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Dia 1 - Rio - Nova York

sunny 25 °C

Chegou o grande dia !!! Malas prontas ! Daqui a pouco o Novello tá passando aqui em casa e estaremos partindo pro Galeão. Já combinei com ele que a primeira cerveja da viagem, no aeroporto, é por minha conta ! O vôo decola às 23H.

Pra quem não sabe, no ano passado nós perdemos o vôo, que decolava às 19H. Marquei com o Novello às 16H lá em casa, ele chegou às 17H, e por causa do trânsito intenso (1:10H de Ipanema até o Galeão), chegamos às 18:10. Só que vôos internacionais encerram 1 hora antes. Perdemos por causa de 10 minutos. Por muita sorte, conseguimos pedir reembolso da passagem na Air France e compramos outra na TAM que era mais tarde, às 23:30. Esse ano vou sair de casa 3h antes do vôo !!!

Os EUA são, pra muita gente, o primeiro destino internacional a se escolhido, mas no meu caso é o 23o país que eu visito. Eu simplesmente não aceitava o fato de ter que enfrentar fila, pagar R$356,00 de taxa e me submeter a um interrogatório desnecessário sem garantia nenhuma de que o visto será concedido, quase implorando para visitar o país como turista, quando na Europa não é necessário passar por nada disso. Até o final do ano passado, o tempo de espera para a entrevista do visto no consulado americano do Rio era de 4 meses. Nessas condições eu nem congitava conhecer os EUA. A partir do início deste ano, o número de funcionários no consulado aumentou, foi feita uma força-tarefa, e a demora caiu para apenas uma semana, em média. O Novello estava devendo uma visita a três amigos dele que moram lá, e havia me chamado pra ir com ele. Era a desculpa que eu precisava pra conhecer os EUA. Já estava estranho ter lugares como Turquia e Eslováquia no currículo, sem ter conhecido o país que (ainda) é a potência número 1 do mundo.

No dia da entrevista para o visto no consulado, fiquei esperando por 2 horas numa sala lotada pra colher impressões digitais, e mais 1h pra ser entrevistado pelo agente consular. Achei bem desagradável a maneira como as pessoas são entrevistadas. Fica todo mundo em pé numa fila esperando a vez. Os 4 agentes consulares ficavam em guichês semelhantes a bilheterias de cinema, atrás de um vidro. Se comunicavam com o entrevistado através de um pequeno microfone. Entre os guichês haviam divisórias, como cabines telefônicas, mas sem porta. Ou seja, as pessoas que estavam na fila escutavam todas as entrevistas, incluindo o salário das pessoas. Enquanto eu aguardava na fila, vi três pessoas tendo o visto recusado: uma garota com trajes suspeitos (que saiu P da vida da sala), um cara de uns 20 anos que não parecia ter dinheiro pra bancar a viagem, e uma mulher com a filha, que ganhava mal. A entrevista foi tensa. O entrevistador era americano, e ele falava português com sotaque. Ele perguntou o que eu iria fazer nos EUA, a minha profissão, se era solteiro, se tinha filhos, meu salário, se eu tinha residência própria ou alugada, se eu já tinha visitado o exterior. Eu percebi que ele não havia ido com a minha cara. Eu tinha levado todos os documentos que aconselha-se levar (contra-cheque, carteira de trabalho, extrato bancário, imposto de renda, etc) e ele não pediu nenhum deles, ficou só na conversa mesmo. Ele entendeu o meu salário errado, achou que eu ganhava R$1.600, e perguntou quanto eu pagava de aluguel. Quando eu respondi, ele desconfiou mais ainda, pois o valor que eu pagava não era compatível com o salário. Aí eu repeti meu salário e ele percebeu o equívoco. Perguntou o que eu queria ver em NY, e eu falei o nome de umas 10 atrações turísticas, e ainda falei que já tinha ido 5 vezes pra Europa. Perguntou com quem eu ia viajar, respondi que ia com um amigo, e ele perguntou se ele já tinha o visto. Quando respondi que não, ele fez uma cara feia, e perguntou se eu já viajei sozinho. Disse que sim, que já fui 2 vezes pra Europa sozinho, e ele ficou insistindo nesse ponto. Queria saber o que eu fui fazer sozinho na Europa. Eu já estava perdendo a paciência. Eu não precisava passar por aquilo pra visitar um país, se existiam outros 176 no mundo pra visitar. Respirei fundo e falei que viajei sozinho porque era mochileiro, e que faria isso outras vezes se necessário. Ele ficou olhando pra mim, tentando pensar em outra pergunta pra me "quebrar", mas acho que venci o cara pelo cansaço. E aí ele falou finalmente o que todo mundo quer ouvir: "o seu visto foi concedido, retorne por favor ao balcão na entrada para pagar a taxa de envio do passaporte para a sua residência". Aleluia. Pelo menos até 2014, quando o visto vence, não preciso passar mais por isso. Já era quase 5 da tarde quando saí do consulado. Eu estava faminto, nem havia almoçado ainda.

Manchete de hoje do jornal O Globo: "BC gaste US$1 bi mas dólar não pára de cair". Que maravilha, hehehe ! Hoje o dólar está cotado em R$2,03. Bom, muito bom ! Pela primeira vez vou viajar pro exterior sem comprar nenhum dólar ou euro. Uma coisa eu aprendi nas minhas viagens: por mais que você leve dinheiro em espécie, ele nunca será suficiente. Isso parece até Lei de Murphy. O dinheiro vai sempre acabar nos últimos dias de férias, por mais que você tente economizar, e você vai precisar sacar mais dinheiro em caixa eletrônico. Eu fui reparando que é uma grande vantagem sacar dinheiro em moeda local com o cartão de crédito (pela rede Plus ou Cirrus) direto da conta bancária no Brasil, pois o câmbio usado na conversão pra reais é muito próximo do oficial, ou seja, é muito mais vantajoso que trocar dinheiro em casa de câmbio. Paga-se IOF (0,5%, se não me engano) mais uma taxa fixa de US$2,50 por saque, mas mesmo assim vale muito a pena. Repare que não se trata de saque no cartão de crédito. Estes não valem a pena, pois os juros são abusivos. Estou falando de sacar dinheiro direto da conta. No ano passado saquei dinheiro em moeda local na Hungria (forints), Republica Tcheca (coroas tchecas) e Noruega (coroas norueguesas), e foi tudo debitado certinho da minha conta no Brasil. Em 2007 saquei dinheiro num caixa eletrônico empoeirado em Dahab, uma pequena cidade no Egito. Eu não estava muito confiante de que aquilo funcionaria. Coloquei meu cartão, digitei minha senha, e para minha surpresa, em poucos segundos a transação foi concluída. Retirei as libras egípcias e o débito convertido em reais foi feito na minha conta no Brasil ! Aquele dia fiz questão de acessar minha conta pela internet e vi que tinha sido debitado corretamente. Maravilhas da tecnologia de um mundo globalizado !!!

E essa vai ser a primeira vez que eu vou "mochilar" sem mochila. Heheheh. Vou levar mala. Qual seria o verbo nesse caso ? Vou "malar" ? É...acho que tô ficando velho e careta. hehehehe. Na verdade, por causa das coisas que pretendo comprar, das que já comprei na internet (e mandei entregar na casa do meu amigo que mora em NY) e das que minha irmã encomendou, acho que uma mochila só não daria. Só vou ficar em 2 albergues (Washington e São Francisco), o resto vai ser em hotel, então acho que vai ser tranquilo ir de mala.

Durante a viagem vou tentar ao máximo postar as novidades aqui. Acho que não vou ter tempo pra postar todo os dias, e talvez os posts não tenham tantos detalhes ou fotos quanto eu gostaria, pois durante a viagem tudo é meio corrido, mas depois que eu voltar de férias eu complemento os textos e coloco mais fotos !

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Bem, é isso. O próximo post já será em Nova York, capital do mundo !

Fui !!!!!

Publicado por alexpt 16:00 Arquivado em Estados Unidos

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Comentários

Boa viagem amores!
Aproveitem muito a minha segunda cidade e joguem muito black jack!
mil beijos

por Taninha

É curioso. O saque direto na conta (Visa Eletron,por exemplo) não é considerado muito vantajoso em relação aos cartões travel ou cash. Tem certeza de que não te cobraram taxas de conversão e administrativas?

por Enaldops

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