Minhas loucas aventuras pelo mundo. "A vida não é medida pelo número de vezes que respiramos, mas pelos lugares e momentos capazes de tirar o nosso fôlego." (Anônimo)
Fim de jogo !!! Último dia de férias. O celular despertou às 8:30h da manhã. Eu tinha dormido muito pouco, pois tinha chegado às 4h da manhã. Até agora não sei como consegui levantar. Por um momento pensei seriamente em chutar o balde, dormir até tarde e pegar um vôo mais tarde, mas ainda bem que não fiz isso, pois teria sérios problemas pra arrumar lugar em outro vôo, e provavelmente pagaria diferença de tarifa...
Arrumei minha mochila, me despedi dos meus amigos, e peguei o metrô pro aeroporto.
O vôo da Iberia decolou meio-dia em ponto. Dei sorte outra vez, pois a poltrona do meu lado estava vazia, então tinha um pouco mais espaço pra mim. As 10h de vôo até o Rio foram intermináveis. Mesmo cansado, não consegui dormir naquelas poltronas apertadas. O avião era velho e não tinha telas individuais, ou seja, não dava pra escolher o filme. Tive que ver naquele monitor coletivo um filme que já havia visto. Muito ruim essa Iberia.
Cheguei no Galeão às 19h. Dei uma passada no free shop, que aliás estava com preços absurdamente altos. Quando o dólar havia caído pra R$1,60, eles muito espertamente aumentaram os preços em dólar, ficando a mesma coisa que antes em reais. Só que o dólar turismo aumentou pra R$2,15 , e eles não baixaram os preços em dólar. Ou seja, pouca coisa está valendo a pena comprar agora. Uma garrafa de Absolut, por exemplo, está saindo por US$22 (quase R$50) , ou seja, praticamente o mesmo preço dos supermercados. Me lembro de ter comprado há alguns anos por US$13 !! Fica a dica: free shop agora só vale no exterior.
Bom demais matar a saudade da minha cama !!!
Então é isso, galerinha !! Espero que vocês tenham gostado de acompanhar todas as aventuras, descobertas, surpresas, perrengues, experiências loucas e momentos inesquecíveis que passei nessa intensa e sensacional viagem !!!!
Meu mapa tá ficando bonito heim !!! Já são 39 países "colonizados" !!
Termino o último post dessa viagem com uma frase que resume muito bem meu pensamento e meu estilo de vida. Vejo muita gente querendo parecer mais rica do que realmente é, comprando carrão pra "tirar onda", torrando grana em futilidades, se afogando em prestações e dívidas pra sustentar um falso status... mas no fundo, não percebem que essas coisas não agregam NADA !
Levantamos as 13h. Dia de dar adeus a Barcelona e partir rumo a Madri.
Demos uma passada numa padaria pra comer um sanduba, e partimos pra estação Sants, onde pegamos o AVE (trem-bala) das 15h rumo a Madri.
Eu e meu inseparável mochilão...já rodamos muuuuito
Comprei essa passagem na internet (www.renfe.es) e paguei apenas 35 euros. O preço normal costuma ser cerca de 100 euros. O segredo é comprar exatamente 2 meses antes do dia da viagem, quando é liberada no site a venda para este dia.
A viagem até Madri (que fica a cerca de 600km de distância de Barcelona) durou apenas 2:45h, com uma parada na cidade de Zaragoza. Muito melhor e mais rápido que ir de avião, porque as estações de trem não são distantes como os aeroportos, e não precisa chegar com 1h de antecedência para embarcar. Sem falar que não tem problema de tráfego aéreo, chuvas e nevoeiros que poderiam afetar um aeroporto. Acho um grande absurdo ainda não existir um trem-bala como esse entre Rio e São Paulo, e outras capitais brasileiras. E acho que ainda vai demorar muuuito pra sair do papel.
Chegando em Madri (Estação Puerta de Atocha):
Encontramos na estação com um amigo do Fabinho que estava de passagem pela cidade, e depois pegamos o metrô rumo ao hotel, no centro da cidade (estação Gran Via).
O hotel chamava-se Petit Palace Italia, um 3 estrelas localizado numa rua bem perto da Gran Via, a principal avenida do centro de Madri. Pegamos um quarto quíntuplo (já viram isso ??) por R$80 a diária pra cada um. A vantagem dele é que ficava bem no pico. Dava pra fazer tudo a pé.
Almoçamos no Fresc Co, restaurante self-service na calle Caballero de Gracia (entre a Gran Via e a Puerta del Sol). Uma pechincha: buffet liberado (incluindo bebida) por 12 euros.
Demos uma volta rápida pela Puerta del Sol, Gran Via e Plaza Mayor. As ruas estavam lotadas !!
Esta é a minha 4a vez nessa cidade, que é uma das minhas favoritas, onde me sinto totalmente em casa e tenho amigos. Nem preciso mais de mapa pra andar pelas ruas do centro.
Plaza Mayor:
Puerta del Sol:
Uma rua de pedestres perto da Puerta del Sol:
A Espanha, como todos sabem, passa por uma grave crise econômica e eu esperava encontrar um cenário um tanto quanto catastrófico na cidade, com sem-tetos pelas ruas, protestos e panelaços como os de Buenos Aires há 10 anos, mas não vi nada de anormal, pelo menos por onde passei.
Voltamos pro hotel e demos uma descansada antes de sair à noite.
Saimos do hotel às 23h, e as ruas ainda estavam bastante cheias. Isso no centro da cidade, em pleno sábado ! Uma das coisa que mais gosto de Madri é a sua vida noturna espetacular. Há sempre um clima de festa no ar. Os espanhóis são um povo muito festeiro, como os brasileiros, e parecem estar sempre dispostos a curtir e celebrar a vida. A noite começa bastante tarde e parece nunca ter hora pra acabar. Os lugares só começam a encher mesmo após as 2h da manhã. Buenos Aires herdou bem essa característica de seus colonizadores espanhóis.
O "pré-night" foi na Cervecería 100 Montaditos, ao lado da Plaza Mayor. Descobri esse lugar no ano passado e gostei tanto, que fiz questão de levar meus amigos lá. A "jarra de caña" (caneca de chope) sai por apenas 1 euro quando você pede também um "montadito" (sanduíche). Como o nome diz, há 100 opções de sanduíches variando de 1 a 3 euros. Muito barato !!! E os sanduíches são MUITO BONS ! Acho que um lugar como esse seria um sucesso absoluto no Rio, mas se existisse, com certeza seria um absurdo de caro !!
Montadito de "jamón iberico" (presunto típico espanhol):
Todos os montaditos que pedimos:
A "jarra de caña" Mahou (chope muito bom):
Partimos pra Kapital, uma mega boate na calle Atocha. Conheci esse lugar no ano passado e achei sensacional !! Entrada 17 euros com direito a um drink. Cada drink custava 10 euros (!!!).
Acordamos tarde (13h). O dono do apto (um brasileiro...estamos conquistando o mundo, ehehe !!!) apareceu lá perguntando se a gente tinha escutado algum barulho estranho de manhã, pois a porta principal (que dá pra rua) e a fachada do prédio estavam pichadas com os dizeres "TURISTAS TERRORISTAS". Quando a gente chegou da noitada não tinha nada. Segundo ele, no apartamento vizinho tinha uma galera (também turista) que fez uma festa até de manhã, incomodando os vizinhos com o barulho. Deu polícia e tudo no prédio. Estávamos tão chapados que não escutamos nem vimos nada disso.
Saímos pra comer no Burger King (6,15 euros o menu completo) e fomos pra praia (Barceloneta) no mesmo pico de ontem. Como já conhecia Barcelona (estive na cidade em 2005), não estava preocupado em ir nos pontos turísticos de novo. Preferi dessa vez curtir mais a cidade com a galera, sem pressa pra nada.
Quiosque com chuveiro e banheiro:
Calçadão:
Topless aos montes, fazendo a alegria da galera !!
Praia bombando !
Encontramos na praia com a Jô, amiga nossa de Santa Catarina, que está fazendo mestrado em Barcelona.
Foto da galera toda na praia:
Vimos muitos imigrantes na praia vendendo cerveja quente e oferecendo tatuagens de rena. De vez em quando eles corriam pela areia tentando se esconder da fiscalização da polícia. Alguns enterravam suas mercadorias na areia e espetavam uns pedaços de madeira para lembrarem da localização exata do "tesouro enterrado". Vimos alguns tirando a camisa e se sentando na areia, tentando se misturar aos banhistas normais. Perto da gente tinha dois deles. De repente, apareceu do nada um policial à paisana. Deu para escutar a abordagem "ninja" dele: "No corras y no escondas nada en la arena. Será peor. Ven conmigo". E levou embora os dois ambulantes. Sinistro !
Quando voltamos pro apto, vimos que o dono já tinha tirado a pichação da fachada do prédio e da porta que dá pra rua.
A noite foi na La Terrazza, uma boate IRADA que fica num castelo em Montjuic. O castelo é na verdade parte do Poble Espanyol, uma espécie de museu arquitetônico, que é como se fosse uma "cidade cenográfica" com construções de diversos estilos arquitetônicos da Espanha.
Entramos por volta de 1h da manhã, e ainda estava bem vazia. Pegamos um camarote VIP por 200 euros (40 euros pra cada um) com direito a uma garrafa de Absolut e energéticos a vontade. No Rio seria pelo menos o triplo do preço !!
As 2h da manhã a pista já começou a encher. O lugar era muito maneiro !!
A noite bombou muito, e só fomos embora quando já estava amanhecendo, às 6h da manhã. Algumas fotos do Poble Espanyol. Espetacular esse lugar !!
Fotos do apto que alugamos. As janelas davam para a rua (térreo), mas tinha grade.
Calçada em frente ao prédio. Nessa região moram muitos imigrantes. Uma galera bem esquisita, mas não tem perigo.
No final da rua, uma escada subindo até a entrada do parque de Montjuic, que abriga as principais instalações das Olimpíadas de 1992. Barcelona viveu uma grande transformação na época. Era antes uma cidade feia, degradada e sem graça, que vivia de costas para o mar, mas transformou-se depois de 1992 num dos destinos turísticos mais desejados da Europa. A cidade está servindo de inspiração para o Rio, preparando-se para as Olimpíadas de 2016. Tomara que o final também seja feliz para o Rio.
Vista da cidade no parque de Montjuic:
Bondinho que liga a praia de Barceloneta até o Forte de Montjuic:
O catalão é uma mistura louca de espanhol, francês e português. É o idioma oficial da região da Catalunha, mas todos falam espanhol (castelhano) também.
Estádio Olímpico e a pira:
Ginásio Olímpico:
Vista para a Font Magica de Montjuic, e a Plaça d'Espanya ao fundo:
Museu de Arte da Catalunha:
Ônibus circular turístico. Passa toda hora um monte deles pelas ruas da cidade.
Antiga arena de tourada transformada em shopping. As touradas foram abolidas da Catalunha há pouco menos de 1 ano.
No terraço do shopping, um mirante e restaurantes.
Entramos num dos restaurantes para almoçar. Preço muito bom: 14,50 euros (entrada, prato principal, sobremesa e uma taça de vinho).
Fomos depois no Camp Nou, o famoso estádio do Barcelona. Era bem caro para entrar (22 euros).
Sala dos troféus:
Troféu de campeão do mundial interclubes da Fifa 2011:
Na arquibancada:
Ídolos eternos:
Mais que um clube. Uma das marcas mais valiosas do mundo.
Sala de entrevistas coletivas:
Hidromassagem no vestiário:
Trono das estrelas:
Vista do gramado:
Camarotes:
O time comemorando o mundial interclubes do ano passado:
Saimos de lá e fomos para a praia de Barceloneta. Antes, passamos no supermercado pra comprar umas latinhas de Estrella Damm. Ninguém é de ferro
No trecho da praia onde estávamos, estava rolando música eletrônica. Mulherada de topless aos montes. Um espetáculo !!!
Vídeo que gravei da galera na praia:
Passavam muitos ambulantes (todos eram imigrantes asiáticos, indianos ou pasquistaneses) vendendo tatuagens de rena, bugingangas em geral e cervejas. O detalhe é que eles vendiam cerveja em lata, mas carregando em sacolas plásticas sem gelo. Não é como no Brasil, onde os vendedores carregam isopores com gelo. Ou seja, era cerveja QUENTE ! Não tem a menor condição de beber aquilo.
A praia tem uns quiosques que vendem cerveja cara (3 euros). A gente comprava num supermercado em frete a praia por apenas 0,75 euros cada lata.
Ficamos na praia até o pôr-do-sol. Comemos um kebab perto de lá, e voltamos pra casa.
A noite começou na Razzmatazz, no bairro de Poblenou, mas pelo que vimos na porta, era um lugar onde dava uma galera mais alternativa. Vimos que ia ser furada. Pegamos um taxi (que é barato em Barcelona) para a Shoko, no Porto Olímpico. 10 euros a entrada, e cada drink custava 10 euros (!!!). A noite na Europa segue mais ou menos esse padrão: entrada barata, mas bebida absurdamente cara. No final das contas, acabei gastando mais ou menos o que gasto no Rio.
Entrada da Shoko:
Esta boate fica de frente pro mar (literalmente), com uma saída direto para a areia. Quem está dentro e quiser sair, tem a mão carimbada pelo segurança da porta, e pode voltar quando quiser. Muito maneiro !
O local estava bombando, mas para nossa surpresa, às 3h acenderam as luzes, cortaram o som, e mandaram todo mundo embora. E a casa estava cheia ! Por ser uma 5a feira, devia ser alguma lei local que determinava o término neste horário. Provavelmente as 6as e sábados deve fechar mais tarde. Aproveitamos pouco a noite, pois entramos lá pouco antes das 2 da manhã.
A galera toda sendo expulsa da boate:
Opium, uma das boates ao lado da Shoko.
Fazer o que !? Voltamos pra casa ! Pegamos um taxi pra Las Ramblas, pra ver se a gente conseguia achar algum lugar aberto pra comer alguma coisa, pois bateu uma fome sinistra. Andamos MUITO, mas não encontramos absolutamente nada aberto ! Parecia uma cidade fantasma. Já estávamos voltando pra casa conformados em dormir com fome, quando apareceu do nada um paquistanês ambulante vendendo kebab na rua. Foi a nossa salvação !
Acordei meio tarde (10h). Belo dia de sol e calor em Veneza.
Vista da janela:
Fiz o checkout no hotel e fui caminhando (2 Km) com o mochilão até a estação de trem de Mestre.
Caminho até a estação:
Um bonde:
Região residencial:
Estação ferroviária de Mestre:
Antes de pegar o trem, passei numa lanchonete pra comer alguma coisa.
Suco de mirtilo:
Sanduíche de "prosciutto e formaggio" (3,20 euros):
A estação ferroviária tinha umas máquinas automáticas pra venda de passagens. Tentei comprar uma passagem pra Veneza, mas não consegui. Só dava uma mensagem falando que não havia passagens disponíveis. Tive que pegar fila e comprar na bilheteria mesmo. Custou 1,20 euro.
Plataforma de embarque:
Validando a passagem:
O trem:
De Mestre a Veneza são apenas 10 minutos.
Na estação de Veneza, deixei minhas duas mochilas num guarda-volumes (5 euros cada uma).
Onze e meia da manhã. Tinha pouco tempo pra explorar a cidade, pois teria que estar às 15h no aeroporto. Por sorte, já conhecia Veneza. Estive na cidade em 2005.
A primeira visão do Gran Canale ao sair da estação ferroviária é espetacular ! Acho essa cidade incrível. É um lugar único no mundo. Incomparável ! É como voltar no tempo. Veneza, de fato, mudou muito pouco desde a Idade Média.
Rua ao lado da estação:
A quantidade de turistas em Veneza é absurdamente grande. Um formigueiro que chega a incomodar. Escutei muito português em Veneza. Os turistas brasileiros estão invadindo a Europa, principalmente os destinos mais tradicionais.
Ponte Degli Scalzi:
Vista do Gran Canale em cima da ponte:
Um vaporetto (o "ônibus" de Veneza):
Em cima da ponte tinha um monte de camelôs africanos e paquistaneses vendendo bolsas de mulher:
Resolvi repetir o caminho que havia feito em 2005. Fui caminhando da estação ferroviária até a Piazza San Marco, principal atração da cidade. Dá pra fazer esse trajeto até mesmo sem mapa, seguindo apenas as placas nas paredes das vielas.
A verdadeira Veneza não está no movimentado Gran Canale, e sim nas pequenas e calmas praças, pontes e canais escondidos em meio a um labirinto de vielas, por onde só passam pedestres.
Restaurantes com mesas na calçada:
Preços baixos. Culpa da crise ?
Uma padaria:
Mercado de peixes:
Feira:
Gôndula no Gran Canale:
Restaurantes na beira do canal;
Ponte Rialto, a mais famosa de Veneza:
Vista de cima da ponte:
Um vídeo que gravei em cima da ponte mostrando a vista espetacular:
Lotaaaaado de turistas !!
Sanduíches italianos. Um melhor que o outro !!
Piazza San Marco, ícone máximo de Veneza, com a Basílica de San Marco e a Campanile (torre):
A fila monstruosa pra entrar na basílica. Impossível !!! Sem chance !
Gondoleiros:
Palazzo Ducale:
Gôndolas:
Ponte della Paglia:
Formigueiro:
Máscaras de carnaval:
Já passava das 13h. Hora de voltar pra estação ferroviária e partir pro aeroporto. Peguei um vaporetto de volta para lá. Passagem cara (7 euros).
As estações do vaporetto. São 30 min da Piazza San Marco até a estação ferroviária.
O Palazzo Ducale visto do vaporetto:
No vaporetto:
Igreja de Santa Maria della Salute:
Museu Guggenheim:
Edificio com pinturas na fachada:
Chegando na Ponte Rialto:
Um vídeo que gravei no vaporetto:
Um protesto:
Gôndola:
A crise européia também chegou à Veneza. Acampamento na praça bem em frente à estação ferroviária:
Busquei minha bagagem no guarda-volumes e fui até a Piazzale Roma, único lugar de Veneza por onde circulam carros e ônibus.
Peguei o ônibus pro aeroporto (20 minutos de viagem - 7 euros):
Enfim, cheguei ao aeroporto faltando 2:30h pro vôo. Em apenas 2h perambulando por Veneza, tirei 77 fotos ! Isso dá aproximadamente 1 foto tirada a cada um minuto e meio ! Praticamente um japonês !
Comi uma pizza e fiz o checkin. A atendente era muito mal educada. Nunca vi nada igual em todos os aeroportos por onde passei, e olha que foram MUITOS ! Depois de despachar minha bagagem, ela simplesmente jogou no balcão o meu passaporte com o cartão de embarque e não falou nada. É praxe em qualquer lugar do mundo que se explique ao passageiro pelo menos qual o número do portão de embarque e o horário limite para embarcar. Falei "grazie" mesmo assim, e ela me olhou como quem queria dizer "cai fora e não me enche o saco". Sinistro !!
O vôo da Vueling Airlines até Barcelona durou 1:40 min. Vista de Veneza, que é uma ilha ligada ao continente por uma ponte:
Pegando o trem no aeroporto de Barcelona (3,60 euros)
Desci na estação Sants e lá peguei o metrô até a estação Parallel.
Carrer de Salvà, a rua onde ficava o apto que aluguei com meus amigos:
Chegando no prédio, comecei a escutar umas vozes bem familiares em português saindo de uma janela de um apto no térreo. Eram meus amigos Humberto, Sascha, Fabinho e Ricardinho, galera do Rio que também estava mochilando pela Europa. Fizeram a maior festa quando cheguei !!
O apto que alugamos era show de bola. Um ótimo 3 quartos bem localizado (perto de Montjuic e da estação Parallel do metrô). Dava para ir andando para Las Ramblas. Foi um ótimo negócio, pois pagamos apenas 30 euros (R$75) cada um, o preço que pagaríamos pra ficar num albergue qualquer dividindo o quarto com um monte de gente.
Foto da galera no apto antes de sair à noite:
Passamos num bar perto do apto onde comemos umas tapas e tomamos umas cervejas San Miguel (apenas 1 euro cada long neck !!)
As mesas ficavam do lado de fora, na calçada. Praticamente todo mundo nas mesas vizinhas fumava, e MUITO. E como diz a Lei de Murphy, a fumaça SEMPRE vai para o seu lado, nunca para o lado do fumante !
Depois ainda demos uma passada num kebab pra forrar melhor o estômago. Os atendentes eram paquistaneses. Kebab muito bom, por sinal. O Ricardinho caiu num velho golpe. Deu uma nota de 50 euros pro caixa, que devolveu somente alguma moedas de troco. Quando o Ricardinho foi reclamar que estava faltando troco, ele disse que tinha recebido uma nota de 5 e não de 50. O tempo fechou e rolou um stress forte... a turma do "deixa disso" teve que intervir e resgatar o Ricardinho, que ficou furioso. Não adiantou reclamar. Estávamos num país que não era nosso, as regras eram outras. Eram as palavras de turistas brasileiros contra a de imigrantes paquistaneses. Se chamássemos a polícia, a chance de não dar em nada seria altíssima, e ainda perderíamos a noite numa delegacia qualquer. Tentamos fazer o Ricardinho esquecer esse infeliz episódio e salvar a noite dele, mas foi em vão. Ele preferiu voltar pro apto. Fabinho resolveu acompanhá-lo, por via das dúvidas. Sascha tinha passado mal do estômago e também preferiu não sair.
Sobrou eu e Humberto para representar a galera na noite de Barcelona. Fomos até a Las Ramblas, badalada rua de pedestres com um monte de bares e boates. Na Plaça Reial demos uma passada em frente a boate Karma, que estava às moscas. Fomos abordados por monte de "tuts" (promoters de rua) dando flyers com desconto para boates.
Passamos num bar pra comprar umas latas de cerveja. O balconista logo reconheceu que a gente era brasileiro, e ficou falando num portunhol cômico com a gente. A pergunta clássica: "Que saaao voces ? Paulistas ou cariocas ?"
Saindo de lá, ficamos desenrolando com uma tut brasileira (baiana) na rua, que deu pra gente um desconto pra boate Boulevard.
Entramos. 15 euros de entrada, com direito a 2 drinks. Cada drink custava 9 euros (um roubo !!). A boate era um verdadeiro zoológico. Tinha todas as espécies possíveis e imagináveis de turistas e imigrantes. Uma galerinha estranha de bermuda, corrente de prata e boné, umas gringas gordas, algumas poucas gatas. Muito mais homem que mulher. Não parecia ter ninguém de Barcelona, ou mesmo da Espanha. Achei bem ruim o lugar, ainda mais tento estado poucos dias antes no paraíso das gatas (Ucrânia). Mesmo assim a noite foi divertida. Ficamos por lá até umas 5 da manhã.