!



Dava para descer de bondinho para este pequeno porto:

Na vila de Firá não tem praia, pois fica no alto das falésias. As praias ficam do outro lado da ilha, e é preciso ir de ônibus. Pegamos um para ir até a praia de Perivolos, que tem areia preta (vulcânica) e muito topless !!! Que maravilha !!! Essa moda bem que podia pegar aqui no Brasil, hehe !

Após alguns dias na Grécia, já comecei a perceber que o português tem muitas palavras de origem grega, como porta (igual a português), paralia (praia), micro (pequeno), megalo (grande), exodos (saída), stassi (estação), e os números (1=ena, 2=dío, 3=trio, 4=téssera, 5=pende, 6=exí, 7=hepta, 8=octo, 9=enea, 10=deca)
Comemos uma Moussaka num restaurante ao lado da pousada (custou só 6 euros !!!), e a noite fomos numa boate de nome obsceno em português, quando proununciado em inglês (Koo), hehe ! Estava bombando !!! Só gatas !!!! A noitada lá só termina quando as 6h, quando o sol nasce !!! Uma coisa que gostamos em Santorini é que a noite tem mais gente acima de 25 anos, e as boates são bem melhores, mais estruturadas, em comparação com Ios.
Dia 7 - Ios - Santorini remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Antes de ir pra praia de Mylopotas, tiramos estas fotos na praia de Yialos, perto da pousada.

O Sascha fazendo as manobras malucas de Yoga que ele costumava fazer ao redor do mundo.

Ficamos na praia até o fim da tarde, voltamos pra pousada, e depois fizemos a última night de Ios. Entramos em duas boates, mas voltamos cedo pra pousada, às 3h, porque tínhamos que acordar às 9h pra pegar o catamarã para a ilha de Santorini.
Dia 6 - Ios remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Pegamos o ônibus pra ir pra praia de Mylopotas. Foto tirada da janela do ônibus, já chegando na praia:

Vida chata !!!


Praia:

No fim da tarde, fomos numa festa num hotel nessa praia, onde tocava música eletrônica:

Pôr-do-sol sensacional na praia:

Voltamos de ônibus pro porto. Comemos uma Moussaka num restaurante próximo dali, voltamos pra pousada, tomamos banho e partimos pra segunda night em Ios....festa até o sol nascer !!!
Dia 5 - Ios remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Pegamos o catamarã às 7h para a ilha de Ios, famosa pelas festas e gatas. É conhecida como a "Party Island" .
O catamarã, da empresa Hellenic Seaways, era enorme (810 passageiros), e transportava até carros.
Sascha em frente ao catamarã:

O trajeto até Ios durou cerca de 3h. O catamarã andava suavemente pelo mar Egeu, praticamente sem balançar. A paisagem era muito bonita. No trajeto, vimos várias ilhas.

Nossa outra opção seria pegar um ferry boat, que custava a metade do preço, mas demoraria quase 7 horas para chegar a Ios. Não valeria a pena.
Chegando em Ios:

Logo depois de desembarcar:

O catamarã indo embora:

No desembarque do porto tinha bastante gente oferencendo acomodação. Nós já tinhamos reservado uma pousada bem próxima ao porto, na praia de Yialos.
Impossível não se encantar com esse lugar. O céu incrívelmente azul contrastando com o branco intenso das casas nas montanhas e com o azul profundo do mar compunham uma paisagem maravilhosa. A Grécia entrou com louvor para o meu TOP 10.
A pousada (Gallini Pension) era pequena, tocada pelo próprio dono, um grego bem gente boa que morava nela. Pagamos apenas 40 euros por pessoa a diária num quarto duplo com ar e banheiro privativo, um luxo para quem estava acostumado a ficar em albergues. Isso porque agosto é altíssima temporada. Em julho, o preço seria de apenas 27 euros por pessoa !!!
Fotos da pousada:


A tranquila praia de Yialos, onde ficava a pousada:

Placa perto da pousada:

Ronaldinho é garoto propaganda ate em grego !!!

O centro de Ios (vila de Hora) ficava no alto de uma colina. A partir do porto, tinha que subir uma ladeira.
Tipica igreja grega, toda branca e com cúpula azul:

A vila de Hora (pronuncia-se "Rora"):

Vista do porto no alto da colina em Hora:

Ladeira que leva do porto até Hora:

Pegamos um ônibus para conhecer a praia de Mylopotas, a 5 Km do porto. Esta praia é a mais badalada da ilha, onde fica a galera mais jovem. Passamos a tarde lá.

Na praia a gente só ouviu gente falando italiano. É que a Grécia é um destino bem popular para os italianos, devido a proximidade e aos preços mais acessíveis que na própria Itália.
Me chamou a atenção que não passava ninguém vendendo nada na praia. Esqueci que não estava no Brasil, e na Grécia não tem vendedor ambulante, hehe. Mas não tinha nenhum quiosque vendendo uma água de côco ou uma cervejinha. Descobrimos um hotel na praia que tinha um mercado, e compramos umas cervejas lá. Mas não parecia ser muito costume da galerinha na praia, pois não tinha ninguém bebendo, só a gente mesmo.

Tinha muitas gatas, mas os biquinis "Vovó Mafalda" definitivamente não ajudavam... hehehe

Perto da pousada, comemos um prato típico grego, a Moussaka, que é uma espécie de lasanha de batata com beringela, MUITO BOM !!! E bem barato também.

Voltamos pra pousada, tomamos um banho, compramos uma cerveja num mercado ali perto, e partimos pra night !!!
A vila de Hora estava BOMBANDO... era gente pra tudo quanto é lado. Não era para menos: estávamos numa das ilhas mais badaladas da Grécia, e na altíssima temporada (férias dos europeus). As ruas de pedestres estreitas formavam um labirinto de bares, boates e restaurantes a perder de vista. Achei maneiríssimo !!! Entramos em várias boates, pois não pagava nada pra entrar. Só uma coisa não era muito legal. A faixa etária da galera era baixa, galerinha universitária, na faixa dos 20 anos. Não vimos muita gente acima dos 25. Mas isso não atrapalhou...zoamos muito !!! E o melhor: a vila tinha vários mercados abertos noite adentro vendendo cerveja gelada por 1 euro ! Impossível ficar sóbrio desse jeito, hahahhaha !!!
Dia 4 - Atenas - Ios remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Acordei cedo, às 8h. No meu quarto conheci duas inglesinhas lindas. Ficamos conversando um tempo e depois saí pra comer algo, pois não tinha café da manhã no albergue. Passando pelo corredor onde ficava meu quarto, vi uma cena linda: várias ninfetinhas, na casa dos 20 anos, dormiam só de calcinha e sutiã no chão em cima das mochilas. Tinha gente até tirando foto...hahaha
Fui na Praça Omonoias comer um sanduíche e tomar um suco. Depois comprei um cartão telefônico e liguei de um orelhão para o celular do meu amigo Sascha, pra saber se ele já estava chegando. Ele disse que tinha acabado de chegar ao albergue, vindo de Budapeste. Ele estava fazendo uma viagem de volta ao mundo com 8 meses de duração, e nas minhas 2 semanas de férias, viajamos juntos pela Grécia e Egito.
Voltei ao albergue pra encontrar com ele. Ao chegar lá, ele já era amigo íntimo das inglesinhas do quarto....hahahaha
Este era o albergue:

Rua do albergue:

Saimos para conhecer a cidade.
Este é o Parlamento Grego, na Praça Syntagma:

Rua Ermou, próxima a Praça Syntagma, com muitas lojas:

Kapnikarea, uma Igreja Ortodoxa Grega do século 11, na rua Ermou:

Ruínas próximas a Praça Monastiraki:

Estava um calor de 38 graus na rua. Eu e Sascha, mesmo sendo cariocas da gema, estávamos derretendo debaixo daquele calor. Comprar garrafas d'água toda hora era questão de sobrevivência !! Até aprendi como pedir uma garrafa grande d'água em grego...."Ena megálo nerô, parakalô" !!!!
A Acrópole, um complexo de ruinas do século 5 A.C., é a principal atração turística de Atenas, e de toda a Grécia. Seu nome vem de Akron (topo) e Polis (cidade), pois fica no topo de um morro de 100m de altura. Sua função era de proteção militar, e também era um centro religioso.
Esta é a vista de cima da Acrópole. Dá para ver parte da Ágora Antiga, um outro complexo de ruínas.



Monte Likavitos à direita:

O Pathernon, principal monumento da Acrópole, construído em homenagem à deusa protetora Atena:






Teatro Herodes Atticus:


Teatro Dionysius:


Ruínas do Templo de Zeus Olímpico:

A bandeira grega no alto da Acrópole:

O Erechthenium, um outro templo no complexo da Acrópole:


Descemos o morro e fomos até as ruínas do Templo de Zeus Olímpico. Nesta foto dá para ver a Acrópole ao fundo:

Uma das ruas de pedestres de Plaka, aos pés da Acrópole. Paramos em uma loja para comprar uns souvenirs, e os vendedores eram bem gente boa. Até falaram "obrigado" , em português, quando falamos que éramos brasileiros.

Paramos para comer um gyros. Nesta foto, o atentente estava cortando a carne de cordeiro no espeto:

Os pães usados para fazer o gyros:

Fomos depois para as ruínas da Ágora Antiga, uma praça onde ficava o mercado de Atenas e onde o povo se reunia em assembléias.
O principal monumento é o Templo de Hephaestus:


Vista geral da Ágora Antiga, e a Acrópole ao fundo:

O Sascha tem a mania de tirar fotos em cartões postais do mundo fazendo umas posições loucas de Yoga, como por exemplo, ficando de cabeça pra baixo, ou ficando com o corpo parelelo ao solo usando apenas as mãos.
Ele foi fazer uma destas posições com o Templo de Hephaestus ao fundo, e pediu pra eu tirar a foto. De repente, veio uma guarda com cara de brava e falou "DELETE IT ! DELETE IT ! THIS IS A SACRED PLACE !" Mandou a gente apagar a foto e deu maior bronca. Foi o único lugar do mundo onde isso aconteceu com o Sascha !!!
Saímos de lá e fomos até o Museu Arquelológico Nacional, próximo ao albergue, mas estava fechado, pois era 2a feira.
Pegamos o metrô e fomos até Piraeus, onde fica o porto. Compramos as passagens do catamarã para a ilha de Ios para o dia seguinte às 7h da manhã.
Voltamos para o albergue para dar uma descansada, pois estava um calor sinistro. Lá pedimos para mudar de quarto, pois o ar condicionado do nosso não estava legal. No quarto novo, novos amigos: um australiano, um chinês e um italiano de origem filipina. Uma volta ao mundo !!! No pátio do albergue fizemos mais alguns amigos: um paulista, uma estoniana (que era atendente do bar no albergue) e três holandeses. Ficamos um tempo conversando lá, e depois saímos todos para comer num bar em frente ao albergue.
Quando o sol deu uma trégua, fui conhecer o Monte Likavitos, onde tinha um mirante. Mas começou a escurecer e não consegui achar a entrada. Voltei pro albergue.
Fomos tomar uma cerveja no bar do albergue, e depois fui dormir, pois no dia seguinte tínhamos que madrugar. O Sascha ainda ficou um tempo a mais no bar zoando com a galera do quarto.
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]]>Saí do Rio às 16h e cheguei a Atenas às 16h do dia seguinte (com 6 horas a mais de fuso horário). Mas o cansaço foi anulado pela euforia de realizar um sonho antigo, visitar um país que sempre quis conhecer.
A paisagem da região de Atenas, quando o avião estava se aproximando da cidade, era incrível ! Um céu azul profundo, sem nenhuma nuvem, contrastando com a cidade de construções baixas e predominantemente brancas. Está explicada a bandeira grega, de cores azul e branca.
Peguei o metrô no aeroporto. Sentada na poltrona ao meu lado, uma greguinha linda, na casa dos 25 anos, discutia com alguém no celular e choramingava. O que parecia impossível de entender em grego, acabou ficando fácil...ela só podia estar discutindo relacionamento com o namorado.
Desci na estação Omonoia, nome de uma praça no centro de Atenas. O lugar era bem esquisito. Sujo, e cheio de gente mal encarada. Pelo menos ainda estava claro. O albergue (Louzani) estava na rua Kapodistriou. Na esquina, dois travecos aguardavam seus clientes, e lixeiras transbordavam de lixo. Comecei a achar que tinha escolhido o lugar errado para me hospedar.
O recepcionista era um grego de poucos sorrisos, bem ríspido e mal-educado. Fiz o check in e subi com a mochila pro quarto, que tinha 2 beliches e um banheiro dentro. Felizmente tinha ar condicionado, porque fazia um calor de 36 graus.

Saí pra conhecer a cidade. Desci uma rua em direção a famosa Acrópole, cartão postal do mundo, patrimônio da humanidade, que estava ansioso por ver com meus próprios olhos !!!
Uma praça próxima ao albergue:

Descendo a rua, já era possível avistar Acrópole láaaa longe:

Cocô Café....vai encarar ?

O alfabeto grego me fazia lembrar aquelas fórmulas malucas de física e matemática no colégio.


Cheguei a Plateia (Praça) Monastiraki, região movimentada, com muitos turistas, e bem próxima à Acrópole:

A Mesquita Tzistaraki, do Século 18, construída no período de dominação turca. A Grécia já foi dominada pelos Macedônios, Romanos, Bizantinos e Turcos, só se tornando independente no século 19.

Ruínas próximas a Acrópole:



Plaka é uma simpática região aos pés da Acrópole, com muitas ruas de pedestres, bares e restaurantes ao ar livre.



Próximo à Praça Monastiraki há uma rua de pedestres com muitas lojas de souvenirs. Entrei numa delas pra comprar uma camisa do Olympiakos, time onde o Rivaldo jogou. Entrei em mais duas lojas, onde comprei mais uns souvenirs. A vendedora de uma das lojas era uma greguinha linda e super simpática. Ela acertou minha nacionalidade, e quando eu perguntei como ela sabia que eu era brasileiro, ela disse: "you look very brazilian". hahahah !!! Achei muito engraçado escutar isso !!!
Ao anoitecer, a Acrópole iluminada no alto da montanha era uma imagem sensacional, ainda mais com a lua cheia brilhando ao lado !!!

Este é o Gyros, o "churrasquinho grego" como conhecemos no Brasil. A diferença é que não tinha carne bovina, só podia escolher entre frango e cordeiro, e vinha com iogurte e salada. Apenas 2 euros !!!

A Ermou, rua de pedestres que liga a Praça Monastiraki a Praka Syntagma (pronuncia-se "Sintarma"):

As ruas de pedestre próximas a Acrópole estavam lotadas de turistas e gregos. Fazia muito calor, mesmo a noite, e muita gente aproveitava para jantar ou tomar uma cerveja em bares e restaurantes com mesas ao ar livre.
Achei as gregas em geral bonitas. São uma mistura das italianas com as turcas. Historicamente isso faz todo o sentido, pois a Grécia já fez parte do Império Romano e do Império Otomano (originado na Turquia).
Voltei pro albergue às 23h, tomei um banho e apaguei na cama.
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]]>Melhor ainda é que dessa vez não vou mochilar sozinho, como em 2005 e 2006. Meu amigo Sascha resolveu dar a volta ao mundo numa viagem de 8 meses, e combinei de passar essas duas semanas viajando com ele.
O vôo da Air France decolou às 16h do Rio. Foi a primeira vez que andei de 747, aquele avião ENORME de 2 andares onde cabem mais de 400 pessoas. Achei o serviço de bordo da Air France muito bom. Mesmo estando na classe econômica, serviram um jantar muito bom, com menu, e até uma garrafinha de vinho. Não podia faltar tambem "du pain" pra acompanhar "du vin". A tripulação era nota 10. Muito simpáticos, e mesmo sendo franceses, os comissários se esforçavam para falar um português primitivo com os passageiros brasileiros.
Foram 11 horas de vôo até Paris, e mais 3 até Atenas.
Dia 1 - Rio - Atenas remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Fim de jogo !!! Viagem sensacional !!! O melhor de tudo é que ainda tinha o domingo pra dormir até tarde e recuperar as energias para voltar ao trabalho na 2a feira !
Dia 23 - Madri - Rio remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Brindando com Zoco (pacharán, que é um tipo de licor espanhol):

Dormi na casa de Laura e Santiago.
Dia 22 - Munique - Madri remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>A viagem de trem durou cerca de 2h e teve uma baldeação no caminho. Füssen é uma pequena e linda cidade aos pés dos Alpes, na fronteira com a Áustria.




Peguei um ônibus ao lado da estação de trem até o vilarejo de Hohenschwangau, a 4 Km de distância. No ponto final já dava pra ver o castelo no alto de uma montanha:


O Schloss Neuschwanstein serviu de inspiração para Walt Disney quando ele projetou o castelo da Cinderela na Disneylândia.
Uma estrada ingreme levava até o castelo no topo da montanha. Muitos turistas optavam em subir de charrete, mas eu, como bom mochileiro, preferi ir a pé mesmo.


Uma pena que não era permitido tirar foto no interior do castelo. Mas achei ele por fora mais bonito.
Esta trilha levava até um mirante com uma vista sensacional para os lagos e as montanhas.

As montanhas no horizonte, na foto abaixo, dividem a Alemanha da Áustria:

Uma ponte de pedra sobre um desfiladeiro, no melhor estilo "Indiana Jones":

Olhar para baixo não é muito aconselhável !!!

Na ponte, a vista sensacional do castelo:

O lago que fica na fronteira com a Áustria:

Cachorro-quente de weisswurst (salsicha branca) com maionese:

Voltei pra Munique, tomei um banho no albergue e à noite parti pra minha última noite na Oktoberfest.
Este é o pavilhão Hippodrom, que não consegui conhecer, porque estava sempre lotado. Tinha que ficar esperando um certo número de pessoas sairem para poder entrar.

Foi a noite do "pé-na-jaca". Tentei esquecer que cada cerveja custava 7,50 euros. Experimentei todas as marcas que vi pela frente: Paulaner, Hofbräu, Löwenbräu, Spaten, Hacker-Pschorr e Augustiner Bräu. Os alemães dão muito valor às cervejas locais. Todas estas cervejas servidas na Oktoberfest são de Munique. Não vi pra vender lá, por exemplo, a famosa Erdinger ou a Berliner, que conheci em Berlim.
Videos que gravei no pavilhão da Hofbräu:
Obviamente, fiquei "doidão", e quando dei por mim, estava com mais 3 brasileiros e uns italianos chegando numas gringas. Ficamos guerreando juntos até o final, às 22:30, quando pararam de servir cerveja. Uma alemã que conhecemos na festa aconselhou a região da Ostbahnhof, pois lá tinha noitada até mais tarde. Pegamos metrô até lá. Na rua, uma garota ouviu a gente falando português e gritou BRASILLL. Era uma menina de Manaus que morava lá em Munique e estava promovendo o Bar do Brasil, ali perto. Fomos até lá, mas estava fraco. Ficamos zoando umas gringas, e depois entramos em mais duas boates, mas também estavam meio vazias.
Brasil x Ucrânia:



Brasil x Alemanha:

Bar do Brasil:


Chegou a hora de partir. Já era quase 1 da manhã, e eu estava com medo do metrô fechar. Aí seria perrengue total, pois seriam 4 Km de caminhada por ruas desconhecidas (sem mapa e sem ninguém na rua) até o albergue.
Me despedi da galera, peguei o metrô, e ao chegar no albegue, ainda tomei uma saideira no bar (que estava bombando)...depois desmaiei na cama.
Dia 21 - Munique - Füssen remains copyright of the author alexpt, a member of the travel community Travellerspoint.
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]]>Tomei café no albergue (muito bom, por sinal), e saí pra dar uma volta pela cidade.
Em frente ao albergue, a Augustiner Bräu Bierhalle, bar/restaurante da cervejaria Augustiner Bräu:

Antiga fábrica da Augustiner Bräu:

Propaganda da cerveja Höfbräu:

Charrete-propaganda da cerveja Löwenbräu:

Edifício-sede da BMW, com o formato de 4 cilindros, como nos existentes nos motores:

Museu da BMW:







Olympiapark, local das Olimpíadas de 1972:

Olympia-schwimmhalle, o parque aquático do Olympiapark:


Mapa do Olympiapark:

Estádio Olímpico:

Olympiaturm, uma torre com vista para toda a cidade:

Vista do Olympiaturm. Esta é a Vila Olímpica:

Estádio Olímpico:

Sede da BMW:

O fantástico Allianz Arena, estádio do Bayern München, construído para a Copa de 2006. O Brasil jogou nele contra a Austrália na primeira fase. Nele também aconteceu a partida de abertura da Copa (Alemanha x Costa Rica).

Participei de uma visita guiada ao estádio. Só tinha alemão no grupo, e eu era o único estrangeiro. A visita obviamente foi em alemão, e por isso, não consegui entender nada que o guia falava. Mesmo assim foi muito interessante. Estádio de primeiríssima linha, ultra-moderno. A fachada externa tem um sistema especial de iluminação que muda de cor de acordo com o time mandante. Se for a seleção alemã, o estádio fica branco. Se é o Bayern München, fica vermelho.


Vestiário:


Video que gravei na arquibancada:
Voltei pro albergue e, tomei um banho. No quarto do albergue conheci um australiano e duas americanas, ficamos conversando um pouco por lá. As americanas já tinham ido no Brasil e disseram que ficaram apaixonadas por Búzios.
Parti pra Oktoberfest à noite.

Pavilhão Armbrustschützenzelt (impossível pronunciar isso !!! ahaha). Neste pavilhão é servida a cerveja Paulaner.

Pavilhão da cerveja Höfbräu:




Sentei num banco que estava vazio e pedi a primeira cerveja. Começaram a sentar vários alemães na mesa, e pouco depois todo mundo já era amigo. Um dos alemães tinha cara de brasileiro, e realmente era. Ele falou que tinha nascido no Brasil, mas foi morar na Alemanha quando criança, pois foi adotado por um casal alemã. Por isso não sabia falar português.
Depois sentei em outra mesa e tinha umas italianas malucas. Não entendia nada que elas falava, e elas muito menos o que eu falava. Mas foi engraçado !! Depois chegaram uns espanhóis e ficamos zoando as italianas. Os caras já tinham ido no Brasil e se disseram apaixonados pelo país, principalmente pelo "Tchiclêtê com Bánáná"
No final da festa, quando os pavilhões estavam fechando, conheci uma galerinha de Porto Alegre:

Fomos todos pra um bar perto do albergue. Estava bombando. Tomamos mais algumas "mass" (canecas) de cerveja. Voltei pro albergue, e o bar dele estava a maior festa. Música alta rolando, todo mundo bebendo e zoando. Só fui dormir lá pelas 3 da manhã.
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]]>Fui no Deutches Museum, o melhor museu de ciência e tecnologia que já visitei. É um museu enorme, com um acervo muito interessante, envolvendo automobilismo, aviação, transporte ferroviário, máquinas, astronomia, informática, etc.







Tinha até o 14-Bis, do Santos Dumont !!!

Acredite ou não, isto é um HD primitivo !

Voltei pro albergue, tomei um banho e parti pra Oktoberfest. Tomei todas e mais umas, e voltei pro albergue à meia-noite.
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