Um blog do Travellerspoint

Dia 1 - Rio-Copenhague

overcast 8 °C

E aí, pessoal ? Estou aqui de volta escrevendo no blog, 1 ano depois !! Como o tempo voa ! Chegou o momento de partir rumo a mais uma grande aventura ! Nos próximos 26 dias vocês vão viajar junto comigo e se divertir com as minhas loucas histórias láaaaa do outro lado do mundo. Vou levar meu notebook na viagem, e espero conseguir publicar notícias com frequência.

Meu roteiro dessa vez será um tanto quanto eclético: Dinamarca, Japão, Ucrânia, Itália e Espanha. Quatro países tão distintos entre si, que praticamente se complementam.

Desta vez não consegui tirar férias junto com nenhum amigo, e por isso ficarei a maior parte da viagem sozinho. Pelo menos, eu vou me encontrar em Barcelona no final da viagem com 4 amigos aqui do Rio (Sascha, Humberto, Ricardinho e Fabinho) e uma amiga catarinense, a Jô, que está morando lá um tempo. De lá, vamos pra Madri, de onde eu volto pra casa e meus amigos seguem viagem.

A viagem começa com duas noites em Copenhague, a bela capital dinamarquesa, terra dos vikings, dos biscoitos amanteigados, dos preços exorbitantes e das loiraças.

O longínquo Japão, um sonho antigo, é a próxima escala da viagem. É o ponto mais distante que um brasileiro pode visitar sem sair do planeta. Está exatamente do outro lado do mundo, com 12 horas de fuso a mais. Como diz Luis Fernando Veríssimo no livro "Traçando Japão" : "É um engano achar que você desembarca em Tóquio no dia seguinte. A sensação é a de desembarcar no século seguinte". Este livro, aliás, é imperdível para quem pretende conhecer o Japão um dia. A região metropolitana de Tóquio é a maior concentração urbana do mundo, com mais de 30 milhões de habitantes. Uma cidade que consegue unir, como nenhuma outra, o moderno com o tradicional. Fiquei impressionado com a quantidade de atrações da cidade ao ler o guia que comprei. Não imaginava que tivesse tanta coisa interessante. Por isso mesmo, reservei 6 noites só para ela.

Um vídeo muito interessante chamado “Japão, um país estranho”:

Em Tóquio, pego o Shinkanzen (trem-bala) para Kyoto, uma das cidades mais bonitas do país, antiga capital imperial (até o século 19), também conhecida como a cidade dos samurais. A região de Kyoto tem cerca de 1.600 (!!) templos budistas e 400 santuários xintoistas. O xintoísmo é uma religião japonesa que venera deuses ligados a força da natureza, como sol, mar, terra, fogo, etc.

A terceira e última escala no Japão será Hiroshima, conhecida mundialmente pelo triste episódio da explosão da bomba atômica lançada pelos americanos no final da 2a Guerra Mundial, em 1945. Hoje é uma cidade moderna e cheia de vida, um verdadeiro símbolo do poder de reconstrução e recuperação do povo japonês. O Japão era uma nação arrasada depois da 2a Guerra, mas assim como a Alemanha, recuperou-se rapidamente, com grande ajuda econômica dos americanos. Viveu até os anos 90 o chamado "Milagre Japonês", com crescimento econômico comparável ao da China de hoje, e tornou-se a 2a maior economia do mundo, atrás apenas dos americanos. Desde o estouro de uma bolha imobiliária e financeira há 20 anos, o Japão é uma economia estagnada, e foi ultrapassada há pouco tempo pela China.

Há algumas semanas, providenciei o visto no consulado do Japão no Rio. Tive que pagar uma taxa de R$60,00, preencher um formulário com dados pessoais, roteiro da viagem e endereços dos lugares onde vou me hospedar. Tive ainda que apresentar as passagens aéreas. O funcionário só perguntou se eu ia viajar sozinho, e para onde eu viajaria depois do Japão. Ficou pronto em apenas dois dias. Achei o processo bem tranquilo, sem falar que não tinha ninguém na fila para ser atendido. Uma diferença enorme se comparar com o consulado americano !!

O Japão será, gastronômicamente falando, um grande desafio pra mim. Quem me conhece, sabe que não sou nem um pouco chegado a peixe cru com arroz. Eu sei que é saudável, e inclusive já experimentei algumas vezes, mas não adianta, não consigo sentir a menor atração por isso. A boa notícia é que a cozinha japonesa está longe de ser apenas sushi, sashimi e temaki. O guia que eu comprei tem uma página com um monte de pratos diferentes, e uns macarrões com uma cara boa (não são yakisoba). Vamos ver.

Outra coisa que me motivou e tornou viável minha visita ao Japão foi ter encontrado uma passagem bastante barata saindo da Europa. Paguei pelo trecho Copenhague-Moscou-Tóquio / Tóquio-Moscou-Kiev apenas R$1.323,00 (REAIS...e não dólares !) na empresa aérea russa Aeroflot. Esta tarifa é promocional e só consegui esse preço porque comprei com 3 meses de antecedência. Considerando que os trechos Rio-Madri-Copenhague e Madri-Rio eu tirei com milhas, meus gastos com passagens nessa viagem serão incrívelmente baixos !

Alem de ter dado a sorte de ter encontrado uma passagem barata, dei sorte também com a data que escolhi para conhecer Tóquio. Descobri que vou chegar justamente no final de semana em que é comemorado o Sanja Matsuri, um dos principais festivais religiosos da cidade. Os matsuris são na verdade um misto de celebração com procissão religiosa. Talvez uma mistura louca de carnaval com Círio de Nazaré à moda oriental. Coisa de 2 milhões de pessoas pelas ruas próximas ao templo Senso-ji, o principal de Tóquio. Outro fator de sorte: descobri que o albergue onde vou me hospedar fica localizado a apenas uma quadra da entrada deste templo ! Acho que para mim, a sensação vai ser equivalente à de um japonês desembarcando no meio de um bloco de carnaval do Rio ou de Salvador. Em outras palavras, uma experiência única !

A parada seguinte é a misteriosa Ucrânia. Algo me diz que será a grande surpresa da viagem. Muitos me perguntaram: "Mas o que tem pra ver lá ? Chernobyl ? Radiação ? Cidades fantasmas ?" Incrível como o desconhecimento leva ao preconceito. Já tem um tempo que eu queria visitar este país, mas a exigência de visto para turistas brasileiros acabava me desanimando. Quando soube no ano passado que essa exigência foi revogada, não pensei duas vezes em incluir o país no meu roteiro. Como já conheço boa parte da Europa (incluindo o Leste Europeu), a Ucrânia é a bola da vez. Passei um bom tempo procurando um guia sobre o Leste Europeu que tivesse países "alternativos", fugindo um pouco do turismo de massa à la "Praga-Viena-Budapeste", mas eu simplesmente não encontrei um guia assim em lugar nenhum !! Tive que comprar na Amazon, onde encomendei o excelente Lonely Planet Eastern Europe, considerado a "biblia" dos mochileiros no Leste Europeu. Tem TUDO, até lugares pra lá de exóticos como Belorússia, Kosovo, Albânia e Moldávia. Esse guia foi um verdadeiro achado, e me deu dicas preciosas na minha viagem no ano passado, quando passei pela Croácia, Bósnia, Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia, Finlândia e Rússia. Acho que sem o "tijolão" eu teria ficado totalmente perdido !!

Passo 3 noites em Kiev, a capital ucraniana, que tem uma das melhores noites da Europa. Depois pego um trem cruzando o país até Lviv, que é considerada a “Nova Praga”, mas ainda não foi descoberta pelo turismo de massa. O Lonely Planet descreve Lviv assim: "You'll be extremely glad to have arrived in Lviv, Ukraine's loveliest city (...) Best of all, despite the extraordinary architectural wealth here, tourists remain a small minority, even in the Unesco World Heritage-listed Old Town in midsummer". Hmmmm...nada mal, heim ? A cidade fica bem próxima a fronteira com a Polônia, e por isso mesmo, muita gente por lá fala inglês, ao contrário do que acontece em Kiev. A Ucrânia tem ainda muitas outras atrações, como Yalta e Odessa, cidades às margens do Mar Negro que disputam o título de "Ibiza Ucraniana", e ficam lotadas no verão, com muitas festas. A moeda ucraniana, a hryvnia, é a 2a mais desvalorizada do mundo (perdendo apenas para a rúpia indiana), segundo o Indice Big Mac (criado pela revista britânica The Economist para comparar o custo de vida de diversos países do mundo). Isso obviamente traz preços pra lá de atraentes para nós brasileiros, já acostumados a pagar caro por praticamente tudo.

Acredito que Kiev e Lviv estarão bem cheias, pois ambas terão jogos da Eurocopa, que começa apenas 3 dias depois de eu ir embora. Os preços de alguns albergues de ambas cidades disparam a partir do início de junho. Foi difícil achar algum lugar barato para ficar, principalmente em Lviv. A maioria triplica de preço a partir de junho.

De Lviv, pego um voo direto para Veneza. Como assim Veneza ?! Sim... a princípio esta cidade não estava nos meus planos, mas descobri uma passagem aérea bastante barata saindo de Lviv pra lá, e decidi passar uma noite na "Città più bella del mondo" ! Estive em Veneza em 2005 durante apenas algumas horas, e foi paixão a primeira vista. Nunca vi nada parecido. É como voltar a Idade Média. Os olhos parecem não quererem acreditar no que vêem. É como entrar numa pintura medieval, ou como estar num filme de época. Sempre ouvia muitos dizendo que "é uma cidade pra ir acompanhado, nunca sozinho", ou, "é horrorosa, fede a esgoto". Na época eu era mochileiro estreante, e ainda não sabia que viajar também serve para derrubar preconceitos. Acabei incluindo Veneza no meu roteiro apenas "de passagem", chegando de trem de Florença. Eu tinha apenas 7h para conhecer alguma coisa da cidade, pois tinha um voo marcado para Amsterdam no mesmo dia. Me arrependi profundamente de não ter passado mais tempo lá, e prometi pra mim mesmo que voltaria um dia com mais tempo para conhece-la melhor. Esse dia está chegando !!!

A penúltima parada é Barcelona, a capital catalã, terra de Gaudi, um dos balneários mais badalados do Mediterrâneo e uma das melhores noites da Europa. É uma espécie de cidade-inspiração para o Rio atualmente, com uma história parecida (guardadas as devidas proporções). Barcelona era uma cidade degradada antes dos Jogos de 1992, mas sofreu uma transformação profunda, conseguiu dar a volta por cima, e hoje é tudo aquilo que o Rio sonha ser um dia, num futuro distante (ou não), após os Jogos de 2016. Já estive na cidade em 2005, mas conheci pouco da noite de lá. Desta vez será diferente. Vou encontrar com amigos aqui do Rio lá e com certeza vamos sair todas as noites !! Alugamos um apartamento de 3 quartos próximo a famosa Las Ramblas (que é o pico, a "Lapa de Barcelona"), e saiu pelo mesmo valor que pagaríamos para ficar num albergue qualquer com um monte de gente no quarto: 30 euros (R$75) a diária para cada um, um preço ótimo !! Vai bombar !!!

Após 3 dias de muita festa, pegamos o trem-bala rumo a Madri, minha segunda casa, onde me sinto totalmente "local". Será a minha 4ª vez na cidade. Tenho apenas uma noite lá, e no dia seguinte, c'est fini... volto pra casa ! Todo carnaval tem seu fim !!!

Este é o roteiro da viagem:

16/mai Rio-Copenhague
17/mai Copenhague
18/mai Copenhague
19/mai Copenhague-Tóquio
20/mai Tóquio
21/mai Tóquio
22/mai Tóquio
23/mai Tóquio
24/mai Tóquio
25/mai Tóquio-Kyoto
26/mai Kyoto
27/mai Kyoto
28/mai Kyoto-Hiroshima
29/mai Hiroshima
30/mai Hiroshima-Tóquio
31/mai Tóquio-Kiev
1/jun Kiev
2/jun Kiev
3/jun Kiev-Lviv
4/jun Lviv
5/jun Lviv-Veneza
6/jun Veneza-Barcelona
7/jun Barcelona
8/jun Barcelona
9/jun Barcelona-Madri
10/jun Madri-Rio

O mapa da viagem:

Uma pequena amostra dos lugares por onde vou passar:

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Muita gente me pergunta como consigo arrumar tempo pra publicar tantas coisas no blog enquanto viajo. Na verdade não deixo de fazer nada durante minhas viagens para ficar na internet escrevendo no blog. Tento apenas otimizar meu tempo. Por exemplo, aproveito enquanto estou no aeroporto esperando algum vôo, ou durante as longas viagens de trem, pra escrever os textos e baixar as fotos da câmera pro meu notebook, mesmo que esteja sem conexão wi-fi. Para isso é fundamental uma bateria que aguente pelo menos umas 4 horas sem carga. Quando chego em algum lugar com wi-fi, como num hotel ou albergue, só gasto uns poucos minutos pra subir os textos já prontos e as fotos pro site do blog. A vantagem de escrever e publicar tudo quase “em tempo real”, ou com alguns poucos dias de atraso, é que os fatos estão todos frescos na minha cabeça. Em viagens como essa os dias são muito intensos, com muitas experiências diferentes, coisas engraçadas, micos e momentos sublimes, daqueles pra guardar pro resto da vida e contar pros netos. Se eu deixasse pra escrever tudo no final da viagem, muitos detalhes eu acabaria esquecendo. Costumo dizer que 1 mês de mochilão equivale a 6 meses “normais”, no que diz respeito a aprendizado, novas experiências e novas pessoas que você acaba conhecendo.

Olhei a previsão do tempo agora e tá maior friaca lá Copenhague... 8 graus !! Isso na primavera ! Imagina no inverno !!

Agora, se me dão licença, é hora de "meter o pé". Aguardem o próximo post, escrito diretamente da terra dos biscoitos amanteigados e das loiraças !!!

Partiu pro Galeão ! FUI !

Publicado por alexpt 5:13 Arquivado em Dinamarca Comentários (7)

Dia 38 - Madri - Rio

sunny 38 °C

Último dia de férias !!! Misto de felicidade e tristeza. Felicidade porque já poderia em breve matar a saudade do Brasil, familia, amigos, comida brasileira, minha cama e meu travesseiro ! (já não aguentava mais dormir em beliche !!). Tristeza porque final de férias é sempre ruim, óbvio...preciso explicar ?? :)

Acordei às 8h, fiz o checkout na recepção e peguei o metrô pro aeroporto.

O voo tinha uma conexão em Lisboa. A viagem não poderia terminar sem emoção. Quando fiz o checkin, me informaram que meu lugar no voo Lisboa-Rio estava em lista de espera, e que eu deveria procurar o balcão da TAP quando chegasse no aeroporto de Lisboa. Não acreditei ! De novo aquela via crucis do início da viagem no aeroporto de Lisboa não !! E se o voo estivesse lotado, eu só poderia voltar na 2a feira !! Perderia um dia de trabalho ! Felizmente, quando já estava embarcando para Lisboa, me chamaram no balcão de embarque e me disseram que tinham confirmado o meu assento. Que alivio ! Foi só pra dar uma emoção mesmo. :)

No aeroporto de Madri, embarcando para Lisboa:

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A paisagem desértica da Espanha:

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No caminho para Portugal:

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Häagen-Dazs servido a bordo na TAP ! Nada mal ! :)

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Chegando em Lisboa, depois de 1h de voo. Como Portugal tem uma hora a menos de fuso que a Espanha, cheguei em Lisboa na mesma hora que saí de Madri !

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Almocei no aeroporto de Lisboa, no mesmo lugar onde tinha ido no início da viagem. Bacalhau com nata, vinho português e pastéis de Belém de sobremesa. Tudo por 12,50 euros !

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No aeroporto dá pra ver a Torre Vasco da Gama e o Rio Tejo:

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Embarquei para o Rio as 15h. 9:40h de voo.

Chegando em casa ! :)

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As 22h (hora local) estava aterrisando no Galeão. Minha alma canta....vejo o Rio de Janeiro !!! Estou morrendo de saudade !!

É isso aí, pessoal ! O oitavo mochilão chegou ao fim !! Espero que tenham gostado de viajar junto comigo através do blog ! Até a próxima aventura em 2012. Destino ainda a definir...mas provavelmente será de novo Leste Europeu !! Conheci alguns mochileiros durante a viagem que me falaram muito bem de lugares que ainda não conheço, como Sérvia, Montenegro, Romênia e Ucrânia !!!

OBS: Incluí alguns vídeos que gravei na viagem !!! Confiram os posts abaixo:

Dia 03 (Moscou)
Dia 19 (Hvar)
Dia 23 (Dubrovnik - Mostar)
Dia 24 (Mostar - Sarajevo)
Dia 25 (Sarajevo)
Dia 30 (Vilnius)
Dia 33 (Riga - Tallinn)
Dia 36 (Tallinn - Madri)

Publicado por alexpt 15:00 Arquivado em Espanha Comentários (8)

Dia 37 - Madri

sunny 40 °C

Acordei ao meio-dia.

Meu quarto:

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Foto do prédio onde fica o Hostal Montecarlo:

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Calor sinistro de 40 graus !!

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A Gran Via, onde fica o hostal:

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Almocei no mesmo lugar que jantei ontem, o buffet liberado do Fresc Co, por 10,90 euros.

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Calle Fuencarral, uma movimentada rua de pedestres da cidade. É a "Calle Florida" de Madri, para quem conhece Buenos Aires.

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Peguei o metrô e fui no famoso estádio Santiago Bernabeu, casa do Real Madrid.

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Infelizmente ele estava fechado para visitas por causa de um evento, mas aqui vai uma foto que tirei em 2005 na primeira vez que visitei Madri, sentado no banco das estrelas !!

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Outra foto que tirei em 2005:

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O Museu Arqueológico Nacional, em reformas, com apenas uma pequena parte do seu acervo aberto ao público. Eu visitei esse museu em 2005 e achei incrível. Mostra toda a história da Espanha, incluindo todas as civiizações que já passaram pela península ibérica: gregos, fenícios, cartaginenses, romanos, visigodos e mouros.

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Bandeira espanhola:

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Uma rua residencial no bairro de Salamanca:

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A Puerta de Alcalá. Na Idade Média, Madri era cercada por muralhas, e os habitantes entravam e saiam por diversas portas. Esta era uma delas, que foi preservada.

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O transporte em Madri é ótimo, como em todas as grandes capitais européias. Além das 12 linhas de metrô (com passagem mais barata que no Rio e São Paulo, custando apenas 1 euro), os ônibus são muito bons também, silenciosos, movidos a gás natural, todos equipados com ar condicionado e wifi. Os pontos tem um sistema controlado por GPS que diz quantos minutos faltam para os próximos ônibus chegarem:

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Restaurantes com mesas na calçada:

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Plaza de Cibeles, com a Fonte de Cibeles. Os torcedores do Real Madrid sempre invadem esse local para comemorar as vitórias:

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Palacio de las Comunicaciones (sede central dos correios), na Plaza de Cibeles:

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Paseo del Prado:

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O famoso Museo del Prado, com obras primas do Goya, Velazquez, El Greco e outros.

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As placas com nomes das ruas no centro de Madri são assim, em azulejos com desenhos simbolizando algo que tenha a ver com a rua:

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Cardápio de um restaurante da cidade. Entrada, prato principal e sobremesa por 12 euros.

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Cardápio de bocadillos, que são os tradicionais sanduíches espanhóis:

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A estação ferroviária de Atocha, onde um ataque terrorista da Al Qaeda matou centenas de pessoas em 2004.

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Dentro da estação, um imenso jardim. Muito legal !

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Trens de alta velocidade:

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A Espanha investe pesado na melhoria de sua rede de transportes, sempre ampliando tanto o metrô como a rede de trens de alta velocidade. Desde a última vez que visitei a cidade em 2006, foram inauguradas mais 53 estações de metrô, totalizando 289 estações (12 linhas) ! Outra coisa boa é que não precisei em nenhum momento esperar mais que 3 minutos pelo metrô, mesmo fora da hora de pico, nos finais de semana. Enquanto isso, do outro lado do Oceano, neste mesmo intervalo de tempo apenas 3 novas estações foram inauguradas no raquítico metrô do Rio, e 13 em São Paulo. O metrô de Salvador, coitado, até hoje não foi inaugurado, 11 anos depois do inicio das obras.

Uma placa anunciando a construção de uma nova linha de alta velocidade no país:

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Mais um acampamento com gente protestando:

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O Parque del Retiro, que estava cheio de gente procurando uma sombra para se proteger do sol implacável de 40 graus que castigava a cidade:

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Mais um monte de camelôs africanos no parque:

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Plaza de Toros de Las Ventas. As tradicionais "Corridas de toros" (touradas) são cada vez mais criticada pela crueldade contra os animais. Em Las Ventas, elas acontecem todos os domingos, e como era um sábado, não podia entrar.

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Algumas fotos da tourada que assisti em 2005. 5 touros foram mortos.

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Praça em frente ao local das touradas:

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Protestos na Puerta del Sol:

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Uma rua de pedestres lotada:

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Mariachis mexicanos:

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Estátuas humanas:

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Parei num bar para comer um "bocadillo de calamares" (sanduíche de lula), muito bom !!

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É uma tradição espanhola as "cañas y tapas" (ao pé da letra, "chopes e petiscos"). Ninguém toma um chope lá sem petiscar nada. Eu pedi uma água e um sanduíche no balcão do bar, e o garçon automaticamente me serviu, sem que eu tivesse pedido, uma poçào de azeitonas e um pedaço de torta de batata. Essas eram as tapas !

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A Plaza Mayor:

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A Puerta de Toledo, uma das portas das antigas muralhas medievais que cercavam Madri:

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Calle de Toledo:

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Um bar numa praça do bairro de La Latina:

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Voltei pro hostal, tomei um banho e de noite desci de novo pra comer algo. O calor não dava trégua nem de noite. Estava fazendo 33 graus !

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Fui na tradicional Cerveceria 100 Montaditos, próxima a Plaza Mayor. Achei muito bom e barato !

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Chope Mahou por apenas 1 euro !

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Como o próprio nome diz, o lugar tem no cardápio 100 tipos de sanduíches diferentes. Era tanta opçào que ficava até dificil de escolher !! Todos pareciam ser ótimos ! Os sanduíches eram pequenos, mas custavam apenas 1 euro cada ! Comi 4: queijo brie, 4 queijos, bacalhau e lulas.

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Sábado à noite em Madri. Eu estava louco pra entrar em algum lugar e aproveitar mais uma noite bombando até o último segundo, mas meu corpo estava implorando por uma cama e um ar condicionado ligado no máximo. Já era tipo 1:30 da manhã e eu tinha que acordar cedo, às 8h, pra ir pro aeroporto. Eu podia chutar o balde e voltar virado no avião, mas eu ia ficar muito estragado ! Preferi ir dormir !!! Não posso reclamar, foram muitas noites iradas nessa viagem, uma hora eu precisava descansar nessas férias, ehehhe !!

Publicado por alexpt 15:00 Arquivado em Espanha Comentários (2)

Budget accommodation in Espanha

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Dia 36 - Tallinn - Madri

sunny 35 °C

Acordei às 10h e fiz o checkout no albergue.

Peguei um taxi para o aeroporto, que custou apenas 4,20 euros ! O trajeto foi curto, de uns 15 minutos, mas mesmo assim achei bem barato.

1h de voo até Copenhagen. Devido ao fuso horário de menos uma hora, cheguei em Copenhagen praticamente na mesma hora que tinha saído de Tallinn.

Preços exorbitantes em Copenhagen. Um simples cachorro-quente com um refrigerante saia por 72 coroas dinamarquesas (10 euros) !!! Não comprei nada. Fiquei 3h no aeroporto esperando a conexão para Madri.

Embarcando no vôo da Spanair rumo a Madri.

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Não gostei dessa empresa. Eles cobram refeição a bordo, isso num voo de 3h de duração !! Me recuso a pagar 10 euros por um sanduíche safado e uma bebida.

Cheguei em Madri às 19h. Clima totalmente diferente de Tallinn e Helsinque ! Um calor sinistro de 35 graus, lembrando os dias mais quentes do verão do Rio !!

Madri é uma das minhas cidades favoritas. Incrível como me sinto em casa aqui ! Me identifico totalmente com o estilo de vida dos madrilenhos, que parecem sempre estar dispostos a celebrar a vida. As ruas de Madri são sempre cheias de vida, e a noite não tem hora para começar nem terminar !! Acho que os espanhóis tem um jeito de ser muito parecido com o dos brasileiros: descontraídos, abertos, informais, festeiros. A única diferença que vejo é a lingua mesmo.

Muito bom escutar as pessoas falando e entender (quase) tudo !! Há tempos não tinha essa sensação. :)

Peguei o metrô para o centro e desci bem no coração de Madri, na Gran Via, a principal avenida da cidade. Final de tarde de uma sexta-feira de verão. As ruas estavam bem movimentadas, cheias de gente ! Beeeem diferente das ruas vazias e sem vida de Helsinque.

Me hospedei no Hostal Montecarlo, na Gran Via, bem próximo a Puerta del Sol, o epicentro da cidade. Os "hostales" são um tipo de hospedagem bem típica de Madri. Apesar do nome sugerir, não tem nada a ver com albergue (hostel). Um hostal é uma pousada simples, geralmente ocupando um apartamento grande num edificio comercial. O meu hostal era exatamente assim: ocupava um apartamento no 2o andar de um edificio comercial, e nele tinha pelo menos mais uns outros 5 hostales.

Depois de 5 semanas dividindo quartos e banheiros de albergue com outras pessoas, eu merecia passar o último final de semana da viagem num quarto só pra mim, com ar condicionado gelando. Não saiu um absurdo de caro. Paguei 40 euros pela diária, e um albergue em Madri me custaria cerca de 15 euros num quarto para 6 pessoas.

A maioria dos hostales não tem recepção 24h. No caso do meu, a recepção só funcionava até 23h. Após esse horário, bastava tocar uma campainha do lado de fora do prédio e mostrar para o porteiro o cartão do hostal. Ele então abria o portão e sobia com o hóspede até o hostal, abrindo a porta.

Meu quarto era bem pequeno, mas pelo menos tinha o principal: ar condicionado gelando e um banheiro só pra mim.

Tomei um banho e desci pra procurar algo pra comer. Eu estava faminto !! Achei próximo a Puerta del Sol um restaurante chamado Fresc Co, com um buffet liberado por 10,90 euros, incluindo a bebida (também a vontade). Show de bola, era tudo o que eu precisava !! Comi muuuito !!

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Incrivel a quantidade de gente nas ruas por volta da meia-noite. Muitos ambulantes chineses vendendo cerveja nas ruas.

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Quando cheguei na Puerta del Sol, tive um choque. Parecia a Plaza de Mayo, de Buenos Aires, no auge da crise argentina em 2002. Tinha um monte de gente acampada protestando contra a crise econômica e o desemprego que atinge o país. Bem diferente do que vi nas outras vezes que visitei a cidade em 2005 e 2006.

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Me chamou a atenção também a grande quantidade de prostitutas nas ruas próximas.

Muitos camelôs africanos nas calçadas:

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A Plaza Mayor, um dos cartões-postais de Madri:

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Muitos mendigos dormindo nos cantos da praça, alguns revirando latas de lixo. Um cenário bem diferente do que vi há 5 anos, na última vez em que estive na cidade.

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No verão, os bares e restaurantes colocam mesas nas calçadas e praças, que ficam cheias até tarde:

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O Palácio Real:

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A night foi na Kapital, uma boate maneiríssima, enorme, de 7 andares !!! Surreal, nunca vi nada igual !!! Só começou a encher lá pelas 2h da manhã.

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A entrada custou 18 euros. O que achei esquisito é que não vendia cerveja lá, só destilados ! Nunca vi isso !! Uma cuba libre que tomei saiu por 12 euros, uma facada !!

Na pista principal, de repente, apareceu esse cara fazendo uma percussão maneiríssima da música que estava tocando !

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Um vídeo do percussionista:

Uma coisa boa também é que em Madri é proibido fumar em lugares fechados, como no Rio e SP. Na Rússia, Croácia e outros países por onde passei era insuportável ficar dentro de lugares fechados com um monte de gente jogando fumaça na sua cara.

A night bombou muitoooo !!! Fiquei lá até meu corpo não aguentar mais. A noite de Madri bomba tanto, mas tanto, que parece nunca ter fim ! Não há nada igual a noite madrilenha !! Eu queria "encontrar a parede", ver até onde aquilo continuava bombando, mas simplesmente não consegui !! Surreal...me rendi ! Fui vencido pelo cansaço às 5h da manhã e resolvi ir embora. Comi um pedaço de pizza e voltei pro hostal.

Publicado por alexpt 15:00 Arquivado em Espanha Comentários (0)

Dia 35 - Tallinn - Helsinque

overcast 15 °C

Acordei às 10h, e fui com a galera brasileira do meu quarto passar o dia em Helsinque, capital da Finlândia, que fica a apenas 80km de Tallinn (de navio).

A passagem de ida e volta custou 44 euros.

Eu imaginava que o navio (Baltic Princess, da empresa Tallink) fosse uma espécie de barca Rio-Niterói melhorada, mas era um autêntico cruzeiro !!! Além das cabines (para quem quisesse pagar mais), tinha quase tudo que um cruzeiro "normal" tem: bares, restaurantes, cassino, lojas, free shop, boate, recreação infantil, música ao vivo. Só não tinha, por motivos mais do que óbvios, uma piscina ! Com um vento congelante e um frio de 15 graus (no VERÃO !), realmente ninguém seria louco de ficar numa piscina. O navio também faz transporte de automóveis. Filas enormes de carros ficam aguardando no porto para embarcar no navio.

Embarcando no navio:

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Vista do porto de Tallinn:

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Elevadores:

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Cabines:

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Bares:

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Boate:

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Bar com música ao vivo:

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Deck 9:

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No último deck, em vez de piscina, apenas um pequeno bar:

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O Brasil invadindo a Finlândia !

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Saku, a cerveja mais famosa da Estônia:

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A imensidão azul do Mar Báltico:

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Almoçamos no próprio navio. A comida não estava incluida, e custou 9 euros.

Chegando na Finlândia:

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A travessia durou 3:30h. Desembarcamos em Helsinque com muito frio e um vento gelado. Nuvens negras anunciavam um chuva iminente. Se o verão é assim, o inverno finlandês não deve ser brincadeira !

Ruas próximas do porto, com edifícios residenciais:

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A galera que foi comigo pra Helsinque ficou hospedada por lá, mas eu estava apenas fazendo um "bate e volta", para depois voltar pra Tallinn. Fui com eles no albergue onde eles se hospedaram, e depois saimos para dar uma volta pelo pontos turísticos da cidade. Eu tinha 4h para conhecer o principal de Helsinque, antes de pegar o navio de volta para Tallinn.

O congresso finlandês:

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Um bonde:

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Finlândia em português ?? :)

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Helsique tem muitas ciclovias:

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Os nomes das ruas e as placas estão sempre em dois idiomas: finlandês e sueco. A Finlândia é um país bilingue. Fala-se sueco pois o país fazia parte da Suécia até o séc. 19.

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Achei os preços em geral em Helsinque bem salgados. A moeda também é o euro. Um simples cachorro-quente (só com pão e salsicha, mais nada) em frente ao porto custava 4 euros (R$10 !!)

Estação central de trens:

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Praça em frente a estação:

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Bonde:

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Frio !!

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Catedral Luterana:

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Praça do Senado, em frente a catedral:

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Catedral Ortodoxa Russa:

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Um navio-restaurante:

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A "Puerto Madero" de Helsinque:

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Região portuária, muito limpa e bem cuidada.

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Uma rua de pedestres no centro da cidade:

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Achei Helsinque uma cidade bem cuidada, moderna, limpa, rica, mas meio sem vida, vazia. Tinha pouca gente nas ruas. Vi poucos turistas também. Muita lojas nas ruas fechadas, mesmo sendo cedo (19h). A grande diferença para Tallinn, Riga e Vilnius é que Helsinque não tem um centro histórico. As construções são mais novas.

A Finlândia é considerado um dos países de melhor qualidade de vida do mundo. A qualidade dos serviços públicos, a segurança, a qualidade do ensino, e a renda elevada são incontestáveis, mas acho que a temperatura média e o número de dias de sol deviam também ser levados em conta no cálculo da qualidade de vida. Nesse quisito, a Finlândia levaria a nota mínima, com toda a certeza !!! Eu não aguentei passar nem 4h naquele frio... imagina passar um ano inteiro !!

Me despedi da galera e voltei pro porto, onde embarquei de volta para Tallinn. O navio de volta (Tallink Shuttle) era um pouco menor e mais rápido. A travessia durou 2h.

Vista do porto de Helsinque:

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Bar:

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O último deck. Não aguentei ficar nem 5 minutos lá, de tão frio que estava:

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Um bar no último deck:

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Jantei no navio (9 euros), que balançou bastante na volta. O mar estava muito agitado, com ondas enormes.

Cheguei no albergue em Tallinn quase meia-noite. Só tomei um banho e fui dormir. Preferi guardar as energias para a última noite da viagem, sexta-feira em Madri !!

Publicado por alexpt 5:00 Arquivado em Finlândia Comentários (1)

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